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quinta-feira, 15 de dezembro de 2022

Estupor: o que é, tipos, causas, sintomas e tratamento

 

Estupor: o que é, tipos, causas, sintomas e tratamento


Estupor – Vamos pensar por um momento sobre cada uma das ações que realizamos diariamente. Caminhando, conversando, lendo, comendo… muitas dessas ações nós fazemos praticamente de modo automático, enquanto outras exigem uma certa reflexão.

 

No entanto, todas elas têm algo em comum: exigem um certo nível de consciência que nos permite executá-las. E nem sempre temos isso, como quando estamos dormindo. Nosso nível de consciência pode variar muito de maneira natural.

 

Agora, algumas vezes, algumas doenças, lesões ou distúrbios podem causar um déficit no estado de consciência do qual não somos capazes de sair. O exemplo mais sério disso é o coma, mas existem outros distúrbios ou alterações semelhantes e muito graves. Este é o caso do estupor, sobre o qual vamos falar ao longo deste artigo.

O que é estupor?

É possível que em algumas conversas tenhamos ouvido ou até mesmo usado o termo estupor para nos referirmos a um estado de surpresa que nos impede de reagir. É um uso popular e válido desta palavra, mas há também um significado médico.

Nesse sentido, o nome estupor é dado a uma condição ou alteração do estado de consciência de uma pessoa, na qual há uma diminuição acentuada de atenção.

Sintomas

 

O estupor é um estado de perda ou déficit de consciência em que o sujeito permanece semiconsciente e não reage à estimulação ambiental. É praticamente impossível tirá-lo desse estado, a menos que seja aplicada uma estimulação muito intensa e poderosa. Alguns dos estímulos que podem alterar esse estado são, por exemplo, gritos ou estímulos de dor.

 

A característica mais marcante deste estado é a passividade e a falta de movimentos voluntários.É possível que em momentos de elevação da consciência o sujeito faça pequenos gestos ou mesmo realize alguma pequena vocalização ou som, embora estes sejam inconsistentes e não-relativos ao contexto.

É importante ter em mente que este estado não é fingido ou voluntário, de modo que a falta de atenção ao meio ambiente é uma consequência e não causa do estado de estupor. A atividade cognitiva é diminuída pela ausência de um estado vigilante e atento, e a indiferença ocorre no nível afetivo.

Tipos

Embora o conceito de estupor seja definido pela explicação dada acima, é possível identificar diferentes tipos de estupor, dependendo de sua causa e algumas características específicas ligadas a eles.

1. Estupor orgânico

Em primeiro lugar, vale a pena mencionar que podemos encontrar um estupor de tipo orgânico, no qual a causa é uma alteração neurológica de origem biológica ou adquirida. Este tipo de estupor é caracterizado pela tendência de aparecer em um contexto de disfunção cerebral difusa, e um olhar perdido ou olhos fechados. Nesse estado, você pode executar algumas ações incomuns.

2. Estupor psiquiátrico

Outro dos principais tipos de estupor é o psiquiátrico, derivado de algum tipo de psicopatologia. Dentro dela podemos encontrar o estupor catatônico, o melancólico/depressivo e o dissociativo.

2.1. Estupor catatônico

É um tipo de estupor que aparece em pacientes com esquizofrenia do tipo catatônico. Nesse caso, geralmente aparece a flexibilidade cerosa ou a manutenção da postura em que o sujeito é colocado, com hipertonia muscular. Também pode ser observado mutismo, comportamento de oposição ou obediência automática.

2.2. Estupor melancólico

Subtipo de estupor que aparece nos sintomas depressivos, mais frequentemente nos casos em que a depressão é endógena.

Neste caso o sujeito não responde a estímulos devido a uma inibição total do comportamento e da fala e, ao contrário de outros tipos de mutismo, pode haver uma expressão corporal que denota tristeza (embora a emoção também seja totalmente inibida).

2.3. Estupor dissociativo

Geralmente está ligada à experimentação de um evento estressante ou traumático, que causa uma dissociação na psique daqueles que a experimentam. Há imobilidade, mas se o sujeito for colocado em uma posição forçada, ele retorna à posição original. Não há resistência muscular ou rigidez.

Causas

 

Como podemos ver, o estupor é uma condição que pode ocorrer devido a uma grande diversidade de causas, tanto em nível orgânico quanto em nível psicológico.

