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quinta-feira, 4 de agosto de 2022

Ashtanga Yoga: O que é, seus benefícios, dicas, mitos e mais!

 

Ashtanga Yoga: O que é, seus benefícios, dicas, mitos e mais!

Significado de Ashtanga Yoga

Prática de Yoga.

O Ashtanga Yoga, ou Ashtanga Vinyasa Yoga, é um dos sistemas de yoga. Ele foi introduzido no ocidente por Sri K Pattabi Jois e significa “Yoga de oito membros”, em sânscrito. Porém, sua prática já era citada nos Yoga Sutras de Patanjali, que acredita-se ter sido escrito entre os séculos III e II a.C.

O nome desse sistema de yoga se dá, porque o método busca a purificação do corpo e mente através de oito etapas: Yama (autodisciplina); Niyama (observância religiosa); Asana (postura); Pranayama (contenção da respiração); Pratyahara (abstração dos sentidos); Dharana (concentração); Dhyana (meditação) e Samadhi (estado de supraconsciência).

O Ashtanga Yoga é uma prática dinâmica que traz inúmeros benefícios físicos, emocionais e espirituais. Para conhecer mais sobre essa prática, acompanhe o artigo!

O que é, objetivos e especificidades da Ashtanga Yoga

Prática de Yoga.

O Ashtanga Yoga é caracterizado por uma prática fluida e vigorosa, com movimentos sincronizados com a respiração numa composição pré-determinada. As séries de posturas são ensinadas por um professor e, além disso, engloba também os princípios morais e éticos. Entenda agora o que é o Ashtanga Yoga e como praticá-lo.

O que é Ashtanga Yoga

A palavra "Ashtanga" tem origem no sânscrito, uma antiga língua da Índia, e significa "oito membros". Este termo foi usado pela primeira vez por um sábio indiano muito antigo chamado de Patanjali. Ele é responsável por ter escrito os Yoga do Sutras, descrevendo em oito práticas essenciais para dominarmos e alcançarmos a transcendência desse mundo.


Logo, Ashtanga Yoga se resume ao exercício dessas oito práticas essenciais da Yoga que são esses oito movimentos:


  • Yamas (Comportamento Exemplar, ou o que você deve fazer);

  • Niyamas (Regras de Comportamento, ou o que você não deve fazer);

  • Asana (Postura);

  • Pranayama (Respiração);

  • Pratyahara (Esvaziamento dos sentidos);

  • Dharana (Concentração);

  • Dhyana (Meditação);

  • Samadhi (Transcendência).

    Os objetivos da Ashtanga Yoga

    Através de movimentos sincronizados com a sua respiração, você fará um conjunto progressivo de exercícios ensinado no Ashtanga Yoga com o objetivo de desintoxicar e purificar o seu corpo. Assim, você possibilita o encontro consciente do ritmo interno do seu ser.

    Além disso, existem os princípios morais e éticos que não devem ser deixados de lado. Eles se referem aos compromissos e responsabilidades da boa coexistência entre os seres. Essas práticas surgem para aqueles que têm como objetivo alcançar a iluminação.

    As especificidades

    Há várias linhas de yoga e cada uma possui as suas especificidades. A prática do Ashtanga Yoga exige determinação e disciplina. Afinal, essa é uma das práticas de yoga mais intensas e desafiadoras.

    É necessário repetir as séries dia após dia até cada postura estar completamente dominada. Só, então, é possível passar para o próximo nível. Então, caso você tenha força de vontade e deseja ter um bom condicionamento físico, o Ashtanga Yoga é para você.

    Outras linhas que você pode se identificar são Hatha Yoga, Iyengar Yoga, Kundalini Yoga, Yoga Bikram, Vinyasa Yoga, Yoga Restaurativa ou até mesmo a Babyoga.

    Estilo Mysore

    Mysore é a cidade da Índia onde nasceu o Ashtanga Yoga. O responsável pela criação desse método é conhecido como Pattabhi, e ele fundou a sua escola o Ashtanga Yoga Research Institute depois de anos de estudos com os melhores gurus de yoga na época. Após a fundação, ele compartilhou os seus ensinamentos que se popularizaram em todo o ocidente.


    Inicialmente, a prática da yoga era feita apenas entre o discípulo e o seu mestre, sendo uma atividade isolada e pouco compartilhada. No entanto, com o surgimento do Ashtanga Yoga a prática da meditação se popularizou e, em resumo, ela funciona da seguinte maneira:


  • A prática se inicia nas primeiras horas da manhã, de preferência em jejum.

  • Você pratica um conjunto de asanas seguindo as orientações do seu professor.

  • Segue durante 6 dias reproduzindo os Asanas no mesmo horário.

  • Após seguir todas as orientações, você ficará responsável para seguir a sequência e praticá-la de forma independente.

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  • Prosseguindo com o treinamento até chegar a um nível de proficiência desejado pelo professor, assim ele passará novos exercícios até você aprender toda a sua série.

  • E assim você vai evoluindo alcançando série de exercícios cada vez maiores.
  • Estrutura da série 1 ou Primeira série

    A primeira série de exercícios do Ashtanga Yoga é conhecida como "Yoga Chikitsa", que significa "terapia de yoga". Ela tem como objetivo remover as suas travas físicas que a impedem de ter um corpo saudável.


    Na maioria dos casos, ela é utilizada para abrir os quadris e alongar os músculos isquiotibiais que ficam por trás da coxa. Mas, também, é dito que ela tem efeitos emocionais e psicológicos, o que certamente beneficiará a sua saúde mental.


