quarta-feira, 30 de setembro de 2026

"PARA DE REGAR RAIZ PODRE E CHAMAR DE FLOR." — BRONCA DA POMBA GIRA —

 "PARA DE REGAR RAIZ PODRE E CHAMAR DE FLOR."

— BRONCA DA POMBA GIRA —



"PARA DE REGAR RAIZ PODRE E CHAMAR DE FLOR."
— BRONCA DA POMBA GIRA —
Chega mais, meu bem. Senta aqui e me olha nos olhos. Não baixa a cabeça. Não desvia o olhar. Escuta o que tenho pra te dizer, porque é a verdade que tu vem fugindo há muito tempo.
Tu carrega um peso nas costas e chama de "destino". Uma cruz que ninguém pediu pra carregar, mas tu insiste em levar adiante porque "sempre foi assim", porque "todo mundo faz igual", porque "não é assim que se abandona". E aí tu segura. Aguenta. Sorrindo por fora, sangrando por dentro. Mas eu te digo: isso não é destino — é escolha. E é a pior escolha que podes fazer: escolher sofrer pra manter uma aparência.
Tu sustenta algo que já morreu há tempo. Secou. Parou de crescer. Deu sinal de que não tinha mais vida. Mas tu? Tu não aceita. Vai lá todo dia, rega, cuida, enfeita, coloca flor em cima pra esconder a podridão. E espera. Espera que um dia vai florir. Mas raiz podre não dá flor, meu bem. Dá cheiro ruim. Dá doença. Dá dor que não passa.
Debaixo dessa aparência bonita que mostras pros outros, tem coisa escondida. Tem segredo que pesa no peito. Tem malícia que tu finge não ver. Tem tratamento que ninguém merece receber — e tu aceita calada. Sabe que não é certo. Sabe que não é justo. Mas finge que não vê pra não "bagunçar". Pra não dar o que falar. Pra não decepcionar. E aí vai levando. Um dia de cada vez, um corte de cada vez.
E o resultado? O mesmo ciclo. Sempre. Briga que volta. Silêncio que pesa. Promessa que quebra. Tu se machuca do mesmo jeito, na mesma ferida, no mesmo lugar — e chama isso de "nós lutamos". Chama isso de "amor de verdade". Chama isso de "lealdade". Mas eu te digo: lealdade que te faz sangrar não é virtude — é corrente. E corrente não sustenta — prende.
Tu chama de sacrifício? Sacrifício tem propósito, tem futuro, tem retorno pra quem dá. O que tu faz? É sofrer à toa. É entregar o teu dia, a tua noite, a tua paz, a tua vida — pra quem não valoriza, não cuida, não retribui. E pior: pra quem nem percebe que tu estás doendo.
Então hoje eu te digo firme, sem doçura, mas com todo o carinho de quem te vê de verdade:
✅ Para de enfeitar o que tá estragado. Flor em cima de coisa podre não faz a coisa ficar boa. Só esconde o cheiro — por um tempo. Depois apodrece tudo junto. Enfeite a tua vida, não o que te destrói.
✅ Corta a raiz que não dá fruto. Não é crueldade. É sobrevivência. Quem não cresce contigo, quem não te respeita, quem te faz chorar mais do que sorrir — não é teu caminho. É parada obrigatória de onde tu precisa sair. Corta. Não olha pra trás. Não volta pra ver se mudou. Quem não muda com o tempo, não muda com a tua dor.
✅ Deixa o que morreu, morrer. Enterra com dignidade. Chora o que doer. Mas não ressuscita todo dia pra sofrer de novo. O que acabou precisa ficar no passado — não no meio da tua cama, da tua mesa, do teu coração.
✅ A tua paz vale mais do que a opinião dos outros. Eles não sentem o teu peso. Eles não ouvem o teu silêncio à noite. Eles não sabem o preço que pagas pra parecer bem. A vida é tua — e o direito de ser feliz também.
A verdade é dura, eu sei. Mas dói uma vez só. Fingir dói todo dia. Escolhe qual dor queres carregar.
A tua paz só vai voltar quando parar de defender o que te faz mal. Então larga. Agora. Enquanto ainda dá tempo de voltar a ser tu. 🌹
Laroyê! Mojubá!