quarta-feira, 24 de janeiro de 2018

ERVAS

Todos nós temos ao redor do nosso corpo físico um campo eletromagnético, composto por corpos sutis, que se denomina aura.
As auras das pessoas e dos lugares funcionam como antenas que recebem e enviam mensagens entre si, que são decodificadas através da nossa intuição.
Quando passamos por situações estranhas, energias desequilibradas se agregam à nossa aura e permanecem lá por muito tempo provocando doenças.
Quando tomamos um Banho de Ervas limpamos a nossa aura fazendo com que ela volte a funcionar normalmente e harmonizando os nossos chakras que são túneis por onde entram as energias no nosso corpo físico.
Cada planta tem características próprias que interagem com as nossas energias provocando as mudanças necessárias. As ervas podem limpar, energizar, melhorar nossa auto-estima, tirar nosso cansaço, etc…
Para fazer o banho, devemos olhar a relação de ervas e propriedades que segue abaixo e escolher aquelas que se adequadam à nossa situação. Depois, pegue um punhado de cada erva e faça um chá com elas. Coe numa jarra e após tomar um banho normal, jogue o chá do ombro pra baixo. As ervas podem ser misturadas e o resultado será melhor se usado número ímpar de ervas.
O Sal grosso pode ser usado como banho de limpeza mas é preciso que se tome um banho de ervas logo após.
Relação de ervas e suas propriedades:
* Arnica – afasta a negatividade
* Abre Caminho – novas forças
* Açúcar – aceitação
* Alho (palha) – proteção
* Alecrim – clareza mental
* Alpiste – prosperidade
* Arruda – proteção
* Anis Estrelado – aumenta a auto-estima
* Água-de-arroz – calmante
* Água-marinha (planta) – limpeza
* Alfazema – mudança
* Bulbo de cebolinha – tira o cansaço
* Comigo-ninguém-pode – defesa
* Camomila – limpeza (bactericida)
* Canela – limpeza, força e prosperidade
* Cravo da Índia – estimulante
* Crizântemo branco – calmante
* Crista-de-Galo (sementes) – calmante (hipertensão)
* Contas de Rosário – concentração
* Cenoura (folhas) – fraqueza
* Dente-de-Leão – tristeza e anti-tóxico
* Erva doce – boas energias
* Espada de São Jorge – proteção
* Folha de Pinheiro – limpeza
* Folhas de Pêssego – dissolve densidades acumuladas
* Folhas de Limão – corta energias negativas
* Folhas de Manga – prosperidade
* Folhas de Louro – prosperidade
* Fumo – proteção
* Flor de sabugueiro – calmante
* Guiné – proteção e força
* Girassol (sementes) – acelera as mudanças
* Guaraná – aumenta as energias
* Hortelã – aceitação
* Inhame – força e limpeza
* Levante – força, melhorar a auto-estima
* Losna – corta a negatividade (raivas)
* Macela – calmante (bom para insônia)
* Manjericão – equilíbrio, renova as células do organismo
* Pitanga (folhas) – melhora a circulação
* Rosas brancas – limpeza.
* Rosas vermelhas – energia.
* Sementes de tangerina – para dores na coluna.
* Sálvia – rejuvenecimento.
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Dicas Importantes:
1 – Os banhos devem ser acompanhados de preces pessoais espontâneas e sinceras. Peça. Converse com Deus e com seus protetores espirituais. Os resultados são fantásticos. Se desejar, acenda uma vela branca para o seu anjo da guarda.
2 – As flores e ervas frescas não devem ser fervidas. O valor energético das mesmas se perderá.
3 – Caso não consiga flores e ervas frescas, você pode usá-las secas. Neste caso, poderá colocá-las em água fervente e abafá-las. Evite fervê-las.
4 – Se estiver sentindo frio, acrescente ao banho, já preparado, uma quantidade de água mineral quente.
5 – Os resíduos dos banhos devem ser devolvidos à natureza. Coloque os resíduos num jardim ou no mar. Não se joga no lixo flores e ervas utilizadas em banhos energéticos, pois, se forem devolvidas à natureza, servirão como adubo.