    A prática da primeira série do Ashtanga Yoga se resume a:


  • 5 saudações ao sol A e 3 a 5 saudações ao sol B;

  • Postura em pé, incluindo movimentos de dobra para a frente, torções e equilíbrio.

  • Uma série de posturas sentadas como flexões, aberturas e torções do quadril.

  • Sequência final, para encerrar a estrutura da série 1 você fará exercícios de flexão das costas, ombros e cabeça.

  • Todos os movimentos devem ser trabalhados de acordo a manter a sua frequência cardíaca elevada e aumentando a força e intensidade dos movimentos gradualmente, para aquecer o seu corpo e desintoxicar o seu organismo.

    Aulas em grupo guiadas

    Existem diversos estúdios de yoga que possibilitam a experiência da Ashtanga Yoga em grupos guiados por um guru. Nesse formato de aula, não será possível de você aprender todos os movimentos, pois as turmas costumam ser mistas e isso inviabiliza a aplicação dos movimentos mais avançados da primeira série do Ashtanga Yoga.

    Esse é o tipo de aula onde você aprenderá os movimentos mais básicos, ou versões modificadas da série para que todos os alunos possam acompanhar em conjunto. Muito provavelmente você aprenderá menos posições em pé e sentado. Para isso, converse com o seu guru que ele irá ajudá-lo.

    Como fazer com segurança e evitar lesões

    Quando se pratica yoga, você deve se concentrar completamente nos movimentos que está fazendo. A atenção plena nas posições e na respiração é o que criam uma conexão entre o seu corpo e sua mente e possibilitam que você tenha o máximo desempenho na meditação.

    Para facilitar a prática da yoga, fazê-la com segurança e evitar lesões será necessário, além da atenção, um aquecimento. Principalmente, se for feito na primeira hora da manhã, aqueça os músculos gradualmente para que você evite qualquer tipo de lesão, caso faça uma posição mais avançada. Uma boa dica é começar com a série da saudação ao sol.

    Os benefícios da Ashtanga Yoga

    Prática de Yoga.

    Como vimos, a Yoga traz diversos benefícios a todos que a praticam. Desde as melhoras do seu corpo físico, até benefícios mentais, o Ashtanga Yoga cultiva o autoconhecimento necessário para equilibrar o seu corpo. Descubra agora todos os benefícios do Ashtanga Yoga!

    Físicos

    A prática da Ashtanga Yoga é dinâmica e exigente, tudo isso se deve aos exercícios que têm o objetivo de gerar um intenso calor interno que ajudam na desintoxicação do corpo. Lembrando que as séries contribuem também para reforçar e tonificar os músculos do seu corpo. Entre os benefícios físicos do Ashtanga Yoga estão:


  • Aumento do ganho de massa muscular e fortalecimento do corpo.

  • Melhora a estabilidade.

  • Contribui com a flexibilidade.

  • Ajuda na perda de peso.

    Mentais

    O exercício da meditação oferece benefícios mentais surpreendentes que são resultados do exercício da respiração e da concentração, o pranayama e o drishti. Dentre os benefícios listados, estão:


  • Auxilia na redução do estresse;

  • Há um aumento na sensação de calma;

  • Melhora a atenção e a concentração.
  • Benefícios a curto prazo

    Os benefícios a curto prazo da Ashtanga Yoga estão diretamente relacionados com os exercícios de respiração, concentração e posições físicas. Para quem está começando a prática de meditação, na medida em que for reproduzindo a primeira série a pessoa perceberá um ganho na flexibilidade e uma respiração mais controlada.

    Benefícios da prática regular

    A prática regular da Ashtanga Yoga ajudará a manter a mente mais clara e o seu corpo mais forte e flexível. Devido ao fato dos exercícios gerarem calor interno, eles intensificam a circulação possibilitando uma melhora na oxigenação e desintoxicando o corpo liberando impurezas através da transpiração.

    A série primária da Ashtanga Yoga é conhecida como Yoga Chikitsa, que remete a terapia através da yoga. Ele tem como objetivo corrigir as travas do seu corpo e ajudá-lo na sua purificação. Existem a segunda série chamada de Nadi Shodana (limpeza dos nervos) e a terceira série que é a Sthira Bhaga (graça divina).

    Elas funcionam de maneira a garantir a total desintoxicação do corpo, a eliminação das travas, além de propiciar um maior foco mental e equilíbrio emocional.

    Os três princípios da Ashtanga Yoga

    Prática de Yoga.

    Os princípios da Ashtanga Yoga estão inseridos no conceito da Tristhana, que significa: uma postura, um drishti (ponto de atenção) e um sistema de respiração. São esses os exercícios que atuam na meditação e ajudam os praticantes a se concentrarem em sua introspecção. Conheça os três princípios da Ashtanga Yoga essenciais para a prática correta da meditação abaixo.

    Pranayama

    A palavra Pranayama é uma junção do prana que significa vida e respiração com o ayama que é a expansão. Para o yoga antigo, a junção do prana e yama se baseia na expansão de energia entre o corpo e o universo através de movimentos respiratórios conscientes e apurados tendo como objetivo a construção de um fluxo interno e constante do ser.

    Essa é a base da prática da Yoga elaborada com o objetivo de despertar a sua força vital. Na Ashtanga Yoga, o método de respiração utilizado é o ujayi pranayama que é comumente conhecido como "respiração do oceano", que tem como objetivo aumentar o calor físico e aumentar os níveis de oxigênio no sangue.

