PERSEVERANÇA E O ESFORÇO PARA A FELICIDADE DA ALMA.
Esforço é uma ação enégica do corpo ou do Espírito para realização de suas tarefas.
PERSEVERANÇA E O ESFORÇO PARA A FELICIDADE DA ALMA.Esforço é uma ação enégica do corpo ou do Espírito para realização de suas tarefas. Ter perseverança significa ter persistência, isto é, continuar insistindo no trabalho que se está ou se pretende executar, de forma que não se interrompa o curso programado seja ele espiritual ou material.
O objetivo de todos é alcançar a perfeição do equilíbrio, fé, amor e estabilidade emocional, psicológica para a espiritualidade é vida carnal.
A rapidez desse aperfeiçoamento depende do nosso esforço pessoal para que possamos ser felizes tanto num relacionamento amoroso,em um âmbito familiar, trabalho...etc.
Quanto mais nos esforçamos e perseveramos nos caminhos e vontade de Deus, mais depressa evoluimos. O progresso dos Espíritos é o resultado do seu próprio trabalho na umbanda, espiritismo.
Entretanto, não devemos ter a pretensão de atingir a superioridade espiritual completa, de uma só vez, pois a evolução é feita aos poucos e ocorre em diversas encarnações.
Jesus disse:
''Aquele que perseverar até ao fim será salvo.''
Muita gente se desanima diante das dificuldades e prefere estacionar durante muitos séculos na condição inferior.
No entanto os bons trabalhadores sabem perseverar, até atingirem as finalidades divinas do caminho terrestre, continuando em trajetória sublime para a perfeição se esforçando para compreender as limitações, imperfeições do próximo e não permitindo influências negativas que sempre existirá para te desviar do seu sonho de ser feliz em todos os aspectos seja ele amorosos, familiar, espiritual ou material.
Para agradar a Deus, não basta não praticar o mal, é preciso fazer o bem no limite de nossas forças, porque responderemos por todo mal que haja resultado de não haver praticado o bem. Portanto, devemos ajudar os outros em tudo aquilo que se faça possível.
Nada construímos de bom sem esforço e perseverança.
Não é possível, por exemplo, conquistar um título profissional, sem dedicar-se aos estudos, nem um amor se não nos doarmos na compreensão e e entendimento, nem se não entendemos nossa família.
Sem perseverança nos estudos não pode haver aprendizado e sem aprendizado não há progresso. A paciência ensina que todo trabalho começa, mas não se pode aguardar imediato término, porque conquistada uma etapa, outra surge desafiadora, pois o Espírito deve evoluir.
É preciso também se esforçar para vencer as nossas más tendências, eliminando os sentimentos de egoísmo e orgulho que ainda temos em nós.
Devemos estudar o Evangelho de Jesus, dos orixás, das entidades de luz, pois neles encontramos os ensinamentos morais necessários para esta renovação.
Mas somente a aplicação sincera dos ensinamentos da espiritualidade podemos proporcionar a paz e a sabedoria, que é a condição dos Espíritos iluminados.
Todos os homens são ricos pelas bênçãos de Deus e cada qual deve aproveitar, com êxito, os “talentos” recebidos (tais como:
a inteligência, a riqueza, o poder, a fama, a mediunidade, etc.) , porque, prestarão um dia, contas de seus esforços.
Os Espíritos bons podem cooperar nas tarefas que nos cabe cumprir na Terra, auxiliando nas dificuldades, confortando vos na dor, estimulando-nos para a melhoria moral, mas as realizações do mundo dependem do nosso próprio esforço. Aqueles que se esforçam no bem recebem maior amparo da espiritualidade.
O pensamento e a vontade são as ferramentas por excelência com as quais podemos transformar tudo em nós e ao redor de nós. Ninguém se eleva para as regiões iluminadas, sem esforço máximo da vontade. Através da paciência, da perseverança e do esforço individual no Evangelho, conseguiremos alcançar nossos objetivos e vencer as dificuldades.
Segundo o dicionário Aurélio o termo ''esforço'' significa : Ação enérgica do corpo ou do espírito; coragem; diligência; zelo; ânimo; vigor.
E a palavra '' perseverança'' significa: Qualidade ou ação de quem persevera; Constância, firmeza, pertinácia; Duração aturada de alguma coisa.
A rapidez desse aperfeiçoamento está na depedência do esforço pessoal. Quanto maior a boa vontade e a atividade que o espírito usa, tanto mais depressa ascende ele na categoria espiritual. Isso é possível porque inúmeros são os mundos habitados, materiais e espirituais, e muito grande é a variedade destes quanto ao grau de progresso; a Terra, por exemplo, não é dos piores mas está demasiado longe dos mais adiantados onde contamos com o auxílio dos orixás e seus mensageiros de luz.