 

Causas orgânicas

Dentro das causas orgânicas podemos encontrar o sofrimento de acidentes vasculares cerebrais ou a possível ocorrência de algum tipo de infecção a nível cerebral ou meníngeo.

Outra possível causa pode ser a existência de algum tipo de tumor, que pode causar estupor se comprimir ou afeta as áreas que governam a consciência, ou se não houver sangue, nutrientes e oxigênio suficientes no cérebro. Algumas doenças ou o sofrimento de hipoglicemia grave também podem gerar esse estado.Também pode ocorrer em intoxicações alimentares, uso de substâncias (incluindo álcool) ou farmacológico. Também é possível que uma pessoa atinja um estado de estupor depois de ter sofrido algum tipo de lesão cerebral traumática. Nestes casos, o estupor é devido a danos, lesões ou alterações no funcionamento dos neurônios.

Alteração psiquiátrica

Com relação ao estupor do tipo psiquiátrico, isso aparece como uma manifestação ou sintoma de diferentes psicopatologias. Alguns dos mais comuns são a esquizofrenia (especificamente no antigo subtipo catatônico) ou mesmo em casos de depressão melancólica.

As causas desses distúrbios não são geralmente conhecidas, embora existam hipóteses diferentes em relação a cada um desses distúrbios. Por exemplo, a presença de eventos aversivos e traumáticos geralmente é um gatilho para aqueles do tipo dissociativo.

Tratamento do estupor

A existência de algum tipo de estupor é uma condição a ser considerada devido à falta de resposta e capacidade de agir e manter o funcionamento normativo. Para isso, é necessário ir rapidamente para a sala de emergência, caso isso aconteça (especialmente se acontecer abrupta e repentinamente).

Em primeiro lugar, é essencial garantir os sinais vitais e a estabilidade biológica, bem como monitorar sua condição.Tenha em mente que o estupor pode ser um sintoma de uma patologia orgânica ou até mesmo um acidente vascular cerebral ou traumatismo craniano, o que poderia levar a sequelas graves, incapacidade ou até mesmo a morte se não for tratada. Do mesmo modo, uma intoxicação também deve ser tratada diferencialmente.

Mais tarde e depois de analisar as causas, o tratamento correspondente será aplicado em cada caso, de acordo com suas causas .

terça-feira, 9 de agosto de 2022

O que é o transtorno bipolar? Causas, tipos, sintomas, tratamento e mais!

 

O que é o transtorno bipolar? Causas, tipos, sintomas, tratamento e mais!

Considerações gerais sobre o Transtorno bipolar

Homem fora de si.

O transtorno bipolar é caracterizado pela alternância entre depressão e mania. As suas crises podem variar quanto à frequência, a duração e a intensidade. Assim, trata-se de um distúrbio psicológico de alta complexidade, já que a alternância pode acontecer de forma súbita, tanto da depressão para a mania quanto para os períodos assintomáticos.

É possível afirmar que este transtorno pode afetar tanto homens quanto mulheres. Ele é mais comum em pessoas com idades entre 15 e 25 anos, mas também pode surgir em crianças e pessoas mais velhas.

Ao longo do artigo, alguns detalhes sobre características, sintomas e formas de tratamento da bipolaridade serão comentados. Para saber mais a respeito disso, continue a leitura!

Entenda a bipolaridade e seus principais sintomas

Papéis em formato de cabeças com cores diferentes.

Caracterizada por períodos de mania e depressão, a bipolaridade possui traços distintos nestes dois momentos e é importante conhecê-los para saber identificar os sintomas do transtorno. Além disso, também é importante saber um pouco sobre os fatores de risco atrelados à disfunção. Veja mais sobre isso na próxima seção do artigo!

■O que é o transtorno bipolar?

O transtorno bipolar ou transtorno afetivo bipolar é um distúrbio psiquiátrico e complexo. Ele é caracterizado pela alternância entre episódios de depressão e mania. Por vezes, isso pode acontecer de forma súbita, mas também podem haver períodos assintomáticos.

Em geral, as crises variam de intensidade, podendo ir do leve ao grave. Além disso, a sua frequência e duração também não são fixas. Vale ressaltar que o transtorno pode aparecer tanto em homens quanto mulheres, e é mais comum aparecer em pessoas cujas idades variam de 15 a 25 anos.