    Asana

    A contemplação ou meditação em uma posição, comumente a sentada, por longas horas é conhecida por Asana. Na tradição indiana, o Asana é atribuído a Shiva que a ensina a Parvati, sua esposa. Na Ashtanga Yoga há diversas posturas sentadas ou em pé pelas quais através da prática você será capaz de fluir a sua energia.

    É por meio dos asanas que você ativa as três bandhas primárias do corpo que são a coluna, ou o mula bandha, a região pélvica que é o uddiyana bandha e a região próximo a garganta conhecida como jalandhara bandha.

    Drishti

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    O Drishti é uma derivação do Dharana, ou concentração, e é originalmente descrito como os oito membros da yoga. Drishti quer dizer olhar focado e servir como um meio para desenvolver atenção focada.

    Essa é a prática onde você fixa o olhar em um ponto, servindo como uma forma para desenvolver a atenção plena. Este elemento da Tristhana é responsável na prática por melhorar o foco e a autoconsciência enquanto você exercita a respiração e o movimento, ou o Pranayama e o Asana.

    Os Oito Membros da Ashtanga Yoga

    Prática de Yoga.

    O Ashtanga Yoga significa, em sânscrito, “Yoga de oito membros”. Assim, através de oito etapas o praticante busca purificar o seu corpo e mente, além de atingir a autorrealização. Os oito membros são:


    1. Yama;

    2. Niyama;

    3. Asana;

    4. Pranayama;

    5. Pratyahara;

    6. Dharana;

    7. Dhyana;

    8. Samadhi.

    Entenda agora cada um desses membros e como praticá-los!

    Filosofia e princípios

    A palavra Ashtanga traduzida do sânscrito significa "oito membros", logo a Ashtanga Yoga se refere aos oitos membros da yoga. De acordo com o seu fundador, Pattabhi, a prática diária da meditação é necessária para possibilitar um corpo forte e uma mente equilibrada.

    Por isso, a Ashtanga Yoga é tão dinâmica e intensa. Ela é composta por seis séries que vão desde da primária, intermediária até as avançadas e cada uma delas tem uma sequência fixa de poses. O aluno deve aprender de forma gradual e sob orientação do seu professor.

    O ponto principal da prática da meditação é a respiração, sendo feita de forma profunda e audível para ajudar na concentração e manter a atenção fixa. Para os que se aprofundam na filosofia da Ashtanga Yoga, existem também os princípios morais e éticos, yama e o niyama, que permitem uma vida equilibrada e saudável no nível interno do ser até o externo.

    Yama - Códigos e disciplinas morais ou éticas

    O Yama representa o controle ou domínio sobre o corpo. Os cincos principais códigos morais desse conceito são:


    1. Ahimsa, o princípio da não violência.

    2. Satya, o princípio da verdade.

    3. Asteya, o princípio do não roubar.

    4. Brahmacharya, a continência ou celibato.

    5. Aparigah, o princípio do desapego.

    Esses princípios servem como forma de controle dos impulsos naturais de todo ser humano que atuam através dos cinco órgãos de ação chamado de Karmendriyas. Esses órgãos são: os braços, as pernas, a boca, os órgãos sexuais e os excretores.

    Niyama - Auto-observação

    O Niyama surge como uma extensão dos yamas, expandindo os seus princípios da mente ao ambiente. Esses princípios foram criados com o objetivo da boa conduta no coletivo. Dessa forma, você irá trabalhar a sua mente, corpo e espírito para cultivar um ambiente positivo e de boa convivência, possibilitando, assim, o seu crescimento interno e externo.


    As cincos disciplinas prescritas pelo Niyama são:


    1. Saucan, ou a purificação;

    2. Santosa, ou o contentamento;

    3. Tapas, a austeridade ou o rigor consigo mesmo;

    4. Svadhyaya, o estudo das escrituras do Yoga;

    5. Ishvara Pranidhana, a consagração ou iluminação.

    Asana - Posturas

    Os asanas servem como uma porta de entrada para os que iniciam a prática da yoga. As diferentes posturas e exigências que cada postura possui sobre nossos corpos atraíram o mundo ocidental pela beleza e força que a prática dos asanas ilustra.

    Existem, atualmente, 84 registros de posições de asanas descritas nas escrituras budistas. E cada posição possui a sua singularidade, mas, dentre tantas posições, existem algumas classes que dividem os asanas em três grupos, que são: as posturas, as meditativas e as culturais e de relaxamento.

    Apesar de Asana significar postura estável e confortável, algumas são difíceis de atingir. Por isso, é necessário repetir diariamente as séries para fazê-las de forma confortável ao longo do tempo. Permita-se uma incorporação saudável dos asanas em sua rotina e você irá perceber o quão positiva essa prática se tornará para a sua vida.

    Pranayama - Controle da respiração

    A pranayama significa basicamente a expansão da respiração. Na Yoga, a respiração é uma das essências da vida, acredita-se que ao prolongar a respiração somos capazes de prolongar a vida. A Prana representa a energia vital, enquanto a Yama representa o caminho. Logo, os exercícios de respiração são representados pela Pranayama.

    O exercício de respiração é fundamental para exercitar a concentração e permitindo a desintoxicação do seu organismo, pois ao prolongar a sua respiração você possibilita uma melhora do fluxo respiratório permitindo uma melhor circulação e distribuição do oxigênio no seu corpo. Na Pranayama, existem três movimentos fundamentais: inspiração, a exalação e retenção.