6 – Na verdade não existe mal algum em jogar uma mistura de sal grosso e água na cabeça. Afinal de contas, nós não tiramos a cabeça para entrar no mar, onde há maior concentração de sal que nos banhos de limpeza energética. O que causa desconforto e cansaço é manter o sal no corpo por muito tempo. Por isso, três horas após um banho com sal grosso, banhe-se apenas com água, caso use o banho da cabeça aos pés.
7 – Banhos preparados com ervas como arruda, comigo-ninguém-pode, espada-de-são-jorge e pára-raios não devem tocar a cabeça. Podem causar cansaço, letargia, dores e insônia. Evite-as.
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BANHOS
Em todas as tradições místico-esotéricas, os banhos são indicados como poderosos auxiliares nos processos de cura e equilíbrio de energia do nosso corpo.
* O banho feito com lírios brancos e rosas brancas, por exemplo, acalma e restaura a paz espiritual.
* Banhos com mel ajudaram adoçar o temperamento e com camomila propiciam bons sonhos.
* Para o cansaço e a tensão do dia, faça um escalda-pés com melissa e se sentirá relaxado.
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Banhos purificadores:
Banhos purificantes ajudam a elevar o astral (ideal para ser feito no ano novo):
Estudados pela aromaterapia, os banhos são uma técnica milenar e – dizem – podem atrair bons fluídos e purificar. Por isso, que tal começar o ano novo em alto astral, livre dos “encostos”? “Na aromaterapia os banhos em geral demoram uma hora e são verdadeiros rituais”, diz o psicoterapeuta corporal Marco Spivack. Estes banhos são à base de óleos essenciais e, segundo Spivack, servem para relaxar, energizar, emagrecer e refrescar, entre outras coisas. Podem ser realizados em clínicas especializadas, balneários e até em casa. “Há banhos para quem quer se preparar para as festas de final do ano”, frisa o terapeuta corporal Zheca Catão.
Spivack sugere o que ele chama de Banho Ritual de Purificação, com óleos de alecrim, canela, mirra, olíbano e sal grosso. O banho é realizado num ofurô individual, de madeira, com óleos essenciais. O local é iluminado por velas e na água são jogadas pétalas de rosas. Antes de começar o banho, a pessoa toma uma ducha, depois entra no ofurô e permanece lá por 20 minutos.
“No Japão a temperatura da água do ofurô é elevadíssima, a 43 graus, mas isso é contra-indicado para cardíacos e hipertensos. Por isso, no Brasil a faixa de temperatura é entre os 28 e 32 graus, o que não oferece contra-indicações”, frisa. A pessoa sai do ofurô e deita-se numa espreguiçadeira. “Este banho é um ritual de desapego, uma associação de purificação, para receber o ano novo de braços abertos. Na espreguiçadeira, a temperatura do corpo vai se equilibrando e a pele vai metabolizando os óleos. O alecrim afasta as energias negativas e é estimulante; a canela, segundo o Feng Shui, costuma atrair dinheiro e é afrodisíaca; o olíbano é equilibrante; e o sal grosso é relaxante, purificante e afasta energias negativas”, explica. Você pode realizar este banho em sua casa, de preferência numa banheira.
Zheca Catão explica que quem quer ficar animado durante as festas pode preparar um banho com óleo de alecrim e cítricos. Já para aqueles que querem cuidar do lado espiritual, diz, o banho mais indicado é o com óleo de olíbano. “Um ótimo banho para elevar o astral é feito com uma mistura dos óleos de gerânio e laranja, ele equilibra a oleosidade da pele, e proporciona sensação de bem-estar”, destaca.
