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quinta-feira, 15 de dezembro de 2022

Estupor: o que é, tipos, causas, sintomas e tratamento

 

Estupor: o que é, tipos, causas, sintomas e tratamento


Estupor – Vamos pensar por um momento sobre cada uma das ações que realizamos diariamente. Caminhando, conversando, lendo, comendo… muitas dessas ações nós fazemos praticamente de modo automático, enquanto outras exigem uma certa reflexão.

 

No entanto, todas elas têm algo em comum: exigem um certo nível de consciência que nos permite executá-las. E nem sempre temos isso, como quando estamos dormindo. Nosso nível de consciência pode variar muito de maneira natural.

 

Agora, algumas vezes, algumas doenças, lesões ou distúrbios podem causar um déficit no estado de consciência do qual não somos capazes de sair. O exemplo mais sério disso é o coma, mas existem outros distúrbios ou alterações semelhantes e muito graves. Este é o caso do estupor, sobre o qual vamos falar ao longo deste artigo.

O que é estupor?

É possível que em algumas conversas tenhamos ouvido ou até mesmo usado o termo estupor para nos referirmos a um estado de surpresa que nos impede de reagir. É um uso popular e válido desta palavra, mas há também um significado médico.

Nesse sentido, o nome estupor é dado a uma condição ou alteração do estado de consciência de uma pessoa, na qual há uma diminuição acentuada de atenção.

Sintomas

 

O estupor é um estado de perda ou déficit de consciência em que o sujeito permanece semiconsciente e não reage à estimulação ambiental. É praticamente impossível tirá-lo desse estado, a menos que seja aplicada uma estimulação muito intensa e poderosa. Alguns dos estímulos que podem alterar esse estado são, por exemplo, gritos ou estímulos de dor.

 

A característica mais marcante deste estado é a passividade e a falta de movimentos voluntários.É possível que em momentos de elevação da consciência o sujeito faça pequenos gestos ou mesmo realize alguma pequena vocalização ou som, embora estes sejam inconsistentes e não-relativos ao contexto.

É importante ter em mente que este estado não é fingido ou voluntário, de modo que a falta de atenção ao meio ambiente é uma consequência e não causa do estado de estupor. A atividade cognitiva é diminuída pela ausência de um estado vigilante e atento, e a indiferença ocorre no nível afetivo.

Tipos

Embora o conceito de estupor seja definido pela explicação dada acima, é possível identificar diferentes tipos de estupor, dependendo de sua causa e algumas características específicas ligadas a eles.

1. Estupor orgânico

Em primeiro lugar, vale a pena mencionar que podemos encontrar um estupor de tipo orgânico, no qual a causa é uma alteração neurológica de origem biológica ou adquirida. Este tipo de estupor é caracterizado pela tendência de aparecer em um contexto de disfunção cerebral difusa, e um olhar perdido ou olhos fechados. Nesse estado, você pode executar algumas ações incomuns.

2. Estupor psiquiátrico

Outro dos principais tipos de estupor é o psiquiátrico, derivado de algum tipo de psicopatologia. Dentro dela podemos encontrar o estupor catatônico, o melancólico/depressivo e o dissociativo.

2.1. Estupor catatônico

É um tipo de estupor que aparece em pacientes com esquizofrenia do tipo catatônico. Nesse caso, geralmente aparece a flexibilidade cerosa ou a manutenção da postura em que o sujeito é colocado, com hipertonia muscular. Também pode ser observado mutismo, comportamento de oposição ou obediência automática.

2.2. Estupor melancólico

Subtipo de estupor que aparece nos sintomas depressivos, mais frequentemente nos casos em que a depressão é endógena.

Neste caso o sujeito não responde a estímulos devido a uma inibição total do comportamento e da fala e, ao contrário de outros tipos de mutismo, pode haver uma expressão corporal que denota tristeza (embora a emoção também seja totalmente inibida).

2.3. Estupor dissociativo

Geralmente está ligada à experimentação de um evento estressante ou traumático, que causa uma dissociação na psique daqueles que a experimentam. Há imobilidade, mas se o sujeito for colocado em uma posição forçada, ele retorna à posição original. Não há resistência muscular ou rigidez.

Causas

 

Como podemos ver, o estupor é uma condição que pode ocorrer devido a uma grande diversidade de causas, tanto em nível orgânico quanto em nível psicológico.

 

Causas orgânicas

Dentro das causas orgânicas podemos encontrar o sofrimento de acidentes vasculares cerebrais ou a possível ocorrência de algum tipo de infecção a nível cerebral ou meníngeo.

Outra possível causa pode ser a existência de algum tipo de tumor, que pode causar estupor se comprimir ou afeta as áreas que governam a consciência, ou se não houver sangue, nutrientes e oxigênio suficientes no cérebro. Algumas doenças ou o sofrimento de hipoglicemia grave também podem gerar esse estado.Também pode ocorrer em intoxicações alimentares, uso de substâncias (incluindo álcool) ou farmacológico. Também é possível que uma pessoa atinja um estado de estupor depois de ter sofrido algum tipo de lesão cerebral traumática. Nestes casos, o estupor é devido a danos, lesões ou alterações no funcionamento dos neurônios.

Alteração psiquiátrica

Com relação ao estupor do tipo psiquiátrico, isso aparece como uma manifestação ou sintoma de diferentes psicopatologias. Alguns dos mais comuns são a esquizofrenia (especificamente no antigo subtipo catatônico) ou mesmo em casos de depressão melancólica.

As causas desses distúrbios não são geralmente conhecidas, embora existam hipóteses diferentes em relação a cada um desses distúrbios. Por exemplo, a presença de eventos aversivos e traumáticos geralmente é um gatilho para aqueles do tipo dissociativo.

Tratamento do estupor

A existência de algum tipo de estupor é uma condição a ser considerada devido à falta de resposta e capacidade de agir e manter o funcionamento normativo. Para isso, é necessário ir rapidamente para a sala de emergência, caso isso aconteça (especialmente se acontecer abrupta e repentinamente).

Em primeiro lugar, é essencial garantir os sinais vitais e a estabilidade biológica, bem como monitorar sua condição.Tenha em mente que o estupor pode ser um sintoma de uma patologia orgânica ou até mesmo um acidente vascular cerebral ou traumatismo craniano, o que poderia levar a sequelas graves, incapacidade ou até mesmo a morte se não for tratada. Do mesmo modo, uma intoxicação também deve ser tratada diferencialmente.

Mais tarde e depois de analisar as causas, o tratamento correspondente será aplicado em cada caso, de acordo com suas causas .

terça-feira, 9 de agosto de 2022

O que é a depressão pós-parto? Sintomas, causas, tratamento e mais!

 

O que é a depressão pós-parto? Sintomas, causas, tratamento e mais!

