Calunga, palavra derivada do povos do Congo ou Angola, possue uma definição que assemelha-se com Necrópoles, a terra dos mortos, o mundo dos ancestrais ou ainda, a linha tênue que separa vivos dos mortos.
Calunga, palavra derivada do povos do Congo ou Angola, possue uma definição que assemelha-se com Necrópoles, a terra dos mortos, o mundo dos ancestrais ou ainda, a linha tênue que separa vivos dos mortos. Alguns acreditam que Calunga” significa o rio que separa vivos e mortos, papel muito similar ao rio “Styx” da mitologia grega.O conceito Calunga difere-se culturalmente, pois os africanos acreditavam que o mundo dos ancestrais era o local de onde emanava-se força e sabedoria que capacitavam as pessoas tornando-as ilustres. Quando o negro africano foi escravizado e trazido ao Brasil, atravessaram o grande rio, o mar, ao qual denomiram de Calunga Grande.
Assim temos duas concepções, os cemitérios como Calunga Pequena e o mar como Calunga Grande.
Um detalhe importante é que antigos rituais crematórios de grandes autoridades e monarcas eram efetuados em embarcações dentro das águas do mar para que suas cinzas encontrassem o caminho do Reino dos Mortos. Em países do Oriente ainda existem tradições de cremação nas margens de rios.
Espiritualmente, os seres que compõem o Reino da Calunga pequena são muito
obscuros e parte de suas forças reside na nostalgia, nos sentimentos e ressentimentos, nas angústias e no desespero. São grandes senhores e senhoras aptos à guerra, com enorme conhecimento no lançamento de feitiços que levam as pessoas à loucura, magias carregadas de epidemias e desgraças. Quando zelados e cultuados da maneira correta são capazes de curar e transmitir uma herança ancestral incrível.
Só um ser da Calunga é capaz de desmanchar um feitiço feito nela. Muitas legiões, chamadas também como Povos compõem o Reino da Calunga Pequena:
Povo das Portas da Kalunga;
Povo das Tumbas;
Povo do Forno;
Povo das Caveiras;
Povo da Kalunga da Mata;
Povo da Lomba;
Povo das Covas;
Povo da Mironga;
Povo das Trevas.