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sábado, 5 de novembro de 2022

Energia, Matéria e Consciência (I)

 

Energia, Matéria e Consciência (I)


  A tradição Gnóstica encontra-se firmemente enraizada nas mais antigas formas do conhecimento apresentado para a humanidade através de eras. É um conhecimento que é uniforme. Ou seja, a Gnose estuda todos os aspectos da vida e vivência. Nós não repartimos nossas abordagens perante a vida, da maneira como os sistemas da moderna educação tendem a fazer. Na Gnose, estudamos, simultaneamente, os quatro grandes pilares do conhecimento: a arte, a ciência, a religião e a filosofia.

   Estes quatro pilares sustentam o templo da sabedoria e nos permitem o entendimento compreensivo de nosso lugar no universo e de nosso lugar em relação a Deus: o que significa viver.

  As mais recentes tradições seguidas pela humanidade – tais como, a tradição que se auto proclamou “religião”, ou aquela que se auto proclamou “ciência” – provaram-se por si mesmas muito limitadas em suas capacidades de nos oferecer respostas consistentes a “por que temos vida” e a outras inquietantes questões. Aqueles que por vontade própria se dedicaram a seguir uma única linha do conhecimento enquanto excluíam outras, viram-se, inevitavelmente, com lacunas em áreas críticas do entendimento sobre a vida.
                                         
   Os que se dedicaram à religião e excluíram a ciência, a arte e a filosofia restringiram o seu pessoal alicerçamento sobre a totalidade da vida e o que a vida significa. Do mesmo modo, os que seguiram os caminhos da ciência, rejeitando a religião, fizeram a escolha de limitarem o seu entendimento. Na tradição Gnóstica estudamos os quatro pilares. Neste acercamento podemos assim penetrar os mistérios interiores e exteriores de nós mesmos.

  É muito importante ter em mente esses quatro aspectos, uma vez que todos nós temos limitações em nossos conhecimentos. Viemos de diferentes experiências, tradições, países e culturas em que coisas destes naipes não receberam maiores atenções. Possamos ter tido alguma educação sobre ciência, mas não sobre religião; alternativamente, possamos ter grande soma de conhecimento sobre religião, mas não sobre ciência. Possamos saber muito sobre arte, mas nada de ciência ou filosofia. Isto precisa ser esclarecido no sentido de que venhamos compreender o que seja realmente Gnose.

  Gnose não é qualquer coisa encontrada num livro, escola ou em palestra. A Gnose Real está em seu coração; é alguma coisa que emerge de seu auto-conhecimento.  Isto é o postulado básico das abordagens Gnósticas, a ideia fundamental; todo o conhecimento que existe na totalidade do universo também existe dentro de nós. Eis porque o Oráculo de Delphos proclamava: “Gnōthi seautón”, ou em latim: “Homo, nosce te ipsum”. O que geralmente se traduz como: “Homem, conhece-te a ti mesmo, então conhecerás o universo e os deuses!”

   Tudo e cada nível da existência na natureza está dentro de nós, refletido como num espelho. Nosso corpo físico reflete todas as leis e estruturas do cosmos. Nosso corpo físico é um microcosmo – noutras palavras, um espelho – que reflete todas as leis existentes além de nós. Estudando a nós mesmos estamos também estudando a natureza. Eis porque Gnose é uma ciência e não uma crença. Como ciência buscamos na Gnose o experimento, a experiência, comprovar por nós mesmos – saber! É isto realmente o que significa Gnose. Obter conhecimento, saber não só mental ou intelectualmente, não como crença, como hábito, por algum comportamento que adotamos, mas por termos experimentado, termos visto, conhecido, verificado. Isto é Gnose!

  Seu método de verificação, do conhecimento, é também algo distinto e diferente daquilo que possamos ter aprendido em nossas vivências escolares ou em igrejas. O método Gnóstico do conhecimento não é o mesmo método através de conceitos, ideias, teorias, ou crenças; ao invés disto é algo cognitivo, consciente.

  Como exemplo, todos nós podemos tirar um momento para estarmos conscientes do corpo físico. Podemos alcançá-lo com nossa consciência, senti-lo, faze-lo estabilizado e estarmos presente em seu interior. Esta é uma experiência da Gnose. Isto é tornar-se cognitivo, ver, verificar, saber no momento presente. Isto não é um exercício intelectual. É um exercício de atenção. Nesse caminho você vê, conhece e experimenta. “Sim, eu vejo, eu experimento, eu sinto; eu tenho a experiência do que é estar num corpo.” Isto é Gnose. Esta é somente uma semente; é unicamente uma pequena amostra do que a consciência pode experimentar.

   Este corpo é uma máquina maravilhosa, uma máquina com enorme soma de energia, com muitos tipos de grandes complexidades e grandes poderes; energia que pode influenciar tanto os mundos internos quanto os externos, energia da qual ignoramos. Nós todos podemos concordar: “Sim, eu experimento o pensamento” e “sim, eu experimentei o que chamamos emoções” e “sim, eu experimentei o que chamamos sensações”, no entanto, ao acontecerem, quantos de nós podemos discriminá-los e corretamente identificá-los, em sendo exatamente o que são? Quantos de nós podemos discernir claramente entre uma emoção negativa e uma emoção positiva? Quantos de nós podemos controlar um pensamento? Ou seja, vocês podem estancar o pensamento? Vocês podem concentrar o pensamento num único objeto, durante o tempo que desejarem?