    Cada tipo de yoga exige um tipo de respiração na Ashtanga Yoga. É, normalmente, utilizado a Ujjayi, conhecida também como o sopro da vitória. Através dessa técnica, você será capaz de acalmar a sua mente e relaxar o seu corpo para alcançar o próximo nível em sua meditação.

    Pratyahara - Controle e retirada dos sentidos

    A Pratyahara é o quinto passo da Ashtanga Yoga. Essa é a etapa responsável por conectar o seu eu ao mundo externo através do controle do seu corpo e da abstração dos sentidos. Em sânscrito, Prati significa contra, ou fora. Enquanto Ahara significa comida, ou algo que você pode colocar para dentro.


    O segredo da Pratyahara está na tentativa de controle das influências externas, através da retração dos sentidos evitando qualquer tipo de distração física na meditação. Na yoga, acredita-se que os sentidos são capazes de nos afastar da nossa essência e, por isso, muitas vezes, cedemos aos prazeres e desejos dos sentidos suprimindo quem verdadeiramente somos.


    A prática da Pratyahara se divide em 4 formas que são:


  • Indriya pratyahara, controle dos sentidos;

  • Prana pratyahara, controle do prana;

  • Karma pratyahara, controle de ação;

  • Mano pratyahara, a retirada dos sentidos.

    Dharana - Concentração

    O Dharana significa concentração e esse é um dos pré-requisitos fundamentais para a prática da meditação. Através dos exercícios de direcionamento da mente, você será capaz de disciplinar a mente, o que permitirá uma melhora na sua concentração e um melhor direcionamento na sua atenção.

    A ideia do Dharana está na sua capacidade de esquecer o mundo à volta e focar toda a sua energia em um único ponto. Normalmente, esses exercícios estão diretamente relacionados com a atenção à respiração ou a um objetivo específico buscando eliminar ao máximo quaisquer distrações que assaltam a sua mente.

    Dhyana - Meditação

    Já a Dhyana se refere a contemplação, a prática do foco contínuo permitirá que você prolongue a sua concentração e elimine as distrações físicas. Ele é, muitas vezes, comparado ao fluxo de um rio, que corre sem interferências.

    É muito comum alcançar esse estágio na meditação na prática dos Asanas, quando você consegue conectar a respiração, a postura e a sua atenção em um só movimento.

    Samadhi - Consciência suprema totalmente integrada

    O Samadhi é o último estágio da meditação, também conhecido como estado de consciência suprema do ser. Nesta fase, você estará totalmente integrado ao universo, esse é o momento onde o mundo físico e espiritual se tornam um só.

    Não se reconhece o Samadhi como uma etapa, mas, sim, como uma manifestação das etapas anteriores. Ele não é feito, é algo que acontece.

    Os mitos sobre Ashtanga Yoga

    Prática de Yoga.

    O Ashtanga Yoga se tornou uma atividade muito praticada no ocidente. Em meio a tantos desafios trazidos pela vida moderna, muitos buscam nas técnicas orientais a solução para os seus problemas físicos e mentais. Contudo, com essa ampla divulgação, muitos mitos foram criados. Agora, vamos trazer a verdade sobre os mitos mais comuns sobre o Ashtanga Yoga.

    É muito difícil

    Muitas pessoas acreditam que o Ashtanga Yoga é muito difícil em relação aos outros tipos de yoga. Contudo, cabe dizer que nenhuma linha de yoga é mais fácil ou difícil que a outra. Elas são apenas diferentes, possuem suas especificidades e objetivos diferentes.

    O Ashtanga Yoga é mais intenso que alguns outros tipos de yoga, assim, como também, é menos intenso que outras linhas, como o Yoga Bikram. Por isso, cabe a você entender cada linha e praticar aquela que mais combina com você e com seus objetivos.

    Só pessoas jovens podem praticar

    Outra crença equivocada que muitos cultivam é que o Ashtanga Yoga é apenas para pessoas jovens. Todos podem usufruir dos benefícios desse tipo de yoga e, tendo acompanhamento adequado, ter êxito nos oito membros do Ashtanga Yoga.

    É preciso ter boa forma física para praticar

    Ter um bom condicionamento físico pode ser um facilitador para a prática do Ashtanga Yoga. Contudo, não é um pré-requisito. O Ashtanga Yoga busca, através de uma prática gradual e evolutiva, alcançar não somente o equilíbrio do corpo, mas também da mente. Então, ter boa forma física não é um fator determinante para iniciar esse aprendizado.

    Não emagrece

    Apesar do emagrecimento não ser o objetivo principal do Ashtanga Yoga, essa pode acabar sendo uma das consequências da sua prática. Afinal, você estará realizando uma atividade física diariamente. Além disso, o Ashtanga Yoga estimula o autoconhecimento e permite que você controle ansiedades e compulsões, que podem levar a um emagrecimento saudável.

    Porém, caso o seu objetivo principal seja emagrecer, é recomendado que busque o auxílio de um nutricionista para que possa direcionar sua alimentação para esse fim.

    Dicas para a prática do Ashtanga Yoga

    Prática de Yoga.

    Muitas dúvidas surgem quando as pessoas começam a se interessar pela prática do Ashtanga Yoga. Por ser integrante de uma cultura diferente da ocidental e envolve elementos tanto físicos, como mentais, morais e éticos, pode despertar algumas incertezas. Por isso, trazemos agora algumas dicas para facilitar o seu começo nesta maravilhosa prática!