Para preparar os banhos em casa, Catão ensina que primeiro deve-se encher a banheira, depois adicionar os óleos essenciais misturados ao leite. “Como o óleo não se mistura com água, o certo é recorrer a um emoliente, no caso o leite”, explica. Coloca-se dois dedos de leite num copo com no máximo dez gotas de óleo no total. Se for adicionar dois óleos, por exemplo, o terapeuta recomenda colocar cinco gotas de cada. Coloca-se a mistura na água e o banho está pronto. No caso do chuveiro, o jeito é preparar o mesmo banho, só que em um balde grande, obedecendo a receita do banho na banheira.
Só que há uma diferença: o banho de balde deve ser feito depois do banho normal e na posição vertical, literalmente vertendo o líquido sobre a cabeça ou somente nos ombros – como preferir.
BANHOS DE ERVAS, PLANTAS, FLORES FUNCIONAM?
Impossível separar a realidade da fantasia.
As ervas e plantas sempre foram usadas desde a Antigüidade como aromáticas, na medicina, na culinária, cosmética, perfumes, hábitos de higiene, para embalsamar corpos, para afastar negatividade, como o alho para repelir vampiros ou ainda a queima de determinadas madeiras para manter afastados animais ferozes e insetos como a Citronela.
As flores possuem freqüência vibratória e elementos fluídicos, através da cor e do perfume, além de embelezar, ionizar ambientes como as rosas por exemplo.
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Banhos com Óleos Essenciais:
Alergias: camomila
Ansiedade: gerânio, ylang ylang, neroli, mangerona, lima
Cansaço: cipreste, pinho, alecrim, rosmaninho, lima
Constipações: canela, cravinho, menta
Caspa: patchuli
Celulite: cânfora, bétula, funcho
Depressão: cânfora, salva, laranjeira, cravinho, lima
Dificuldades respiratórias: eucalipto, sândalo
Dores de estômago: laranjeira
Dores musculares: alfazema, gengibre
Enjoos: hortelã-pimenta
Enxaquecas: camomila, alfazema
Falta de desejo sexual: rosa, ylan ylang, sândalo, palmarosa
Gases: funcho
Herpes: mirra
Indigestão: hortelã-pimenta, funcho
Inflamações: salva
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Banho de Ervas (uma visão sobre o assunto)
O banho renova o corpo e a alma. Banho de descarga na Umbanda é banho de limpeza áurica.
Os banhos de ervas têm duas finalidades:
* Para eliminar vibrações negativas – banho de descarga;
* Para reafirmar vibrações positivas – banho de fixação.
O Banho de descarga limpa o campo magnético e elimina cascões e larvas astrais que se fixam na aura.
O Banho de fixação serve para fixar as correntes vibratórias, isto no campo energético.
O Banho de descarga se toma do pescoço para baixo, nunca se molhando a cabeça.
O Banho de fixação se toma no corpo todo, inclusive a cabeça.
Após o banho de descarga ou fixação não volte ao chuveiro (procure permanecer com o corpo impregnado da energia das ervas por um bom tempo antes de se enxugar). Deve-se usar roupa limpa e clara após esses banhos.
Como preparar o seu banho?
Para o Banho de Descarga: Colha as ervas e coloque em um recipiente; deixe ferver a água; após isso adicione as ervas e abafe. Deixe amornar e se banhe, pedindo para que as eventuais energias negativas sejam afastadas.
Para o banho de fixação: coloque no recipiente as ervas, adicione água limpa e vá macerando as ervas, cubra com um pano claro e deixe no sereno. Para utilizar, amorne em banho-maria. Após o banho de higiene normal, jogue este banho, da cabeça aos pés, fazendo o seu pedido e mantendo uma tônica vibratória elevada, harmonizada com seu campo magnético.
Este banho só deve ser tomado sob as orientações da Entidade-chefe do terreiro.
IMPORTANTE: Ao tomar os banhos, mantenha os pensamentos positivos, voltados ao Alto e aos guias da corrente de Umbanda.