■As características de episódios depressivos

Durante os episódios depressivos associados ao transtorno bipolar, as pessoas costumam evitar situações de sociabilidade. Assim, preferem permanecer isoladas do convívio com os demais e se sentem mais retraídas. Além disso, outro ponto que torna este período mais reconhecível é a falta de cuidados com higiene pessoal e com o ambiente ao redor.

Vale ressaltar que a falta de vontade de realizar atividades, a tristeza profunda e a insensibilidade a acontecimentos ao seu redor também são características dos episódios de depressão associados ao transtorno. Outro ponto que merece destaque é o pessimismo, que pode levar à ideação suicida.

■As características de episódios maníacos

A instabilidade é a principal característica dos episódios maníacos ligados ao transtorno bipolar. Trata-se de uma fase bastante difícil em termos de manter a funcionalidade e conseguir desempenhar as suas atividades cotidianas. Isso acontece porque a mania diminui a necessidade de sono, por exemplo.

Além disso, ela também contribui para que as pessoas bipolares se tornem mais propensas a se expor a comportamentos de risco. Outra característica dessa fase é a tendência à compulsão, seja ela de natureza alimentar ou em forma de vício. Este tipo de episódio pode durar semanas ou meses.

■A transição da mania para a depressão

A transição entre a mania e a depressão é um momento de muita instabilidade nos relacionamentos pessoais. Essa característica também se manifesta no humor das pessoas bipolares, que ficam muito tristes ou muito felizes em intervalos curtos de tempo.

Embora muitas pessoas possam pensar que isso é comum a todos os seres humanos, na verdade, quando se fala sobre o transtorno bipolar, a oscilação é muito mais brusca e ocorre entre os dois estrados de humor descritos, algo que influencia a disposição dos pacientes para viver.

■A estrutura e funcionamento do cérebro

De acordo com alguns estudos realizados com pessoas diagnosticadas com o transtorno bipolar, o cérebro dos pacientes deste distúrbio pode ser diferenciado do das demais pessoas graças à sua estrutura e forma de funcionamento. Assim, é possível encontrar déficits na região frontal e na região temporal do cérebro.

Essas partes são responsáveis por controlar a inibição e as emoções das pessoas. Diante disso, as pessoas que apresentam histórico de psicose acabam mostrando déficits na massa cinzenta do cérebro. Por outro lado, aquelas que recebem o tratamento adequado acabam perdendo menos massa.

■Os fatores de risco da bipolaridade

A bipolaridade surge acompanhada por alguns sintomas psicóticos, fazendo com que os pacientes fiquem presos a pensamentos capazes de trazer risco à sua vida. Portanto, os episódios de mania que possuem esta característica levam os pacientes a se expor a uma série de perigos que ameaçam a sua integridade.

Além disso, é possível que a compulsão leve as pessoas a criar uma série de dívidas. Outra característica é a atividade sexual em excesso, que pode acabar levando a doenças. Nos episódios depressivos, por outro lado, existe o risco de interromper os cuidados básicos, como alimentação e higiene. Em casos mais graves, a ideação suicida pode se manifestar.

■Os sintomas de bipolaridade

Existem três tipos de bipolaridade, e os sintomas do transtorno podem variar devido a isso. No primeiro tipo, o paciente tem episódios de mania com sintomas psicóticos, mostrando-se desconectado da realidade. O segundo tipo, por sua vez, é caracterizado por episódios mais moderados de mania, e estes não geram grandes alterações na vida dos pacientes.

Por fim, o terceiro tipo é aquele no qual os episódios maníacos surgem devido a algum tipo de medicação. Entre os citados, o tipo 1 é considerado o mais grave devido aos sintomas psicóticos, que também podem surgir durante os períodos depressivos.

Os tipos de bipolaridade

Mulher sem rosto e com mãos na cabeça.

A psiquiatria considera que só existe um transtorno afetivo bipolar, mas este é subdivido em três tipos cujas características variam entre episódios de mania, depressão e um estado misto. Assim, é importante conhecer mais a respeito destes tipos para compreender a bipolaridade de uma maneira mais abrangente. Veja a seguir!