    Vá no seu próprio ritmo

    A dica mais importante é respeitar o seu corpo e mente. O Ashtanga Yoga é uma prática desafiadora, e, com certeza, você vai querer realizar todos os Asanas e se tornar um mestre da meditação. Porém, ter calma e respeitar o seu ritmo é essencial para alcançar essas realizações de forma saudável. Não tente atropelar cada etapa.

    Pratique

    A prática constante é fundamental para a evolução no Ashtanga Yoga. É preciso realizar todos os dias as sequências de posições para que você possa progredir. Outra dica importantíssima sobre a prática é que ela deve ser acompanhada por um profissional. Seja uma aula online ou presencial, é imprescindível que você tenha alguém para orientar a forma correta de fazer cada posição.

    Não compare o seu progresso

    A última dica, mas não menos importante, é não comparar a sua evolução com a de ninguém. Caso você realize aulas em grupos, pode acabar comparando o seu progresso com os outros participantes. Mas, saiba que isso apenas atrapalha a sua caminhada. Cada um possui suas dificuldades e facilidades, e mantenha sempre em mente que o Ashtanga Yoga não é apenas uma atividade física. Então, não se force a ser o melhor na prática dos Asanas.

    Há diferenças entre Vinyasa e Ashtanga Yoga?

    Prática de Yoga.

    Sim, há diferenças entre o Ashtanga Yoga e o Vinyasa Yoga. A principal delas é que o Ashtanga tem séries de posições fixas, onde cada uma precisa ser concluída para que se passe para a próxima. Já no Vinyasa, não há séries fixas, e o professor cria cada sequência de forma a se adaptar a cada aluno.

    Devido ao não ordenamento das posições na Vinyasa Yoga, ele não é recomendado para iniciantes. Pois, a meditação é coordenada de forma mais dinâmica e ao explorar diversas posturas numa única prática isso poderá prejudicar a sua meditação.

    Enquanto a Ashtanga Yoga possibilita o desenvolvimento gradual das posturas, além do acompanhamento em grupo das práticas que facilitam o aprendizado. Essa é uma das vantagens de se praticar a Ashtanga Yoga, pois o aluno tende a entrar no estado meditativo com mais facilidade já que ele saberá o que deve ser feito.

  • Autor deste artigo

    Nelson de Paulo

    Trabalho com produção de conteúdo e tenho me dedicado a escrita em busca de autoconhecimento e compreender os significados dos meus sonhos e da vida.

  • domingo, 24 de julho de 2022

    Deusa Nut: A Deusa do céu! Origem, história, símbolos, mitos e mais!

     

    Deusa Nut: A Deusa do céu! Origem, história, símbolos, mitos e mais!

    A Deusa Nut está em um classificação chamada de deuses primordiais, que são responsáveis pela criação do universo. Dessa forma, Nut é a deusa responsável por ser a criadora dos seus céus, cosmos e estrelas, a mãe da astronomia. Como sua forma é de uma mulher, ela é a concepção da mãe, da imagem inicial do que ser mãe significa.

    Sendo a Deusa dos Céus, seu nome inspirou a palavra que determina o anoitecer em vários idiomas. Nuit, do francês, que é noite. Night, no inglês. Além disso, a Deusa é a responsável pela acolhida dos mortos em seu império celestial. Ela é o céu e tudo que implica sua grandiosidade.

    Conhecendo mais sobre a Deusa Nut

    Mulher em frente a uma constelação

    Para entender sobre a Deusa Nut, é necessário fazer um apanhado sobre sua origem, sobre sua árvore genealógica e, principalmente, sobre a sua simbologia no campo astral, já que a deusa é responsável por várias entregas dentro da concepção de mundo dos egípcios.

    Confira agora um pouco mais sobre essa grande Deusa e como sua influência é entendida em vários campos!

    Origem

    Nut está presente no mito da criação de Heliópolis, que embora seja considerado egípcio, tem suas origens gregas, fazendo a fusão das mitologias. Na lenda, Heliópolis, cidade que hoje faz parte do Cairo, foi criada por Átis, como presente ao seu filho. Nut.

    Juntamente com seus pais, Shu e Tefnut, formaram a cidade, provendo condições para isso, já que Tefnut é a umidade e Shu, o ar. O símbolo sagrado que é Nut, dentro da concepção religiosa, é uma passagem usada por Osíris, o deus dos mortos e seu filho, para que ele consiga acessar os campos celestiais.

    Essa ‘passagem’ é uma espécie de escada, chamada de maget, que era colocada nos caixões dos mortos para que tivessem a assistência dela para a passagem tortuosa para o outro mundo.

    História da Deusa Nut

    Nut foi punida pelo Deus do Sol, Rá, e, segundo ele, ela não daria à luz a mais nenhum dia do ano. Indignada, a Deusa foi pedir conselhos para Thoth, Deus da Sabedoria, que a aconselhou a procurar Khonsu, Deus da Lua, para aliar-se a ele, já que Khonsu não gostava de Rá.

    Nut propôs um jogo com Khonsu e, cada vez que ele perdesse, deveria dar um pouco de luz da lua para ela. Até aquele momento, o ano tinha apenas 360 dias e, com toda a energia roubada de Khonsu, ela deu à luz aos outros cinco dias que completam um ano.

    Porém, como simbolizam algo cósmico, ela pôde ter seus filhos também, que são Osíris, o Deus dos Mortos, Hórus, Deus da Guerra, Seth, Deus do Caos, Ísis, Deusa da Magia e Nephthys, Deusa da Água.

    Nut, que era casada com Geb, Deus da Terra, recebeu como punição de Rá sua separação dele. E seu pai, Shu, ficou responsável por mantê-los separados. Porém, a Deusa não se arrependeu de sua decisão em nenhum momento, como afirmam os livros.

