Era noite de Consulta e Sete Saias estava incorporada em uma moça atendendo ao povo. Foi então que uma senhora veio até ela pedir que ela ajudasse a soltar seu filho que estava preso em uma penitenciária no interior.

"Era noite de Consulta e Sete Saias estava incorporada em uma moça atendendo ao povo. Foi então que uma senhora veio até ela pedir que ela ajudasse a soltar seu filho que estava preso em uma penitenciária no interior. O apelo da mulher era muito comovente, ela se ajoelhou aos pés de Sete Saias e implorou pois não tinha dinheiro mas sabia que seu filho era inocente.
Sete Saias então pediu que ela trouxesse uma peça de roupa do rapaz e que a mulher lhe desse uma foto do rapaz com o nome dele no verso.
Sem demora a mulher trouxe um velho agasalho de lã feito a mão e uma foto 3x4 do rapaz com o nome escrito atrás.
"Rivaldo Silveira Santos"
Sete Saias pediu que a mulher aguardasse, ela faria tudo que pudesse mas iria soltar seu filho.
Sete Saias saiu á luz do dia.
Impressionante redemoinho de poeira avermelhada, os vivos viam e corriam mas não suspeitavam de nada, era somente um vendaval. Porém no meio dele estava ela.
Esse redemoinho se arrastou por uma longa distancia, e após muitas milhas ele se dissipou e ela chegou no destino. Sim ela havia cruzado o estado e encontrado a penitenciária. Por ter tocado na roupa do rapaz ela pode localizar a cela que ele estava pois sentia a sua energia. Sete Saias vestia sua saia de babados preta e vermelha e um espartilho preto.
O lugar era imundo, os ratos corriam livremente nos corredores úmidos e mal iluminados. A cela do rapaz era a última do corredor, ele dividia a cela com mais vinte e dois detentos, ele era um rapaz baixo, moreno e magro com o cabelo recentemente raspado. A cela fedia a urina. Ele estava abaixado, encolhido no canto da parede. Sete saias atravessou as barras e se aproximou dele, ela pode ver que ele estava ferido. Ele havia sido violentado por seus companheiros de cela e sangrava, suas calças estavam ensopadas de sangue e ele chorava em silêncio. Ele estava preso a sete meses sem julgamento.
Sete Saias se aproximou dele e vendo seu sofrimento ela pensou em como esse mundo é cruel. Ela ouviu o rapaz murmurar "Jesus... ajude... Me mate..."
Ela tocou e testa do rapaz e perguntou para a alma do jovem que crime ele havia cometido, e a alma revelou. Como um filme ela pode ver o que levou o menino para a cela.
O rapaz invadiu uma farmácia durante a Madrugada para roubar remédios. Sua mãe era doente e ele não tinha dinheiro para comprar os medicamentos. O alarme soou e o dono da farmácia chamou a polícia. Mesmo devolvendo os remédios roubados o farmacêutico prestou queixa e o menino foi pra cadeia.
Sete Saias então decidiu que iria tirar o rapaz daquela cadeia imediatamente.
Ela mesma pensou que o proprio Deus havia enviado ela ali para salvar aquele menino.
No predio todos comentavam que havia um auxiliar de juiz presente durante a semana selecionando as fichas dos presos que seriam julgados. Em uma sala bem iluminada o funcionário gordo e preguiçoso estava em uma sala com grandes janelas na parte exterior do presídio, e ao invés de trabalhar ele assistia televisão e comia uma porção de salgados gordurentos. A camisa aberta do roliço revelava um peito salpicado de farelo amarelo, o homem era mesmo um porco.
Sete Saias entrou naquela sala e viu sobre a mesa uma pilha de papéis de quase quarenta centimetros. Cada folha de papel daquela pilha era uma ficha de um preso que aguardava julgamento. A ficha do rapaz era uma das últimas daquela pilha. O telefone tocou e o funcionário atendeu, o juiz ordenava que ele levasse de cinco a quinze fichas que ele considerava de inocente pois o juiz leria a ficha a veria se poderia arquivar o processo e libertar alguns presos para que diminuice a superlotação. O funcionario em sua lezeira não havia analizado nenhuma ficha e por isso ele rapidamente folheou a as primeiras folhas da pilha e pegou as que tinham textos pequenos e foi correndo em direção a porta para ir embora. Nesse momento Sete Saias fez as janelas se abrirem e um vendaval entrou na sala derrubando a pilha de papéis e fazendo o gordo derrubar as fichas que tinha na mãos.
No meio daquela bagunça o homem ficou perdido, fechou as janelas e então apanhou 5 fichas que estavam no chão perto dele e partiu com elas para o estacionamento.
Mal ele sabia que aquela bagunça que o vento criou fez ele pegar uma ficha que não era de seus planos, o processo era aquele que Sete Saias queria. No dia seguinte seria julgado então o rapaz Rivaldo Silveira Santos, por obra de Sete Saias em poucas horas ele estaria livre.
Sete Saias decidiu passar a noite na cela junto com o rapaz, ela ficaria com ele até a hora de sua liberdade. Dentro de si ela ria e pensava "Eu daria uma boa Advogada"...
No dia seguinte bem cedo o carcereiro veio abrir a cela, e ele disse "O juiz anulou seu processo, você está livre".
O rapaz foi para casa.
Naquela noite ele e sua mãe foram ver Sete Saias em sua médium na casa de Dama da Noite, eles choravam e agradeciam, e lamentavam por não ter dinheiro para comprar algum presente para ela. Sete Saia os abraçou e quando olhou para o rapaz ela disse:
#LaroyêSeteSaias