Considerações gerais sobre a depressão pós-parto

Mulher chorando em quarto de bebê

Desânimo, cansaço e irritabilidade são característicos do período de gestação e pós-parto. Independente da alegria que se sinta com a chegada de um bebê, algumas mulheres podem até mesmo experimentar a tristeza como sinal das modificações de seu corpo ou, ainda, sentimento de incapacidade e insegurança na lida com a criança.

No entanto, quando essa tristeza evolui para um quadro de depressão pós-parto, o cuidado deve ser redobrado pois o quadro pode ser prejudicial tanto para o recém-nascido quanto para a própria mãe. Amigos e familiares devem estar junto dessa mulher, oferecendo todo o apoio possível, inclusive para ajudar na identificação dos sintomas.

Nesse texto, vamos falar sobre essa importante condição clínica que tem atingido muitas brasileiras. Com a falta de atenção, a depressão pós-parto pode ser facilmente confundida com o período normal de gestação ou ser gravemente negligenciada. Por isso, continue o texto para saber mais.Embora muito falada nos últimos tempos, poucas pessoas sabem o que, de fato, significa a depressão pós-parto. Nos tópicos a seguir você vai saber um pouco mais sobre o quadro clínico, incluindo suas causas, sintomas e a possibilidade de cura. Continue a leitura para entender.

■O que é a depressão pós-parto?

A depressão pós-parto é uma condição clínica que ocorre após o nascimento do bebê e pode surgir até o primeiro ano de vida da criança. O quadro é caracterizado por estados depressivos, marcados por sentimentos de intensa tristeza, redução de disposição, pessimismo, visão negativa das coisas, diminuição da vontade de cuidar do bebê ou proteção exagerada, entre outros sintomas.

Em alguns casos, essa condição clínica pode evoluir para uma psicose pós-parto, que é um quadro muito mais grave e exige tratamento psiquiátrico. Mas raramente essa evolução acontece. Com o cuidado específico, a depressão pós-parto é tratada e a mulher pode seguir tranquila, com a devida atenção para o seu bebê.

■Quais as suas causas?

Inúmeras causas podem levar ao quadro de depressão pós-parto, desde fatores físicos, como alterações hormonais, característicos do período de puerpério, até histórico de doenças e transtornos mentais. A qualidade e o estilo de vida da mulher também podem influenciar o surgimento do quadro.

De modo geral, as principais causas da condição clínica são: ausência de uma rede de apoio, gravidez indesejada, isolamento, quadros de depressão antes ou durante o período de gravidez, alimentação inadequada, alteração de hormônios depois do parto, privação de sono, histórico de depressão na família, sedentarismo, transtornos mentais e contexto social.

É importante ressaltar que essas são as causas principais. Como cada mulher é diferente da outra, fatores singulares podem desencadear o quadro depressivo.

■Os principais sintomas da depressão pós-parto

A depressão pós-parto é parecida com o quadro de depressão comum. Neste sentido, a mulher apresenta os mesmos sintomas de um quadro depressivo. No entanto, a grande diferença é que no período de pós-parto ocorre a relação com o bebê, que pode ser afetiva ou não. Por isso, os sintomas de depressão podem ser negligenciados.

Sendo assim, a mulher pode sentir grande cansaço, pessimismo, choro recorrente, dificuldade para se concentrar, alterações na alimentação, falta de prazer de cuidar do bebê ou de realizar atividades diárias, muita tristeza, entre outros sintomas. Em casos mais graves, a mulher pode apresentar delírios, alucinações e pensamentos suicidas.

■A depressão pós-parto tem cura?

Ainda bem que sim. A depressão pós-parto tem cura, mas depende de um posicionamento da mãe. Com o devido tratamento e adoção de todas as prescrições médicas, a mulher pode se ver livre do quadro depressivo e seguir nos cuidados com o seu bebê. É importante ter em mente que o quadro clínico é uma condição que pode e precisa ter fim.

Além disso, para a completa cura da mulher, sem que seja um pré-requisito para isso, é bom que haja a presença de uma rede de apoio. Ou seja, familiares e amigos precisam estar ao lado dessa mãe para que ofereçam todo o auxílio possível.

Dados e informações importantes sobre a depressão pós-parto

Mulher conversando com terapia

A depressão pós-parto é uma condição clínica que acomete algumas mulheres. É importante conhecer mais de perto essa condição para desmentir algumas informações falsas e encarar o quadro com mais tranquilidade. Veja dados relevantes nos tópicos abaixo.

■As estatísticas da depressão pós-parto

Segundo uma pesquisa realizada pela Fundação Oswaldo Cruz, somente no Brasil estima-se que 25% das mulheres apresentam depressão pós-parto, o que corresponde a presença da condição em uma a cada quatro mães.

No entanto, com o aumento das demandas da mulher que, por vezes, precisam se dividir entre trabalho, casa, outros filhos e a chegada de um novo bebê, estados depressivos podem ocorrer com qualquer mulher.

Levando em consideração o estado natural de fragilidade e sensibilidade, característicos do próprio período de gestação, a grávida precisa receber todo o apoio possível, principalmente depois do nascimento da criança.

■Em quanto tempo se manifesta após o parto

Com uma diversidade de sintomas, a depressão pós-parto pode surgir até o primeiro ano de vida do bebê. Durante esses 12 meses, a mulher pode sentir todos os sintomas do quadro depressivo ou apenas alguns deles. É importante se atentar também à intensidade dos sintomas sentidos nesse período.

Se após o primeiro ano de vida da criança, a mãe começar a apresentar sintomas de depressão, o quadro não se configura como consequência da gestação. Nesse caso, um tratamento deve ser procurado para que a condição não interfira em outras áreas da vida da mulher.

■É possível que ocorra tardiamente?

É importante ficar atento aos sinais de uma depressão pós-parto, pois o quadro pode ocorrer de forma tardia. Neste caso, a condição se desenvolve durante 6, 8 meses ou até mesmo em até 1 ano após o nascimento da criança. Os sintomas são característicos do quadro, com possibilidade de ocorrer na mesma intensidade do que se fosse iniciada no puerpério.

É fundamental que a mulher receba todo o apoio de amigos e familiares para lidar com a situação, pois até 1 ano de vida da criança, o bebê ainda está em grande conexão com a mãe, dependendo dela para tudo. A escolha de profissionais capacitados e acolhedores também é essencial.

■Há relação de depressão pós-parto e bebês prematuros?

Mulheres que tiveram bebês prematuros podem enfrentar períodos de insegurança e um nível alto de estresse. Podem se sentir incapazes de cuidar da criança. Mas ainda assim, esse estado não significa que elas desenvolverão depressão pós-parto. É apenas um comportamento comum de toda mãe.

Com uma equipe médica humana e responsável, a mãe que teve bebês prematuros receberá toda a orientação para cuidar de seu filho. Dicas e diretrizes serão passados para que essa mulher fique mais calma, tranquila e segura. Por isso mesmo é muito importante que a escolha dos profissionais seja bem feita.

