quarta-feira, 6 de abril de 2022

*Lamentos de uma Pombogira* Sou de um tempo distante, onde não existia vaidade e nem luxo.

 *Lamentos de uma Pombogira*
Sou de um tempo distante, onde não existia vaidade e nem luxo.


Nenhuma descrição de foto disponível.*Lamentos de uma Pombogira*

Sou de um tempo distante, onde não existia vaidade e nem luxo.
Sou do tempo em que se retirava as crianças da seção em respeito para que a energia que vim confrontar não os afetassem.
Sou do tempo em que eu chegava, me davam algo para fumar e um coité para beber...
... Eu chegava e riscava meu ponto com Pemba ...
Sou do tempo em que os filhos de fé nos aplaudiam, referenciando nossa chegada.
Sou do tempo em que a salva se pagava com vela, fumo e marafo.
Sou do tempo em que minha prioridade era atender os mais necessitados, deixando os mais favorecidos por último, apenas numa questão de prioridade.
Sou do tempo em que os ogans entoavam meus cânticos com calma e ritmo ameno.
Nossa chegada era sinal de esperança e alegria, pois estávamos trazendo a mensagem dos nossos patrões.

Padilhas, Veludos, Marabos, Tranca Ruas, Exú do Lodo, Mangueiras, Mulambos e Farrapos, Tiriris, 7 Encruzas, e entre muitos outros.

Onde estamos?
Porque não temos mais isso?

Permitimos que Kiumbas se passe para que, vocês aprendam e sintam que algo está errado.
Mas ainda assim, atuamos no astral para que você vá e volte em segurança.
Atuamos para que o caminho esteja sempre aberto.
Para que não falte o trabalho, o amor, o bango.
Não nos deixe! Louvem-nos!
Pessam nossa presença e nos deixe trabalhar de pé no chão, bebendo o que gostamos e fazendo o que se deve fazer.
Não sou divindade, sou entidade.Trabalho em várias linhas.
Não descrimino, pelo contrário sou descriminada.
E no final de tudo, estarei lá para dar minha gargalhada e meu Boa Noite.

Maria Padilha!