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quinta-feira, 19 de agosto de 2021

chico, por que os espíritos não curam você?

 

 chico, por que os espíritos não curam você?


Pode ser um meme de uma ou mais pessoas e textoPOR QUE PESSOAS QUE FAZEM TANTO BEM PARA A HUMANIDADE, COMO A IRMÃ DULCE, TÊM UMA MORTE TÃO SOFRIDA?


- Lembrando com muito respeito e reconhecimento à Irmã Dulce, nossa patrícia, nós perguntamos: E por que o sofrimento de Jesus no lenho?! Ele era o guia da Humanidade e, a bem dizer, um anjo protetor da comunidade humana. É que nós necessitamos de uma interpretação mais exata do sofrimento em nosso caminho diário.

Creio que todos nós devemos pagar o tributo da evolução, no agradecimento à Divina Providência dos bens que desfrutamos. E nesse particular, se é possível, eu peço licença para recordar o meu próprio caso.

Eu sempre tive uma vida normal, como a de tantos seres humanos. Entretanto, com uma labirintite que me apanhou há 3 anos, sou agora praticamente um paraplégico, porque tenho as minhas pernas constantemente doloridas e inúteis. Mas reconheço que estou com 82 anos de existência física, a caminho dos 83, tenho muita alegria de viver e tenho muita satisfação pela oportunidade de conhecer uma doença que me priva da vida natural de intercâmbio com os próprios familiares.

Um paraplégico que se habituou a usar muletas nos visitou há dias e me perguntou:

“Chico Xavier, eu sou um leitor das páginas mediúnicas que você tem recebido… Indago a você por que é que Emmanuel, um Espírito benemérito; por que é que André Luiz, um médico de altos conhecimentos; por que é que Meimei, uma irmã que foi a professora devotada da infância e da mocidade; por que é que o Dr. Bezerra de Menezes, que continua sendo, na Vida Maior, um médico do mais elevado gabarito e que é seu amigo – POR QUE É QUE ELES NÃO CURAM VOCÊ?”

Eu disse assim:

Meu amigo, graças a Deus, eu não me sinto com privilégio algum…

A mediunidade não me exime das vicissitudes e das lutas naturais de qualquer pessoa dos nossos grupos sociais. Penso que essa moléstia tão longa e tão difícil é um ensinamento de que eu necessito, porque, quando chegar à Vida Espiritual, breve como espero, e algum Instrutor me perguntar: “Chico Xavier, você nunca teve uma moléstia grave que durasse longo tempo”, eu vou dizer:

- Sim, fiz 80 anos e, depois do dia em que completei 80 anos, começou a defasagem do meu corpo físico… Mas isto é muito natural em qualquer pessoa, especialmente na pessoa idosa. É uma crucificação gradual e que eu necessito, para não ficar envergonhado no Além, quando eu chegar à convivência dos nossos irmãos já desencarnados…

Eu quero não sentir vergonha de nunca ter sofrido…

Mas para mim isto não é sofrimento. Tenho muitos bons amigos, cultivo a amizade com muito calor humano, gosto muito da vida e sei que vou continuar vivendo…

Se Jesus permitir, os médicos desencarnados lá me ofertarão, talvez, quem sabe?, alguma melhora ou, se a doença continuar, eu devo saber que é a Vontade de Deus, é o Desígnio Divino que nos deu a felicidade da vida…

Então, eu estou aqui com vocês na maior alegria e creio que nenhum escutou de mim qualquer queixa, porque estou muito bem. Não me falta alimentação, não me falta medicina, os médicos amigos me tratam estudando a moléstia com muita atenção, me proporcionando as melhoras possíveis…

E eu continuo há 2 anos na condição de paraplégico, mas estou muito feliz e, creio eu, estou muito longe da grandeza espiritual da Irmã Dulce, não tenho nada a me queixar, e sim agradecer; eu creio que ela também terá sentido muita felicidade ao se ver libertada do corpo doente. Se ela puder – eu compreendo - e, sendo possível, ela nos auxiliará.

(Transcrição Parcial da entrevista concedida à TV Manchete, de Uberaba, Minas, em 11 de maio de 1992 – Anuário Espírita – 1995.

segunda-feira, 9 de agosto de 2021

CHICO, VOCÊ JÁ CHOROU?

 

 CHICO, VOCÊ JÁ CHOROU?


Pode ser uma imagem de 1 pessoa– Sim, meu filho, muito. Vou lhe contar uma história em que muito chorei. Durante anos, visitamos uma amiga que havia se tornado paralítica e muda, levando em cada visita um pacote de biscoitos, um pedaço de bolo ou um doce qualquer. Quando já havíamos completado seis anos de visitas, lhe disse: – Valéria, hoje estou com a impressão de que você pode falar. Fale, Valéria. Diga pelo menos “Jesus”.
Ela olhou-me demoradamente. Os olhos, límpidos como um céu sem nuvens. Fez um esforço muito grande, mas não consegui falar.
Após a prece, voltei a insistir: – Valéria, Jesus andou no mundo, curou tanta gente, tantos iam buscá-Lo nas estradas, ou na casa onde ele permanecia e pediam-Lhe a graça da melhora ou da cura e foram curados. Imagine-se caminhando ao encontro de Jesus, embora você não ande há tantos anos. Imagine-se olhando-O e dizendo “Jesus”. Fale “Jesus”, Valéria. Ela fez novamente um grande esforço, olhou-me demoradamente. Por fim, conseguiu dizer: -“JESUSO”.
Fiquei muito emocionado e as lágrimas me vieram aos olhos.
Pedi a alguém que chamasse a sua irmã.
– Valéria, minha filha, fale para sua irmã. Há muitos anos que ela não ouve o som de sua voz. Fale outra vez “Jesus”.
Ela nos olhou demoradamente. Fez novamente um esforço enorme e repetiu: “JESUSO”.
Quando nos retiramos, estávamos todos contentes e achávamos que, com o tempo, Valéria iria conseguir pronunciar algumas palavras.
Na semana seguinte, porém, ela desencarnou.
Alguns anos mais tarde, começou a aparecer-me uma entidade na forma de uma senhora muito bonita. Quando chegava, todo o meu quarto ficava iluminado. Procedia então à transmissão do passe na região do tórax, mais propriamente sobre o coração. E assim procedeu por um mês, aproximadamente.
Foi nessa época que tive o primeiro enfarte.
Mais tarde, recuperado, graças à Misericórdia Divina, no período em que fiquei vinte dias mais ou menos imóvel, a entidade apareceu-me novamente. Então lhe disse:
– Ah! minha irmã, agora compreendo porque você me dava passes no coração. Estava fortalecendo-me para resistir ao enfarte que viria, não é mesmo?
Acenou-me afirmativamente com a cabeça.
-Olhe, quero que me dê seu nome para eu orar por você. Estou-lhe muito grato pela carinhosa assistência.
– Chico, somos tão amigos que não vou lhe dar meu nome. Vou dizer uma palavra e você vai se lembrar de mim.
– Será, minha irmã?
– Tenho certeza, Chico.
– Então diz.
– “JESUSO”
– Ah! Valéria, era você então. ..Como você está bonita…eu não mereço a sua visita.
– Sim, eu mesma. Vim lembrar os nossos sábados em que orávamos tanto. Lembro-me com emoção da última palavra que pronunciei e vim trazer-lhe confiança em Jesus. O nome de Jesus tem muita força, Chico.
– Então, ela colocou a mão sobre o meu peito e a dor desapareceu.

(Livro Chico, de Francisco – Adelino da Silveira) — com Chico Xavier.GEEM