    Imagem e representação

    Quando falava-se sobre a deusa Nut, para muitos sua imagem é de uma vaca. Já para outros, é uma mulher com as costas arqueadas, fazendo com que ela cubra todo o mundo com sua barriga, que é forrada de estrelas e astros. Ela, de maneira indireta, envolveria a Terra com seu ventre.

    Seu corpo é coberto por estrelas e seus braços e pernas são pilares e, da forma como ficam dispostos, eles ficam cada um em uma direção, sendo assim a orientação de norte, sul, leste e oeste que temos. Ela arcada sobre o mundo também é um sinal de proteção que a deusa tem com o mundo.

    Família

    Vinda de uma linhagem de sucesso, Nut é neta de Atum, o Deus Solar, filha de Téfnis, a Deusa da Umidade, e de Shu, o Deus do Ar Seco. Esses ‘cargos’ podem parecer bem específicos e até mesmo engraçados, mas a umidade e o ar são fundamentais para a sobrevida de qualquer animal ou ser em um solo fértil.

    Junto com seu irmão, Geb, que também é seu esposo e Deus da Terra, ela deu à luz aos seus cinco filhos: Osíris, o Deus dos Mortos, Hórus, Deus da Guerra, Seth, Deus do Caos, Ísis, Deusa da Magia e Nephthys, Deusa da Água. que desempenham funções alinhados com a mãe.

    Mitos sobre a Deusa do céu

    Muitas histórias se especulam ao redor da Deusa Nut, já que ela tem várias funções primordiais na construção da sociedade que conhecemos hoje, segundo os egípcios. Os livros contam, por exemplo, que ela teve, inicialmente, apenas quatro filhos, tendo Hórus adicionado apenas nos contos greco-egípcios.

    Nut é, na verdade, a Deusa do Céu Noturno, porém, no decorrer dos anos, foi entendido que o céu noturno é o céu, fazendo com que seu título fosse apenas de ‘Deusa do Céu’, mesmo que sua representação seja cheia de estrelas e que o mito a mostre alinhando-se ao Deus da Noite. Ela é uma das mais velhas figuras que habitam o panteão egípcio e é muito respeitada por isso.

    Características da Deusa Nut

    Ao longo do tempo e dentro da mitologia egípcia, a Deusa Nut foi ganhando uma série de adjetivos e títulos, que alinham-se aos seus poderes e funções dentro da estrutura em que se encontra. “Cobertor de Estrelas” talvez seja o mais famoso, já que na passagem em questão, a deusa diz que é um cobertor que toca todos os lugares em diferentes pontos.

    “Aquela que protege” foi o nome que recebeu por proteger seu povo de Rá e sua ira. Além desse título, também é conhecida por ser “Aquela de desagradou os Deuses”, já que conseguiu desagradar Rá e Khonsu de uma só vez.

    Para os egípcios, Nut e Geb, que é a Terra, estavam sempre um sobre o outro, Nut ficando na parte de cima, o que simbolizava o sexo constante que praticavam.

    Atribuições à Deusa Nut

    Mulher em frente a uma constelação

    Nut é responsável por uma série de funções dentro dos mitos e lendas egípcios e grego-egípcios, ela é conhecida como Deusa do Céu, mas essa é apenas uma de suas funções e representações dentro desse universo expandido.

    Seu nome faz alusão a uma série de coisas, fazendo com que o céu seja visto de uma forma mais abrangente. Confira agora as principais atribuições da Deusa Nut e como elas dialogam com o princípio central de sua figura celestial”

    Nut como Deusa do céu

    Indiscutivelmente, a Deusa Nut, desde os primórdios da mitologia egípcia, é a Deusa do Céu. No início, era a Deusa do Céu Noturno, mas com o passar do tempo, seu título tornou-se apenas Deusa do Céu, já que o céu ao anoitecer é o mesmo céu do amanhecer. Dentro dessa concepção, trovões são os risos de Nut e a chuva são suas lágrimas.

    Quando o sol se põe, ele está dentro da boca de Nut, que o deixa lá para que faça uma viagem por dentro de seu corpo e volte a brilhar em seu ventre, iluminando assim o outro extremo da Terra. Sua barriga é coberta por estrelas e corpos celestes, o que faz a visão noturna ser tão linda, já que ela está arqueada sobre o mundo.

    Nut como Deusa da morte

    Exceto ter uma função intrínseca dentro do culto aos mortos, já que é a mãe do Deus dos Mortos, Osíris, a Deusa Nut é foi muito importante para a construção da identidade do que significa a morte.

    Seu papel é mais voltado ao entendimento da vida após a morte e, de uma forma mais lúdica, sobre a ressurreição ou, de forma mais ocidentalizada, reencarnação. No culto egípcio, eles acreditavam que Nut tinha o poder de trazer as pessoas de volta à vida em forma de estrelas, fazendo com que sempre fizessem parte de seu corpo e que sempre pudessem ser vistos por seus familiares e amigos.

    De maneira extremamente simbólica, os entes queridos em forma de estrela dizem que eles iluminam a vida dos que ficaram, deixando a morte mais fácil de ser entendida.

    Deusa Nut e a astronomia

    No início do século passado, alguns egiptólogos, que são estudiosos que dedicam-se a entender a cultura, língua e história do Egito, afirmavam que a Deusa Nut tem uma relação direta com a Via Láctea, segundo a cultura milenar do Egito.