O progresso nos Espíritos é o fruto do próprio trabalho; mas, como são livres, trabalham no seu adiantamento com maior ou menor atividade, com mais ou menos negligência, segundo sua vontade, acelerando ou retardando o progresso e, por conseguinte, a própria felicidade e assim o é também com nós carnais.
Enquanto uns avançam rapidamente, entorpecem-se outros, quais poltrões, nas fileiras inferiores. São eles, pois, os próprios autores da sua situação, feliz ou desgraçada, conforme esta frase do Cristo:
A cada um segundo as suas obras.
As aquisições de cada indivíduo resultam da lei do esforço próprio no caminho ilimitado da criação, destacando-se daí as mais diversas posições evolutivas das criaturas e compreendendo-se que tempo e espaço são laboratórios divinos, onde todos os princípios da vida são submetidos às experiências do aperfeiçoamento, de modo que cada um deva a si mesmo todas as realizações, no dia de aquisição dos mais altos valores da vida.
Em todas as circunstâncias, guarde o cristão a prece e a vigilância; prece ativa, que é o trabalho do bem, e vigilância, que é a prudência necessária.
E, nesse esforço, a alma estará preparada a estruturar o futuro de si mesma, no caminho eterno do espaço e do tempo, sem o desalento dos tristes e sem a inquietação dos mais afoitos.
Ainda não encontramos uma fórmula mais elevada e mais bela que a do esforço próprio, dentro da humildade e do amor, no ambiente de trabalho e de lições da Terra, onde Jesus houve por bem instalar a nossa oficina de perfectibilidade para a futura elevação dos nossos destinos de espíritos imortais.
Como iniciar o trabalho de iluminação da nossa própria alma?
Esse esforço individual deve começar com o autodomínio, com a disciplina dos sentimentos egoísticos e inferiores, com o trabalho silencioso da criatura por exterminar as próprias paixões. Nesse particular, não podemos prescindir do conhecimento adquirido por outras almas que nos precederam nas lutas da Terra, com as suas experiências santificantes água pura de consolação e de esperança, que poderemos beber nas páginas de suas memórias ou nos testemunhos de sacrifício que deixaram no mundo.
Todavia, o conhecimento é a porta amiga que nos conduzirá aos raciocínios mais puros, porquanto, na reforma definitiva de nosso íntimo, é indispensável o golpe da ação própria, no sentido de modelarmos o nosso santuário interior, na sagrada iluminação da vida.
Só o esforço individual e o que a espiritualidade nos ensina pode iluminar, engrandecer e redimir o espírito, porquanto, depois de vossa edificação com o exemplo do Mestre, alcançaremos aquela verdade que vos fará livre.
Todos os homens são ricos pelas bênçãos de Deus e cada qual deve aproveitar, com êxito, os “talentos” recebidos, porquanto, sem exceção de um só, prestarão um dia, além-túmulo, contas de seus esforços.
Devemos contar, de maneira absoluta, com o auxílio dos guias espirituais em nossas realizações humanas?
Um guia espiritual poderá cooperar sempre em vossos trabalhos, seja auxiliando-vos nas dificuldades, de maneira indireta, ou confortando na dor, estimulando para a edificação moral, imprescindível à iluminação de cada um; entretanto, não deveis tomas as expressões fraternas por promessa formal, no terreno das realizações do mundo, porquanto essas realizações dependem do vosso esforço próprio e se acham entrosadas no mecanismo das provações indispensáveis ao vosso aperfeiçoamento.
Nas atividades espirituais colhemos do magnetismo sublimados benefícios imediatos, seja no clima do passe, sob o influxo da oração, ou no culto sistemático do Evangelho no lar, por intermédio dos quais, benfeitores e amigos desencarnados nos reequilibram as forças, através da inspiração elevada, apaziguando-nos os pensamentos, ou se valem de recursos mediúnicos esparsos no ambiente, a fim de nos propiciarem socorro à alma aflita ou às energias exaustas. Se abraçar a espiritualidade, compreenderás que a humildade e a benevolência, o serviço e a abnegação, a paciência e a esperança, a solidariedade e o otimismo são medicamentos do Espírito, transformando lutas em lições e dificuldades em bênçãos, porque no fundo de cada esclarecimento e de cada mensagem consoladora, que te fluem da inspiração,
ouvirás a palavra do Cristo:
“Amai-vos uns aos outros como eu vos amei”.
Ninguém se eleva, sem esforço máximo da vontade, dos campos do hábito para as regiões iluminadas da experiência. Entretanto, ninguém atinge as múltiplas regiões da experiência sem passaportes adquiridos nas agências da dor.
Ninguém se furtará, impune, à percentagem de esforço que lhe cabe na obra de aperfeiçoamento próprio.