■Há relação entre depressão pós-parto e o tipo de parto realizado?

Não há nenhuma relação entre depressão pós-parto e o tipo de parto realizado. Seja cesárea, normal ou humanizado, qualquer mulher pode passar pela condição clínica. A única coisa que pode acontecer é a mulher criar expectativas com um tipo de parto e no momento de dar à luz, não ser possível realizá-lo.

Isso pode gerar estados de frustração e estresse, mas ainda assim não se configura como um fator para desencadear depressão. Para um parto tranquilo, a mãe pode conversar com o seu médico e expor suas expectativas com o momento, mas entendendo que uma alteração emergencial pode ocorrer e deve manter-se calma quanto a isso.

Depressão gestacional e baby blues

Mulher triste sentada no chão na frente de berço

Depressão pós-parto pode ser facilmente confundida com depressão gestacional e a fase baby blues. Para identificar corretamente os sintomas de cada período, é importante saber a diferença de todos esses momentos. Confira abaixo informações importantes.

■A depressão gestacional ou pré-parto

A depressão gestacional é o termo médico para o que é conhecido como depressão pré-parto, período em que a mulher fica mais frágil emocionalmente durante a gravidez. Nesta fase, a gestante sente os mesmos sintomas de uma depressão enquanto gesta a criança, ou seja, ela enfrenta o pessimismo, visão negativa das coisas, alterações no apetite e sono, tristeza, entre outros.

Inclusive, em alguns casos, o que se observa como depressão pós-parto é, na verdade, uma continuação da depressão gestacional. A mãe já apresentava um quadro depressivo durante a gestação, mas foi negligenciada por acharem a condição normal. Por acreditar que alterações no apetite e no sono, cansaço e insegurança são absolutamente normais na gestação, o quadro depressivo pode passar despercebido.

■Baby Blues

Assim que a criança nasce, o corpo feminino começa a enfrentar algumas modificações geradas pela variação de hormônios. Essa transformação acontece na fase chamada puerpério, período após o parto que dura 40 dias, conhecida também como quarentena ou resguardo. Após os 40 dias, essas mudanças começam a apresentar uma queda.

Nas duas primeiras semanas do puerpério, a mulher pode desenvolver o baby blues, que é uma etapa temporária de intensa sensibilidade, cansaço e fragilidade. Neste momento, a mulher precisa de total apoio para que possa se recuperar. O baby blues dura no máximo 15 dias e, se passar disso, o quadro de depressão pós-parto pode surgir.

■A diferença entre depressão pós-parto e baby blues

Independente de como se vive a gestação e o puerpério, toda mulher enfrenta mudanças em seu corpo, seja nos seus hormônios ou nos aspectos emocionais. Por conta disso, a depressão pós-parto pode ser facilmente confundida com o período baby blues. Afinal, ambos apresentam sensibilidade, cansaço e fragilidade, com perda significativa de energia.

Entretanto, a grande diferença entre os dois fenômenos está na intensidade e no tempo dos sintomas. Enquanto no baby blues a mulher fica sensível, mas não perde sua alegria e vontade de cuidar do bebê, na depressão pós-parto, a mãe apresenta fadiga, falta de prazer, choro frequente, tristeza e desânimo em grande intensidade.

Além disso, mesmo que o baby blues venha com grande força, o período chega ao fim dentro de 15 dias. Se passar disso, é preciso se atentar pois pode ser o início de um quadro depressivo.

Diagnóstico e prevenção da depressão pós-parto

Mulher triste segurando bebê

Como um quadro clínico, a depressão pós-parto conta com diagnóstico e prevenção. É muito importante que a identificação precoce seja feita para evitar o agravamento do quadro. Continue a leitura para saber como diagnosticar e prevenir.

■Identificando o problema

Antes de identificar os sinais da depressão pós-parto, é importante ter em mente que, independente da condição clínica, é de se esperar que após a gestação, a mulher enfrente um cansaço, estado de irritabilidade e muita sensibilidade.

Afinal, nos primeiros dias do puerpério a mãe sente todas as mudanças e alterações no seu corpo. Entretanto, no quadro depressivo, ocorre uma grande dificuldade de ficar feliz com o nascimento do bebê.

A mulher não consegue criar vínculos com o recém-nascido ou pode apresentar uma proteção tão grande, a ponto de não deixar ninguém chegar perto dele, nem mesmo os familiares. Além disso, ela sente todos os sintomas de uma depressão.

■O diagnóstico

O diagnóstico é feito da mesma maneira que uma depressão comum. O médico responsável por diagnosticar, isto é, o psiquiatra, avalia a intensidade e persistência dos sintomas, que devem ocorrer por mais de 15 dias.

Para configurar a depressão pós-parto, a mulher deve apresentar anedonia, que é uma diminuição ou perda total de interesse em atividades diárias, humor depressivo e, no mínimo, 4 sintomas de uma depressão. Lembrando sempre que esses sinais devem ser constantes por mais de duas semanas.

Além disso, o profissional também pode solicitar o preenchimento de um questionário relacionado a triagem de depressão e exames de sangue para identificar a presença de alguma alteração de hormônios anormal.

■Prevenção

A melhor maneira de prevenir a depressão pós-parto é ficar alerta aos primeiros sinais do quadro. Assim que perceber a presença de alguns sintomas, o médico deverá ser notificado. Mulheres que fazem tratamento para cuidar de algum transtorno psicológico também devem avisar o seu médico para tomar as devidas providências.

Outra atitude que pode ser tomada como prevenção é conversar com obstetras, amigos, familiares e mães para receber dicas de como se preparar melhor para o período de gestação.

Além disso, considerando as mudanças que a chegada de um bebê causa, pessoas da mesma residência devem conversar para definir o papel de cada um, principalmente no período de sono, onde o bebê acorda de madrugada para se alimentar.

■Como ajudar alguém que está sofrendo de depressão pós-parto

15px; line-height: 24px; margin: 0px 0px 10px;">Acolhimento é a palavra-chave para ajudar uma mulher que está sofrendo com a depressão pós-parto. Ela precisa ser ouvida em suas queixas e compreendida quando não estiver completamente feliz com o bebê. Julgamentos e críticas não devem existir. Até porque, algumas podem se cobrar pelo atual estado e piorar ainda mais a situação.

Ajuda para realizar as tarefas domésticas e nos cuidados com a criança também é fundamental para auxiliar essa mulher. Lembre-se de que, além do quadro clínico, o período pós-parto gera um cansaço natural no corpo feminino. Por isso, a mãe precisa descansar para que possa ter energia suficiente para o seu bebê.

