"O AXÉ NÃO É TEU. É EMPRESTADO."
"O AXÉ NÃO É TEU. É EMPRESTADO."
— ALERTA DO EXU —
Escuta aqui, você que veste sacerdócio como vitrine.
O axé não é teu. É emprestado. A encruzilhada não é tua loja. É templo. E a entidade que fala pela tua boca não é tua funcionária — é tua guardiã.
Mas tu esqueceu. Trocou o altar pelo espelho. A oferenda pela aparência. A obrigação pelo palco. Deixou a vaidade sentar no congá e a luxúria entrar no bastidor. E chama isso de "trabalhar com o público". Não. Isso é trabalhar pra ti mesma — e o sagrado percebe.
A raposa é esperta, mas a encruzilhada vê mais longe. Toda moeda cobrada em nome de quem não pediu, é dívida. Todo vínculo criado aproveitando a fé alheia, é contrato quebrado. Todo aplauso colhido acima da verdade, é âncora arrastando teu trabalho pro fundo.
E sabe o que acontece com trabalho morto? É enterrado. Não pelos inimigos — pela Lei. Porque axé que não se purifica, corta. Mão que não abençoa, açoita. E o corte que tu não faz com a tua mão, o céu faz com a dele — e o céu não negocia.
Enquanto há tempo, faz tu mesma:
Corta a vaidade.
Corta o proveito pessoal disfarçado de missão.
Corta os enroscos que envenenam teu espaço.
Volta à fundação. Volta à pureza. Volta à humildade. Porque o lírio só floresce em água limpa — e a tua água está turva.
A encruzilhada ainda te dá escolha: a foice na tua mão, ou a foice na mão da Lei. A primeira dói e cura. A segunda corta e leva.
Escolhe. Antes que o chicote decida por ti. ⚔️
Laroyê. Mojubá.