O pensamento e a vontade são as ferramentas por excelência com as quais podemos transformar tudo em nós e ao redor de nós. Tenhamos apenas pensamentos elevados e puros; aspiremos a tudo o que é grande, nobre e belo. Pouco a pouco sentiremos nosso próprio ser se regenerar e, com ele, do mesmo modo, todas as camadas sociais, o globo e a humanidade!
Essa faculdade de representar um ato que pode ou não ser praticado, como definem os bons dicionaristas, a vontade, tem que ser orientada mediante a disciplina mental, trabalhada com exercícios de meditação, através de pensamentos elevados, de forma que gerem condicionamento novo, estabelecendo hábito diferente do comum.
Necessariamente são indispensáveis vários recursos que auxiliam a montagem dos equipamentos da vontade, a saber: paciência, perseverança, autoconfiança.
A paciência ensina que todo trabalho começa, mas não se pode aguardar imediato término, porque conquistada uma etapa, outra surge desafiadora, já que o ser não cessa de crescer. Somente através de um programa cuidadoso e continuado logra-se alcançar o objetivo que se busca.
Tranquilamente se processa o trabalho de cada momento, abrindo-se novos horizontes que serão desbravados posteriormente, abandonando-se a pressa e não se permitindo afligir porque não se haja conseguido concluí-lo.
A paciência é recurso que se treina com insistência para dar continuidade a qualquer empreendimento, esperando-se que outros fatores, que independem da pessoa, contribuam para os resultados que se espera alcançar.
Esse mecanismo é todo um resultado de esforço bem direcionado, consistindo no ritmo do trabalho que não deve ser interrompido.
Lentamente são criados no inconsciente condicionamentos em favor da faculdade de esperar, aquietando as ansiedades perturbadoras e criando um clima de equilíbrio emocional no ser.
Como qualquer outra conquista, a paciência exige treinamento, constância e fé na capacidade de realizar o trabalho, como requisitos indispensáveis para ser alcançada.
A perseverança se apresenta como pertinácia, insistência no labor que se está ou se pretende executar, de forma que não se interrompa o curso programado. Mesmo quando os desafios se manifestam, a firmeza da decisão pela consciência do que se vai efetuar, faculta maior interesse no processo desenvolvido, propondo levar o projeto até o fim, sem que o desânimo encontre guarida ou trabalhe desfavoravelmente.
Somente através da perseverança é que se consegue amoldar as ambições aos atos, tornando-os realizáveis, raaterializando-os, particularmente no que diz respeito àqueles de elevada qualidade moral, que resultam em bênçãos de qualquer natureza em favor do Espírito.
Quando não iniciado no dever, o indivíduo abandona os esforços que deve envidar para atingir as metas que persegue. Afirma-se sem o necessário valor moral para prosseguir, não obstante, quando se direciona para o prazer, para as acomodações que lhe agradam o paladar do comportamento doentio, deixa-se arrastar por eles, deslizando nos resvaladouros da insensatez, escusando-se à luta, porque, embora diga não se estar sentindo bem, apraz-lhe a situação, em mecanismo psicopatológico masoquista.
Ê conquista da consciência desperta o esforço para perseverar nos objetivos elevados, que alçam o ser do parasitismo intelectual e moral ao campo no qual desabrocham os incontáveis recursos que lhe dormem no mundo íntimo, somente aguardando o despertamento que a sua vontade proponha.
Como qualquer outro condicionamento, a perseverança decorre da insistência que se impõe o indivíduo, para alcançar os objetivos que o promovem e o dignificam. Ninguém existe sem ela ou incapaz de consegui-la, porque resulta apenas do desejo que se transforma em tentativa e que se realiza em atitude contínua de ação.
Da conquista da paciência, em face da perseverança que a completa, passa-se à autoconfiança, à certeza das possibilidades existentes que podem ser aplicadas em favor dos anseios íntimos. Desaparecem o medo e os mecanismos autopunitivos, autoafligentes, que são fatores dissolventes do progresso, da evolução do ser.
Mediante essa conquista, a vontade passa a ser comandada pela mente saudável, que discerne entre o que deve e pode fazer, quais são os objetivos da sua existência na Terra e como amadurecer emocional e psicologicamente, para enfrentar as vicissitudes, as dificuldades, os problemas que fazem parte de todo o desenrolar do crescimento interior.
''Onde esteja a possibilidade de sermos úteis, avancemos, de ânimo forte, para a frente, construindo o bem, ainda que defrontados pela ironia, pela frieza ou pela ingratidão, porque, conforme a palavra iluminada do apóstolo aos gentios, “Deus não nos deu o espírito de temor, mas de fortaleza, amor e moderação”.
Assim, ocorre, porque todos os construtores do aperfeiçoamento espiritual não estão na Terra para vencer no mundo, mas notadamente para vencer o mundo, em si mesmos, de modo a servirem ao mundo, sempre mais, e melhor.”