  Ver meramente a energia, experimentá-la, senti-la, saber que a energia está lá é uma coisa, porém controlá-la é outra coisa. Então, podemos dizer, “sim, eu tenho um corpo físico,” e “sim, eu tenho certo grau de controle sobre ele”, mas quase todos nós – honestamente – teríamos de concordar que nosso controle é muito limitado. Não podemos controlar a dor, a doença, a fome, a sede. Não podemos controlar muitos dos processos que ocorrem continuamente no interior de nossos corpos, tais como, digestão, respiração, batimento cardíaco, metabolismo, fluxo sanguíneo, o sistema endócrino. Todos estes processos ocorrem constantemente em nossos corpos, e ainda assim dependemos desta máquina para nos mantermos vivos e experimentarmos tudo o que conseguirmos.

  De algum modo, parece-nos um pouco contraditório que nos proclamemos mestres do universo, reis e rainhas da natureza e ainda assim uma simples dor de cabeça consiga acabar com nosso dia. Uma ponta de mau humor possa fazer ruir nosso estado emocional, tornando-nos irritáveis e zangados. Uma ferida mínima ou irritação do corpo possa causar-nos um comportamento um tanto irracional e a perda do controle da mente. Um ligeiro desconforto físico ou incômodo possa levar-nos a um comportamento desorganizado. Nenhum de nós pode negar isto: todos já experimentamos coisas assim.

   O reconhecimento do nível em que realmente estamos é a base fundamental onde a Gnose começa. Esta base revela-nos que não somos aquilo que presumíamos ser. Acreditávamos ser grandes vidas, entretanto as evidências provam coisas bem ao contrário; que somos terrivelmente fracos e possuímos uma grande dose de ignorância sobre nós próprios. Eis porque estudamos os ensinamentos Gnósticos: para mudarmos este estado de coisas. Não estudamos meramente teorias; estamos estudando estruturas, leis – arte, ciência, religião, filosofia – os quatro pilares que nos dão a base fundamental sobre a qual mudamos.

  Podemos trabalhar a nós próprios e alterar fundamentalmente nossa situação. Podemos todos concordar sobre isto. Nosso objetivo é a mudança. Ninguém está satisfeito com a direção em que as coisas estão caminhando, do contrário não estaríamos interessados nestes tipos de estudos. Todos temos aquela insatisfação, a sensibilidade de sentir que as coisas podiam ser melhores.

  Assemelha-se a que a maioria tenha tentado muitas técnicas. Tentamos arte, ciência, religião, filosofia. Podemos ter investigado muitas diferentes religiões ou ciências; ainda assim nenhuma se tenha provado capaz de remediar os problemas que temos. Não exatamente nossos problemas pessoais, porém nossos problemas como uma sociedade, um planeta, uma cultura, uma raça, no âmago de nossas famílias e comunidades. Assim é porque estes quatro pilares, quando isolados, não podem agir.

  Ciência sem religião é impotente. Ciência sem religião é destrutiva. Se vocês desejam provas vejam quanto de nosso dinheiro é gasto em ciência e o simples fato de que a maior parte de nossos gastos científicos é destinada às armas. Preferimos pensar que nossas despesas científicas são destinadas às coisas tais como ir ao espaço, às pesquisas médicas, a resolver assuntos globais como poluição, aquecimento, melhoria da cadeia alimentar ou cuidados da saúde. Não, estes gastos são todos estatisticamente bastante insignificantes; a vasta maioria de nosso dinheiro gasto com ciência é para o avanço militar. No mundo inteiro os maiores investimentos financeiros realizados tomam o caminho para a violência. Este é um fato estatístico. Esta percentagem tem crescido década após década. Mais e mais dinheiro vem sendo gasto em armamentos. Esta é a nossa ciência. Não são telefones celulares ou computadores a nossa grande “ciência” desta civilização; são isto sim armamentos. Não gostamos de admitir isto, mas é um fato.

  “Ciência sem religião é aleijada, religião sem ciência é cega” – Albert Einstein.

   E acerca da religião? Religião sem ciência é também impotente para mudar nossos problemas fundamentais. Religião sem ciência se torna cega, estúpida. Eu digo estúpida no sentido de não possuir conhecimento, de ser ignorante, de acreditar em coisas que são basicamente inverdades. Encontramos este exemplo especialmente agora quando a ciência vem penetrando em alguns mistérios e tem revelado algumas coisas. Porém, muito destas coisas está ainda atrelado às prontas recusas religiosas em aceitar os modernos aprofundamentos da ciência. Isto é rampante entre seguidores da nova era, daqueles que estão se tornando crescentemente distantes da realidade.

  E acerca da arte? Arte sem religião é estupidez. O que chamamos arte hoje em dia? Nossa “arte moderna” – a grande “criativa expressão” desta era – são celebrações da violência e luxúria. Pinturas e esculturas não são arte moderna e ninguém hoje se importa com elas. Para apreciar arte moderna em ação, temos que buscar os meios pelos quais as ideias são comunicadas (uma vez que é este o significado da arte: um meio de comunicação).

