terça-feira, 22 de setembro de 2026

"O VENENO DA CASA NÃO SOME QUANDO TU SAI."

 "O VENENO DA CASA NÃO SOME QUANDO TU SAI."



— ALERTA DA POMBA GIRA —
Chega mais, meu bem. Deixa eu te falar sem rodeios.
Para de ser cabeça dura. Tu tá presa num relacionamento onde o teu parceiro te usa. Não adianta fingir que não vê. Não adianta dizer que vai melhorar. Ele aproveita o teu cuidado, a tua força, o teu amor — e te dá de volta o que sobra. Isso não é companhia: é uso.
Tem veneno morando contigo. Não é rato na parede, nem cupim na madeira. É ele. É o jeito que te trata — ou que não te trata. É o que pega e não retribui. É o que pede e não agradece. E enquanto tu finge que não vê, o veneno cresce devagar, roendo a tua paz, a tua alegria, a tua luz.
E o que tu faz quando aperta? Tu foge. Vira garça: sai pra conversar, busca distração, anda por aí como se a estrada levasse a solução. Mas eu te digo: o veneno da casa não some quando tu sai. Ele não fica pra trás — ele espera tu voltar. Porque a raiz do mal não tá na rua: tá dentro de casa.
Por dentro, algo rói todo dia. Tu cala, sorri, arruma desculpa. "Ele é assim mesmo." "Um dia muda." Mas um dia não muda. Quem usa hoje, usa amanhã também. E aparência bonita não cura veneno — só esconde ele um pouquinho mais.
Então hoje a tua madrinha te dá três ordens:
1️⃣ Nomeia o veneno. Ele te usa. Ponto. Não é "jeito dele". Não é fase. É escolha dele — usar quem cuida dele. E aceitar isso não é derrota: é acordar.
2️⃣ Para de ser teimosa. Cabeça dura não é força — é prisão. Ficar onde te usam não é lealdade: é desperdício de vida. Se ele não te valoriza, não é porque tu não faz o suficiente — é porque ele não quer ver.
3️⃣ Para de voar e decide. Fugir não resolve — só adia. Fica e enfrenta: diz o que sente, pede o que merece, ou vai embora. Mas não fica mais carregando quem só pesa. O veneno não sai sozinho — tem que tu sair primeiro.
O veneno da casa não some quando tu sai — mas ele perde o poder quando tu não volta. 🌹
Laroyê! Mojubá!