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quinta-feira, 3 de novembro de 2022

Cristo, O Mistério da Luz - Parte II

 

Cristo, O Mistério da Luz - Parte II




                                              Lembremos o que a Gênesis Estabelece

  O arco estará nas nuvens; vê-lo-ei e me lembrarei da aliança eterna entre Deus e todos os seres viventes de toda carne que há sobre a Terra. – Genesis 9:16.

  Daí, após a inundação, Deus pôs seu arco íris como um sinal, como um pacto eterno entre Elohim e as criaturas vivas. Contudo, o arco íris como um símbolo não é exclusivo do Cristianismo ou Judaísmo. O encontramos no Budismo; por exemplo, no ideal em que todos os monges ou budistas devam se tornar, ou desenvolver – o corpo (a Ponte) arco íris. Esse corpo arco íris nada mais é que a luz dividida em sete tonalidades que esotericamente chamamos Heptaparaparshinokh.

   Eis porque quando falamos sobre o Espaço Abstrato Absoluto sempre dizemos que no seu interior, no interior do Absoluto Solar, encontramos a lei dos três que já explicamos, em relação à luz. Mas o espectro da luz se expressa por ele mesmo em sete principais cores, o arco íris. Além do violeta encontramos a luz ultravioleta, ou o pequeno comprimento de onda da luz. O mais longo é o infravermelho que unicamente pelo desenvolvimento de certas visões conseguimos vê-lo. Há certos aparelhos pelos quais podemos fotografar o ultravioleta e o infravermelho, porém para a visão física temos de desenvolver aquilo que é a clarividência.

  Entretanto, estamos somente falando sobre a luz ultravioleta e a infravermelha deste mundo físico. Há sete dimensões. Então, quando dizemos que as trevas sejam uma luz ultravioleta muito elevada, tal luz ultravioleta é para nós ainda trevas; assim, a luz vem das trevas. É isso que necessitamos compreender. Uma vez que ao estarmos trabalhando com a luz, desenvolveremos a clarividência ou aquela visão, a fim de vermos a luz, ainda que no Espaço Abstrato Absoluto ou na luz infravermelha no Inferno. Dessa maneira, a emanação dessa luz forma mundos, ordens no Espaço Abstrato quando sejam feitos daquela luz, que é luz negra para nós, porém, verdadeiramente, sendo luz muito clara para os habitantes do Espaço Abstrato Absoluto.

  Havíamos explicado que o Mestre Aberamentho, Jesus de Nazaré, veio como uma emanação da luz negra, que é Ain, o décimo terceiro Aeon. Eis porque ele entende a luz negra e a luz clara. Eis porque ele é um representante daquela luz, seja ultravioleta ou infravermelha – o mistério disso se encontra dentro dele.

  Minha paz reina em todos os corações; não nos esqueçamos de que paz é luz. Não nos esqueçamos de que paz é uma Essência emanada do Absoluto. É a luz emanada do Absoluto. Essa luz é a luz do Ancião dos Dias [Kether]. Cristo disse, “Deixo-vos a paz, a minha paz vos dou”. – João 14:27 – Samael Aun Weor.

  A primeira manifestação do Protocosmos, que é a luz, uma luz negra para nós, é o Deuterocosmos.   Deutero em grego significa “segundo”. Então o Deuterocosmos é o segundo cosmos, significando, a segunda cristalização da luz em sóis, estrelas que encontramos no universo. Assim, quando falamos de “Haja Luz”, precisamos falar sobre o Protocosmos e o Deuterocosmos, duas cristalizações da Luz Negra, uma no Espaço Abstrato Absoluto e outra no universo conforme o vemos. Daí, o que é chamado de segundo cosmos é em Grego o Deuterocosmos, um sol físico. Nosso sol físico é um Deuterocosmos, um segundo cosmos, eis como é.

  “E disse Deus (Elohim): Haja firmamento no meio das águas, e separação entre águas e águas. Fez, pois Deus o firmamento, e separação entre as águas debaixo do firmamento e as águas sobre o firmamento. E assim se fez. E chamou Deus ao firmamento Céus. Houve tarde e manhã, o segundo dia”. – Genesis 1:6-8.

  Genesis 1:6-8 é chamado o segundo dia ou a segunda manifestação da luz no cosmos. De acordo com nossas explicações, esse é o terceiro dentre sete tipos de cosmos que está feito.

  Que são as águas? Lembremos que em Hebreu águas é Mayim. E a letra Mem simboliza a água, Em Sânscrito essa água é chamada Akasha. Akasha é aquela primeira fonte, a substância que preenche a todo o Universo. Gurdjieff no seu livro “Tales from Beelzebub to his Grandson” (Relatos de Belzebu ao seu Neto), chama essa substância – água ou Akasha – “Ethernokrilno” que inunda o interminável espaço. Ethernokrilno contém todas as possibilidades se é fecundado pela luz, ou pelo Raio de Okidanokh.  

  Então, tudo desse Deuterocosmos ou sóis, juntos no espaço, formam aquilo que chamamos o Ayocosmos. Em Grego Άγιος, pronunciado "Ayios,", significa, sagrado. Portanto, o Ayios-Cosmos nada mais é que o Megalocosmos , o inteiro firmamento: todas as galáxias, estrelas, sóis, planetas, cometas, etc., que formam o sagrado cosmos, o Ayocosmos.

  O firmamento estabelecido pelo Gênesis na Bíblia é o Ayocosmos; assim, quando Elohim disse “Haja firmamento no meio das águas”, significa um firmamento no interior daquelas águas, o Ethernokrilno, ou o Akasha, dentro daquela substância que inunda o espaço sem fim. Por conseguinte, pairando sobre as águas está o firmamento de que falamos no primeiro triângulo da Árvore da Vida, onde acima existem todas as estrelas, e assim, todas elas são a manifestação da Luz, Cristo. Cada Estrela é Deuterocosmos manifestando a Luz, Cristo.

  Os Gnósticos entendem que Mestre Jesus é a expressão daquela luz ao nível humano. Krishna, Mohammed e Quetzalcoatl são expressões daquela luz ao nível humano, desde que a luz não seja um individuo. Cristo não é um indivíduo, mas uma energia universal de uma maneira abstrata e uma concreta. Então, ao falarmos sobre Cristo e vermos o firmamento, o Ayocosmos, vemos a Luz, vemos o Senhor Cristo.

  Porém, há um terceiro tipo de sol, conforme Gurdjieff explica, que comumente chamamos planetas, através do qual a luz do Senhor desce mais; a luz desce ao interior do exato centro de qualquer planeta, porque o Raio da Criação termina precisamente no núcleo de qualquer planeta ou sol. Ele emerge do Espaço Abstrato Absoluto e termina no exato centro de qualquer sol ou planeta, como exemplo, nosso planeta Terra.

   A Bíblia estabelece:

  “Disse também Deus [Elohim]: Ajuntem-se [o fogo sexual de] as águas [Akásicas] debaixo dos céus [onde a terra está sem forma e vazia)  num só lugar, e apareça a porção seca [o magma]. E assim se fez. A porção seca chamou Deus Terra, e ao ajuntamento das águas, Mares. E viu Deus que isso era bom”. – Gênesis 1:9-10.

  Em palavras cósmicas Gregas, chamamos isso um Tritocosmos. Trito quer dizer terceiro; Tritocosmos é o terceiro tipo de cosmos. Está perfeitamente compreensível que a vida desse planeta depende de seus fogos, os fogos do centro da Terra.

  “Virá, entretanto, como ladrão, o dia do Senhor [o fogo], no qual, os céus passarão com estrepitoso estrondo [de vulcão em erupção], e os elementos se desfarão abrasados; também a terra e as obras que nela existem serão atingidas”. – 2Pedro 3:10.

  Ademais, o próprio planeta está no centro, no meio da onda Akásica de qualquer Deuterocosmos, onde são mantidas ondas de Prâna ou luz do Sol do sistema solar. Então, no centro das ondas de luz do sistema solar encontramos os planetas, sendo por isso que os planetas são chamados Mesocosmos. Meso significa meio. Assim, os Mesocosmos estão no meio destas águas Akásicas da vida, e são chamados planetas ou terras.

   Porém, falando individualmente em relação com os três tipos de sóis criados através do Raio da Criação, esses Mesocosmos, eles mesmos, são um terceiro tipo de cosmos, um Tritocosmos, um terceiro tipo de sol.

earth

  Neste gráfico vemos o Tritocosmos. Sua vida depende da luz do firmamento, que é transformada no seu centro, porque a maior parte da vida de qualquer planeta depende de seu Tritocosmos. Se formos ao Tritocosmos, ao centro do Sol, da estrela, do brilhante Deuterocosmos não encontraremos lá nenhum demônio ou entidade demoníaca. Entretanto, no planeta Terra os encontramos porque Tritocosmos em planetas contêm falhas, almas que não podem transformar a luz solar. As almas que não podem transformar a luz solar vão para o interior do Tritocosmos de qualquer planeta. Porém, o Tritocosmos do Deuterocosmos – que é realmente o final do Raio da Criação – está livre de almas demoníacas. Demônios ou fracassados não podem existir no Tritocosmos do Sol porque qualquer habitante que entra no Sol é um homem solar, ou ser humano solar.