  Nossas artes modernas são: cinema, televisão, fotografia, publicações, internet, etc. A maioria das expressões criativas ou “arte” neste planeta hoje em dia, celebra o assassinato, o sarcasmo, a crueldade em relação aos outros. Nossos “artistas” são narcisistas, egos maníacos, sociopatas que amam dinheiro, sexo, e poder.

  Onde está neste planeta a nova arte que celebra o divino, que celebra as virtudes do espírito? Qual arte está ensinando os valores da alma? Qual arte está informando por outros pilares no sentido de guiarmo-nos através de elevados níveis do ser? O fato é que toda arte moderna está procurando tragar-nos para o fundo dos níveis inferiores da alma; para tornar-nos mais e mais indulgentes com a violência, a luxúria, a inveja, etc.

  E acerca da filosofia? É a mesma coisa; filosofia divorciada da religião, da ciência e arte, torna-se niilismo ou “eternalismo” [“eternalism” – palavra inglesa = coexistente em dimensões de tempo e espaço = “annihilationism” = “aniquilacionismo”], estas formas de filosofia que são apartadas da realidade. A moderna filosofia (que pode ser vista em ciência moderna, arte e religião) encoraja a vida para o prazer que resulta somente em vazio emocional e espiritual e divorcia o homem e a mulher de suas inatas e fundamentais divindades. Na atualidade, é festejante ser ateísta ou hedonista – mesmo sendo odioso, maligno e arrogante – mas é ridicularizante ser espiritualista ou religioso.

 Por conseguinte, nos é necessários estudarmos estes quatro pilares equilibradamente, compreendê-los neste mesmo horizonte e trabalhar com eles intimamente. Quando, finalmente, os harmonizarmos começaremos então a adquirir o conhecimento unificado da realidade, que nos pode conduzir a uma radical transformação.

  A ciência tem tradicionalmente focalizado seus estudos na matéria e energia. Vemos que isto é verdade, pois as grandes revelações que a ciência nos trouxe no último século, ou mais, estão relacionadas com modificações e manipulações de ambas. Tudo o que desfrutamos que resulta do desenvolvimento da ciência relaciona-se com estes dois fenômenos: matéria e energia.
 
  Por outro lado, arte tradicional, religião e filosofia sempre estiveram associadas com consciência, nosso mais profundo espírito, aquilo que, verdadeiramente, somos como pessoas. Mas, infelizmente, nos recentes séculos, arte, filosofia e religião foram completamente abandonadas nas investigações da consciência e estiveram somente associadas com matéria e energia, afastadas totalmente das qualidades do espírito e mente.

  O fato é que hoje em nossa sociedade se estabelece grande confusão. Fazem-se acreditar que somos o corpo e que isto é tudo. Nossas filosofias dizem-nos que não há vida após a morte; o mesmo nos diz a ciência, e nossas religiões nos dizem que há alguma coisa que chamam “vida”, mas está restrita às suas crenças. Então vocês veem que, nos seus isolamentos uma da outra, todas estas tradições chegaram a conclusões que conflitam com leis fundamentais da natureza.

  O que diz a ciência? Ciência e muitas de nossas formas de arte e filosofia dizem-nos que quando você morre é o fim; dizem-nos que “temos somente uma vida para vivermos”; então devemos viver também ao máximo indulgentes a todos os prazeres que possamos ter. Este é o caminho da vida, especialmente na cultura ocidental: “viva às pressas, morra jovem”. Não é esta a base da cultura ocidental? “Obtenha tudo o que puder antes de morrer, sejam bens materiais ou experienciais, porque quando você morrer tudo acabará; não há mais nada após a morte.” É nisto que nossa sociedade acredita e assim discorda da mais simples e fundamental lei descrita pela moderna ciência. A mais básica e fundamental das leis da física discorda disto e não obstante a ciência, ela própria, não admite a discordância; é muito esquisito!

  A mais fundamental lei da física está calcada no primeiro princípio da termodinâmica (a lei da conservação da energia); isto é física básica. Se você tem filhos, eles estão aprendendo isto na escola. A lei diz que tudo o que acontece está baseado nas transformações da energia. Esta lei diz que em um dado sistema a quantidade total de energia permanece a mesma. Esta mesma lei estabelece que a energia não pode nem ser criada e nem destruída, mas unicamente modificada. A energia muda a forma, mas você não pode destruí-la. Se a energia não pode ser destruída o que acontece com a energia de sua mente? O que acontece com a energia de seu coração? O que acontece com a energia de sua alma? Simples, ela não pode “deixar de existir” da maneira suposta por nossa flácida “filosofia.” Energia não pode morrer; ela simplesmente muda. Esta é uma lei fundamental da física.

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Parte (II)  EnergiaMatéria e Consciência (II)              
Parte (IV) :EnergiaMatéria e Consciência (IV)
                                                           [ Segue Parte II ] 

                                            Energy, Matter and Consciousness
Fonte:

Tradução Inglês/Português: Rayom Ra

Rayom Ra 
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Energia, Matéria e Consciência (II)

 

Energia, Matéria e Consciência (II)

Energia não pode morrer; ela simplesmente muda. Esta é uma lei fundamental da física.