    Esse estudo, que foi defendido por Kurt Sethe, Arielle Kozloff e Ronald Wells analisa o chamado “Livro dos Mortos”, que mostra uma relação entre Nut e a, então citada, ‘faixa de estrelas’. Porém, anos mais tarde, Harco Willems, Rolf Krauss e Arno Egberts refutaram a tese, dizendo que a faixa citada se trata do horizonte.

    Deusa Nut e a representação com uma vaca

    Não se sabe ao certo o porquê, já que os escritos dessa época chegaram em fragmentos nas mãos dos estudiosos, mas, em alguns espaços, a Deusa Nut é vista como uma Vaca Curandeira.

    Nesses espaços, ela, com seu leite, conseguem curar as enfermidades do mundo e das pessoas. Há, na verdade, várias representações de Nut em formas ‘não-oficiais’, como, por exemplo, uma mulher nua, com uma coloração mais azulada.

    Essa grande vaca, que tem seu corpo coberto por estrelas e cobria o mundo; uma grande árvore de sicômoro e uma porca gigante, que amamenta seus leitões e depois os devora. Essa última representação, embora pareça bizarra, é de grande respeito dentro da cultura.

    Deusa Nut e o túmulo de Tutancâmon

    A tumba de Tutancâmon ainda é um dos grandes mistérios dentro da cultura egípcia, já que muito mistério circula dentro do santuário com pouco mais de 15 metros quadrados. Há muitas lendas, medos e coisas que ainda depois de séculos de descoberta, ainda não foram esclarecidos completamente.

    E um deles é, claro, o fato de haver, no teto da cripta, uma grande imagem da Deusa Nut abraçada em suas próprias asas. A imagem é grande e chamou bastante a atenção dos estudiosos. Acredita-se que, assim como a tradição diz que Nut tem o poder de ajudar os mortos na passagem, junto com seu filho, essa seria sua função ali.

    Há ainda quem afirme que, como Nut tem como uma de suas funções 'transformar os mortos em estrelas’, sua imagem ali simboliza a passagem de faraó menino para o outro mundo, com os bons votos de que ele deve ser eternizado no ventre de Nut, como uma grande estrela brilhante.

    Símbolos da Deusa Nut

    Livro com o símbolo Ankh

    Para identificá-la e, principalmente, identificar suas funções primordiais, a Deusa Nut tem uma série de símbolos usados em seus cultos e também como forma de proteção e até mesmo em uma espécie de ‘conjuração’ em seu nome.

    Esses símbolos são importantes e falam muito sobre a história da Deusa e como ela se manifesta em diferentes situações. Confira os principais símbolos da Deusa Nut e como eles se encaixam dentro de sua história e de suas funções de proteção e cuidados com a Terra!

    Pote de água

    Na construção de seu nome, em hieróglifo, há um pote de água, que representa a vida, já que a água é o princípio possível de toda forma de vida, sejam animais ou não. Nut é conhecida como a mãe do universo e do tempo, dando a luz aos dias do ano e à deuses cruciais para a existência da humanidade.

    O pote de água também representa seu útero, já que, além de ser a passagem direta para a vida, também fica cheio de água quando está gerando um novo ser. Tudo passa pela água para viver e essa é a mensagem passada por Nut com o pote de água.

    Escadas de Osíris

    Como a Deusa Nut é entendida como uma grande mulher que cobre todo o céu com seu corpo estrelado, a passagem para o mundo dos mortos também é feita por ela, juntamente com seu filho, Osíris, o Deus dos Mortos.

    E, para essa passagem, Nut torna-se uma espécie de escada, que recebe o nome de maqet, que esse caminho que, para que seja mais bonito para os mortos, é todo adornado com astros e estrelas, que deixam os falecidos mais calmos para passar o pós-vida.

    Estrelas

    As estrelas fazem parte do corpo de Nut, deixando-a ainda mais bonita e chamativa para compor o que chamamos de céu. As estrelas estão por todo seu corpo, sendo a característica primária de quando falamos sobre a Deusa do Céu.

    Além disso, as estrelas são, segundo a crença do povo egípcio, os mortos que estão observando seus entes queridos lá do paraíso, o que deixa tudo ainda mais simbólico, já que todos nós, um dia, faremos parte de Nut.

    Ankh

    O Ankh é um símbolo egípcio que faz parte de vários rituais e crenças, sendo entendido de várias formas, mas, principalmente, pela imortalidade. Essa imortalidade está ligada de forma direta à Deusa Nut, já que ela, além de ser primordial e imortal, provém uma certa imortalidade aos falecidos.

    O Ankh entra como sendo parte da crença onde Nut provém a imortalidade através das estrelas. Ela faz com que todos sejam eternizados como seres cósmicos e esse poder é representado pelo Ankh.

    Sistro

    Sistro é um instrumento de origem egípcia que tem sua execução feita a partir do chocalho. Ele é bastante usado em ritos e até mesmo dentro da cultura musical do país, sendo bem presente até hoje dentro das canções entendidas como típicas.

    Nos Odes feitos para a Deusa Nut, que são uma espécie de poesia cantada, o instrumento era base, fazendo parte dos rituais dedicados ao seu culto e também, já que muitos desses Odes eram parte dos ritos.

    Chifres

    Como uma de suas representações mais populares é sendo uma vaca, os chifres são algo bem característico da sua construção imagética e, principalmente por ser a parte de Hathor dentro de Nut, que leva o olho de Rá entre seus chifres.