                                      


                                                        ABC - UMBANDA





Aqui você encontra definições de termos usados correntemente nas giras pelas entidades de várias linhas umbandistas. Em geral, essas palavras vêm do iorubá, língua africana falada na Nigéria, em Benim e Togo. Aparecerão, também, alguns termos do tupi-guarani que foram incluídos a esse “vocabulário” com o abrasileiramento dos cultos africanos. Não será dada a origem específica de cada termo, apenas seu significado.
(Este ABC da Umbanda foi desenvolvido por Massi para uso exclusivo do TUYG)

ABADÁ = túnica longa, de mangas largas, em geral branca, utilizada inicialmente por negros muçulmanos; hoje designa roupa com a qual se identificam grupos religiosos.

ADJÁ = espécie de sineta, às vezes múltipla (tem de 1 a 7 bocas), tocada nos rituais pelos pais-de-santo com a finalidade de invocar entidades e Orixás, seja para que venham participar dos trabalhos, seja para que atendam a algum pedido. É usado também para induzir os médiuns ao transe.

AGÔ = pedir agô é pedir licença, pedir permissão para realizar algo, pedir perdão.

AJEUM = comida servida dentro do terreiro.

ALGUIDAR = vasilha de barro empregada para fazer a comida destinada aos Orixás, também utilizada pelos guias para a realização de alguns trabalhos como acender velas, consagrar guias de contas etc.

AMACI = líquido preparado com ervas e água procedente de variadas fontes, usado para dar firmeza aos médiuns. As ervas costumam ser maceradas e ficam em repouso numa vasilha de louça por algum tempo (o tipo da erva e o tempo que devem ficar maceradas depende de cada Orixá). O poder das ervas e a força do ritual (colocação das ervas no ori do médium) propiciam uma conexão mais direta com o Orixá correspondente.

ARUANDA = Infinito, céu, morada do criadorplano espiritual mais elevado; nome dado ao local onde estão os guias que trabalham na Umbanda.

AXÉ = força, energia, poder. Pode ser a energia que está nos elementos puros da natureza ou a que está concentrada dentro de um terreiro, trazida pelos guias que ali trabalham (que formam a egrégora da casa) e pelos objetos mágicos utilizados, incluindo os fundamentos que, em geral, se encontram enterrados sob o solo do terreiro.

BABALORIXÁ = pai-de-santo, chefe do terreiro, sacerdote de Umbanda e Candomblé; quando o dirigente é mulher deve-se usar YALORIXÁ.

BANZO = sentimento de saudade que os escravos sentiam de sua terra natal; nostalgia. Atualmente os pretos velhos usam a expressão para designar um estado emocional aproximado de depressão.

BARRACO, BURACO ou CAZUÁ = casa, residência da pessoa; pode ser usado também para designar um local qualquer, inclusive o próprio terreiro.

BATER PAÔ = bater palmas para despertar energias e chamar entidades.  Maneira de apresentar-se ao Orixá para dizer: “aqui estou para reverenciá-lo; olhe por mim!”

BORI = ritual, em geral do Candomblé, no qual o médium oferece sua cabeça ao orixá.

BORÓ = pagamento que se faz em troca de um trabalho espiritual ou de oferendas a entidades. Também usado como sinônimo de dinheiro, assim como “PATACO”; “JIMBA” ou “JIMBO”; “PLATA” (no caso dos ciganos) ou “PRATA”; “COBRE”. Há inúmeras formas pelas quais os guias se referem à moeda corrente.

BURRO = modo como alguns guias (em geral os Exus) chamam seus médiuns. Estes são chamados também de CAVALO ou (no kardecismo) de APARELHO. Em todos os casos, a ideia é a de alguém que empresta seu corpo para ser utilizado por uma entidade que precisa realizar um trabalho espiritual.

CADINHO = presente, agrado.

CALUNGA PEQUENA= cemitério; também chamado de CAMPO SANTO.