  “Derivou-se da teoria especial da relatividade em que massa e energia são ambas diferentes manifestações da mesma coisa – conceito um tanto pouco familiar para a média das mentes. Além disto, a equação E = mc², em que energia é colocada igual a massa, multiplicada pelo quadrado da velocidade da luz, mostrou que bem pequenas quantidades de massa podem ser convertidas numa larga quantidade de energia e vice-versa - Albert Einstein, Física Atômica (1948)”

   O que é energia condensada? Se fossemos usar termos sânscritos, usaríamos o termo karma(1). Karma significa causa e efeito, ação, obrigação, trabalho. Alguns dizem que significa “destino”, mas esta significação não é apropriada. A palavra karma provém da raiz kr(2), que significa: “fazer, manipular, desempenhar, realizar, causa, efeito, preparar, suportar.”
(1) karma कर्म ].  [ (2) kṛ कृ. ]

  O que é nosso corpo? É energia condensada de ações pretéritas. No nível mais superficial é energia condensada de quando seus pais experimentaram uma união especial: a energia e matéria de seu pai unidas à energia e matéria de sua mãe – um profundo ato com enormes consequências. Aquelas consequências são as suas vidas. Aquele simples ato foi uma porta. Tudo o que vocês são não emergiu do nada. Tudo o que vocês são não emergiu de um simples óvulo e um espermatozoide. Eles foram simplesmente veículos, como exatamente os seus corpos são: veículos. Eles são energia condensada. E o que é essa energia? De onde ela vem? Naquele momento da concepção, quando o óvulo e o espermatozoide se encontraram, uniram-se e amalgamaram-se, tornando-se um. Eles abriram a porta, um canal dentro do qual suas consciências foram [respectivamente] colocadas. Isto [esta visão] que está faltando à ciência.

   A ciência tem unicamente olhado o nível superficial da concepção e nascimento, usando o incipiente instrumento que possui, incapaz de perceber qualquer coisa além do nível físico de matéria e energia. Isto acontece porque a ciência necessita da religião, filosofia e arte. E isto também acontece porque cada forma cósmica detem matéria, tem energia, porém é consciência que não é física.

  Nos dias de hoje, esta compreensão é bem diferente do que a maioria das pessoas pensa acerca de ciência ou religião. Tem-se demonstrado que o nível de entendimento da maioria das pessoas encontra-se várias centenas de anos atrás da atual ciência. Ou seja, a mentalidade da maioria do povo ainda não alcançou o que a moderna ciência já tem demonstrado. Isto está provado. Ainda, para piorar, a mentalidade do povo está milhares de anos fora do foco da Gnose, o ensinamento real, o conhecimento real. Por milhares de anos a Gnose vem se doando em vários segmentos, mas muito poucos têm a isto observado. A maioria das pessoas simplesmente não possui um nível de entendimento em relação à Gnose.

  “O assunto substancial deste trabalho é para a mais avançada humanidade, uma vez que o povo desta época bárbara não é capaz de entender estas coisas.” Samael Aum Weor

  Recapitulando. Todos temos um corpo físico que sabemos ser de matéria física. Sabemos que o corpo físico consegue somente estar ativo se possuir energia. Isto é auto evidente. Se vocês removerem a energia do corpo físico o corpo morre. Por outro lado, temos visto corpos que tem energia, porém estão mortos. Conheço alguns. Conheço pessoas assim: corpos que caminham, que têm energia, porém espiritualmente, psicologicamente, eticamente, estão mortos; significando que matarão, roubarão, mentirão, irão ferir outras pessoas e se satisfarão com isso, não se importando. Estes são os “zumbis.” Todos conhecemos pessoas assim, as temos visto. Neste tipo de pessoas, a consciência que deveria neles estar estimulante tornou-se completamente absorvida e aprisionada por nocivos estados de ser. Significa, assim, que suas consciências tornaram-se condicionadas.
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   Toda forma cósmica, desde o menor elemento existente, até o universo inteiro, tem três aspectos: Matéria, Energia, Consciência. Matéria está sempre modificada ou condicionada, onde quer que esteja, em que nível da natureza se encontre e podemos chamar aqueles níveis de “dimensões.”

  Olhemos nossos corpos físicos. Eles são o que são devido aonde estarmos. Nossos corpos existem num estado de relatividade. Este é um tópico muito profundo de compreensão. Significa que a condição de nossos corpos – tudo sobre eles – é relativa ao seu ambiente interior e exterior. Nossos corpos físicos conseguem propriamente funcionar numa balança muito precisa de condições. Uma pequena mudança daquelas condições acabará com eles. Ainda mais importante: a função dos corpos é também relativa à energia e consciência interiores. Estes fatores são ainda bem mais importantes do que os fatores ambientais.

  Acresce haver uma balança recíproca entre matéria e energia; não somente os corpos são influenciados por suas próprias energias, porém o oposto também é verdadeiro: as energias de nossos corpos são influenciadas pelos próprios corpos. Se perdermos um membro ou um órgão ou tenhamos contraído uma doença, nossas energias estarão condicionadas a mudanças. Se ficarmos enfraquecidos ou feridos nossas energias mudam, tornam-se condicionadas. Se nos alimentarmos mal nossas energias se tornam condicionadas. Se nossas mentes estão cheias de lixo, se nossos corações estão cheios de lixo, nossas energias tornam-se condicionadas, limitadas. Isto é obvio, e mesmo assim todos nós continuamos ignorando, fazendo coisas que não devíamos.