■Tipo I

Os portadores do transtorno bipolar tipo I apresentam episódios de mania com duração mínima de sete dias. Posteriormente, têm fases de humor deprimido que podem durar duas semanas ou persistir por vários meses. Em ambas as fases, os sintomas da doença são sentidos com intensidade e provocam mudanças comportamentais drásticas.

Portanto, os relacionamentos afetivos e sociais podem ser comprometidos. Além disso, devido aos episódios de psicose, o quadro pode ser grave ao ponto de exigir internação hospitalar. Essa exigência também está ligada ao risco de suicídio atrelado a este tipo de transtorno bipolar.

■Tipo II

Quando se fala sobre o tipo II de bipolaridade, é possível afirmar que existe uma alternância entre os episódios maníacos e os depressivos. Além disso, a hipomania se faz presente nessa versão do transtorno. Ela pode ser definida como uma versão mais branda da mania, que leva as pessoas a um estado de otimismo e excitação, mas também pode despertar a sua agressividade.

É possível afirmar que este tipo de transtorno bipolar traz menos prejuízos para os relacionamentos do portador do que o tipo I. Em geral, as pessoas conseguem conduzir as suas atividades, ainda que com dificuldade.

■Transtorno misto ou não especificado

O transtorno misto ou não especificado é bastante difícil de caracterizar. Os sintomas apresentados pelos pacientes sugerem a bipolaridade, mas, ao mesmo tempo, não são numerosos o suficiente para que o diagnóstico seja fechado.

Essa insuficiência está ligada tanto ao número quanto à duração dos episódios de mania e depressão. Desse modo, a doença não pôde ser categorizada em nenhum dos dois tipos, o que fez com que esta classificação mista ou não especificada fosse criada para abarcar estes casos.

■Transtorno ciclotímico

O transtorno ciclotímico pode ser definido com o mais brando da bipolaridade. Assim, a sua característica principal são as oscilações de humor, que são crônicas e podem acontecer até ao longo de um mesmo dia. Além disso, é possível que o paciente apresente sintomas de hipomania e depressão leve.

Logo, o diagnóstico do transtorno ciclomítico pode ser bastante complicado, já que essas características são encaradas como parte do temperamento do paciente, que é considerado uma pessoa instável e irresponsável por aqueles que estão ao seu redor.

As principais causas do transtorno bipolar

Balões feliz e triste lado a lado.

Até o presente momento, a medicina ainda não conseguiu determinar uma causa exata para o transtorno bipolar. Entretanto, já se sabe que existem alguns fatores genéticos e biológicos que estão ligados ao seu surgimento.

Além disso, os desequilíbrios cérebro-químicos e hormonais têm um papel nessa questão. Veja mais sobre estas e outras possíveis causas da bipolaridade na próxima seção do artigo!

■Fatores genéticos e biológicos

De acordo com alguns estudos, existe um componente genético no surgimento do transtorno bipolar. Assim, pessoas que têm membros da família com histórico do distúrbio podem vir a manifestá-lo eventualmente. Isso acontece principalmente com aqueles que possuem a predominância dos genes BDNF, DAOA, CACNA1C, ANK3 e TPH1/2.

Quando se fala sobre os fatores biológicos, é possível destacar que existem estudos indicando que os pacientes com transtorno bipolar possuem cérebros cujas estruturas são diferentes das demais pessoas. Porém ainda é preciso maior aprofundamento nessa área para detalhes mais conclusivos.

■Desequilíbrio cérebro-químico ou hormonal

Os desequilíbrios cérebro-químicos ligados ao transtorno bipolar têm relação direta com os neurotransmissores, que são mensageiros químicos liberados pelos neurônios com o objetivo de levar informações às células receptoras.

Quando eles sofrem algum tipo de alteração, podem provocar as mudanças de humor associadas à bipolaridade. Além disso, as alterações hormonais também podem desencadear o transtorno bipolar.

No caso das mulheres, existem associações entre o nível de estrogênio e BDNF e este distúrbio. Outro hormônio associado à bipolaridade é a adiponectina, que ajuda a regular o metabolismo de glicose e lipídeos e apresenta níveis baixos nos pacientes diagnosticados com o transtorno.

■Fatores ambientais

Existem uma série de fatores ambientais que podem provocar o transtorno bipolar. Entre eles, é possível destacar os episódios de abuso e estresse mental. Além disso, momentos de luto ou eventos traumáticos também têm associação com o surgimento da disfunção.