■Os níveis de depressão pós-parto

A depressão pós-parto apresenta alguns níveis, com sintomas específicos. É fundamental se atentar ao nível em que a mulher está, pois isso vai impactar diretamente no tipo de tratamento que deverá ser aderido. Existem três níveis do quadro, a leve, moderada e grave.

Nos casos leves e moderados, a mulher se torna um pouco mais sensível, com sentimentos de tristeza e cansaço, mas sem grandes comprometimentos de suas atividades. Terapia e medicação são suficientes para a melhora do quadro.

Já nos casos mais graves, que são mais raros, a mulher pode até mesmo ser internada. Sintomas como alucinações, delírios, ausência de conexão com as pessoas e o bebê, alterações de pensamento, vontade de fazer mal a si e aos outros e perturbação do sono são muito comuns.

■A diferença entre a depressão pós-parto e depressão comum

Tanto a depressão pós-parto quanto a comum apresentam características semelhantes entre si. A única diferença é que a condição clínica após o nascimento do bebê, ocorre exatamente nesta fase e há a presença do vínculo da mãe com a criança.

Além disso, a mulher pode ter muita dificuldade de cuidar do bebê ou desenvolver uma proteção excessiva. A depressão comum pode ocorrer em qualquer fase da vida e por múltiplos fatores.

Fato é que a presença do quadro clínico antes da gestação pode contribuir para o surgimento da depressão pós-parto, mas não é uma regra. Até porque, a gravidez é um momento de muitas representações, em que para algumas mulheres, pode significar uma fase de grande alegria.

O tratamento da depressão pós-parto e uso de medicações

Mulher chorando sentada no chão apoiada no colo de marido que segura bebê

A ausência de tratamento da depressão pós-parto pode trazer prejuízos para o bebê, principalmente nos casos mais graves do quadro clínico. Aos primeiros sinais da depressão, o médico deve ser procurado para iniciar os cuidados. Veja abaixo mais informações sobre isso.

■O tratamento

A depressão pós-parto é passível de tratamento, mas vai depender da orientação do médico e do nível da condição clínica. Quanto mais grave for o caso, mais intenso terá que ser o cuidado.

Mas de modo geral, a mulher com quadro depressivo após a gestação, pode se submeter a intervenções medicamentosas, com prescrição médica, participação de grupos de apoio e psicoterapias.

No caso de utilização de medicamentos, a mãe não precisa se preocupar, pois hoje em dia há remédios que não fazem mal à criança, seja no período de gestação ou durante a amamentação. Em todo caso, o tratamento da mulher é fundamental para garantir a proteção e saúde do bebê.

■Há medicamentos seguros para o feto?

Felizmente, com o avanço da medicina, hoje em dia há muitos medicamentos seguros para o feto. Eles não alteram o desenvolvimento motor e nem psíquico da criança. As medicações utilizadas para o tratamento de quadros depressivos devem ser específicas. Seja para depressão pós-parto ou comum, o médico deve ser consultado para realizar a prescrição.

Anos atrás era utilizado o tratamento com eletrochoque como escolha para as mães. No entanto, devido a intensidade deste tipo de intervenção, ele só é utilizado em casos mais graves, em que há o risco de suicídio. Afinal, casos assim exigem uma resposta muito mais rápida.

■Medicamentos tomados durante a amamentação podem prejudicar o bebê?

Dentro do útero o bebê não realiza esforço respiratório. Por isso, os medicamentos para depressão não geram efeitos sobre o desenvolvimento do feto. Entretanto, depois que a criança nasce, o efeito sedativo dos remédios pode passar para o leite, sendo ingerido pelo bebê.

Por esse motivo, é importante a utilização de antidepressivos específicos com baixo poder de transferência para o leite materno. Também, todo o esquema deve ser discutido entre o médico e a mãe.

Além disso, é recomendável que após a ingestão dos medicamentos para depressão pós-parto, a mulher espere duas horas, pelo menos, para colher o leite. Assim, reduz a exposição do bebê ao agente antidepressivo.

■O uso de medicamentos é sempre essencial para tratar a depressão pós-parto?

Se um caso de depressão pós-parto não apresentar como causa o histórico familiar ou pessoal do quadro, o uso de medicamentos é indispensável para tratar a condição. Até porque, se não tratado, o quadro pode evoluir ou deixar resíduos que podem interferir em outras áreas da vida. Lembrando sempre, que a medicação deve ser receitada pelo psiquiatra.

No entanto, se a mulher já apresentava quadros depressivos ou vem de um contexto social estressante, é muito importante que não falte o tratamento psicológico. É na terapia, onde serão colocados os conflitos, questões e inseguranças que afetam não só a relação com o bebê, como também outros setores da vida.

Caso identifique os sintomas da depressão pós-parto, não hesite em buscar ajuda!

Mulher chorando no quarto

Um dos pontos principais para tratar o quadro de depressão pós-parto é identificar os sintomas o quanto antes e se submeter aos cuidados médicos. Ainda que você esteja sozinha, sem o auxílio de pessoas importantes, tenha em mente que você pode contar com o apoio de profissionais, que são capacitados e experientes para isso.

Além disso, a mulher com quadro depressivo não deve se sentir culpada por não conseguir cuidar de seu bebê. Com tantas demandas e representações errôneas da mulher em sociedade, é quase impossível não se sentir sobrecarregada, cansada ou mesmo desanimada com a vida.

Mas ainda bem que o cuidado com a saúde mental tem sido cada vez mais visto, principalmente quando se trata de gestantes. Tanto a gravidez quanto o período de nascimento do bebê, se constituem em um desafio para a mulher, onde a sensibilidade e fragilidade devem ser naturalizadas. Portanto, cuide-se, mas sem culpa.

Autor deste artigo

Caroline Costa

Psicóloga, com linha terapêutica baseada na psicanálise. Ingressei na carreira de redatora freelancer em 2018 e, desde então, não parei mais.
Já me aventurei na redação jornalística e na escrita de diversos temas em uma agência de marketing. Atualmente mergulho no significado dos sonhos, acreditando que eles tem muito a dizer sobre os nossos caminhos por essa vida.

sexta-feira, 5 de agosto de 2022

Tipos de dor de cabeça: locais, sintomas, causas, tratamentos e mais!

 

Tipos de dor de cabeça: locais, sintomas, causas, tratamentos e mais!

Saiba mais sobre os tipos de dor de cabeça e seus tratamentos!

Mulher deitada na cama sentindo dores de cabeça

Neste artigo, conheceremos mais sobre um problema que aflige muitas pessoas: a dor de cabeça. Todo mundo já sentiu dor de cabeça, e as causas são inúmeras. Há pessoas que sofrem de dores de cabeça constantes, o que as priva de uma melhor qualidade de vida.

A dor de cabeça é classificada em vários tipos, existindo cerca de 150 deles. Primeiramente, as dores de cabeça são divididas em dores primárias e secundárias, e cada um desses grupos tem subdivisões que especificam graus, sintomas e causas. Elas podem inclusive ocorrer em diferentes regiões da cabeça.

