"TEM VENENO NA TUA ESTRADA — E A CONTA TÁ CHEGANDO."
"TEM VENENO NA TUA ESTRADA — E A CONTA TÁ CHEGANDO."
— ALERTA DO EXU —
Chega mais, minha filha. Deixa eu ler o teu chão sem adoçar nada.
Por fora, tudo parece calmo: família unida, rotina tranquila, tudo no lugar. Mas por baixo, tem livro fechado: segredo guardado, verdade engolida, coisa calada pra não abalar a imagem. Paz com o que escondes não é paz — é trégua. E trégua tem prazo de validade.
E o pior: tu continua se envolvendo com pessoas erradas. Mesmo quando sente o aviso no peito, mesmo quando o olhar desvia, mesmo quando a palavra não bate — tu fica. Insiste. Dá mais uma chance. Confia de novo. E cada escolha no escuro convida o veneno pra mais perto.
Tem gente caminhando do teu lado sorrindo e carregando peçonha. Tem vínculo que drena sem tu perceber. Tem quem te abrace pra te prender. E enquanto tu segura a mão de quem te fere, a estrada vai ficando mais pesada, mais escura, mais perigosa.
E a conta tá chegando. O que foi escondido vem à luz. O que foi escolhido no erro cobra preço. Não vem pra te destruir — vem pra te acordar. Podes esperar e ser surpreendida, ou te levantar agora, limpar o caminho e enfrentar de pé.
Então hoje eu te digo firme:
1️⃣ Solta quem te envenena. Pessoa errada não muda porque tu és boa. Quem te trai uma vez, faz de novo. Quem te mente, mente sempre. Não insista: corta. A estrada só fica limpa quando afastas quem suja.
2️⃣ Abre o livro fechado. O que calas pra proteger alguém é o que adoece todos. Verdade dói uma vez; segredo dói todo dia. Fala. Mesmo tremendo. Mesmo com medo. Luz é o único antídoto pra escuridão.
3️⃣ Paga a conta em pé. Quando a verdade chegar — e ela vai chegar — não cai de joelhos. Tu já sentias. Agora tens permissão pra acertar. Sai. Limpa o caminho. Recomeça.
A serenidade de verdade não é a que mostras na foto — é a que sentes quando afastas o veneno, abres a verdade e segues leve, sem carregar quem só pesa.
Laroyê. Mojubá.