De acordo com os estudos, em geral, as pessoas com predisposição genética podem não ter sintomas visíveis da bipolaridade até serem expostas a algum fator ambiental dessa natureza. Então, uma vez que isso acontece, o trauma gera um grave desequilíbrio no humor.

Perigos do transtorno bipolar e seu diagnóstico

Desenho em formato de cabeças com cores sobrepostas.

O transtorno bipolar possui alguns fatores de risco, mas é possível ter uma vida normal com o tratamento adequado. Para isso, é preciso obter um diagnóstico com um psiquiatra e procurar outras formas de amparo, como a psicoterapia. Veja mais sobre essas questões a seguir!

■Como saber se uma pessoa tem transtorno bipolar?

Somente um psiquiatra pode fazer um diagnóstico de transtorno bipolar, já que isso exige uma boa anamnese e um histórico médico detalhado do paciente. Além disso, também é necessário fazer um exame psíquico cuidadoso para conseguir identificar a bipolaridade.

Os exames laboratoriais também podem auxiliar nesse sentido, especialmente quando se fala sobre os de sangue e imagem. No caso das pessoas leigas, é possível identificar os sintomas mais evidentes do transtorno, como a alternância de humor, e procurar um médico para fechar o diagnóstico correto.

■Como é feito o diagnóstico?

O diagnóstico do transtorno bipolar é feito de forma clínica, ou seja, por um psiquiatra. O médico em questão se baseia no levantamento do histórico do paciente e no seu relato dos sintomas apresentados por ele.

Entretanto, trata-se de um processo longo, e os sinais podem ser confundidos com outros distúrbios psiquiátricos, como a depressão e a síndrome do pânico. Desse modo, é recomendado que os profissionais estabeleçam o diagnóstico diferencial antes de adotar qualquer tipo de medida terapêutica ao paciente.

■O transtorno bipolar tem cura?

O transtorno bipolar não tem cura. Entretanto, ele pode ser controlado com o tratamento correto. Isso inclui o uso de medicamentos, a psicoterapia e algumas mudanças no estilo de vida. Assim, os pacientes precisam interromper o uso de substâncias psicoativas, como álcool, anfetaminas e cafeína.

Além disso, também é necessário procurar desenvolver alguns hábitos mais saudáveis, como uma alimentação mais regulada e uma boa rotina de sono. Assim, poderá minimizar os momentos de estresse que possam desencadear episódios do transtorno.

A prescrição de medicamentos, por sua vez, depende da gravidade do quadro. Em geral, são usados estabilizadores de humor, antipsicóticos, ansiolíticos, anticonvulsionantes e neuroepilépticos.

■Como me ajudar diante do diagnóstico de bipolaridade?

Caso você seja diagnosticado com transtorno bipolar e esteja procurando formas de se ajudar, o primeiro passo é procurar por um médico e iniciar o tratamento indicado por ele. Além disso, é preciso ter consciência de que a recuperação é um processo lento e complexo.

Logo, procure conversar com médico de forma aberta sobre o que você sente e não interrompa a medicação indicada. Estabeleça uma rotina saudável e certifique-se de dormir o suficiente. Outro ponto fundamental é aprender a identificar as suas mudanças de humor.

■Como ajudar uma outra pessoa diagnosticada com bipolaridade?

15px; line-height: 24px; margin: 0px 0px 10px;">Se um amigo ou parente foi diagnosticado com transtorno bipolar e você está procurando formas de ajuda-lo, procure se fazer presente e se mostre paciente com o momento que ele está atravessando. Procure incentivar essa pessoa a falar sobre como se sente e a escute atentamente.

Além disso, a compreensão com as mudanças de humor é fundamental, já que elas não são algo que a pessoa bipolar controla. Procure incluir esta pessoa em atividades divertidas e lembre-se de que o tratamento é algo longo e complexo. Inclusive, é possível que o paciente não encontre algo que funciona imediatamente.

■É possível viver uma vida normal?

É possível afirmar que o tratamento do transtorno bipolar costuma ser longo. Uma vez que a fase de identificação e o diagnóstico são concluídos, é preciso iniciar a medicação, o que demanda alguns ajustes para que o humor do paciente seja estabilizado sem efeitos colaterais.

