A ORIGEM DA UMBANDA (parte 2)

1ª Fase: No Século XIX, surge o Caboclo Curugussú, da linha de Ogum, que durante 9 anos, com uma imensa plêiade de emissários espirituais, veio lançando o termo Umbanda, conhecido apenas pelos indígenas como macauam ou anauam, como formas de velar o sagrado Aumbandan.
Além da mediunização em uma pessoa, houve neste período uma completa higienização
mental e espiritual dentro dos cultos afro-brasileiros – fazendo um verdadeiro saneamento e preparação do advento para o Caboclo das 7 Encruzilhadas.
2ª Fase: O Caboclo das 7 Encruzilhadas, através do médium Zélio de Morais, trouxe o primeiro templo umbandista organizado, onde seria reimplantado o termo Umbanda e um ritual completamente diferente dos existentes.
3ª Fase: Desencarna, em 1975, Zélio Fernandino de Morais, e o Caboclo das 7 Encruzilhadas prepara o advento de Pai Guiné, através do médium W. W. da Matta e Silva, para dar continuidade ao trabalho.
Woodrow Wilson da Matta e Silva (conhecido como Pai Matta) nasceu em 28 de junho de
1917, e desencarnou em 17 de abril de 1988.
Sempre procurou solidificar e dar um novo direcionamento ao movimento umbandista, pois
era um grande pesquisador e mestre iniciado no Astral.
Seu primeiro livro já expõe os conceitos sobre o Aumbandan, depois de muitas pesquisas.
Também fala de épocas remotas da Lemúria e da Atlântida, solidificando os ensinamentos da chamada Umbanda esotérica.
4ª Fase: A atual. Nesta quarta fase, somos regidos por Ogum, que pretende, dentro do menor espaço de tempo possível, abarcar o maior número de pessoas. É o chamamento para a Nova Era – representado pelos Clarins de Ogum.
A manifestação dos guias
Os mentores espirituais, quando “baixam” no terreiro, fazem-no através de três formas
básicas, arquetípicas, de apresentação. Essas três formas são as de caboclo, preto-velho e
criança. Todos os mentores espirituais de nossa Umbanda, como seres espirituais
desencarnados, podem transformar ou modificar o corpo astral (também conhecido como perispírito, psicossoma etc), segundo suas vontades. É devido a essa transformação ou modificação do corpo astral que muitas entidades que baixam em nossos terreiros se
apresentam como caboclos (índios), pretos velhos e crianças. Com isto, estamos afirmando que toda Entidade que “baixa” na Umbanda, de acordo com a Tradição de Síntese, ou é “caboclo”, ou é “preto-velho” ou é “criança”. Além deles, temos os exus e pombas giras, serventia desses orixás menores.
Na grande maioria dos templos umbandistas, mais populares, encontramos entidades que se manifestam através de outras roupagens fluídicas, sustentando egrégoras afins, tais como a linha dos baianos, boiadeiros, marinheiros, ciganos e a linha do Oriente. Na verdade, são sub-planos dentro da hierarquia umbandista, falanges de espíritos que atuam em nome dos orixás menores: criança, caboclo e preto velho.
Ref.: Livro História da Umbanda: Uma religião brasileira - autor Alexandre Cumino
Livro Doutrina e teologia de Umbanda sagrada: A religião dos mistérios : um hino de amor à vida - Autor Rubens Saraceni