sexta-feira, 23 de janeiro de 2026

Erê Mariazinha do Jardim — A Menina das Flores, dos Lacinhos e da Coragem Inocente

 

Erê Mariazinha do Jardim  — A Menina das Flores, dos Lacinhos e da Coragem Inocente

Erê Mariazinha do Jardim 🍭✨️ — A Menina das Flores, dos Lacinhos e da Coragem Inocente

Antes de ser saudada com risos, pirulitos e vestidos coloridos nos terreiros, antes de ser invocada com “Mariazinha, vem brincar!”, Erê Mariazinha do Jardim foi uma criança chamada Maricota das Flores — nome que lhe deram as avós que a criaram, porque “ela nascia com cheiro de jasmim e sorriso de manhã de sol”.

Nascida em 1938, numa pequena fazenda entre os campos de Goiás, Maricota era uma menina de olhos castanhos, cabelos cacheados presos por lacinhos de tecido rasgado, e riso que ecoava pelos galpões como música de flauta. Seus pais? Ninguém sabe ao certo. Alguns dizem que foram levados pela febre amarela. Outros juram que se perderam na estrada, deixando-a aos cuidados de uma velha tia que a amava, mas não podia lhe dar tudo.

Mas Maricota não precisava de muito. Ela tinha seu jardim — um canto de terra onde plantava flores silvestres, falava com as borboletas e dava banho nas bonecas de pano com água de chuva. Era meiga, mas não era mansa. Se alguém mexesse em sua boneca — especialmente a “Dona Florinda”, sua preferida —, ela gritava, batia o pé e chorava até que devolvessem. Era agitada, atrevida, falava com todo mundo: com os animais, com as árvores, com as nuvens. E adorava brincar — sem parar, sem descanso, como se cada minuto fosse um presente que não poderia ser desperdiçado.

Vestia-se sempre de amarelo, rosa e branco — cores que combinavam com seu espírito luminoso. Adorava lacinhos, chupetas, vestidos rodados e sapatinhos de couro. E, claro, doces. Mas aqui, há uma curiosidade: enquanto algumas Mariazinhas do Jardim só comem frutas (manga, goiaba, melancia), outras só querem doces pretos (chocolate, brigadeiro, paçoca). A nossa Mariazinha? Come de tudo — e ainda pede mais! Seu doce favorito? Maria-mole mergulhada em guaraná — uma combinação tão doce, tão louca, tão dela que até os orixás riem quando ela pede.

Mas a vida, como sempre, não é só festa.

Em 1945, durante uma tempestade violenta, o telhado da casa da tia desabou. Maricota, protegendo sua boneca com o corpo, foi atingida por uma viga. Morreu sorrindo, segurando Dona Florinda contra o peito, com um pirulito na boca e um laço rosa no cabelo.

E foi assim que ela partiu — com alegria, com coragem, com amor.


O Encontro com os Orixás: O Nascimento da Erê Mariazinha do Jardim

Na dimensão espiritual, Maricota foi acolhida por Logunedé, o orixá das crianças, dos caminhos cruzados e dos corações feridos. Ele a levou até Iemanjá, que a banhou com leite de coco e flores de lírio, curando suas dores. E então, Oxum, senhora das águas doces e dos sonhos, a ensinou a transformar sua tristeza em alegria, sua solidão em conexão.

Foi Oxum quem lhe entregou uma coroa de flores silvestres e disse:

“Tu não serás mais a menina abandonada. Serás a protetora das crianças que sofrem, a amiga dos que se sentem sozinhos, a guardiã dos lares que precisam de luz.”

Assim nasceu Erê Mariazinha do Jardim — uma entidade que brinca com propósito, que ajuda com alegria, que protege com coragem. Ela é a espírito que ouve os pedidos silenciosos das crianças, que cura as dores dos adultos que esqueceram como brincar, que traz cor para os cantos cinzentos da alma.


