domingo, 17 de abril de 2022

ESTUDANDO A ARROGÂNCIA

 ESTUDANDO A ARROGÂNCIA


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1- EGOÍSMO

-De todas as imperfeições humanas, o egoísmo é a mais difícil de se eliminar, porque deriva da influência da matéria

- Ele é a doença original do ser, transformando-se no hábito doentio de atender aos caprichos pessoais

-Até certa etapa, ele foi impulso para a frente até quando a razão permitiu a capacidade de escolher
entre o bem e o mal

-Afastamo-nos de deus e passamos a peregrinar sob a escravidão do “EU” e, o resultado foi uma terrível
sensação de abandono e inferioridade

2 – PAIXÃO E ORGULHO ( Questão 907 – Livro dos Espíritos)

- O orgulho é um subproduto do instinto de conservação, um princípio que foi colocado no homem para o bem, porque sem o “Sentimento do valor pessoal” e a “Necessidade de Estima”, não encontraríamos motivação para existir

- O instinto de conservação desenvolveu, assim, a posse como sinônimo de proteção

- O problema não é o sentimento de orgulho, mas o descontrole de seus efeitos. Assim, ele se torna uma
paixão, isto é,” o excesso de que se acresceu a vontade”, isto é, a exageração de uma necessidade ou de
um sentimento, e esta paixão gerou o vício e este patrocinou o desequilíbrio (Questão 799 LE)

3 – ARROGÂNCIA (Do livro “Escutando Sentimentos” )

3.1 – CONCEITO DO SENTIMENTO DE ARROGAR NO SENTIDO ESPIRITUAL

- Exacerbada estima a si mesmo
- Supervalorização de si (personalismo)
- Autoconceito super dimensionado
- Desejo compulsivo de se impor aos demais
- Sentimento de exagerada importância pessoal

3.2 – TRAÇO PREDOMINANTE NA PERSONALIDADE ARROGANTE

-É a não conformidade

-Usada com equilíbrio, é fonte de crescimento e progresso,entretanto, sob ação dos sentimentos de posse
e do interesse pessoal, esse traço atingiu o patamar de rebeldia e obstinação enfermiça

3.3 – POR QUÊ SOMOS ARROGANTES

- Porque temos necessidade de proteção instintiva contra o sentimento de “menos valia” e ,assim demos o
primeiro passo no processo evolutivo em direção à ilusão, ou seja, um mecanismo de defesa

- Assim podemos pensar nas patologias como uma recusa em “SER HUMANO”, uma desobediência por
não querer assumir o que se é na caminhada do progresso

3.4 – AÇÕES MAIS PERCEPTÍVEIS EM DECORRÊNCIA DO ATO DE ARROGAR

3.4.1 – RÍGIDEZ

- É a raiz das condutas autoritárias e da teimosia, que deságuam nos comportamentos de intolerância

3.4.2 – COMPETIÇÃO

- A competição é fruto da comparação e a disputa, alimentando o sentimento de superioridade

- Quando ela é motivada pela paixão gera o sentimento de inveja e, motivada pela rebeldia, causa o
menosprezo e a indiferença

3.4.3 – IMPRUDÊNCIA

- É a ousadia transgressora em busca do desejo de hegemonia e poder, que não teme e nem respeita os
limites, atingindo o perfeccionismo e a ansiedade que, frequentemente, deságuam na necessidade de
hegemonia e poder

,
3.4.4 – PREPOTÊNCIA

-Pode gerar a megalomania, a presunção, que formam o piso da vaidade, conduzindo a desmedida
necessidade de fixar-se em certezas que adornam posturas de infalibilidade

3.5 – PREDOMINÂNCIA DAS AÇÕES

-A arrogância manifesta-se com maior ou menor ênfase em uma das quatro ações descritas, criando
efeitos variados no comportamento conforme o temperamento e a história espiritual particular

- Na RIGIDEZ , eu controlo

- Na COMPETIÇÃO, eu sou o maior

- Na IMPRUDÊNCIA, eu quero

- Na PREPOTÊNCIA, eu posso

3.6 – TIPOS PSICOLÓGICOS DE ARROGANTES

3.6.1 – DEPRESSIVO

-Quando a arrogância é voltada para o passado, quando há uma fixação em mágoas decorrentes da
inaceitação de ocorrências que na sua excessiva auto-valorização, o arrogante acredita não merecê-la