  Porém, em qualquer planeta, não importando se lá existam também homens solares, a maioria de suas almas vai para dentro do Tritocosmos. Então observemos e entendamos isto. O Trito significa o terceiro, uma vez que a luz sempre se expressa através de três aspectos – Pai, Filho e Espírito Santo, ou positivo, negativo e neutro. Desse modo, o Proto é o Pai no Absoluto Solar. O Deutero é o Filho, o Sol manifestado e todas as estrelas no universo. E o Trito é o Espírito Santo, o terceiro Sol que não se encontra ainda completamente desenvolvido, um planeta que está no meio, na metade das águas Akásicas.

  “E ao ajuntamento das águas [luz do Akasa] – (chamou) Mares. E viu Deus (Elohim) que isto era bom”.  – Gênesis 1:10

   Encontramos então que toda vida nos planetas dependem de sua terra seca e da água quando estão em atividade, ou seja, quando “Deus viu que era bom”.

“E disse: Produza a terra relva, ervas que deem semente, e árvores frutíferas que deem fruto segundo a sua espécie, cuja semente esteja nele, sobre a terra. E assim se fez. A terra, pois, produziu relva. Ervas que davam sementes segundo a sua espécie, e árvores que davam fruto, cuja semente estava nele, conforme a sua espécie. E viu Deus (Elohim) que isso era bom. Houve tarde e manhã, o terceiro dia”. – Gênesis 1:11-13

  “Semente segundo a sua espécie” deve ser traduzido – conforme já colocamos em outras palestras – como “Semente segundo sua força sexual”. Aqui está onde vemos claramente o terceiro aspecto do Triamatzikamno, chamado o Espírito Santo, correspondendo à força sexual na nona esfera, o verdadeiro centro da Terra, a fim de trazer vida a todas as sementes segundo suas espécies מינה "Minah" ( do מין o qual em Hebreu também significa sexo).

  Na entrada da primavera, a luz do Sol que foi para o Tritocosmos da Terra, volta para a superfície e começa a alimentar as sementes de plantas, os animais e os animais intelectuais. Nós, Gnósticos, sentimos aquela energia em nossos corpos. Então, a vida orgânica de qualquer planeta é luz; é a vida, a luz que a atmosfera coleta do cosmos e como vida é transformada dentro da semente. Esse é o processo da cruz, da luz com matéria. Eis por que quando falamos de “ervas que davam sementes segundo a sua espécie, e árvores que davam fruto, conforme a sua espécie”, entendemos que nós, humanos, também somos árvores prazerosas de olhar e boas para alimentar, porque também temos luz, energia.

  “Todas as coisas foram feitas por intermédio dele, e sem ele nada do que foi feito se fez. A vida estava nele [luz], e a vida era a luz dos homens. A luz resplandece nas trevas, e as trevas não prevaleceram contra ela”. João 1:3-5

  Naturalmente, os frutos que nós humanos temos são chamados crianças, mas os frutos deliciosos e belas flores que florescem na Primavera são resultado da luz. Uma vez que o Senhor emana das trevas e termina no exato centro da Terra – ou Inferno – a infra dimensão, como luz infravermelha, necessita ser nutrida pela luz solar que na Primavera novamente emerge. Esse é o processo que acontece em todos os planetas. Assim é como disse o Senhor: “Eu sou [אהיה Eheieh] o caminho, e a verdade e a vida; ninguém vem ao pai senão por mim [ a luz]”. – João 14:6.

  Compreendamos, desse modo, que o que chamamos o Protocosmos, Deuterocosmos e Tritocosmos em termos Gregos são: primeiro, segundo e terceiro. Agora, há um quarto cosmos que necessitamos estudar. Porém antes disso, continuemos a ler o livro do Gênesis que explica sobre a luz em diferentes maneiras. Está escrito: “Disse também Deus (Elohim): haja luzeiro no firmamento dos céus, para fazerem separação entre dia e noite e sejam eles para sinais, para estações, para dias e anos”. – Genesis 1-14.

  Prestemos atenção ao que lemos: não é “haja luz” como em Gênesis 1:3, porém “Haja Luzes”. É plural. Isso significa, construamos o Macrocosmos, que é precisamente qualquer galáxia por ela própria. A Via Láctea e qualquer outra galáxia no espaço são nelas mesmas um Macrocosmos, pois cada galáxia tem suas regras para todos aqueles Deuterocosmos que a constituem. Lembremos que milhões de Deuterocosmos (segundo cosmos) juntos formam uma Galáxia chamada Macrocosmos; daí, qualquer galáxia é regida por outras leis”. “E sejam para luzeiros no firmamento dos céus, para alumiar a Terra. E assim se fez.” – Gênesis 1-15.

  “Para alumiar a Terra” significa sobre a superfície da Terra, não dentro, mas sobre. A Terra neste caso é um Mesocosmos.  “E assim se fez”. Assim aconteceu de as luzes que encontramos no universo são transformadas pela vida orgânica encontrada na Terra. Todos os humanos, animais, plantas e todas as árvores, cada erva, transformam diferentes tipos de luz das galáxias do Ayocosmos, de todos os Deuterocosmos, de todos os planetas, ou seja, de outros Mesocosmos. Cada animal, cada inseto por menor ou insignificante que sejam com seus tamanhos Microcósmicos, transformam a luz solar e transmitem aquela luz para a terra. Nós, Tetartocosmos, também transformamos luz.

  Continuando na leitura da Gênesis sob este ponto de vista cósmico. A tradução da Bíblia, diz:
Fez Deus os dois grandes luzeiros: o maior para governar o dia, e o menor para governar a noite; e fez também todas as estrelas” – Gênesis 1.16.

  Porém, de fato, “כוכבים kokabim" traduz-se em Hebreu por “estrelas”. Mas também significa “esferas” no plural. E porque Elohim fez todos os sóis (qualquer Deuterocosmos), qualquer lua, uma vez que cada lua no universo é um planeta morto que está transferindo a vida ou a luz do Cristo a um novo planeta que está sendo formado. Por exemplo, da lua que brilha acima, o planeta Terra toma a vida, a luz, e transfere aquela luz para todos os organismos. A vida da lua foi transferida para a Terra a fim de que este planeta vivesse.

  Então a lua é a mãe da Terra. Qualquer lua no espaço transfere sua luz, sua vida ao planeta em torno do qual ela gira. Nós temos duas luas – já foi explicado sobre isto em outras palestras. Luas são esferas que transferem a luz do dia cósmico passado para outros planetas, que são alimentados por todas as esferas, que são as luzes deste atual dia cósmico. E eis porque lemos:
  “E os colocou no firmamento dos céus para alumiarem a Terra. Para governarem o dia e a noite, e fazerem a separação entre a luz e as trevas. E viu Deus (Elohim) que isso era bom. Houve tarde e manhã, o quarto dia”. – Gênesis 1:17-19.

  Deste modo, ao lermos os quatro dias do Gênesis relacionados com os três tipos de cosmos, vemos que a luz está manifestada, conforme  organizada em diferentes níveis, que são precisamente os sete cosmos. Esse é o motivo de, quando a luz estivera encarnada em Mestre Jesus, ele dizer: “Eu sou a luz do Kosmos”. Jesus estava nos passando isto porque a luz cria; a luz é a Inteligência que criou o Protocosmos, o Ayocosmos, o Macrocosmos, o Deuterocosmos, o Mesocosmos e até o Tritocosmos que chamamos Inferno, porque o raio da criação termina no Tritocosmos. O Inferno é um vaso de fusão onde os elementos incompatíveis, não aproveitáveis, são misturados. Quando reunimos demasiadamente elementos incompatíveis que não sejam bons para o universo, então entramos naquele vaso de fusão que é chamado o Tritocosmos; é onde a luz infravermelha do Inferno os desintegra. Eis o motivo pelo qual se somos maus (incompatíveis) vamos para lá, ou sendo bons (compatíveis) subimos. É importante compreender que isto significa compatível e incompatível relativamente à luz, e não às crenças.

  Fechemos os olhos e vejamos com nossa glândula pineal: A luz (Crística) do corpo é (nutrida na) o olho (pineal): se, com efeito, são os olhos (pineal) a lâmpada do corpo; se por conseguinte os teus olhos forem bons, todo o teu corpo será luminoso. Portanto, caso a luz (pineal) que em ti há sejam trevas, que grandes trevas serão!”. – Mateus 6-22-23.

