ASSENTAMENTO VIBRATÓRIO DOS ORIXÁS (Parte 4)
Há de esclarecer que um Orixá não é propriamente dito um elemento ou ponto de força da natureza, mas se "expressa" através deles. Assim, para nós, adeptos da Umbanda, sentir a brisa do vento em um dia de tormenta com raios significa "sentir" Iansã; olhar para uma pedreira é como estar admirando Xangô, ver o mar é simbolicamente apreciar Iemanjá; ouvir o chilreado de um pássaro na mata e uma cigarra cantar é escutar Oxóssi...Um assentamento vibratório não "prende" e muito menos "assenta" um Orixá, que é uma irradiação divina, cósmica e livre. Todavia, representa apenas a ligação vibracional entre dois espaços dimensionais que convivem lado a lado: o físico e o espiritual. É uma espécie de ponte ou portal entre dois planos de existência, abrindo canais de comunicação em que nossas mentes criam e potencializam energias o tempo todo no terreiro. Em verdade, não existe separatividade na religião de Umbanda, mas um simbolismo significativo para traduzir a ininterrupta e contínua união entre o mundo espiritual e o material, sendo este último consequência do primeiro.
Um assentamento vibratório é um centro ou ponto de força de poderosa influência magnética. O valor intrínseco de um assentamento vibratório de Orixá não está só na sua existência como instrumento ritualístico, mas, acima de tudo, no que isso representa; uma manifestação de fé, um elemento de ligação metafísica e um potente concentrados e dinamizador energético. O objetivo principal de um assentamento é potencializar a vibração do Orixá, "materializado" no duplo etéreo dos elementos arrumados e dispostos, devidamente consagrados e ritualizados, criando potentes campos de forças que funcionam como verdadeiros portais, aos quais os espíritos guias transitam se apoiando para se fixarem no espaço sagrado e, ao mesmo tempo, manterem adequadamente o intenso rebaixamento vibratório, que se impõem para se fazerem sentir pelos medianeiros através da chamada mecânica de incorporação.
Axé