3.6.2 – PSICÓTICO

- Quando a arrogância é dirigida ao futuro, acreditando o arrogante ser mais capaz e valoroso que
realmente é

3.7 - CARACTERÍSTICAS DO ATO DE ARROGAR

- É uma inaceitação da realidade presente

- Incapacidade de percebê-la

- Disputa pela apropriação da verdade,da necessidade compulsiva de estar sempre com a razão.A
superioridade pessoal provocada pelo sentimento de orgulho interfere na formulação de juízos e, a partir
disso, estipulamos concepções pessoais como verdades incontestáveis. Isso é personalismo

- Ilusão de possuir a capacidade de julgar com precisão a vida alheia

- Processo psíquico de Auto-fascinação,através exacerbada convicção nas opiniões pessoais, em se
tratando das intenções e atitudes do próximo

- Neurótica necessidade de disputa, para se sentir superior aos outros

- O orgulho é o sentimento de superioridade pessoal, ao passo que a arrogância é a expressão doentia
desse traço moral

4 – CONCLUSÃO

-O que faz uma pessoa ser importante é a sua capacidade de servir, realizar

- Não sabemos quem somos e partimos para adotar referências para fora de nós

- Na disputa, diminuímos o outro, para nos sentirmos maiores

- A humildade é saber quem se é, despindo a mente de comparações para fora e mensurando-se a
realidade de si mesmo

- Quem não se ama , necessita compulsivamente estabelecer comparações com os outros, estabelecendo
disputas

- Quando nos amamos, distanciamo-nos da necessidade de prestígio ou reconhecimento

- Comparemos o EGOÌSMO como sendo o VÌRUS (sentimento Básico) e a ARROGÂNCIA a doença
(atitude)

-O orgulho incapacita-nos para verificar as próprias imperfeições, pois o orgulhoso cria uma ilusão, uma
distorção da realidade , impedindo que vejamos o que somos realmente

-Adotamos dois caminhos nos relacionamentos 😮 controle e a diferença. Se não conseguimos controlar
alguém, quase sempre utilizamos o mecanismo da indiferença

4.1 – MARIA MODESTA CRAVO ( Do livro “Lírios da Esperança” )

-Os adversários da causa espírita conhecem sobejamente nossos traços egocêntricos

-Atuam, excitando o temperamento ao sabor de nossas tendências

- A tática é desacreditar-nos uns perante os outros através do leque de atitudes derivado da arrogância,
esfriando as relações e indispondo-nos a conviver e confiar

- São criadas as ilhas produtivas, núcleos de trabalho ativo que se fecham em si e não abrem para formar
um sistema de rede, intercâmbio e solidariedade

- Apenas insuflam a competição velada, induzindo julgamentos sobre a vida alheia com os quais, através
da “maledicência envernizada”, procuramos diminuir uns aos outros

- Aquilo que vemos nos outros são reflexos leais do que somos, ou pistas seguras de que temos algo
similar dentro de nós

4.2 – DR INÁCIO FERREIRA (Conversa com MARCONDES )

- A revolta é o estágio em que estacionam os arrogantes quando percebem serem impotentes

- O revoltado é alguém que não aceitou os alvitres da realidade e, para não tombar na depressão, assume
a prepotência e a insanidade da insolência

- Somos arrogantes por sentirmos inseguros, temerosos e fracos

4.3 – EXERCÍCIOS DE REEDUCAÇÃO DO PERSONALISMO

- Emitir opiniões sem fixar-se, obstinadamente, na idéia de sermos os melhores

-Ouvir as discordâncias alheia acerca de nossas ações

-Pedir desculpas quando errarmos

-Aprender a ouvir opiniões para melhor discernirmos

- Sermos simples

-Termos como única expectativa nas participações individuais o desejo de aprender a ser útil

-Delegarmos tarefas, mesmo que a acredite que outro não dará conta de fazê-lo tão bem quanto nós