Há, ainda, diferença entre a dor de cabeça tensional, ocasionada pela tensão nos músculos e a enxaqueca, uma dor persistente que pode ter causas variadas. Acompanhe a seguir para ficar por dentro de informações detalhadas e úteis sobre a dor de cabeça.

Entendendo mais sobre a dor de cabeça

Mulher sentada numa cadeira com notebook no colo sentindo dor de cabeça

Iremos entender mais sobre a dor de cabeça, conhecendo o que ela é, seus sintomas, quais são os perigos da dor de cabeça frequente e como se dá seu diagnóstico e avaliação. Confira.

■O que é a dor de cabeça?

A dor de cabeça é um sintoma, isto é, um sinal que alerta para alguma causa ou origem. Ela pode acontecer em qualquer região da cabeça, e em alguns casos ocorrer por irradiação, quando a dor se espalha a partir de um ponto. A dor de cabeça pode surgir de forma gradual ou imediata, e pode ter vários graus de intensidade e tempos diferentes de duração.

Entre os brasileiros, ela aparece em quinto lugar dentre os problemas de saúde mais frequentes, depois da ansiedade, do estresse, da alergia respiratória e das dores nas costas. Estresse, falta de sono, postura incorreta, tensão muscular e até mesmo a alimentação podem ser causas para esse incômodo tão frequente.

■Sintomas da dor de cabeça

As dores de cabeça tensionais, o tipo mais comum, tendem a ser consistentes, podem ocorrer nos dois lados da cabeça e pioram com esforço físico. Já as enxaquecas apresentam dor latejante moderada a intensa, podendo haver náusea ou vômito, além de sensibilidade à luz, ruído ou odores.

As cefaleias em salvas são mais graves e raras e podem durar por períodos longos. A dor é intensa e se manifesta somente de um lado da cabeça, acompanhada de secreção nasal e olhos vermelhos e lacrimejantes.

As dores de cabeça sinusais são sintomas da sinusite, ocasionadas pelo congestionamento e inflamação dos seios da face.

■Perigos e cuidados com a dor de cabeça frequente

A dor de cabeça frequente, mesmo aquela que não apresenta grande intensidade, mas que persiste, precisa ser investigada. Portanto, não deixe de procurar um médico caso tenha dor de cabeça e sintomas relacionados à cefaleia.

Preste atenção se a dor de cabeça começar repentinamente e com grande intensidade. Se ela não passar mesmo com a ajuda de analgésicos, busque assistência médica.

Sintomas adjacentes como confusão mental, febre alta, desmaios, alterações motoras e rigidez na nuca são sinais de que essa não é uma dor de cabeça normal e podem ser sintomas de doenças graves, como meningite, AVC e aneurisma.

■Como as dores de cabeça são avaliadas e diagnosticadas?

Ao investigar a dor de cabeça, a primeira coisa a ser avaliada é a intensidade e a duração da dor. Além disso, informações relevantes serão requeridas pelo médico, como quando ela começou e se há alguma causa identificável (esforço físico excessivo, trauma recente, uso de certos medicamentos, dentre outras razões possíveis).

A definição da dor como primária ou secundária orientará o tipo de tratamento. Exame físico e histórico médico fazem parte da avaliação mais aprofundada. Para alguns tipos de dor de cabeça, testes de diagnóstico são realizados para determinar a causa, como exames de sangue, ressonância magnética ou tomografia computadorizada.

Tipos de dor de cabeça – Cefaleias primárias

Mulher com dor de cabeça

A fim de nos aprofundarmos em relação à dor de cabeça, é necessário abordar os tipos de cefaleia. Conheceremos a seguir as cefaleias que são conhecidas como cefaleias primárias.

12px 0px; vertical-align: middle;">■Cefaleia tensional

A cefaleia tensional é classificada como cefaleia primária e é o tipo mais comum de dor de cabeça. A dor pode ser leve, moderada ou intensa, e costuma surgir atrás dos olhos, na cabeça e no pescoço. É comum que pacientes com cefaleia tensional a descrevam como a sensação de ter uma faixa apertada em torno da testa.

Esse é um tipo de cefaleia experimentado pela grande maioria da população, de maneira episódica, podendo ocorrer todos os meses. Existem casos, mais raros, de cefaleia tensional crônica, que se configura em episódios de longa duração (mais de quinze dias por mês). As mulheres estão duas vezes mais propensas do que os homens a sofrerem desse tipo de cefaleia tensional.

Dores de cabeça tensionais são causadas por contrações musculares nas regiões da cabeça e pescoço. A tensão se deve a diversos fatores e hábitos, como atividades que sobrecarregam, alimentação, estresse, muito tempo diante do computador, desidratação, exposição a baixas temperaturas, excesso de cafeína, fumo e álcool, noites mal dormidas, dentre outros estressores.

Geralmente, apenas a mudança de hábitos já é suficiente para aliviar a cefaleia tensional. Para casos persistentes, existem opções de tratamento, desde medicamentos como analgésicos e relaxantes musculares a acupuntura e outras terapias.

■Cefaleia em salvas

Os sintomas que caracterizam a cefaleia em salvas são dor intensa e penetrante. Essa dor é sentida na região dos olhos, especialmente atrás do olho, ocorrendo em um lado do rosto de cada vez. O lado afetado pode apresentar lacrimação, rubor e inchaço, além de congestão nasal. Os episódios se dão em séries, isto é, crises que duram de 15 minutos até 3 horas.

É comum que quem experimenta cefaleia em salvas sofra com repetições diárias com intervalos, possivelmente no mesmo horário todos os dias, o que causa aflição considerável, já que as crises podem se estender durante meses. Dessa maneira, pacientes que têm cefaleia em salvas passam meses sem sentir nada e meses com os sintomas ocorrendo diariamente.

A cefaleia em salvas é três vezes mais comuns em homens do que em mulheres, mas suas causas não foram ainda determinadas com exatidão. Existem casos mais severos em que o paciente desenvolve uma versão crônica desse tipo de cefaleia, em que os sintomas ocorrem regularmente por mais de um ano, seguindo-se um período sem dor de cabeça que dura menos de um mês.

O diagnóstico depende de exame físico e neurológico e o tratamento é feito com medicamentos. Quando estes não funcionam, pode-se ter que recorrer a cirurgia.

■Enxaqueca

A enxaqueca é caracterizada como uma pulsação no fundo da cabeça. Essa dor é intensa e geralmente é unilateral, isto é, concentrando-se em um lado da cabeça. Ela pode durar dias, o que limita significativamente o paciente em relação às suas tarefas diárias. Além da dor, o paciente fica sensível à luz e a ruídos.