Como Erê Mariazinha do Jardim Trabalha

Ela atua em situações delicadas, especialmente com:

  • Crianças em sofrimento (abandonadas, maltratadas, doentes)
  • Adultos com traumas infantis não resolvidos
  • Pessoas que se sentem invisíveis ou esquecidas
  • Proteção de lares e famílias desestruturadas
  • Abertura de caminhos para crianças com dificuldades escolares ou emocionais

É uma erê meiga, mas firme — adora brinquedos, doces, flores e músicas infantis. Mas não tolera mentiras, negligência ou crueldade. Exige respeito pela inocência e pela fragilidade.


Como Montar o Altar de Erê Mariazinha do Jardim

Local: Um canto limpo, alegre, preferencialmente próximo a janelas ou áreas de brincadeira. Pode ser em casa, no quintal ou mesmo em um espaço dedicado à criança interior.

Itens essenciais:

  • Vela branca, rosa ou amarela (nunca vermelha ou preta — sua energia é luminosa)
  • Taça com leite de coco ou água de coco fresca
  • Flores brancas, rosas ou amarelas: margarida, girassol, jasmim
  • Brinquedo simples: boneca de pano, carrinho, bolas de borracha
  • Doces: pirulito, bala de coco, brigadeiro, paçoca, maria-mole
  • Imagem ou estatueta de menina sorridente, segurando flores ou uma boneca

Cores predominantes: Amarelo, rosa, branco.
Ervas: Camomila, alecrim, arruda-mansa, manjericão-branco.

Evite álcool, cigarros, objetos pesados ou sombras — ela precisa de leveza, alegria e pureza.


Oferendas para Situações Específicas

👶 Para proteção de crianças em risco ou com problemas emocionais:

  • Ofereça um pirulito colorido e uma margarida branca.
  • Reze: “Erê Mariazinha do Jardim, guarda esta criança como guardaste teu próprio coração. Que nenhum mal a toque, nem na vida, nem no sono.”
  • Deixe o pirulito e a flor em local seguro por 3 dias. No fim, jogue na natureza.

🧒 Para cura de trauma infantil em adultos:

  • Acenda vela rosa e coloque uma foto da criança que você foi (ou uma imagem simbólica).
  • Peça: “Mariazinha, tu que choraste sozinha, ensina-me a abraçar meu menino interior. Que eu possa brincar de novo, sem medo.”
  • Guarde a foto em um lugar sagrado.

🏡 Para harmonizar lares com crianças descontentes:

  • Coloque água de coco com mel e uma bola de borracha.
  • Diga: “Erê, traga alegria para esta casa. Que as crianças riam, brinquem e se sintam amadas.”
  • Deixe por 24h. Jogue a água no jardim.

Magia Simples com Erê Mariazinha do Jardim – Para Recuperar a Alegria Perdida

Ingredientes:

  • 1 vela rosa
  • 1 pacote de balas de coco
  • 1 folha de papel
  • 1 caneta

Modo:

  1. Escreva no papel: “Eu permito-me ser feliz. Eu mereço brincar. Eu sou digno de amor.”
  2. Coloque o papel dentro do pacote de balas.
  3. Acenda a vela e diga:

    “Erê Mariazinha do Jardim, tu que aprendeste a viver depois de morrer, ensina-me a viver agora. Que minha alma se torne criança outra vez — leve, curiosa, cheia de luz.”

  4. Coma uma bala a cada dia por 7 dias. Guarde o restante como oferenda.

A Lição de Erê Mariazinha do Jardim

Sua história não é de tragédia, mas de transformação. Ela nos ensina que mesmo os corações mais feridos podem se tornar fontes de proteção. Que a dor não define quem somos — define o quanto podemos amar os outros. E que, às vezes, é preciso perder tudo para encontrar o verdadeiro sentido da vida.

Quem chama Erê Mariazinha do Jardim não busca poder — busca cura. E ela, fiel à sua promessa, sempre responde — com um sorriso, com um doce, com um laço rosa que ilumina o caminho.


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