  Consciência também se condiciona por aquilo onde está; é um estado relativo. Consciência também tem uma relação de reciprocidade tanto com matéria quanto com energia. Contudo, consciência é o mais profundo aspecto das três, porém para compreendermos isto necessitamos saber o que seja consciência.

   Já temos uma vaga idéia sobre matéria e energia, menos uma definição de consciência. Quantas pessoas aqui podem definir consciência? Ninguém se apresenta?

  Consciência não é fácil de entender; é a mais sutil das três. Se vocês não souberem o que é consciência, então nunca saberão o que é religião ou o que significa espiritualidade. Religião e espiritualidade têm unicamente um objetivo: despertar a consciência, torná-la viva, desenvolvê-la, aperfeiçoá-la. Eis porque vocês estão vivos. Não fomos postos aqui neste planeta por nossa própria indulgência, para enterrarmos nossos narizes nos quintos da terra. Não é para isto que aqui estamos, para vivermos como suínos. Estamos aqui para domar a natureza, transcendê-la. Por isso temos um corpo. Por isso temos um planeta. Infelizmente, ainda não entendemos isto. Estamos destruindo o planeta e nossos corpos. Por isso estamos sofrendo. Quebramos as leis fundamentais da natureza e sofremos as consequências. Isto não é complicado. Mas se aprendermos sobre a consciência - o que ela é; que não é algo fora de nós, não em teoria, porém exatamente em nós - então poderemos eliminar o sofrimento.

  Examinem-se interiormente. Matéria: identificamo-la; estamos num corpo físico. Energia: estamos despertos e temos energia a mover, energia para pensar e respirar. Consciência: vocês podem perceber e isto é consciência – a habilidade de perceber. E ainda há níveis e mais níveis de percepção. Consciência tem a capacidade infinita de percepção, todavia em nós está condicionada. Eis o motivo de nossa percepção estar tão limitada.

  Neste exato instante, todos nós percebemos através da matéria física e energia, entretanto a percepção, em si mesma, não é matéria ou energia. Está muito além de ambas, mas vocês podem sentir isto. Vocês conseguem estar cientes disto – não por um momento – mas continuamente. Isto é o que as palavras “mente total” significam ou “plena observância”. O termo que utilizamos nesta tradição é Auto Observância. Este é um estado de ativa e desperta percepção: é exatamente observar, estar ciente. Não é passividade. Não pode estar ligada no piloto automático. Não se apresenta por conjetura ou automaticamente. Não é um dote inato; não nascemos com isto.  Temos de desenvolvê-la. Muitos grupos espirituais afirmam estarem “despertos”; que são “criaturas de luz e beleza”, ainda que estejam cheios de negruras e feiuras, sentimentos de vingança, ciúmes, invejas, belicosidades entre eles. Isto não é estar consciente.

   Consciência tem muitos níveis. Este é o motivo porque estudamos “A Árvore da Vida”. A Árvore da Vida da Kabbalah é o mapa ou um hieróglifo que representa os níveis de consciência. Também mapeia todos os diferentes níveis da existência, desde o Universo até a menor partícula. Cada nível pode ser compreendido nesta estrutura. Aqui existimos em corpos físicos com nossas energias e algum grau de consciência, embora seja pequeno e fraco. Se aprendermos sobre aquela consciência interna, podemos começar a aprender que a consciência tem um potencial infinito, tanto positivo quanto negativo.
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  É possível despertar a consciência e desenvolver poderes sobre matéria e energia. A consciência pode mudar matéria e energia. Todos podemos inquirir isto, ou acreditar, ou inquirir também por que estamos estudando religião e espiritualidade. Percebemos e sentimos intimamente que há uma possibilidade de mudar, encontrarmos alguma coisa melhor do que esta mecânica existência de sofrimentos e dores.

  Estejam alertados. Há um caminho do despertar da consciência, porém como qualquer outro na vida vocês podem trilhá-lo tanto para cima como para baixo; o caminho parece um só. Ambas as direções usam matéria e energia subjugadas pela consciência. O caminho pelo qual vocês vão não é determinado por suas intenções ou seus objetivos; ao invés disto, depende do que vocês fazem, em como vocês dirigem suas matérias e energias. Isto é o que precisamos entender.

  Todos nós estamos nos guiando pela vida usando nossas consciências para controlar matéria e energia. Infelizmente, não estamos inteirados como fazemos isto; verdadeiramente estamos adormecidos. Eis porque nossas religiões constantemente nos afirmam: “Acordem deste sonho de vida; hipnotizados estão por este estado de sonho, por sensações, prazeres e dores. Acordem e vejam a vocês mesmos”.

   Com nossas consciências em seus estados correntes manipulando matéria e energia, produzimos consequências, mas não imaginamos as consequências. Este é o problema. Por isto, necessitamos estudar estas leis.

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Este primeiro princípio da termodinâmica é extremamente importante. Vocês não conseguirão compreender religião sem esta lei da ciência. Se vocês estudaram religião e não estudaram ciência, fiquem atentos: precisam então conhecer esta lei. Pelo menos saberem sobre esta lei. Esta é a mais importante lei científica, indubitavelmente. Se desejarem, vocês podem ignorar todo o restante da ciência, porém memorizem esta lei, a primeira lei da termodinâmica: tudo o que acontece é devido a transformação da energia.