Outros sintomas adjacentes são náuseas e vômitos, além de formigamento em um lado do rosto ou no braço, e, em graus intensos, dificuldade para falar. Um sinal de que a enxaqueca está ocorrendo é a percepção de diversos distúrbios visuais: luzes piscando ou cintilando, linhas em ziguezague, estrelas e pontos cegos.

Esses distúrbios são chamados de auras de enxaqueca e precedem a dor de cabeça em um terço das pessoas. É preciso ficar atento porque os sintomas da enxaqueca podem ser muito similares aos de um AVC. Diante de qualquer dúvida, procure atendimento médico imediato.

As mulheres são mais propensas do que os homens a sofrerem desse tipo de dor de cabeça. Quanto às causas da enxaqueca, elas vão desde ocorrência genética à ansiedade, mudanças hormonais, abuso de substâncias e associação com outras condições do sistema nervoso. O tratamento é feito com medicamentos e técnicas de relaxamento.

■Hemicrania contínua

A Hemicrania contínua é uma cefaleia primária, isto é, faz parte da categoria de cefaleias que não têm necessariamente origem devido a outras doenças, já que as cefaleias secundárias correspondem a sintomas de determinadas condições médicas.

Ela se caracteriza como uma dor de cabeça de intensidade moderada, que ocorre unilateralmente, ou seja, em um lado da cabeça, com duração contínua que pode durar alguns meses. Ao longo do dia, sua intensidade é variável, com dor leve em algumas horas e intensificando-se em determinados horários.

Dentro dos tipos de dores de cabeça, a Hemicrania contínua é responsável por cerca de 1%, o que significa que não é o tipo de cefaleia com maior incidência na população. A Hemicrania contínua é duas vezes mais comum em mulheres.

Alguns sintomas adjacentes podem surgir nos episódios de Hemicrania contínua, como lacrimejamento ou vermelhidão dos olhos, coriza, congestão nasal e suor na cabeça. Uma parte dos pacientes pode demonstrar inquietação ou agitação, além de apresentar pálpebra caída e miose (contração da pupila) temporária.

As causas da HC não foram determinadas ainda e o tratamento é feito com um medicamento chamado indometacina, um anti-inflamatório não esteroide (AINE). Outras opções de medicamentos incluem outras alternativas de AINE ou o antidepressivo amitriptilina.

■Cefaleia de picador de gelo

A cefaleia de picador de gelo também recebe o nome de síndrome de dor de cabeça de curta duração. Ela pode ser classificada como dor primária, quando não é causada por outro diagnóstico associado, ou como dor secundária, quando originada por uma condição pré-existente.

Ela se caracteriza por dores intensas, repentinas e curtas, durando apenas alguns segundos, podendo ocorrer ao longo do dia. Um aspecto distinto de seus sintomas é que esse tipo de dor tende a se mover para diferentes regiões da cabeça. Além disso, é bastante comum que essa cefaleia surja durante o sono ou as horas de vigília.

Dentre seus sintomas, os mais marcantes são: a curta duração da dor que, apesar de intensa, dura poucos segundos e a ocorrência em ondas, ou seja, o retorno da dor ao longo de várias horas com intervalos, podendo acontecer 50 vezes por dia. A localização mais frequente da dor é no topo, na frente ou nas laterais da cabeça.

A causa desse tipo de cefaleia é atualmente desconhecida, mas acredita-se que esteja associada a interrupções de curto prazo nos mecanismos centrais de controle da dor do cérebro. O tratamento é preventivo e inclui medicamentos como indometacina, gabapentina e melatonina.

■Cefaleia em trovoada

A natureza da cefaleia em trovoada é súbita e explosiva. Ela é considerada uma dor extremamente forte, que surge repentinamente e progride para um pico de intensidade em menos de um minuto. Essa dor pode ser passageira e não se dar em razão de nenhuma condição subjacente. Porém, pode ser um sintoma de um problema sério que requer atenção médica imediata.

Portanto, se sentir esse tipo de dor de cabeça, procure atendimento o mais rápido possível, a fim de que um médico avalie as possíveis causas. Os sintomas de uma cefaleia em trovoada incluem dor repentina e severa, e a pessoa que sente essa dor a descreve como a pior dor de cabeça que já sentiu. A dor também pode se estender para a região do pescoço e tende a diminuir após cerca de uma hora.

O paciente pode ter vômitos e náuseas e até mesmo desmaio. As condições de saúde que podem, mais frequentemente, ocasionar a dor de cabeça em trovoada são: a Síndrome da Vasoconstrição Cerebral Reversível (SVCR – também conhecida como Síndrome de Call-Fleming) e a Hemorragia Subaracnóidea (HSA). Causas menos comuns incluem a Trombose Venosa Cerebral (TVC), dissecção arterial, meningite e, mais raramente, Acidente Vascular Cerebral.

Outros tipos de dor de cabeça – Cefaleias secundárias

Homem sentado em frente a notebook com as mãos na cabeça

As cefaleias secundárias são causadas por algumas condições ou distúrbios. Vamos conhecer as causas mais comuns para esse tipo de dor. Acompanhe a seguir.

■Dor de cabeça causada pela sinusite ou alergia

Algumas dores de cabeça são causadas pela sinusite ou alergia. A sinusite é uma inflamação do tecido que reveste os seios da face (espaços ocos atrás das maçãs do rosto, testa e nariz). Essa é a área da face que produz o muco que mantém o interior do nariz úmido, protegendo contra poeira, alérgenos e poluentes.

A infecção sinusal provoca dor de cabeça e pressão nos seios da face. Essa dor pode ser leve a intensa e tende a ocorrer com mais frequência no período da manhã. Quando intensa, pode irradiar para os ouvidos e maxilar superior. Outros sintomas da sinusite são: coriza, congestão nasal, secreção nasal amarela, verde ou branca, tosse, fadiga e até febre.

As causas da sinusite são infecções virais e alergias que afetam o trato respiratório superior. O diagnóstico da dor de cabeça causada pela sinusite ou alergia depende de avaliação do médico acerca do seu histórico de saúde. Alguns casos exigem exames como tomografia computadorizada e endoscopia nasal.

O tratamento é feito com medicamentos para a desobstrução do canal nasal, assim como para combater a infecção. A realização de cirurgia pode ser uma opção quando os medicamentos não conseguem tratar a doença de maneira eficaz.

■Dor de cabeça hormonal

Nas mulheres, os níveis hormonais flutuantes podem ocasionar dores de cabeça crônicas e enxaquecas menstruais. As mudanças nos níveis hormonais se dão durante alguns ciclos, como a menstruação, a gravidez e a menopausa, mas também podem ser originadas pelo uso de contraceptivos orais, bem como pela reposição hormonal.

É comum que as mulheres se livrem da dor de cabeça do tipo hormonal, ou das enxaquecas menstruais após o fim da fase reprodutiva, isto é, com a menopausa. Pesquisas científicas associam a causa desse tipo de dor de cabeça ao hormônio feminino estrogênio. Nas mulheres, este hormônio controla as substâncias químicas no cérebro que afetam a sensação de dor.