  Precisamos despertar a luz de nosso Chackra da Coroa; precisamos ver (אהיה Eheieh) internamente. O calendário Azteca – conforme explicamos em muitas palestras – oculta o mistério da luz. Nele foi cinzelado como o quinto sol oculta o mistério da luz se o pusermos em atividade.

  Agora, Gurdjieff, no seu livro Relatos de Beelzebub ao Seu Neto coloca conversas sobre o Tetartocosmos. τέταρτο "Tetarto", significa quatro em Grego. Assim, definitivamente, somos o quarto cosmos, o quarto tipo de organizações, ordens, devido a que temos três cérebros. Possuímos as três luzes do Triamatzikamno no cérebro intelectual, no cérebro emocional e no motor-sexual-instintivo. Na coluna espinhal temos organizado as sete luzes da igreja do espectro, a luz solar que temos de pôr em atividade através dos sete chackras. Eis por que Mestre Jesus também disse: “vocês são a luz do mundo”. Melhor dizendo:


  Vocês [através de sua glândula pineal] são a luz do [Tetarto] Kosmos. Uma cidade construída numa colina não pode estar oculta. “Nem se acende uma candeia para coloca-la debaixo do alqueire, mas no velador, e alumia a todos que se encontram na casa. Assim, brilhe também a vossa luz [na glândula pineal] diante dos homens, para que vejam as vossas boas obras [de castidade] e glorifiquem a vosso Pai que está nos céus” – Mateus 5:15-16.

  “Ora, as promessa foram feitas a Abraão e ao seu descendente. Não diz: e aos descendentes, como se falando de muitos [multidões], porém como de um só: E ao teu descendente, que é Cristo [a luz]. Gálatas 3:16.

  Através da alquimia sexual nosso Abraham (ou Ruach Elohim, Chesed) transmuta a luz de nossa semente [fluído] (que é Cristo] até a glândula pineal dentro de nós; da mesma forma, absorvemos a luz do centro da Terra através dos plexos de nossos pés. Absorvemos do Kosmos através do chackra de nossa glândula pineal e através de todos os chackras. Nossa natureza, o corpo físico, é realmente um Tetartocosmos, um transformador de luz. Somos máquinas de luz que foram criadas a fim de dar luz a esse planeta Terra, de acordo com a lei do trogoautoegocrat-cósmico-comum. Contudo, somos os únicos animais que têm a possibilidade de se tornar Macrocosmos, se seguirmos o caminho.

  Que caminho? “Eu sou o caminho”, disse o Senhor, que é a luz e a vida. Cristo não é uma pessoa. Assim, quando lemos que Mestre Jesus disse: “Eu sou o caminho”, ele não está falando de sua personalidade ou seu corpo físico; era Cristo falando através de Mestre Jesus. Ele disse, “Eu, a luz do cosmos, sou o caminho”. Trabalha com a luz, que é a luz da vida. E o que é a luz da vida? A luz da vida é a energia sexual; sexo é vida, viemos por ele.

  “Todas as coisas foram feitas por intermédio dele, e sem ele nada do que foi feito se fez” – João 1:3.

  Então, uma cidade construída numa colina não pode estar oculta; Nem se acende uma candeia para coloca-la debaixo do alqueire, mas no velador, e alumia a todos que se encontram na casa.

  Que é um alqueire? É um tipo de caçamba usada como medida, certo? Significa que se acendermos uma candeia e colocarmos um alqueire (caçamba) em cima dela, isso seria ridículo, não? Bem, nós somos o alqueire, pois carregamos dentro de nós a luz. Normalmente aquelas caçambas são utilizadas para portarem frutas ou vegetais resultantes da luz solar. Assim, somos caçambas de luz. Extraímos a luz solar das frutas que comemos por nossas bocas, e a luz solar dos vegetais que nos alimentam (vitaminas); extraímos a luz solar também armazenada em animais, porque qualquer animal é uma transformação da luz – e comemos de sua carne. Respiramos o ar, o oxigênio onde existe a luz solar. Há seres em sóis que respiram tão somente luz. Respiramos oxigênio, mas quando nos aperfeiçoamos a certo nível, respiramos luz. Dizemos que respiramos oxigênio, mas na realidade aqui respiramos a poluição. Estamos exatamente nos envenenando, como sabem. Assim como respiramos a névoa com fumaça há seres que respiram oxigênio; podemos encontra-los nas montanhas se deixarmos essas cidades feiosas. De fato, respiramos névoa – tristeza, mas é a verdade. Então, há seres que respiram luz, pura luz. Não somos, em verdade, esse tipo de seres, mas podemos nos tornar um deles se trabalharmos com a luz.

  Portanto, não ponhamos a luz que nosso corpo obtém, debaixo do alqueire. Lembremos que a árvore da vida é nossa coluna espinhal, e debaixo do cóccix está o Kundabuffer.  Não forniquemos porque nosso corpo é um Tetartocosmos que obtém a luz de todo o cosmos, e ao final armazena em nossa semente sexual, que fica carregada segundo sua qualidade. Tristemente, o que as pessoas comuns fazem? Elas fornicam, ou seja, elas jogam fora a luz, o Espírito Santo que tinham acumulado que, em síntese, encontra-se no esperma e no óvulo, o semem; daí as pessoas ejaculam e desperdiçam-no nos prazeres animais.

  “Fugi da impureza! Qualquer outro pecado que uma pessoa cometer é fora do corpo; mas aquele que pratica a imoralidade peca contra o próprio corpo. Acaso não sabeis (מה “MA) que o vosso corpo é santuário do Espírito Santo que está (מינה "Minah) em vós, o qual tende da parte de Deus (Elohim), e que não sois de vós mesmos? Porque fostes comprados por preço. Agora, pois, glorificai a (luz de Elohim) Deus no vosso corpo”. – (מה “MA”), e no seu espírito” (מי "ME"), que são (El e Elah) Elohim”. 1 Corintios 6:18-20 - [מינה "Minah Sexo, e soletrado com as letras מ "Mem" – água יה "Yod-Hei" (falo-útero) e נ "Nun" peixe (esperma ou óvulo).


  Portanto, não ponhamos a luz que nosso corpo obtém debaixo do alqueire (embaixo do cóccix), mas a ponhamos em nossa coluna espinhal, que é nosso candelabro, nosso מנורה "menorah" como é chamado em Hebreu, a saber, "Min-Aur-Ra" מין "Min-Sexo" אור "Aur-light" רה "Ra-the Sun." As sete luzes do "Min-Or-Ra," são as sete igrejas solares, os sete chackras do Sushumna. Ponhamos a luz no candelabro, ou castiçal com sete luzes, que é esse o caminho para administrarmos nossa luz na direção certa. É isso que Jesus estava dizendo alegoricamente. Então você alumiará a sua casa, seu corpo e seus sentidos espirituais despertarão.

  “Assim brilhe também a vossa luz [nossa Menorah] diante dos homens, para que vejam as vossas boas obras [de castidade] e glorifiquem a vosso Pai [nosso íntimo] que está nos céus”. – Mateus 5:16

  “Todas as coisas foram feitas por intermédio dele, e sem ele nada do que foi feito se fez. A vida estava nele, e a vida era a luz dos homens. A luz resplandece nas trevas, e as trevas não prevalecem contra ela”. – João I:3-5.

  Lembremos a Runa IS? A tradução diz “nele estava” e não “nele está”. Estamos falando da luz de Cristo. “A vida estava nele, e a vida era a luz dos homens. A luz resplandece nas trevas e as trevas não prevalecem contra ela”. “Vejamos: Nós somos as trevas que [ainda] não apreendemos a luz”.

  João 1:3-5 não está se referindo às sagradas trevas de Ain Soph, que está no Absoluto, que são as Sagradas Trevas Spook; mas às trevas egóticas que são assustadoras, as trevas Klipóticas (de Klipoth) que são o oposto das sublimes trevas de Ain Soph. No Klipoth debaixo, temos uma grande quantidade de egos, defeitos e vícios, e, verdadeiramente, se algum clarividente, mestre, homem solar vier e fazendo uso da clarividência nos ver ele dirá: essa pessoa é sem dúvida um Klipoth, tenebroso, assustador. Pois, ao invés de transformar a luz e retorná-la, colocando-a no candelabro a fim de que ela brilhe diante de outros e eles possam ver suas boas obras [de castidade] e dar glórias a seu Pai que está no céu; contrariamente, eles justamente fornicam, ou seja, eles põem a luz sob o alqueire – debaixo da Terra – e criam defeitos, vícios e erros que os alimentam com a luz infravermelha.

  Assim é porque quando ele, Cristo, o Senhor, foi acusado, o foi falsamente. Os demônios o acusaram de ser a origem do mal. Agora, vejamos suas acusações do ponto de vista deles, de seus ângulos. Vemos que os demônios são o resultado da uma falsa transformação da luz; nós fornicadores transformamos a luz solar em luz infravermelha, o caminho Klipótico, então, somos demônios. Porém, não é o caso que o Senhor nos esteja forçando a sermos o mal, nós o tomamos e o crucificamos e fizemos dele o que quisemos. Em outras palavras, somos traidores.