  Por que isto é tão importante? Estamos estudando religião e espiritualidade. Queremos nos unir a Deus. Desejamos realizar-nos na yoga, religare, e unirmo-nos com nosso mais profundo ser, o Divino. Desejamos nos tornarmos um Buddha, ou um Anjo, o que a isto possamos chamar. Nós podemos, mas para realizarmos isto devemos transformar a energia. Esta é uma lei da natureza. Deus criou a natureza. Deus não quebra suas leis. Muita gente fala em despertar o Kundalini, despertar chackras, criar corpos, etc., mas ainda ignoram esta lei.

  Aqui está a segunda parte desta lei, e é muito importante: não importa o que aconteça, a quantidade total da energia permanece a mesma.

   Isto pode chocar alguns de vocês, especialmente quando algumas tradições espirituais falam sobre “obter mais energia”. Elas estão engajadas em certos exercícios – vocalizações, mantras, comendo certos tipos de alimentos, bebendo bebidas especiais – para aumentar suas energias. Vocês podem obter ajuda e realmente modificar suas energias com exercícios, mas esta lei da física estabelece: não importa o que aconteça, a quantidade total da energia permanece a mesma.

  Num nível universal, em termos de Maha Manvantara ou dia cósmico, isto significa que quando a luz é expandida do Absoluto (Ain Soph expande-se em Ain Soph Aur) há certa quantidade de energia que cria toda a manifestação. Aquela quantidade de energia nunca muda. Fundamentalmente, é isto o que esta lei significa. Num universo, há uma quantidade fixa de energia. A energia é convertida em massa (corpos: planetas, criaturas vivas, etc), mas a quantidade de energia é fixa.

  A lei também se aplica a nós; somos o microcosmos do macrocosmos. Somos um reflexo do universo. Quando o raio da criação se extende e nossa Mônada, nosso raio, desdobra-se, há certa quantidade de energia. Aquela quantidade não muda. Ainda que a qualidade da energia possa mudar. Esta é a diferença: qualidade. Energia não pode ser criada, nem destruída; pode unicamente alterar a forma. Mais ainda, na medida em que a forma muda, também muda seu condicionamento.

  Todos falamos das religiões e espiritualidade como “criando energia”. Isto é errado. Ninguém pode criar energia. O Absoluto, o Vácuo, o Vazio, o Imanifesto desdobra sua existência em energia e matéria. Em outras palavras, o que alguns chamam “Deus”, cria uma vez, então está tudo lá para realizarmos segundo a nossa vontade.

  O que isto significa é que quando nascemos nos é dada uma quantidade fixa de energia, que é aquilo, que é tudo. Gurdjieff chama isto “Bobbin-Kandelnosts,” valores vitais; certa quantidade de energia que nos é permitido usar. Obviamente, alguns de nós que estejamos vivendo segundo o grande e moderno adágio do “viva às pressas, morra jovem”, estarão queimando aquela energia muito rapidamente. Contudo, se conservarmos aquela energia e a usarmos sabiamente, poderemos viver muito mais tempo.

Siga os links: 

Parte (I):    EnergiaMatéria e Consciência (I)

Parte (III):  EnergiaMatéria e Consciência (III)
Parte (IV):  EnergiaMatéria e Consciência (IV)
Parte (V)  :EnergiaMatéria e Consciência (V)
Parte (VI) EnergiaMatéria e Consciência (VI) - Final

                 
                                             [ Segue Parte III ] 

                                         Energy, Matter and Consciousness
Fonte:

Tradução Inglês/Português: Rayom Ra

Rayom Ra 
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Energia, Matéria e Consciência (III)

 

Energia, Matéria e Consciência (III)

 Isto tudo remete a um interessante mito emergido durante o período Assírio ou Babilônico há milhares de anos, acerca da deusa de nome Ishtar. Ishtar é a equivalência Assíria ou Babilônica de Vênus ou Isis. Assim como temos em muitas outras mitologias como de Isis, Osiris, ou como nas histórias de Persephone ou Pandora, Ishtar desceu ao submundo em busca do amor, seu marido. Ao chegar ao submundo, mesmo sendo uma deusa, ela é obrigada a submeter-se às normas.

  Este mito é muito profundo com significados em vários níveis, porém está relacionado com nossa conversa de hoje:

    “Ishtar, a filha do Pecado [a Deusa Lua], enviou seus pensamentos para a terra do não retorno, a terra das trevas. Enviou seus pensamentos, Ishtar, a filha do Pecado, para a casa das sombras, a morada de Irkalla, a casa sem saída para aquele que lá entrasse. Para a estrada, onde ali não existe volta. À casa sem luz, para aquele que lá entrasse. O lugar onde o pó é a nutrição deles, o barro seu alimento”.

  A maioria dos filósofos e estudiosos que estudaram esta escritura entendeu que este submundo é aquele que os cristãos chamaram de inferno, e, no entanto, não é. Este mundo, a cujo interior ela estava descendo, é a matéria física, o corpo físico. Quem mais come pó todos os dias de suas vidas senão Adão e Eva, expulsos do Éden?
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“E, יהוה אלהים [Jehovah Elohim, o Ser Interior] chamou Adão [o cérebro do corpo], e perguntou-lhe: “Onde estás?”