Quando acontece uma queda nos níveis de estrogênio, uma dor de cabeça pode ser desencadeada. Porém, os níveis hormonais são afetados por inúmeras razões para além do ciclo menstrual. Na gravidez, por exemplo, os níveis de estrogênio aumentam, o que faz com que muitas mulheres tenham uma interrupção nessas crises de Cefaleia.

Até mesmo razões genéticas contribuem para as enxaquecas hormonais, mas hábitos como pular refeições, dormir e se alimentar mal, como tomar muito café também podem ocasioná-las. Além disso, estresse, mudanças climáticas também são fatores que desencadeiam crises.

■Dor de cabeça causada pelo excesso de cafeína

O abuso de substâncias estimulantes, como a cafeína, também pode ser uma causa para a dor de cabeça. Isto se dá porque o fluxo sanguíneo no cérebro é afetado pelo consumo de cafeína. O que nem todas as pessoas sabem é que não é apenas o exagero que causa a dor de cabeça: parar de tomar café também pode ocasionar o mesmo efeito.

Em alguns casos, porém, a cafeína pode aliviar as dores de cabeça, especialmente nos casos de cefaleia tensional e enxaqueca, e inclusive potencializar o efeito de alguns analgésicos, como o ibuprofeno (Advil) ou o acetaminofeno (Tylenol).

Em relação à cafeína como causa de cefaleia, estima-se que ela pode desencadear dor de cabeça quando ingerida em excesso porque, além de afetar quimicamente o cérebro, a cafeína tem ação diurética, isto é, ela pode fazer a pessoa urinar mais, provocando desidratação.

A cafeína, quando consumida em grande quantidade, pode causar até mesmo uma overdose. Nesses casos, os efeitos colaterais não param na dor de cabeça, e eles vão desde pulsação acelerada ou irregular, até letargia, vômito e diarreia, podendo levar à morte em casos extremos.

A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) considera como seguro o consumo de até 400 mg de cafeína por dia (para pessoas saudáveis).

■Dor de cabeça causada pelo excesso de esforço

Atividades físicas intensas provocam o aumento do fluxo sanguíneo para o crânio, resultando em uma dor que se caracteriza como latejante e ocorre em ambos os lados da cabeça. Essas cefaleias geralmente são de curta duração, desaparecendo em alguns minutos ou horas, com o repouso após o esforço a que o corpo foi submetido.

As cefaleias causadas por esforço físico são dividias em duas categorias: cefaleia primária por esforço e cefaleia secundária por esforço. O tipo primário é inofensivo e acontece exclusivamente em razão de uma atividade física.

O tipo secundário, por sua vez, faz com que uma condição pré-existente, como tumores ou doença arterial coronariana, provoquem dor de cabeça durante o esforço físico. O sintoma mais marcante de uma dor de cabeça por esforço é o fato dessa dor ser latejante, podendo estar localizada em apenas um lado da cabeça, mas também ser sentida em todo o crânio.

Ela pode ser uma dor moderada a intensa e pode começar durante ou após a atividade física que demanda esforço. Quando do tipo primária, sua duração é estimada como variável, ou seja, pode durar de cinco minutos a dois dias. Nos casos do tipo secundário, a dor pode durar vários dias.

■Dor de cabeça causada pela hipertensão

A condição chamada de hipertensão, ou pressão alta, manifesta-se por meio de alteração na força do bombeamento de sangue através das artérias. Na hipertensão, a tensão exercida pelo sangue nas paredes dos vasos é consistentemente muito alta, fazendo com que as paredes se expandam além do limite normal.

Essa pressão causa danos no tecido e aumenta, o risco de ataque cardíaco, derrame e doença renal. É comum, no entanto, que a hipertensão não cause nenhum sintoma, mas em casos mais raros, a hipertensão grave pode ser acompanhada por sintomas como dores de cabeça, tontura, rubor facial e vômito.

As dores de cabeça causadas pela hipertensão geralmente ocorrem quando a pressão fica muito alta e são, geralmente, resultado de alguma condição de saúde subjacente do paciente, como tumores adrenais, encefalopatia hipertensiva, pré-eclâmpsia e eclampsia, ou, ainda, relacionadas ao uso ou abstinência de drogas.

A retirada de betabloqueadores, alfa-estimulantes (por exemplo, clonidina) ou álcool pode causar elevação da pressão com acompanhamento de dores de cabeça. Assim, o paciente que sabe que tem hipertensão e tem dores de cabeça deve consultar um médico, a fim de investigar a existência de outras condições de saúde. Seguir o tratamento adequando prescrito para os hipertensos é imprescindível, e ele inclui manter bons hábitos de saúde.

■Cefaleia rebote

A cefaleia rebote é causada pelo uso excessivo de medicamentos, especialmente analgésicos de venda livre (OTC), como paracetamol, ibuprofeno, naproxeno e aspirina, ou seja: é um efeito colateral do abuso dessas substâncias. São dores que se assemelham às dores de cabeça do tipo tensional, mas também podem ocorrer de maneira mais intensa, como nas enxaquecas.

O uso de medicamentos (especialmente os analgésicos que contém cafeína) que se estende por mais de 15 dias por mês pode ocasionar a cefaleia rebote. Quem sofre cronicamente de uma cefaleia específica pode ter episódios de cefaleia rebote ao fazer uso constante de analgésicos.

Os sintomas desse tipo de cefaleia são variáveis, isto é, sintomas diferentes podem ser desencadeados a depender do medicamento usado. Essas dores tendem a ocorrer quase todos os dias, e são bastante frequentes no período da manhã. É comum que a pessoa sinta alívio ao tomar o medicamento analgésico e perceba que a dor retorna assim que o efeito do remédio passa.

Sintomas que são um alarme para buscar ajuda médica: náusea, inquietação, problemas de memória, irritabilidade e dificuldade de concentração. As pessoas que precisam tomar analgésicos mais de duas vezes por semana devem procurar um médico para investigar as causas da cefaleia.

■Cefaleia pós-traumática

Uma concussão é uma lesão cerebral traumática causada por pancada, colisão ou golpe na cabeça. Esse é o tipo mais comum e considerado menos grave dentre as lesões cerebrais traumáticas, ocorrendo com grande incidência em jovens que praticam atividades esportivas e recreativas, mas com causas também relacionadas a acidentes de carro e de trabalho, quedas e agressões físicas.

O impacto de um golpe ou uma pancada na cabeça pode sacudir o cérebro, fazendo com que ele se mova dentro do crânio. Concussões podem causar hematomas, danos nos nervos e nos vasos sanguíneos. Como resultado, quem sofreu uma concussão pode ter a visão e o equilíbrio alterados, e até mesmo ficar inconsciente.