  Isso é a condenação, aquela luz vem de dentro do [Tetarto] Kosmos, “e os homens amaram mais as trevas do que a luz, porque as suas obras eram más”. João 3:19. Pois: “A luz resplandece nas trevas, e as trevas não prevalecem contra ela”.

  Pessoas, “Cristãs”, estão esperando pelo Senhor. Elas não conseguem ver que o Senhor vem todos os dias. Ele é a luz do mundo; ele é a vida dos homens. Ao invés de celebrarem luz e vida e entrar no caminho por que Cristo é o caminho, a luz e a vida, elas não o fazem; em troca disso, elas amam as trevas e a fornicação mais que a luz, porque suas obras são más. “Veio para o que era seu, e os seus não o receberam”. – João 1:11.

  Toda a luz Crística que reunimos com Tetartocosmos é vista na aura. Agora entendemos que a câmera Kirlian está fotografando a quarta dimensão dos corpos, da matéria; assim a luz que vemos é chamada corpo etérico, ou como dizem, a matéria protoplasmática.

  Bem, todos nós temos aquela luz. Não há uma única pessoa sem aura, sem a luz, porque aquela luz vem do cosmos, e da Terra, da natureza, e a transformamos; isso é Cristo. Deste modo, Cristo não é do passado, nem do futuro. É do presente, um momento presente radiante; é luz aqui e agora. Estamos aceitando o Senhor ou o estamos negando? Se formos fornicadores, se estivermos despendendo aquela luz em raiva explosiva, inveja, gulodice ou preguiça; se estivermos comemorando o mal, então estaremos crucificando diariamente o Senhor, a luz em nós.

  Assim é porque aquele que segue a luz tem de negar a si mesmo. Negar a todos aqueles elementos que provocam curtos circuitos dentro de nós. A saber: luxúria provoca um curto circuito em nós e a raiva dentro de nós, significando que estão dentro de nossa consciência. Em consequência, o caminho da revolução da consciência é o caminho da luz através do qual podemos nos tornar um Microcosmos, que é um homem solar, o ser humano. Isto que é um Microcosmos, um pequeno cosmos que reflete a luz de todo o cosmos; e tal nível está disponível unicamente através da ressurreição e ascensão.

  Ressureição, tomada a um nível muito abaixo, é a ressurreição daquela luz através da coluna espinhal em cada um de nós. Precisamos trabalhar com o fogo e a luz em diferentes oitavas. Lembremos que o arco íris tem sete notas e sete cores. Cada corpo é uma oitava; Assim é porque o número oito, o infinito, é muito significativo, uma vez que está relacionado com todas as oitavas. A primeira oitava é o corpo físico; a segunda oitava é o corpo vital; a terceira oitava é o corpo astral; a quarta oitava é o corpo mental; a quinta oitava é o corpo causal; a sexta oitava é o corpo búdico e a sétima oitava é o corpo espiritual. Então, nos tornamos humano solar através da ressurreição no fogo, e através da ressurreição na luz.

  Todas essas coisas são feitas através do mistério da nona hora, quando o Senhor está dizendo em voz audível: Eli, Eli, Lamá Sabachthani, e daí a luz termina esse seu trabalho. O Senhor diz agora que eu estou terminando meu trabalho e estou submergindo em mim próprio na pré-aurora de Sua Existência. Ele está se tornando um homem solar. Ele resplandece no homem. Eis porque encontramos o que significa no Pistis Sophia, que na nona hora da manhã seguinte, quando o Senhor aparece aos seus discípulos:

  “Era de natureza tríplice; uma era mais excelente que a outra... A segunda, no meio, era mais excelente que a primeira, que estava abaixo, e a terceira, estando acima, era a mais excelente das duas que estavam abaixo”.

  “E a primeira glória, que foi colocada abaixo de todas, era como a luz que tinha descido sobre Jesus antes dele ter ascendido aos céus, sendo inigualável na sua luz”.

  “E os três modos de luz eram de diversos tipos de luminosidade, de diversas qualidades, cada um mais excelente que o outro...” Pistis Sophia 4,5

  Isso se refere ao sagrado Triamatzikamno: Pai, Filho e Divino Espírito Santo no Cristianismo; Brahma, Vishnu e Shiva no Hinduísmo: Wotam, Willi e Weh no alfabeto Rúnico, no Edda; encontramos essa trindade em muitos outros versos do Pistis Sophia em que os três corpos de glória que Jesus encarnou (representando os seus três cérebros) resplandecem através dele. Jesus foi e é o veículo da luz, e naturalmente, quando vemos esta natureza de Ser, realmente ficamos estupefatos.

  Lembro, por exemplo, quando uma vez fui despertado nos planos internos, eu lia no livro do Mestre acerca de Mestre Llanos, ou como se diz em espanhol, Janos, por causa do duplo L nos sons espanhóis do J. Porém, se lemos em Inglês, dizemos o Mestre Janos, escrito em espanhol com o duplo L. Llanos é um habitante de Vênus. Assim, eu o invoquei em nome de Cristo, pelo poder de Cristo, pela majestade de Cristo e veio até mim; então cantei um mantra:
  Llanos...Llanos...Llanos...
  Ajuda me, Lla...ma...dor...La...ma...dor...
  Lla…nos…Lla…nos…Lla…nos…

  Esse Ser veio até mim; ele é um homem solar. Ele é um Ser que encarnou os três aspectos de seu Glorian – Pai, Filho e Divino Espírito Santo em seu íntimo. Quando ele se apresentou diante de mim na luz astral, mostrou-me totalmente seu corpo luminoso; sua aura era precisamente como uma mistura de raios de um arco íris brilhando gloriosamente. Ante minha visão, tal Ser era tão intenso e belo, que experimentei o que os Apóstolos haviam experimentado naquilo da escritura, quando viram Jesus mostrando Sua glória. A visão foi tão bela que não posso descrever a beleza do corpo de luz daquele Ser; seu corpo de luz era tão bonito que de tão estupefato voltei assustado ao meu corpo. Porém, não tão assustado como ao ver uma coisa pavorosa. Assustado, no sentido de que estava chocado, pego de surpresa, uma vez que nunca imaginei ver tamanha e divina beleza.

transfiguration
  Não consigo ver tal beleza mesmo nas melhores pinturas aqui da Terra, conforme temos aqui no gráfico onde o corpo de luz de Mestre Jesus está tão belamente representado. Quando vemos pessoalmente aquilo no plano astral é impressionante. No meu caso, fiquei tão impressionado, tão inebriado com a luz que não consegui falar-lhe. Eu estava preparado para dizer: “Olá Mestre, recomende-me alguma coisa”. Mas fiquei tão aparvalhado que voltei ao corpo físico e ainda em meu corpo físico estive atônito de olhos abertos, inquirindo-me: que foi aquilo? Tendo em vista que ele estava iluminado e excessivamente resplandecente, sim eu vi ali um homem solar ou um anjo, como queiram. Isto de fato aconteceu.

  “Então aconteceu, quando os discípulos viram isso, deles ficarem bastante temerosos e agitados. E Jesus, amoroso e de coração dócil, ao ver seus discípulos em grande agitação, falou-lhes: coragem, sou eu, não temais!” Pistis Sophia 4,5

  Isto que é o Cristo. Porém, sem dúvida, precisamos estar preparados. Se em algum momento no plano astral invocarmos um destes seres, precisaremos ter coragem, porque a luz é excessivamente maravilhosa.

   Na imagem temos como Pedro, Tiago e João, que ao verem a transfiguração do Senhor envolto por tamanha luz, ficaram realmente assustados, como se estivessem dizendo “Que é isto?”. Exatamente o que me aconteceu quando vi aquele mestre Llanos (Janos) de Vênus. A luz nesse quadro expressa bem a beleza, porém digo-lhes que se vocês virem isso saberão o que eu quero dizer.

  E aquela luz é Cristo. Portanto, qualquer Ser que esteja transformado pela luz, que percorra o caminho da luz, se torna um Cristo, Um Cristificado. Então, Mestre Samael Aun Weor é um Cristo, porque a luz do Cristo o transformou através do trabalho alquímico. Krishna, Jesus, Mohammed e Buddha são também, cada um, Cristo, porque se transformaram através da luz Crística.

  “Quando desceu Moisés do monte Sinai, tendo nas mãos as duas tábuas do testemunho, sim, quando desceu do monte, não sabia Moisés que a pele de seu rosto resplandecia, depois de haver Deus falado com ele. Olhando Arão e todos os filhos de Israel para Moisés, eis que resplandecia a pele de seu rosto; e tentaram chegar-se a ele”. Êxodo 34: 29-30.