Assim, a prioridade do tratamento é a ausência de episódios depressivos, o que assegura que as pessoas não caminharão para os episódios de mania. Uma vez que se chega a um quadro estável, é possível viver uma vida normal, desde que o tratamento não seja interrompido sem o devido acompanhamento.

■Como amigos e familiares são afetados?

Cuidar de uma pessoa que sofre com o transtorno bipolar pode ser algo estressante para familiares e amigos. Assim, é preciso que eles tenham cuidado para não se deixar afetar tanto pelo que está acontecendo com um ente querido. Logo, é importante que quem cuida de uma pessoa bipolar também procure por assistência psicológica.

Outro aspecto que pode ajudar bastante é procurar por grupos de pessoas que também são cuidadoras de pacientes com transtorno bipolar para obter apoio. O amparo é fundamental para que familiares e amigos consigam ajudar quem sofre com o transtorno bipolar.

■Quais os perigos da bipolaridade?

Os principais perigos da bipolaridade estão associados aos seus sintomas psicóticos. Quando estes se manifestam, as pessoas tendem a tomar decisões que podem colocar a sua integridade em risco, especialmente durante os seus episódios de mania. Neste cenário, a exposição ao perigo é algo bastante comum.

Por outro lado, durante os episódios depressivos, os cuidados pessoais passam por uma queda. Logo, é comum que os pacientes parem de se alimentar, deixem de lado a sua higiene pessoal e se tornem vulneráveis a uma série de infecções causadas por estes dois fatores. Em situações mais graves, podem acontecer tentativas de suicídio.

O tratamento

Homem em sessão de terapia.

Existem algumas possibilidades de tratamento para o transtorno bipolar. Elas devem ser indicadas pelo médico e seguidas à risca pelos pacientes para que estes consigam estabilizar o quadro e viver uma vida normal. A seguir, mais detalhes sobre isso serão comentados!

■Psicoterapia

A psicoterapia deve ser combinada com o uso da medicação para um tratamento eficaz do transtorno bipolar. Isso acontece porque ela pode fornecer o apoio necessário para o paciente, assim como educá-lo e orientá-lo a lidar melhor com a condição de saúde.

Além disso, é indicado que os familiares de pessoas com transtorno bipolar, especialmente aqueles que ficam responsáveis pelos cuidados com o paciente durante as suas crises, também procurem a psicoterapia como forma de obter alívio para o estresse e compreender melhor o que acontece com o seu ente querido.

■Medicamentos

Existem diferentes tipos de medicamentos que podem ser usados para controlar os sintomas do transtorno bipolar. Desse modo, existem pessoas que podem precisar de vários remédios distintos antes de encontrar aqueles que funcionam melhor para controlar o distúrbio.

Em geral, são usados no tratamento os estabilizadores de humor, os antipsicóticos e os antidepressivos. Vale citar que todos estes medicamentos devem ser devidamente prescritos por um psiquiatra e tomados de acordo com as orientações deste médico.

Também é importante compreender que existem riscos e benefícios em todo o tipo de medicação e que qualquer efeito colateral precisa ser comunicado, de modo que o psiquiatra possa fazer ajustes ou modificar o remédio.

■Monitoramento

Ainda que uma pessoa bipolar esteja recebendo o tratamento adequado, isso não impede as suas oscilações de humor. Portanto, o monitoramento diário se faz necessário. Desse modo, paciente, médico e psicólogo precisam trabalhar em conjunto e falar abertamente sobre as suas preocupações e escolhas.

Além disso, os pacientes precisam manter registros detalhados dos seus sintomas, como as oscilações de humor, para poderem informar os profissionais responsáveis pelo tratamento e possibilitar que estes acompanhem e tratem o transtorno da melhor forma possível.

■Suplementação

É possível afirmar que as pesquisas a respeito dos efeitos da suplementação natural para o tratamento da bipolaridade ainda estão nos seus momentos iniciais. Desse modo, ainda não há dados que sejam conclusivos sobre esta questão, e é importante que os suplementos sejam usados com orientação médica.

Isso acontece porque a interação destes com outros medicamentos pode gerar efeitos indesejados e prejudicar o tratamento. Em alguns casos, tais efeitos podem ser perigosos para o paciente. Então, a automedicação deve ser evitada, ainda que os produtos sejam naturais.