CALUNGA GRANDE = mar, considerado o grande cemitério da humanidade.

CAMARINHA= espaço existente nos terreiros que tem como finalidade abrigar os médiuns em suas obrigações, em certos rituais, como a feitura de santo, por exemplo. Em geral é um compartimento isolado, para que o médium possa ter tranquilidade ao realizar suas obrigações ou meditações.

CANJERÊ = reunião de pessoas para a prática de cerimônias religiosas africanas, em geral para praticar o que os homens brancos chamavam de “feitiçaria”. O termo também é utilizado para designar uma dança nos moldes africanos.

CANJIRA = filho homem.

CASA GRANDE = hospital, clínica médica.

CATIRA = espécie de dança que lembra os movimentos rítmicos dos primitivos africanos. É mais praticada na zona rural: os dançarinos, em fileiras opostas, cantam e batem o pé para marcar o ritmo.

CATULAR = cortar o cabelo do médium na preparação do ritual de raspagem para iniciação.

CHAMEGO, DENGO = carinho, namoro, relações sexuais.

COITÉ = cumbuca feita originalmente de uma cabaça cortada ao meio no sentido horizontal; hoje é feito de casca de coco seco.

CONGÁ ou OCA= casa de fé; local onde se praticam os rituais. Em geral são chamados de Terreiros, Templos ou Tendas de Umbanda.

CORRE-CORRE = veículo, automóvel.

CUBATA = casa muito simples, choça ou choupana.

CURIAR = comer ou beber.

DEKÁ= ritual de comemoração do sétimo aniversário de iniciação sacerdotal; nessas ocasiões o pai-de-santo responsável pelo filho que comemora os sete anos entrega a ele os instrumentos necessários à prática religiosa, principalmente aqueles que serão utilizados quando da coroação de seus próprios filhos, como facas, navalhas, tesouras, cuias.

DJACUTÁ = originalmente é uma das qualidades de Xangô e refere-se à sua capacidade de arremessar pedras e raios. Por extensão de sentido, designa a força de determinadas pedras, consagradas com fins de dar firmeza ao médium e facilitar o recebimento de boas vibrações.

EBÓ = alimento ritualístico que é oferecido aos Orixás, podendo ser uma oferenda para agradar-lhe ou algo que vai servir como despacho para limpar energeticamente uma pessoa. Os alimentos, em geral, são passados pelo corpo da pessoa que está sendo tratada.

EGUM = originalmente é um ancestral morto, cultuado pelos africanos (iorubanos, grupo ético da Nigéria); nas giras, costuma-se chamar de egum ao espírito desencarnado que vaga, sem conseguir atingir evolução no mundo astral.

ELEDÁ = entidade protetora de uma pessoa, sincretizada, aqui no Brasil, com o Anjo da Guarda da cultura cristã.

ENCOSTO = espírito de desencarnado que se aproxima e “encosta” nas pessoas, trazendo-lhe prejuízos emocionais, espirituais e materiais, além de abalar a saúde (uma vez que suga as energias) da pessoa que está sendo vampirizada. Rezas, passes e  banhos ajudam a afastá-lo, mas o ideal é a doutrinação, para que esse espírito encontre o caminho da evolução.

ENCRUZAR = fazer cruzes com a pemba na testa, nuca, mãos e pés do médium com a finalidade de protegê-lo ou de auxiliá-lo na ligação com as falanges que vão tomar conta dos trabalhos. O encruzamento também pode ocorrer no chão do terreiro, com a finalidade de trazer segurança aos trabalhos. Esse ritual é feito pelo dirigente, sob a irradiação de um ponto especificamente cantado para isso.

ESCREVINHADOR ou ESCREVEDOR= lápis, caneta, qualquer coisa que escreva.

FAZER A PASSAGEM = desencarnar.

FILÁ = originalmente feito de palha-da-costa, é o que recobre a cabeça de Omulu, de onde saem franjas que ocultam seu rosto. Atualmente, usa-se o termo para designar uma espécie de gorro ou lenço que o médium usa como proteção para seu ori.