Ter dor de cabeça imediata à concussão é normal, porém, senti-la dentro de 7 dias após a lesão é um sinal de Cefaleia pós-traumática. Os sintomas se assemelham aos da Enxaqueca, de intensidade moderada a grave. A dor é geralmente pulsante, e sintomas adicionais são: náuseas, vômito, tontura, insônia, problemas de memória e concentração, mudanças de humor e sensibilidade à luz e a ruídos.

Uma concussão sempre deve ser avaliada por um médico, que pode solicitar uma tomografia computadorizada ou ressonância magnética para descartar sangramento ou outra lesão cerebral grave.

■Dor de cabeça cervicogênica (da coluna)

15px; line-height: 24px; margin: 0px 0px 10px;">A dor de cabeça cervicogênica é uma dor de cabeça secundária, isto é, causada por outro problema de saúde. É resultante de uma desordem na coluna cervical e se caracteriza como uma dor que se desenvolve no pescoço e na nuca. O paciente relata uma dor sentida mais intensamente na região do crânio, devido à irradiação.

Ela acontece frequentemente em apenas um dos lados da cabeça. Esse tipo de cefaleia é muito comum, acometendo milhões de pessoas. Sua ocorrência tende a ser incapacitante, a depender da intensidade da dor, afetando as atividades rotineiras e a qualidade de vida como um todo.

As alterações na coluna que desencadeiam a cefaleia cervicogênica são aquelas que atingem as vértebras cervicais, como as hérnias de disco, o pinçamento de raízes cervicais, a estenose de canal cervical, mas também torcicolos e contraturas.

Pessoas que têm problema de má postura frequentemente reclamam de dor de cabeça, podendo confundi-la com enxaqueca e dor de cabeça tensional, já que ambas podem afetar a região da nuca e pescoço.

Tratar a cefaleia cervicogênica depende do tratamento do problema que causa a dor. Formas eficazes de alívio são as terapias físicas, como fazer exercícios regulares e fisioterapia, mas há casos que necessitam de cirurgia.

■Disfunção temporomandibular – DTM

A Disfunção Temporomandibular (DTM) abarca uma série de problemas clínicos que acometem os músculos da mastigação, assim como a articulação temporomandibular (ATM) e suas estruturas associadas. Essa é uma síndrome que resulta em dor e sensibilidade nos músculos da mastigação, sons articulares provocados pela abertura da mandíbula, bem como limitação do movimento mandibular.

Pessoas que sofrem de dor na articulação temporomandibular são uma em cada dez, conforme pesquisas médicas, que também confirmaram um encaminhamento da dor da cabeça para a articulação temporomandibular e vice-versa. A cefaleia, nestes casos, é descrita como uma dor em aperto, e o paciente encontra alívio quando consegue relaxar.

A DTM também pode desencadear Enxaqueca, ocorrendo com sintomas adicionais, como dor na face e no pescoço. Não existe uma definição exata para a causa da DTM, mas sabe-se que alguns hábitos trazem propensão ao desenvolvimento dessa disfunção, tais como: apertar os dentes com frequência, especialmente à noite, passar longos períodos com a mandíbula apoiada na mão, mas também mascar chicletes e roer as unhas.

Para avaliar um possível caso de disfunção temporomandibular, recomenda-se ir a um dentista. A avaliação consiste em palpação da articulação e da musculatura, assim como detecção de ruídos. Exames complementares são a ressonância magnética e a tomografia.

Outras informações sobre os tipos de dor de cabeça

Homem trabalhando sentindo dores de cabeça

É importante ficarmos por dentro de informações minuciosas sobre a dor de cabeça, a fim de saber quando ela é preocupante e o que fazer para preveni-la. A seguir, responderemos a essas perguntas e daremos dicas sobre como aliviar a dor de cabeça. Acompanhe.

■Quando a dor de cabeça é preocupante?

Na maioria dos casos, as dores de cabeça são episódicas, desaparecendo em cerca de 48 horas. A dor de cabeça é preocupante se você a sentir por mais de 2 dias, especialmente aquelas que aumentam de intensidade.

Uma pessoa que tem dores de cabeças muito regulares, isto é, por mais de 15 dias por mês durante um período de 3 meses pode ter uma condição de cefaleia crônica. Algumas cefaleias são sintomas de outras doenças.

Procure atendimento médico imediato se tiver dor de cabeça repentina e intensa, sobretudo se acompanhada de febre, confusão, torcicolo, visão dupla e dificuldade para falar.

■O que fazer para prevenir a dor de cabeça?

Existem medidas preventivas que podem ser úteis para evitar muitos tipos de dores de cabeça. As cefaleias em salvas, por exemplo, podem ser prevenidas com o uso de um medicamento chamado Emgality, que elimina o CGRP, uma substância que desencadeia crises de enxaqueca.

De modo geral, as mudanças de hábitos são as medidas preventivas mais eficazes para evitar as cefaleias, em especial quando elas não são causadas por outras doenças.

Hábitos positivos que têm potencial de afastar o surgimento das dores são: dormir bem e em horário regular, aderir a uma alimentação saudável e equilibrada, hidratar-se, fazer exercícios físicos e buscar meios de controlar o estresse.

■Como aliviar a dor de cabeça?

Há diversas maneiras de aliviar a dor de cabeça. A forma mais comum de alívio para a cefaleia é o uso de medicamentos analgésicos. Antes de tudo, porém, é preciso identificar que tipo de cefaleia o paciente deverá tratar, já que existem tratamentos específicos para diferentes tipos de dores de cabeça.

Eles vão desde simples ajustes na dieta a procedimentos mais invasivos que são realizados por um médico, quando a resposta aos medicamentos, por exemplo, é baixa. Algumas cefaleias respondem bem a alguns medicamentos, enquanto outras podem ser desencadeadas inclusive por remédios analgésicos destinados a tratar determinado tipo de dor de cabeça.

Fique atento aos tipos de dor de cabeça e procure um médico se necessário!

Homem sentado na cama sentindo dor de cabeça

É importante conhecer como as dores de cabeça ocorrem e, principalmente, investigar as suas causas, caso sejam frequentes ou acompanhadas de outros sintomas. Saber que tipo de cefaleia está sendo desencadeada e o porquê é crucial para encontrar o tratamento adequado.

Existem diversos fatores que causam as dores de cabeça, desde estresse, excesso de estimulantes a realização de esforço físico e alterações hormonais. Há, inclusive, dores que alertam para algum problema mais sério de saúde.

A fim de descartar a relação de dores de cabeça persistentes ou muito fortes com doenças, não deixe de consultar um médico e evite se automedicar.

Autor deste artigo

Leo M Tavares

Sempre gostei de escrever. Escrevo sobre filmes e sonhos, e aprecio viagens, história e cultura em geral.