  Por que eles estavam temerosos de chegar a ele? Porque אהיה Eheieh (a luz do mundo) o Senhor Cristo, brilhava através dele. אהיה Eheieh (a luz do mundo) Cristo o enviou ao Egito, a fim de libertar todas as partes de israel. Assim, אהיה Eheieh (a luz do mundo) estava dentro dele.

  Quando eu expressei esta palavra אהיה Eheieh, a Runa Ehe veio em minha mente; lembramos que falamos sobre a Runa Ehe que é a Runa do matrimônio. A Runa Ehe é o caminho através do qual trabalhamos com a luz. A Runa Ehe é o caminho através do qual אהיה אשר אהיה Eheieh Asher Eheieh manifesta sua glória aos homens. Não há outro caminho para transformar a luz senão através de Ehe, que é a Runa do matrimônio, do ato sexual. Ehe é o verdadeiro ato sexual daquela luz.

  Mestre Samael Aun Weor explica em The Perfect Matrimony – O Matrimônio Perfeito – que quando o casal está unido sexualmente, ele está envolto por tremenda luz Crística, e se eles conhecem alquimia sexual, se percebem aquela luz e a transmutam, eles se retiram do ato sexual sem ejacular o semem, então a luz permanece com eles. Se, desafortunadamente, eles chegam ao orgasmo, o espasmo dos animais, então um curto circuito ocorre e a luz Crística desaparece. Daí, sua corrente cósmica mistura-se com as correntes universais do Inferno, e inversamente, uma luz infravermelha sanguínea, as forças Klipóticas Luciferianas do mal, o magnetismo fatal do desejo, chamado Lilith, emergem à psique do casal. Assim é por que ressaltamos que esta humanidade é a grande prostituta, a filha de Lilith, o desejo. Sim, as pessoas estão adorando Lilith, o desejo; elas compõem canções e poemas àquela luz infravermelha sanguínea, o raio do desejo.

  Contudo, se desejarmos ler um belo poema da luz Crística, então leiamos a Bíblia, o Pistis Sophia, o Bhagavad-Gita, o Corão. Essas são escrituras anotadas em código, que veneram a luz ultravioleta. Lembremos a terceira, a sexta e a nona horas que são um processo de luz através das horas de Apollonius. Cristo é a luz nelas, então não temamos a luz.

  Pois foi Elohim quem falou: “Porque Deus que disse: De trevas resplandecerá luz – ele mesmo resplandeceu em nossos corações, para a iluminação do conhecimento da glória de Deus na face de Cristo”. 2 Coríntios 4:6

                                                                      
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Cristo, O Mistério da Luz - I

 

Cristo, O Mistério da Luz - I



  Pois assim disse Elohim: “Deixemos a luz [Cristo] brilhar das trevas”, brilhou ela em [Tiphereth] nossos corações, para nos dar a luz da Gnose, o esplendor de Elohim [como o sol] no rosto de Jesus Cristo” 2 Coríntios.
the light of Christ
   Cristo é uma palavra Grega sendo usada comumente nesta era e dias atuais. Normalmente, está associada com o Mestre Jesus de Nazaré. Contudo, nós os Gnósticos entendemos os verdadeiros significados de Jesus e Cristo. Sabemos que Cristo, esta misteriosa Seidade, falou através das palavras de Mestre Jesus – não unicamente através de suas palavras, também através das palavras de Moisés, Krishna, Buddha e Samael Aun Weor, seu último Avatar, ou mensageiro.

  Temos estudado a misteriosa Seidade Cristo a fim de compreender Quem ou Quê é Cristo. Dizemos que Cristo é a Luz. Quando estava encarnado em Mestre Jesus de Nazaré, Ele disse: “Eu Sou a Luz, a Vida, o Caminho”.

  Em muitas passagens do Evangelho encontramos citações onde Ele diretamente estabelece que Ele é a luz. Ao alto da cruz daquele que foi crucificado está escrito INRI, que é uma palavra latina significando Igneous Natura Renovatur Integra: “o fogo renova a natureza incessantemente”. Assim, sabemos que Cristo é fogo, luz, vida.

  No livro de Mateus, 17:2, está narrado que Cristo apareceu para três de seus discípulos e transfigurou-se diante deles:
  “O seu rosto resplandecia como o Sol”. A fonte de luz, naturalmente, é o Sol. “E as suas vestes tornaram-se brancas como a luz”.

   Lembremos-nos de prévias palestras quando afirmamos que, em Hebreu, Luz é “Aur” e em termos cabalísticos é “Ain Soph Aur”. Ressaltamos que o Espaço Absoluto Abstrato está dividido em três partes do seguinte modo: O Ain é o Nada; o Ain Soph significa ilimitado, e o Ain Soph Aur é a ilimitada luz. Então, no Ain Soph Aur é onde encontramos pela primeira vez a palavra “Aur” (pronunciada “Or”), ou luz, em Hebreu.

  No quarto e quinto capítulos do Pistis Sophia – que é a Bíblia Gnóstica – encontramos a seguinte referência:

  “Então, na nona hora do dia seguinte os céus se abriram, e eles viram Jesus descendo, brilhando o mais intensamente, e não havia limites para sua luz na qual ele se encontrava”.

  “Pois ele brilhava mais (radiantemente) do que na hora em que ascendeu aos céus, de tal maneira que nenhum homem no mundo seria capaz de descrever a luz que estava nele; e eram lançados raios de luz em grande quantidade, e não havia limites para esses raios, e sua luz não tinha igual, pois era de diversos modos e de diversos tipos; alguns (raios) eram de maiores excelências que outros...; e a inteira luz se mantinha junta e consistente”.

   “Era de natureza tríplice; uma era mais excelente que a outra... A segunda, no meio, era mais excelente que a primeira, que estava abaixo, e a terceira, estando acima, era a mais excelente das duas que estavam abaixo”.

  “E a primeira glória, que foi colocada abaixo de todas, era como a luz que tinha descido sobre Jesus antes dele ter ascendido aos céus, sendo inigualável na sua luz”.

  “E os três modos de luz eram de diversos tipos de luminosidade, de diversas qualidades, cada um mais excelente que o outro...”

  “Então aconteceu que, quando os discípulos viram isso, deles ficarem bastante temerosos e agitados. E Jesus, amoroso e de coração dócil, ao ver seus discípulos em grande agitação, falou-lhes: coragem, sou eu, não temais!” Pistis Sophia 4,5

  Esta citação no Pistis Sophia está ligada diretamente a Cristo. Lembremos que quando nos referirmos ao nome Jesus, seja na Bíblia Hebraica seja no Pistis Sophia, estará entendido que Jesus (Yeshua) significa salvador.

  Há outro fato bastante significativo acerca do nome Jesus. Quando houvéramos falado do Futharkh ou Alfabeto Rúnico, citamos a Runa IS, explicando que o “I” da Runa IS é o símbolo da coluna espinhal, e o “S” é a iluminação da Divina Mãe Kundalini, representada pela Runa Sig. Também exemplificamos que a Runa IS é o Íntimo de cada um de nós – nosso particular Deus. Então, se estamos citando a Runa IS é porque outro nome dado para essa Runa é ISA.

   É profundamente revelador que no mundo Árabe os muçulmanos se refiram a Jesus como ISA, pois no Árabe Jesus é Mestre ISA. Assim, nós os Gnósticos entendemos ser ISA a Runa IS, a iluminação interior no ser humano. Em outras palavras, o “S”, a iluminação, se expressa através da coluna espinhal daquele ser humano (Tiphereth) que está preparado; desse modo, essa iluminação é ISA, traduzida por Jesus no Árabe.

  “Porque assim como o relâmpago [ISA] sai do oriente (Tiphereth) e se mostra até no ocidente (Malkuth); assim há de ser a vinda do Filho do homem”. Mateus 24:27.

  Desta maneira, ISA ou Jesus é um título que poderia ser dado a qualquer Mestre que encarna a luz.

  Sequencialmente está escrito: “Então na nona hora do dia seguinte”. Daí, ao observarmos a citação deste primeiro verso extraído do Pistis Sophia, encontramos o que havíamos citado em anteriores palestras acerca das doze horas de Apollonius. Havíamos explicado que a Runa Ur, a Runa do dia e noite cósmicos, está relacionada com o relógio (Uhr). Isto porque o relógio tem doze horas: doze horas de luz, doze horas de noite.


  Nos Evangelhos, especialmente no Evangelho de Marcos, encontramos que o Senhor foi crucificado na terceira hora. Podemos observar de sua crucificação na gravura. Nela vemos o Senhor crucificado e um céu escuro, como é dito:

“Era a hora terceira quando o crucificaram…Chegada a hora sexta, houve trevas sobre toda a Terra, até a hora nona”. – Marcos 15: 25,33.