FUNDANGA (ou TUIA, na linguagem dos caboclos) = pólvora quando usada para fazer descarrego. Por extensão, também se chama de fundanga o ritual em que a pólvora é queimada num círculo de fogo, abrindo em espiral um portal de uma terceira dimensão. A pólvora funciona como um acelerador de partículas, libera gases e corta os cordões fluídicos negativos, afastando das pessoas que estão dentro do círculo os elementos negativos e as larvas astrais que se desintegram na corrente elétrica criada. Por ser um elemento magístico poderoso, só pode ser utilizada por entidades que tenham a permissão para fazê-lo, na presença do dirigente da casa.

GAIOLA = apartamento; viver em gaiola significa morar num prédio de apartamentos.

GANGA = "nganga" é palavra de origem Kimbundo que significa mágico, feiticeiro ou vidente. Para os angola-congolenses é o chefe supremo, o Tata. O nome Ganga também denomina os chefes dos antigos terreiros cabindas.


GARRAFADA = mezinha (remédio caseiro) preparada pelos guias. Consiste em colocar ervas maceradas, raízes ou pedaços de cascas de plantas em garrafa (em geral de vinho branco licoroso) para que fique descansando por um certo tempo e depois seja ingerida pelo doente para a cura de determinados males. Às vezes os guias recomendam que a garrafada seja enterrada por alguns dias antes de ser consumida. Quando para uso externo, a poção pode ser feita em álcool de cereal.

GRIOT = pessoa responsável pela transmissão oral de histórias e costumes do povo africano. São sábios extremamente respeitados e também possuem atribuições magístico-religiosas. Muitos povos africanos são ágrafos; daí a importância dos griots.

HORA GRANDE = meia-noite; em oposição, costuma-se chamar de HORA PEQUENA ao meio-dia.

HOMEM DE BRANCO = médico, enfermeiro, pessoas ligadas à área da saúde.

IBI = lugar, chão, terra; por extensão de sentido pode ser usado como sepultura.

ILÊ = casa, moradia, residência; por extensão, a palavra é usada para designar barracões onde se pratica o Candomblé.

ITA = pedra de santo, pedra consagrada; às vezes os guias preparam “itas” que ficam ocultas no peji para proteção da casa.

JACI = Lua na fala de alguns caboclos, principalmente os de Oxóssi e Xangô.

LETRADO = indivíduo que tem estudo ou diploma.

LUA = corresponde ao período de um mês.

LUA GRANDE = corresponde ao período de um ano.

MACAIA = mata, lugar onde os guias (principalmente os da linha de Oxóssi) trabalham e os médiuns podem fazer oferendas e/ou “retiros” para, em contato com a natureza, readquirir forças psíquicas. Pode significar, também, as folhas dessa mata.

MANDINGA = originalmente, nome de um povo do norte da África e da língua falada por ele. Por extensão e deturpação de sentido, passou a determinar certas rezas ou “feitiçarias” que esse povo, como os brancos alegavam, deveria praticar.

MARAFO OU MARAFA = pinga, caninha, cachaça. Também usam PARATI.

MAZELA ou MAZELINHA = doenças, males físicos de que se sofre na Terra.

MIJO = cerveja.

MIRONGA = segredo, mistério, feitiço; conhecimento que alguns guias têm e usam para resolverem os problemas, sem que se possa entender como funciona.

MORUBIXABA = no sincretismo das religiões afro-brasileiras é nome que se dá aos guias ou entidades que incorporam em médiuns que assumem a direção espiritual de um Templo de Umbanda.

OBI = fruto africano utilizado em alguns rituais, oferecido para agradar os Orixás e trazer benefícios a quem o oferece; noz-de-cola.

ODU = destino.

OFÁ = arco e flecha empunhados por médiuns incorporados com Oxóssi em suas danças nos terreiros.