   E ele respondeu: eu ouvi a tua voz no Jardim [do meu corpo] e porque estava nu, [sem o Shekinah que o abandonou pela fornicação]; tive medo e me escondi.

  E ele perguntou-lhe: Quem te fez saber que estavas nu? Comeste da árvore [do conhecimento: sexo], de que te ordenei que não comesses? [como um animal].

  Então disse o homem [o cérebro]: A mulher [os órgãos sexuais do corpo] quem me deste para estar comigo, ela me deu da árvore [do sexo] e eu comi [como um animal].

  E, יהוה אלהים disse para a mulher: O que é isto que tu fizeste? E a mulher respondeu: A serpente [Lucifer, Luce-fer, a “portadora de luz”; energia] enganou-me, fazendo-me comer [como um animal].

   E, יהוה אלהים disse para a serpente [a portadora de luz, energia]: Porque tu fizeste isto, malditas és entre todos os animais בהמה [animais, como escravos do desejo instintivo], e dentre todos חי [animal] animais do campo rastejarás sobre o teu ventre [instintivamente] e עפר [pó, refugo] será teu alimento por todos os dias de tua vida.

  E porei inimizade entre ti e a mulher [órgãos sexuais] e entre ti זרע (semem) e ela זרע (semem); e ferir-te-á a cabeça (cérebro) e tu lhe ferirás o calcanhar.

  E à mulher (órgãos sexuais) disse: Sobremodo multiplicarei teus sofrimentos e tua concepção; em dores darás à luz teus filhos; e o teu desejo será para teu marido [o cérebro] e ele te governará.
 
 E a Adão disse: Visto que atendeste a voz de tua mulher [os órgãos sexuais] e comeste da árvore [do sexo] de que te ordenei dizendo que tu não comesses [como um animal]: maldita é a terra [o corpo físico] por tua causa; em sofrimento comerás dela por todos os dias de tua vida.

  Cardos e abrolhos ela produzirá para ti; e comerás a erva do campo.

   Em suores de teu rosto comerás do pão até que retornes à terra; pois dela fostes formado: porque és pó e ao pó tornarás”. – Genesis 3.

  Assim o mito de Ishtar representa arquétipos em nossas consciências que descem para dentro do corpo físico. A história continua:

  “Ishtar chegando ao portão da terra do não retorno dirigiu-se ao porteiro:

  - Porteiro, ei, abre o portão! Abre o portão para que eu possa entrar! Se não abrires o portão para deixar-me entrar, quebrarei a porta, arrancarei a fechadura, destruirei os umbrais, forçarei as portas! Trarei os mortos para devorarem os vivos! E os mortos irão exceder os vivos!

  O porteiro abriu sua boca e falou para a senhora Ishtar:

- Desiste, ó senhora, não o destrua. Irei anunciar teu nome a minha rainha Ereshkigal. O porteiro entrou e falou a Ereshkigal:

   - Ho! Está aqui tua irmã, Ishtar... Hostilidade dos grandes poderes...

  Ereshkigal ao ouvir isto, foi como alguém que cai de uma tamargueira e fica tremendo; como alguém que corta um junco e se agita: “O que moveu seu coração [sede da inteligência], o que excita seu fígado? [sede das emoções] Ho…., desejaria esta morar comigo? Comer barro como alimento, beber pó como vinho?”

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  Estas são duas deusas, são dois aspectos do mesmo arquétipo. Noutras palestras conversamos sobre como deusas têm diferentes formas. Pandora tem aspectos positivos e negativos. Isis, Kali, Durga, etc., representam diferentes facetas da mesma força. Persephone e Hekate são duas faces da mesma força, etc. A Divina Mãe é a deusa em cima no paraíso e a deusa embaixo no inferno. Realmente, ela tem muitos, muitos aspectos, uma vez que ela é o corpo de toda a existência.

  No mito, a deusa que manobra a matéria física, que é a Mãe Natureza, diz:

- A deusa celestial está vindo aqui!

A Divina Mãe no inferno [Persephone, Hekate], (ainda) diz: 
- Deixa-a entrar!

  Ishtar tem, então, de atravessar sete portões.

  - Entra, Ó Senhora, deixa Cuthan dar-te as boas vindas. Deixa o palácio da terra do não retorno regozijar-se com tua presença!

  Ele a permite entrar pelo primeiro portão, abrindo-o totalmente, e toma a grande coroa de sua cabeça:

  - Por que, ó porteiro, retiraste-me minha grande coroa de minha cabeça?

  - Entra, Ó senhora, pois tais são os decretos de Ereshkigal!

   Ao segundo portão ele a permite entrar, abrindo-o totalmente, removendo dela os seus brincos.

  - Por que, Ó porteiro, retiraste-me meus brincos?

   - Entra, Ó senhora, pois tais são os decretos de Ereshkigal!

  Ao terceiro portão ele a permite entrar, abrindo-o totalmente, removendo dela o seu colar.

  - Por que, Ó porteiro, retiraste-me meu colar?

  - Entra, Ó senhora, pois tais são os decretos de Ereshkigal! 

  Ao quarto portão ele a permite entrar, abrindo-o totalmente, removendo dela os seus ornamentos de seu peito.

  - Por que, Ó porteiro, retiraste-me meus ornamentos de meu peito?

  - Entra, Ó senhora, pois tais são os decretos de Ereshkigal.