  Está também consignado: “Eu sou a luz do [Kosmos] mundo; quem me segue não andará nas trevas, pelo contrário terá a luz da vida”. – João 8:12

  Na Bíblia comum está escrito: “Eu sou a luz do mundo”, ainda que a palavra escrita em Grego seja Kosmos. Dessa maneira, nós escrevemos Kosmos, porque de acordo com o Gnosticismo há sete cosmos. Vamos indicá-los para entendermos o que seja Cristo. A palavra Kosmos é interpretada no sentido de como um mundo está organizado, pois Kosmos em Grego significa ordem. Por conseguinte, Kosmos é o modo como temos de organizar com a luz, nossas mentes, nossas psiques, nossos espíritos.

  Observemos o horário dado pelo apóstolo Marcos; ele citou a terceira, a sexta e a nona horas.

  O relógio é o símbolo do tempo porque, realmente, o tempo é um círculo que possui um começo e um fim. Não é uma linha reta, como muitas pessoas pensam. É circular e tem doze horas esotéricas. Temos debatido o misterioso Nychthemeron como as doze horas de Apollonius, que relata os doze trabalhos de Hércules.

  Deste modo, se colocarmos a cruz do Cristo crucificado no meio de um círculo, então teremos a quadratura do círculo, que significa a cruz dentro do círculo. O Cristo crucificado é o símbolo do Senhor [o Sol] desempenhando o trabalho da luz. Se observarmos as hastes da cruz no círculo, encontraremos o lado direito da haste horizontal apontando para a terceira hora; embaixo da haste vertical, a sexta hora; e no lado esquerdo da haste horizontal, a nona hora. Acima da haste vertical está o 12, ou zero hora, o início.

quadrature

  Através do tempo do relógio é como os iniciados ensinam em simbolismos todo o mistério da cruz, o horário da luz. Somente aqueles que conhecem esoterismo compreendem porque Marcos estabelece que Cristo foi crucificado na terceira hora.

  Horário: Terceira Hora de Apollonius: “As serpentes, os cães e o fogo (Magia Sexual, trabalha com o Kundalini)”.

  A misteriosa terceira hora relaciona-se com o trabalho da coluna espinhal, na qual o iniciado começa a dar valor às energias que são coletadas dentro do corpo físico, especialmente na coluna espinhal, onde encontramos o kundalini e os sete chackras. Esse é o início, quando começamos a trabalhar com INRI, com o fogo, com a cruz.

  Por conseguinte, continuamos até a sexta hora, na qual temos de encarar o Guardião do Umbral.

  Horário: Sexta Hora de Apollonius: “Aqui é necessário permanecer silencioso, quieto, devido ao medo (isto significa a terrível ordália do Guardião do Umbral, ante o qual muita coragem é necessária a fim de sobrepujá-lo)”.

Arcanum 6
  A sexta hora se relaciona com os amantes. É a hora na qual o iniciado é testado; na sexta hora ele precisa descer a fim de estar diante da sua própria luxúria, lascívia, etc.; incorporadas no Guardião do Umbral. Ele tem que se defender até a sexta hora na cruz, de seu envolvimento sexual. A linha vertical simboliza o homem e a horizontal a mulher. Esse é o mistério da Runa Ehe, ou o matrimônio.

  E a seguir é a nona hora, que é a hora das iniciações. Tendo se defendido do Guardião do Umbral, o iniciado entra na nona hora.
  Horário: Nona Hora de Apollonius: “Aqui nada ainda está terminado. O iniciado aumenta sua percepção até ultrapassar os limites do sistema solar, além do Zodíaco. Ele alcança o umbral do infinito. Ele chega aos limites do mundo inteligível. A Luz Divina lhe é revelada com todos os novos temores e perigos que também aparecem. (Isso também se relaciona com o estudo do Nono Mistério Menor, as nove arcadas pelas quais o estudante deve ascender)”.

  A nona hora esconde a síntese de todas as doze horas. Mestre Samael Aun Weor ao comentar em seu livro Pistis Sophia Sem Véu, sobre as palavras de Mestre Jesus, declarou:

Arcanum 9
  “Aquele que entende a nona hora compreende todas as doze horas de Apollonius”.

  Isso é devido a que o número nove encobre o mistério do círculo e da cruz de que estamos falando. O círculo tem trezentos e sessenta graus, que perfaz a soma reduzida de nove. Entre cada parte da cruz, nos respectivos quatro ângulos, há noventa graus, cujos algarismos somados perfazem a soma de nove. Bem ao pé, na metade do círculo, temos cento e oitenta graus, e seus algarismos perfazem igualmente a soma de nove. Três quartos do círculo são duzentos e setenta graus que somam também nove. Se colocarmos a cruz de Santo André no topo dela teremos cortado pela metade cada noventa graus, perfazendo quarenta e cinco graus que somados os seus algarismos darão nove. Eis porque nove é o mistério da iniciação. Pelo nove encontramos o trabalho completo, pois cada hora está relacionada com esse número, que significa estar relacionada com o círculo.
  Assim está escrito:
 “E perto da hora nona (a hora para a magia sexual) exclamou Jesus em alta voz, dizendo: Eli, Eli, lamá sabactani – Mateus 27:46crucifixion
  Algumas das palavras bíblicas são similares ao Hebreu. Por exemplo, em Hebreu אליהו “Elijah” [Elias] significa “meu Deus é JAH” – Mateus e Marcos ressaltam que Ele estaria dizendo “meu Deus, meu Deus, por que me abandonastes?”. E alguns daqueles que permaneciam em redor, ao ouvirem-no, disseram: “Vejam, ele clama por Elias!”. Elias, Eliu, Helias, Helios – o Filho-Cristo, o Logos interior, a Suprema Sagrada Luz – Eheieh Kether – O Pai de todas as luzes.

  Verdadeiramente, “Eli, Eli, lama´sabactani” são palavras Maias. Desse modo, sabemos que estas palavras significam: “Agora penetro na “quase aurora” da Vossa Existência”.

  A “quase aurora” é Vênus, Amor. Se bem observarmos, Vênus aparece antes do nascer do Sol. Na ordem dos planetas, a Lua é o primeiro, Mercúrio o segundo, e o terceiro é Vênus. Vênus está associada com Lúcifer, luz e fogo, ou o portador da luz. Esta é a razão pela qual é celebrado no Cristianismo que o Senhor foi crucificado na terceira hora da Sexta Feira Santa, porque a hora de Vênus é a terceira. Assim, vamos entender que quando dizemos a “quase aurora” da Vossa Existência, o significado da Vossa Existência é a luz solar, o Sol, a Suprema Sagrada Luz: Eheieh Kether, o Cristo Solar.

  Antes de o Sol nascer no Leste, a primeira estrela que aparece anunciando o nascimento é Vênus. Quando o Sol se põe no Oeste, a primeira estrela que aparece é Vênus. Isto nos vem dizer que Vênus é o elo entre o Sol e a luz na Terra. Se desejarmos conhecer o Mistério de Cristo, temos de buscar em Vênus.  Vênus, no Alfabeto Rúnico Nórdico, é Freya, a Deusa do amor, cujo marido é Frey. Ambos são a raiz da palavra “Friday” [sexta-feira] que é o dia de Vênus: Freya-Friday.

  Conforme podemos ver, Vênus, “Amor” é o caminho pelo qual o iniciado precisa desenvolver o Senhor; no Gnosticismo ressaltamos que adquirimos tal desenvolvimento através das Iniciações Venustas.  Tendo ressuscitado no fogo, precisamos trabalhar na luz. Ninguém pode entrar nos mistérios do fogo sem ter previamente trabalhado com o fogo. Tanto o fogo quanto a luz se relacionam com o Senhor Cristo, com o qual temos de trabalhar. Cristo é uma energia, uma força que se relaciona, conforme vemos, com o relógio, com o círculo, com o mistério das 12 horas. Eis como os Evangelhos ensinam, ou ensinavam, a fim de que viéssemos compreender o mistério da luz.

  Bem, entremos no alfabeto Hebreu e estudemos os nomes misteriosos de Deus. Quando Moisés subiu a montanha de Deus e Deus apareceu,  Moisés perguntou-Lhe:

   “Eis que quando eu vier aos filhos de Israel e lhes disser: O Deus de vossos pais me enviou a vós outros; e eles me perguntarem: Qual é o seu nome? Que lhes direi?

  Disse Deus a Moisés: אהיה אשר אהיה 'Eheieh Asher Eheieh' [Eu Sou o que Sou]: Disse mais: Assim dirás aos filhos de Israel: אהיה אשר אהיה 'Eheieh Asher Eheieh [Eu Sou]': אהיה Eheieh (a Suprema Sagrada Luz, Kether) me enviou a vós outros”. – Êxodo 3:13, 14.

  אהיה אשר אהיה Eheieh Asher Eheieh é traduzido na Bíblia como “Eu Sou o que Sou”. Nós Gnósticos dizemos; “Ele é Quem Ele é”.