Caso obtenha o diagnóstico de bipolaridade, não hesite em buscar apoio profissional!

Paciente bipolar em sessão de terapia.

O apoio profissional é fundamental para o tratamento da bipolaridade. Então, as pessoas diagnosticadas com este transtorno precisam combinar o auxílio psiquiátrico com a psicoterapia.

Durante as sessões com o psicólogo, será possível elaborar mais os seus pensamentos e compreender melhor os sintomas, facilitando a identificação das oscilações de humor. Isso pode ser fundamental para estabilizar o quadro e garantir uma vida normal à pessoa bipolar.

Além disso, o monitoramento diário deve ser feito pelo paciente. É interessante que este procure anotar os seus sentimentos e pensamentos e compartilhe com as pessoas responsáveis pelo tratamento. É necessário que psiquiatra, psicoterapeuta e paciente trabalhem juntos para manter o quadro estável!

segunda-feira, 8 de agosto de 2022

Vagem: o que é, benefícios, tipos, propriedades, como fazer e mais!

 

Vagem: o que é, benefícios, tipos, propriedades, como fazer e mais!

Você conhece os benefícios da vagem?

Vagens espalhadas.

A vagem, ou feijão-vagem, é uma leguminosa originária das terras sul-americanas que pertence à mesma família do feijão, em todas suas variáveis, da lentilha, da fava, da ervilha, do quiabo e de algumas outras.

Assim como os seus “primos”, que se estendem por mais de 150 variáveis, a vagem é um legume extremamente nutritivo. Inclusive, os legumes da família Phaseolus vulgaris são frequentemente recomendados para consumo diário pelos nutricionistas, como é o caso da lentilha e do feijão, por exemplo.

O motivo para tão alto grau de recomendação de consumo são as propriedades insubstituíveis dessa classe de leguminosas. Além disso, vale destacar que tanto os grãos quanto os legumes de outros formatos, que compõem esta família, são bastante fáceis de cultivar.

Este artigo foi confeccionado com o intuito de informar ao leitor tudo o que ele precisa saber sobre a vagem. Sua origem, propriedades, benefícios, formas de consumo e muito mais. Vale muito a pena continuar lendo!

Entendendo mais sobre a vagem

Vagens com cascas e descascadas.

Para inaugurar o nosso artigo da melhor maneira possível, reunimos quatro tópicos que explicam origem, características, propriedades e tipos da vagem. Acompanhe!

■O que é a vagem?

A vagem é uma leguminosa integrante da mesma família que contém o feijão, a ervilha e o quiabo. Diferente de muitos de seus “primos”, a vagem é colhida ainda verde, e os seus grãos ficam protegidos por uma “capa” que também é comestível. Assim, o legume ganha um formato de “canudo” verde-escuro.

Em termos de sabor, a vagem possui um toque bastante suave, mas conserva uma crocância que a coloca como integrante de vários pratos, sobretudo saladas veganas. Além disso, a vagem também é usada como tempero por muitos chefes de cozinha e cozinheiros no geral.

■Origem e características da vagem

Atualmente, é possível encontrar a vagem em seu estado fresco em supermercados, lojas especializadas e feiras-livres de todo o mundo. Porém a sua origem provavelmente se deu no solo das florestas e áreas úmidas da América do Sul, América Central e Caribe.

Inclusive, foi justamente a sua experimentação em solos localizados em regiões úmidas que tornou a vagem esse alimento versátil que é comercializado e consumido em todo o mundo. Por causa das suas variantes, essa leguminosa pode ser cultivada até em solos semiáridos, encontrados no interior do Nordeste brasileiro.

■Propriedades da vagem

Todos os aclamados e comprovados benefícios da vagem advêm da sua imensa gama de propriedades. Assim como a maioria dos legumes, em especial aqueles que compõem a família Phaseolus vulgaris, a vagem é recomendada para o uso em qualquer tipo de dieta.

Veja algumas de suas principais propriedades da vagem:

• Possui poucas calorias;

• Quase não contém nenhum tipo de gordura, restringindo-se apenas à gordura boa;

• É rico em carboidratos simples e complexos;

• Contém altos níveis de proteínas vegetais;

• Possui um alto teor de fibras solúveis em sua composição;

• É rico em minerais essenciais como cálcio, magnésio, potássio e fósforo;

• Contém praticamente todos os tipos de vitaminas possíveis, incluindo as vitaminas A, C, K e do complexo B.