  Ao quinto portão ele a permite entrar, abrindo-o totalmente, removendo dela a cinta de seu corpo, guarnecida de pedras preciosas.

  - Por que, Ó porteiro, retiraste-me minha cinta de meu corpo, guarnecida de pedras preciosas.

  - Entra, Ó senhora, pois tais são os decretos de Ereshkigal!

  Ao sexto portão ele a permite entrar, abrindo-o totalmente, removendo dela as suas lantejoulas das mãos e pés.

  - Por que, Ó porteiro, retiraste-me minhas lantejoulas de minhas mãos e pés?

  - Entra, Ó senhora, pois tais são os decretos de Ereshkigal!

  Ao sétimo portão ele a permite entrar, abrindo-o totalmente, removendo dela sua tanga.

  - Por que, Ó porteiro, retiraste-me minha tanga?

  - Entra, Ó senhora, pois tais são os decretos de Ereshkigal!

  Assim que passou pelo sétimo portão, ela se encontra completamente exposta. Então ela vê a Rainha do Mundo Inferior, e lutam.

  Agora que Ishtar desceu ao interior da terra do não retorno, Ereshkigal a vê e fica irada pela sua presença. Ishtar, sem refletir, atira-se sobre ela [com raiva].”

  Isto pode soar como um típico mito, mas conduz uma grande verdade: involução. Em nosso desenvolvimento cósmico quando nossa luz interna desdobra-se em manifestações, ela precisa descer e ser modificada por todos os diferentes níveis de matéria e energia através dos quais penetra no seu descenso. O raio da criação se lança desde os reinos logóicos, descendo através de Átmico, Búdico, Causal, Mental, Astral, Vital e Físico: sete níveis, sete dimensões, sete aspectos de nossa psicologia.

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  Aquela centelha é desnuda devido ao karma [dualismos, pares de opostos, causa/efeito - R/R] porque esta é a lei. Quando aquela centelha chega como energia para ativar o corpo físico, está fraca e despojada de poderes. Está pequena, exposta e em conflito.

  Quando Ishtar chega naquele mundo inferior, a rainha daquele mundo aflige-a com males, enfermidades, doenças e problemas.

   Ereshkigal abriu sua boca e falou a Namtar, seu mensageiro, ordenando-o:

  - Vái Namtar, aprisione-a em meu palácio. Manda contra Ishtar sessenta doenças para puni-la. Doença de vista contra seus olhos, doença contra sua face, doença contra seu pé, doença do coração contra seu coração, doença da cabeça contra sua cabeça, contra tudo de seu ser, contra seu corpo inteiro!

  Depois que a senhora Ishtar tinha descido à terra do não retorno, o touro não cobriu a vaca, o asno não se aproximou da fêmea, nenhum homem chegou-se a uma donzela na rua, o homem dormia no seu quarto e a mulher sozinha." ....

  Ishtar, a luz dos reinos superiores, torna-se aprisionada, condicionada pela matéria e energia devido à causa e efeito. Em outras palavras, esta história representa o que a história de Adão e Eva exemplifica: em virtude do mau uso da matéria, energia e consciência, tornamo-nos condicionados. Em ambos os casos está inteiramente implícito: é sexual.

  A situação de Ishtar representa a situação de nossa mais Profunda Divindade. Nosso espírito está dentro de nós, afligido com todos os problemas por ter um corpo físico, afligido com karma. Eis o que é aqui “normal.” É algo anormal em nosso caso devido ao karma [as oposições, a ignorância em como administrá-las, balanceá-las - R/R] ser tão pesado. Em outros locais cósmicos a situação não é muito dramática. Para nós no planeta Terra é muito dramática e dolorosa porque nosso karma (*) é muito forte.

  Precisamos aprender como mudar esta situação. O método é tomar consciente controle de nossa energia, manobrar nossa matéria e energia conscientemente. Precisamos aprender sobre os tipos de energias que temos. Precisamos experimentá-los, prová-los, manipulá-los.

  Falamos sobre sete tipos de energia, ainda que não seja uma lista abrangente. Há inumeráveis formas de energia, mais do que podemos listar. Estes sete tipos concernem bem estar. Essas são formas de energia que precisamos manipular, que precisamos modificar, tomar o controle e dominarmos espiritualmente ou dominarmos nas relações com qualquer tipo de religião.

(*) - Em relação ainda, à causa e efeito, siga o link abaixo onde, em cujo texto, são dadas explicações por Mestra Nada sobre transcendentes mudanças da lei do carma para a humanidade, em reunião dos Poderes Planetários e Grande Fraternidade Branca Universal. [Rayom Ra]

http://arcadeouro.blogspot.com/2014/04/recordar-e-preciso-sobre-carmas-provas.html

                                                                          ///////                                     
                         Siga os links:

                          Parte (I)   : EnergiaMatéria e Consciência (I)
                             Parte (II)  EnergiaMatéria e Consciência (II)
                             Parte (IV) : EnergiaMatéria e Consciência (IV)
                             Parte (V)  :EnergiaMatéria e Consciência (V) 
                             Parte (VI) EnergiaMatéria e Consciência (VI) - Final
 


                                                          [Segue Parte IV]


                                            Energy, Matter and Consciousness
Fonte:

Tradução Inglês/Português: Rayom Ra

Rayom Ra 
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