  Assim, o Senhor encarnado no corpo de Jesus disse: “Eu Sou a luz do Kosmos”. Em outras palavras, Jesus disse: Eheieh é a luz do Kosmos, porque Jesus ao dizer “Eu Sou”, não estava se referindo ao seu corpo físico, ou à sua personalidade, que é precisamente o engano da Cristandade, ou, melhor, o engano de todos aqueles que se dizem Cristãos, porque acreditam que Cristo é somente o Mestre Jesus de Nazaré. Eles não entendem que Cristo como Kether é quem falou através dele, dizendo: “Eheieh É a luz do Kosmos”.

  “Eu Sou (Eheieh) a luz do Kosmos; quem me segue não andará nas trevas, pelo contrário terá a luz da vida”. – João 8:12.

  “Também na vossa lei está escrito que o testemunho de duas pessoas é verdadeiro. Eu (Eheieh) testifico de mim mesmo, e o pai (Kether) que me enviou (Tiphereth), também testifica de mim”. – João 8: 17-18.

  “Respondeu-lhes Jesus: Em verdade, em verdade, eu vos digo: Antes que Abraão (o mais interior) existisse (Eheieh), eu sou”. – João 8:58.

  Desse modo, se tomarmos a palavra Kosmos – que é traduzida como mundo – exatamente o planeta Terra, veremos então que a luz do planeta Terra é a luz solar. Isso é, precisamente, o que temos de entender na forma cabalística, a fim de entendermos o Senhor.
tree of life
  Encontramos a Árvore da Vida na coluna espinhal do ser humano, onde se localizam as dez Sephiroth. Bem na base, abaixo de Malkuth, está o mundo de Klipoth que é, precisamente, o real fim da criação. Klipoth relaciona-se com o que chamamos o Tritocosmos. Vamos explicar os nomes dos cosmos, visto serem essas palavras de origem Grega que precisamos compreendê-las.

  Bem ao alto da Árvore da Vida encontramos o Ain Soph Aur, que é a luz, a ilimitada luz, a luz abstrata, que para nós é negra, porém sagrada. Precisamos estabelecer o seguinte em termos Rúnicos. Há uma palavra da linguagem Alemã ou Holandesa, que é “spook” [fantasma, espectro, sombra], estando associada com muitas palavras em Inglês. Quando alguma coisa é muito misteriosa e obscura, dizemos que é spooky. Realmente, spook está relacionada com o Espírito, porém com seu sublime aspecto negro, porque a luz brilha das trevas. Lembremos o que está escrito no livro do Genesis:

  “No princípio criou Deus os céus e a terra. A terra, porém, era sem forma e vazia; havia trevas sobre a face do abismo, e o Espírito de Deus [Elohim] pairava por sobre as águas. Disse Deus: Haja luz; e houve luz”. – Genesis 1:1-3

Quem é este Elohim? Quem é este Ruach Elohim, ou Espírito de Deus que paira sobre a face das águas nas trevas? Em termos Rúnicos dizemos que é o Sagrado Spook, porque é o único que faz a luz.

  A palavra אלהים "Elohim" é uma palavra Hebraica que encerra a Trindade Sagrada. אל "El" (Aleph, Lamed), significa Deus em Hebreu, masculino. אלה "Elah" (Aleph, Lamed, Hei) significa Deusa em Hebreu, feminino. אלה "Elah" sonoriza como a palavra Arábica “Elah” para Deus; os Muçulmanos escrevem-na Allah.

  “Allah é a Luz dos céus e da Terra. A parábola de Sua Luz é como houvesse um Nicho e dentro dele uma Lâmpada: a Lâmpada abrigada por um Vidro: o Vidro como sendo uma estrela brilhante. Acesa de uma abençoada árvore, uma Oliveira, nem do leste ou do oeste, aquele óleo é bom iluminador noturno, apesar de o fogo escasso tocá-lo: Luz ante a Luz! Allah dá a guia a quem Ele quer para a Sua Luz; Allah estabelece as Parábolas para os homens e Allah faz conhecer todas as coisas. Iluminadora é tal Luz nas casas em que Allah permitiu crescer a honra; pois nelas há celebração de Seu nome: Nelas, Ele está glorificado nas manhãs e tardes [de todos os dias do Genesis]”. – Quran, Zurah 24: 35-36.

  Assim, אלה "Elah" é uma palavra andrógina que contém: אל "El" masculino e אלה "Elah" feminino. Aqueles que acreditam que Deus é masculino são metade ateístas, porque Deus é tudo. Deus contém a masculinidade e a feminilidade interior ים "IM" – que ao final de qualquer palavra Hebraica denota pluralidade – em consequência, אלהים "Elohim" sustenta um Hóspede Andrógino.

  Em ים "IM" a atividade do masculino é Yod. E como sempre dizemos, Yod é a primeira letra do sagrado nome de Deus יהוה Yod-Hei-Vav-Hei. ים "IM" (Yod, Mem) é a palavra que continua após אלה "Elah". Lembremos que a palavra é אלהים "Elohim". A letra Mem é o símbolo da água na Kabbalah. מם "Mem", significa água, feminino; então, terra e água abaixo; ar e fogo acima.

  Então, quando dizemos ים "IM", quem é esse ים "IM"ים "IM", o Espírito Santo, que é a expressão sexual de אל "El" e מה “MA”, que é a expressão sexual de אלה "Elah”. Em outras palavras, a força divina masculina e a divina feminina criaram através de מים "Mim" a energia sexual criativa. Assim, אל e אלה, juntas, são Allah-אללה ou (אלה).

  “Esta” Allah-אללה ou (אלה) é a gênese dos céus e da terra quando foram criados, quando o Senhor os criou [Phallus-Uterus-Homem-Mulher que são יהוה Yod-Hei-Vav-Hei (אל e אלה) Allah-אללה – através ים das criativas águas] יהוה אלהים criou a terra e os céus. – Genesis 2:4.

  Desse modo, ים  "IM" é מים "Mim" água que se refere a מי "ME", o pai e מה “MA”, a mãe, que chamamos אשר "Asher" o Espírito Santo, ou em termos Rúnicos, o Sagrado Spook, porque מי "ME" paira nas trevas à face de מה “MA”. A letra מה “MA”, símbolo de מים "Mim" água. O esperma do homem מי "ME" penetra o óvulo de מה “MA” a mulher nas trevas, e nas trevas o embrião se desenvolve dentro da letra מ "Mem" – também símbolo do útero – durante nove meses. Vejamos aqui o número nove no plano físico, a misteriosa nona hora.

  Por conseguinte, quando dizemos Elohim, estamos nomeando as três forças primárias. O Pai, אל "El", que é אהיה Eheieh, a força elétrica positiva; e a Mãe אלה "Elah", que é אהיה Eheieh, a força elétrica negativa, que faz a luz quando estabelece ים "IM", o contato sexual elétrico.

  Daí, אהיה אשר אהיה Eheieh Asher Eheieh, as duas polaridades elétricas quando conectadas por אשר "Asher", que é מי "ME", fazem a luz. A conexão de masculino e feminino é feita graças a ים "IM" água; assim é como de Elohim provém a luz. Em Hebreu, ou אשר "Asher" ou מי "ME" significam “QUEM” e מה “MA” significa “QUE”.  

  Então disse Moisés [משה "Mashe"a Deus [Elohim], Quem sou eu [melhor dizendo: sou eu מי "ME” (Quem)para ir a Faraó e tirar do Egito os filhos de Israel? [melhor dizendo: tirar de מים “Maim” (água)]? – Êxodo 3:11.

  “Disse Moisés a Deus: Eis que quando eu vier aos filhos de Israel e lhes disser: O Deus [אלה “Elah”] de vossos pais me enviou a vós outros; e eles me perguntarem: Qual é o seu nome ['מה']? Que lhes direi?” – Êxodo 3:13.

  [De fato אלה “Elah” é מה “MA” “Que”, o qual enviou משה (Moisés) ש Shin para fora de מה “MA”, seu útero! Sim, Moisés significa Fogo nascido de מים “Maim” (água)].

  יהוה"Jehovah" como מִי “me” “Quem, Senhor, habitará no teu tabernáculo [genitália]? מִי “me” Quem há de morar no teu santo monte [glândula pineal]? – Salmo 15:1.

  “Disse Deus: Haja luz; e houve luz”. – Genesis 1:3.

  As letras Hebraicas que correspondem ao poderoso mantra IAO, chamado, יהו Yod, Hei Vav (do sagrado nome de Deus) encontram-se ocultas dentro de יהי־אור Yehi Aur (haja luz).

  A palavra אור “AUR” (pronunciada “OR” – luz) que contém א Aleph (símbolo da respiração), I Vav (símbolo da coluna espinhal) e ר “Reish” (que significa cabeça), mostram que a luz é a respiração de Deus dentro do sistema cérebro-espinhal.