    Hathor é a deusa solar e também do céu, que teve seus poderes, de maneira informal, divididos com Nut. Dessa forma, Nut traz alguns de seus ‘adereços’ e paramentos, além de terem suas histórias bem parecidas e funções equânimes, mas não engane-se, já que são deusas diferentes.

    Outras informações sobre a Deusa Nut

    Céu estrelado

    A Deusa Nut tem sua influência refletida em várias esferas, além de ter seu nome citado em trechos importantes dentro da cultura egípcia, fazendo-se fundamental para todo o entendimento mitológico da civilização do Egito e Grécia em seus primórdios.

    Confira agora mais informações sobre a Deusa Nut e como elas influenciam o mundo até nos dias atuais!

    Livro de Noz

    O ‘Livro de Noz’, que antigamente era chamado de ‘Os fundamentos do curso das estrelas’, é uma coletânea de livros astronômicos milenares, que remontam a mitologia egípcia, desde, pelo menos, 2.000 a.C. e traz os mais diversos personagens e a concepção de mundo que os egípcios tinham naquele dado momento histórico.

    Nut, como uma deusa primordial, é uma das principais figuras no mundo, principalmente porque quase toda explicação que o livro traz é baseada na astrologia, o que é puramente a representação de Nut e seus astros celestes.

    Culto à Deusa Nut

    Pelo fato de Nut ser uma espécie de guardiã da vida, já que representa a fertilidade e o nascimento do tempo, e da morte, pois ajuda com que a travessia para o mundo dos mortos seja mais fácil e doce, seus cultos eram feitos mais nesses momentos.

    De modo geral, eram quase em caráter funerário, sempre encaminhando muito bem os mortos para que tivessem um espaço entre as estrelas e que Nut, como deusa guardiã da noite de vida, os encaminhasse para esse grande ‘panteão’ de mortos.

    Ervas, pedras e cores

    Além da maternidade e do cuidado que a Deusa Nut emana, ela também é conhecida pela sensualidade e desejo, já que toda a sua história é baseada nesse poder de sedução, nessa força vital que a faz ser desejada e também cultuada. Dessa forma, os elementos usados em sua homenagem são, de modo geral, um reflexo disso.

    Flores como cravos, hortênsias, jasmins, lírios, rosas das mais diversas cores, sândalo, crisântemos e mirra são suas favoritas. Todas com um perfume forte e agradável, que se acentua ao anoitecer. Suas cores são azul em vários tons, prata e dourado, assim como os astros e estrelas.

    Alimentos e bebidas

    Algumas bebidas são oferecidas para a Deusa Nut também. Elas são mais leves e parecem saídos de um grande chá das cinco. Essa doçura e leveza faz referência ao comportamento de Nut, que é poderosa e gentil, sendo uma grande mãe e protetora generosa.

    Entre eles, estão a água, base de sua crença; o leite, que faz menção a vaca; chá de camomila, bolos, principalmente os mais simples, doces assados, coco, pães, figos e chocolate branco, que pode acompanhar todos os itens anteriores.

    Oração à Deusa Nut

    Nut tem algumas orações em sua homenagem. As mais conhecidas, pedem proteção, harmonia e prosperidade. Confira!

    Grande Deusa, Tu que te tornaste céu,
    Tu és poderosa e forte, bela e bondosa e a própria Terra se prosterna aos Teus pés.
    Tu abranges toda a criação nos Teus reluzentes braços e recebes as almas, tornando-as estrelas que embelezam a vastidão do Teu corpo.

    Nut, minha Senhora, me guarde
    Nut, minha senhora, me guia
    Nut, me mantenha segura em sua companhia.

    Nut, mãe das estrelas
    Nut, senhora do céu
    Protege-me nesta noite escura
    E me envolva com o teu véu.

    Ritual à Deusa Nut

    Diferente do que pode parecer, o ritual para a Deusa Nut não é tão elaborado e cheio de métodos. Pelo contrário, a ideia dentro desse ritual é criar um ambiente de conexão entre você e ela, onde você possa pedir, principalmente, fertilidade. De maneira simples, recomenda-se que você tenha uma estátua de Nut.

    Como elas são difíceis de conseguir, você pode pegar uma estátua feminina, pintá-la de azul escuro e fazer alguns pontos prateados, como se fossem suas estrelas. Você vai dançar com a estátua, beber algo, cantar, e sentir-se próximo de Nut. Aos poucos, você vai começar a sentir sua presença e você pode, inclusive, pegar no sono.

    Não tenha medo, caso isso aconteça. Talvez você comece a ouvir barulhos, mas é apenas a manifestação dela. Apenas relaxe. Continue de forma fluída, descontraída. Converse com ela, Nut está ouvindo o que você diz. Abra seu coração.

    Faça esse ritual à noite e, de preferência, use um véu preto. No final, agradeça pela companhia e pela graça que quer. Agradeça também ao luar e ao céu. Depois disso, espere. Normalmente, seu pedido é atendido na semana seguinte.

    Nut é a divindade egípcia que representa a imensidão do céu!

    Mulher dançando em noite estrelada

    Nut é uma deusa magnífica, com uma culturalidade e representatividade muito grande. Ela é o céu que nos envolve e o útero que nos embriona em uma possibilidade infinita de coisas. Nut nos acolhe em seu ventre e isso é entendido por toda sua história e também em suas orações.

    Ela é o poder das estrelas e dos astros. Por isso, quando sentir-se triste, converse com o céu e com as estrelas. Fale com Nut, porque como estamos envoltos em seu corpo, ela sempre pode nos ouvir!

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