segunda-feira, 21 de setembro de 2026

"TEU SONHO TÁ ATRÁS DA MONTANHA — MAS TU TÁ ANCORADA NO FALATÓRIO."

 "TEU SONHO TÁ ATRÁS DA MONTANHA — MAS TU TÁ ANCORADA NO FALATÓRIO."


"TEU SONHO TÁ ATRÁS DA MONTANHA — MAS TU TÁ ANCORADA NO FALATÓRIO."
— AVISO DO EXU —
Chega mais, minha filha. Abre bem o olho e escuta:
Tu tem sonho. Grande, brilhante, te esperando. Mas entre ti e ele ergueu-se uma montanha — e não é destino, é acúmulo: peso carregado, decisão adiada, corte que tu não fez. Montanha não desce com desejo: desce com foice.
Mas em vez de avançar, tu fica no falatório. Vida alheia, fofoca, aparência, sorriso pra plateia. E todo esse ruído é âncora: te segura exatamente onde estás. Quem vive comentando a vida dos outros não tem tempo de construir a própria.
E em casa? Abre o olho, minha filha: tem cobra te sorrindo. Traição disfarçada de calma. Veneno servido com rotina. Peçonha dizendo "sou tua gente". E tu foge. Voa, roda, volta — mas nunca enfrenta. Fuga não mata cobra: engorda ela. Quem foge do veneno, um dia ele alcança.
Então hoje eu te digo:
1️⃣ Pega a foice. Corta o que trava: o passado que pesa, o vínculo que não nutre, o medo que paralisa. Montanha se desmancha passo a passo, corte a corte.
2️⃣ Solta a âncora do falatório. Sai do meio que só fala e não faz. Teu sonho cresce em silêncio e trabalho — não em aplauso alheio.
3️⃣ Encarna a cobra. Não finja que não vê. A traição não some se tu fechar os olhos. O veneno não deixa de doer se tu fingir que é mel. Corta de vez — ou sai de vez. Rodar e voltar é dar tempo ao veneno pra espalhar.
As estrelas tão lá. Sempre estiveram. O que falta não é sonho — é coragem de limpar o caminho e avançar. Abre o olho. Não deixa o falatório e a cobra roubarem o que é teu.
Laroyê. Mojubá.