  ויאמר אלהים (E Elohim disse) indica que através “e” a letra ו Vav (o tubo, a coluna espinhal) אמר “Amar” (a respiração completa) por אל “El” de Daat acima, descendo até Yesod como מי “Meeeeeeeeeeeeee” (que é Ruach Elohim acima) que paira sobre אלה “Elah” que é מה “Maaaaaaaaaaaa” (a mãe abaixo); logo מי “ME” e מה “MA”, masculino e feminino atuam abaixo em Yesod como מה “MA”, (água)

   יהי־אור (Haja luz) a respiração completa de Daat pelo Elohim em Yesod, as águas abaixo atuam através do segredo de יהי Yehi (será); em outras palavras, segundo יה Yod-Hei [falo-útero] יהי־אור “Yehi Aur” a luz (“Oooooooooooor”) será.

  ויהי־אור Ve-Yehi Aur (e houve luz) indica que אור יהי “Yehi Aur” (a luz “Oooooooooooor” será) foi enviada de volta por meio da sublimação através “E” a letra ו Vav (o tubo, a coluna espinhal) “a luz” “OR” será”.

  A sentença “E Elohim disse, Faça-se a luz” indica o engendramento de “Aur”, a luz, pela respiração por Elohim, de Daath para Yesod através da coluna espinhal e a sentença “e houve luz” indica a expansão do engendramento de Aur, a luz, através da coluna de Yesod para Daath.

  “Disse Deus (Elohim) a משה Moisés אהיה אשר אהיה Eheieh Asher Eheieh: Eu Sou o que Sou. Disse mais: Assim dirás aos filhos de Israel: Eu Sou Eheieh me enviou a vós outros”. – Êxodo 3:14.

  Nós, os Gnósticos, também destacamos que אהיה אשר אהיה Eheieh Asher Eheieh, em resumo, אהיה Eheieh (Ele que é) também contém as letras יה Yod-Hei  [phallus-uterus], a dualidade, que encobre o segredo da Suprema Sagrada Luz; יה Yod-Hei  [phallus-uterus] encobre Cristo, a luz em nossa semente; em outros termos Gnósticos, dizemos:

   A sabedoria antiga estabelece que as trevas são nelas mesmas Pai-Mãe e a Luz é a Criança (oculta no Santo Orvalho da Suprema Sagrada Luz. Daquele orvalho da Suprema Sagrada Luz, (Eheieh Kether) veio trazido o maná que desceu abaixo (para Malkuth). E quando desceu, espalhou-se como flocos em camadas geladas, congelando abaixo (como Sêmens). Assim está escrito: “fina como a geada sobre a terra”. – Êxodo 16:14. Zohar.

  Portanto, a luz do Sol provém de Elohim, uma vez que de acordo com o Genesis 1:16, Elohim – que é מי "ME", Binah a força criativa manifestada da trindade – criou מאור גדול “a maior luz” – o Sol que é מיכאל "Michael," em Hebreu Mikael = מי "ME"- כ "ka"- אל "El" – “Que (é) como Deus”.

  Antes de vir à manifestação Elohim é imanifesto; isso significa que previamente à sua manifestação Elohim está contido dentro do Espaço Abstrato Absoluto, no interior da luz negra. E como nós, Gnósticos, chamamos cabalisticamente essa trindade dentro do Espaço Abstrato Absoluto? A letra א "A" Aleph simboliza o Espaço Abstrato, dado que א Aleph é a primeira letra do אין Ain, que significa o nada. O segundo aspecto do Espaço Abstrato Absoluto é Ain Soph; de novo o começo dessa palavra é Aleph, a respiração.

  O Ain Soph é também representado pela letra ה "Hei" do alfabeto Hebraico, Lembremos que falamos sobre a letra Hei – que no Futharkh ou alfabeto Rúnico é Hagal, o “H” – e a pronúncia da letra "Hei" (הא) oculta a letra א "A" Aleph, cujo glifo oculta a trindade da luz, tanto a luz clara quanto a luz abstrata.

  No Pistis Sophia, a bíblia Gnóstica, Mestre Samael Aun Weor mostra que Elohim – a divindade que é três, chamada: אל "El", אלה "Elah", אלהים "Elohim" – dentro do Absoluto é אלהים אין "Ain-Elohim" or "Aelohim", que significa a trindade dentro do Espaço Abstrato Absoluto. "Ain-Elohim" é a Seidade Imanifesta. De Aelohim emerge Elohim, que é a Deidade Manifestada. Elohim é um nome plural, significando Deuses e Deusas. Assim, se observa Aelohim como a raiz de Elohim. Isso é útil para a compreensão da sexualidade explicada em muitos mitos de Deuses com Deusas e como uma fundação para a criação de diferentes histórias em Grego, Hebreu ou em qualquer outra mitologia.

                                         הארץ ואת השמים את אאלהים בר בראשית

  Estas palavras Hebraicas: "Barashith Bera Elohim At Ha-Schamayim Ve-At Ha-Aretz" que também podem ser traduzidas como Barashith Bar AElohim at Ha-Schamayim Ve-At Ha-Aretz" querem dizer: “No princípio o filho de AElohim estava no céu e na Terra”.

  As primeiras três palavras da Bíblia "Barashith Bera Elohim" estão traduzidas como “No princípio Deus criou”. A palavra “Bera” significa criação e está escrita com três letras: Beth Resh e Aleph e ainda a palavra “Bar”, que significa Filho em Aramaico, é escrita somente com duas letras: Beth e Resh. Assim, quando retiramos Aleph de Bera e a colocamos próximo de Elohim, então a sentença é pronunciada "Bar AElohim" ou “o Filho de AElohim”. Por conseguinte, lemos: “No princípio o Filho de AElohim estava No Céu e Na Terra”. Esse Filho de AElohim – que é a luz incriada – é Cristo, conforme explicamos aqui. É igual a trindade Grega: Uranos-Céu, Gaia-Terra e Eros-Amor, Luz.

  Assim, Eros ou Cristo, como poder, é inteligência dentro do Espaço Abstrato Absoluto na sétima dimensão. Eis porque o livro da Gênesis estabelece que Elohim – o produto da incriada luz – viu que “Eros”, a luz criada, era boa. Aquela luz é Cristo, o Ain Soph Aur. E chamou Elohim (Deus) à luz Dia, e às trevas, Noite – Gênesis 1:5.

  Ainda assim, as trevas, a noite, é Pai-Mãe, de onde a luz emergiu.  É isso ao que chamamos: “EU SOU QUEM EU SOU” אהיה אשר אהיה – Eheieh conectados, junto a Eheieh está “Asher” ou “Quem”; é o que chamamos o Sagrado Spook, a união da mãe negra e o pai resultando em seu filho, a luz.

  Houve tarde e manhã, o primeiro dia. – Genesis 1:5.

  Melhor dizendo: “E as trevas e a luz fizeram o Proto Dia Cósmico”, porque as trevas estão de onde a luz emergiu. A luz emergiu de אהיה Eheieh, o Espaço Abstrato Absoluto e graças a (Asher) o outro extremo apareceu no universo, que é o cosmos manifestado sendo o que chamamos אהיה Eheieh, Kether, a coroa, a primeira Sephirah da Árvore da Vida acima.

  Então, Kether, a primeira Sephirah da Árvore da Vida acima, é Cristo. Entre a primeira Sephirah acima, está o Ain Soph Aur que é também Cristo. E as trevas que criaram a luz são também Cristo, porque das trevas, Pai-Mãe, emerge o Filho, que é a luz manifestada.

  Pois, quando Jesus diz: “Eu sou a luz do mundo”, אהיה Eheieh a luz do Kosmos, significa todos os cosmos, não somente este planeta Terra. Jesus está direcionando ao Protocosmos. Proto significa primeiro, ou a primeira ordem dos mundos. Desse modo, “haja luz” deve ser traduzida como “Haja o Ain Soph Aur” que é a primeira emanação das trevas. O Ain Soph Aur projeta um raio de criação, que chamamos de Okidanokh. O outro extremo do raio de Okidanokh que aparece no universo é Kether. De Kether o raio de Okidanokh desce exatamente ao centro de qualquer planeta (Malkuth). O Ain Soph Aur é chamado o Protocosmos.

  Nesse criticismo, o Protocosmos é um cosmos dentro do Espaço Abstrato Absoluto. Que é Cristo. Não está no universo, mas no Abstrato do universo é que está o Absoluto. Está localizado na sétima dimensão. Do telescópio do planeta Terra podemos ver essa luz porque é ultravioleta. Está além do espectro desse mundo tridimensional.

  Lembremos que a luz, de acordo com o espectro, está dividida em ultravioleta e luz infravermelha. A ultravioleta está além da violeta. A violeta é naturalmente a cor mais escura do arco íris. A primeira é vermelha, a segunda é laranja, a terceira é amarela; então vem a verde, a azul, a índigo e a violeta. Estas são as sete cores do arco íris.