ORI = originalmente é um Orixá pessoal, a força e a intuição espiritual própria (e única) de uma pessoa, mas, na prática, essa palavra é usada para designar a cabeça e, mais especificamente a coroa, o chacra coronal. Em alguns cultos também se diz OTI.

ORÔ = preceito, costume tradicional que é repetido em alguns rituais, como, por exemplo, na coroação do médium.

OXÊ = machado de Xangô; é um machado de dois gumes que pode ser feito de  madeira, cobre, bronze ou latão.

PADÊ – oferenda para Exu no início das sessões ou festas, constando de alimentos, bebidas, velas, flores etc, a fim de que se afastem as perturbações nas cerimônias. 

PATUÁ = talismã ou breve (também chamado de escapulário) que se usa como forma de proteção. Em geral é uma espécie de saquinho feito de tecido virgem no qual se colocam elementos cruzados e “preparados” pelos guias: orações, guias de contas, búzios, dentes de animais, ervas, sal grosso, pedrinhas de cânfora ou de incenso. Costumam ser usados em correntes ou cordões, pendurados no pescoço.

PEJI = altar; local do terreiro destinado aos elementos materiais (imagens, velas, flores, ervas, pedras, armas simbólicas) que servirão de portal para captar e irradiar aos fiéis as energias positivas e o magnetismo vindos das divindades. Os elementos devem estar consagrados de acordo com rituais específicos. Todo cuidado é pouco quando se toca nos objetos do peji.

PERNA DE CALÇA = marido, namorado ou companheiro. Também usamMULUNGO.

PITO = cigarro, charuto ou cachimbo que as entidades fumam para, por meio da fumaça, descarregar seus médiuns da carga negativa que possa vir dos consulentes. Os caboclos guardam esse hábito da pajelança indígena, ritual que foi acrescentado ao culto dos Orixás africanos. 

PONTEIRO = pequeno punhal utilizado em magias e em alguns rituais.

PROSEADO = conversa com os guias; em geral tem uma conotação de aconselhamento moral, admoestação. Não é uma conversa social em que se discutirão banalidades.

QUIZILA = antipatia, zanga, aversão, inimizade; muitas vezes, para não provocar quizila com os Orixás, os médiuns são obrigados a não ingerir certos alimentos.

RABO DE SAIA = esposa, namorada ou companheira. Também usam MULUNGA.

RÁBULA = termo com que se designam os que conhecem o Direito e exercem livremente a advocacia, sem que sejam legalmente formados por curso de nível superior. Na Umbanda, o Sr. Zé Pelintra é considerado rábula por conhecer as leis, mas não possuir diploma.

RISCADOR = pemba

RONCÓ = quarto de santo destinado à iniciação dos médiuns ou à realização de alguns rituais fechados.

SARAVÁ = usa-se como uma saudação nos terreiros, com o significado de “salve”, "seja bem-vindo", “salve sua força”. A palavra que lhe deu origem é SALVAR. Os escravos tinham dificuldade para pronunciá-la, e diziam “vamu salavar”, acrescentando uma vogalA depois do L. Sob a influência da fonologia banta, houve a troca da consoante L pelo R e a palavra passou a ser pronunciada “saravá”, com a perda do final. Com o tempo, o verbo se tornou substantivo, como sinônimo de “culto”: hoje se diz: “vamos num saravá”.       

SINHAZINHA= criança do sexo feminino, menina-moça.

TOCO, PAVIO, LUZ ou SEBO = vela

TRABUCO = trabalho, emprego, ganha-pão; TRABUCAR é trabalhar.

TUPà= Olorum na fala alguns caboclos, principalmente os de Oxóssi e Xangô.

YABÁS = termo com o qual se designam as Orixás femininas: Yansã, Yemanjá, Oxum, Obá, Oyá, Nanã, Egunitá.

ZAMBI = Olorum na fala dos Pretos Velhos.