■Tipos de vagem

A vagem se tornou um alimento tão querido em todo o mundo não apenas por causa dos seus benefícios, mas principalmente por causa da sua variedade de tipos e formatos, o que oferece uma variedade também de gostos e texturas. Acompanhe a seguir um compilado com explicações sobre os principais tipos de vagem:

Vagem macarrão: a chamada vagem macarrão, que também é conhecida como feijão-vagem, é o tipo mais comum e consumido da leguminosa. Ela tem um formato cilíndrico que lembra muito um “macarrão grosso”. Pode ser consumida refogada, cozida, na sopa e etc;

Vagem holandesa: semelhante à vagem macarrão, a vagem holandesa, ou francesa, tem o mesmo formato de canudo, porém mais fina. A vagem holandesa também é mais fibrosa, sendo indicada para consumo refogada para aumentar a sua crocância;

Vagem manteiga: a vagem manteiga é semelhante à vagem macarrão e à holandesa, com a diferença de ser mais achatada e menos cilíndrica. Pode ser consumida cozida no vapor e ganha esse nome por ter uma textura macia e suave;

Ervilha torta: muito comum no oriente, a vagem do tipo ervilha torta segue o padrão de suas semelhantes, mas é bem mais achatada que a vagem manteiga e possui um sabor mais adocicado e muito mais crocante. Esse tipo de vagem recebe esse nome porque seus ramos possuem um formato curvado bastante acentuado;

Edamame: a vagem edamame tem como principal diferença um tamanho menor que o visto em suas outras variantes. Esse legume é muito comum no Japão, onde é chamado de “soja verde”. Pode ser consumido de várias formas e costuma ter grãos internos bastante robustos.

Benefícios da vagem

Vagem descascada.

Para aumentar ainda mais a afirmação benéfica da vagem, apresentamos abaixo 12 tipos de benefícios que esse legume tem. Continue lendo!

■Possui ação antioxidante

É possível dizer, sem nenhum exagero, que a vagem é um verdadeiro depósito de antioxidantes e não importa o tipo. Esse legume é rico em vitamina C, betacarotenos, flavonoides e até manganês, que é um mineral essencial e que possui ação antioxidante conhecida.

Dessa forma, o consumo da vagem garante o controle da ação dos chamados radicais livres, que são os responsáveis pelo estresse oxidativo do corpo. A ação antioxidante pode prevenir desde inflamações simples até alguns tipos de câncer, passando por problemas cardiovasculares graves.

■Fonte de ácidos graxos e ômega-3

Uma propriedade importantíssima da vagem é o alto teor de ácidos graxos, também chamado de “gordura boa”, e de ômega-3 que esse legume tem. Inclusive, a vagem é reconhecidamente uma das principais fontes vegetais de ômega-3.

Dentre todas as funções importantes dos ácidos graxos e do ômega-3, destaca-se a capacidade que essas substâncias têm de atuar na prevenção da hipertensão e de outros problemas cardiovasculares.

Quando existem níveis satisfatórios desses compostos no corpo, há um relaxamento das paredes de veias e artérias, o que facilita o trânsito sanguíneo, evitando principalmente a formação de trombos.

■Fortalece o sistema imunológico

O consumo da vagem pode ser benéfico para o sistema imunológico em diversas frentes. Ela possui altas quantidades das vitaminas A e C, que ajudam na formação de novas células de defesa e anticorpos. Além disso, os minerais presentes na vagem promovem a defesa das mucosas presentes no corpo, equilibrando o seu pH e impedindo o acesso de agentes infecciosos por meio delas.

Por outro lado, os antioxidantes, bactericidas e antimicrobianos presentes na composição da vagem atacam diretamente vírus, bactérias e fungos que tentam invadir o corpo para provocar doenças. Dessa forma, é possível afirmar que a inclusão da vagem na dieta é uma ação que promove o fortalecimento do sistema imune.

■Melhora a saúde dos ossos

É do conhecimento de muitas pessoas que o cálcio é o mineral responsável pelo fortalecimento dos ossos, daí o vem o termo “calcificação”. Contudo, apesar de tão importante para o corpo, o cálcio, muitas vezes, é eliminado do corpo através da urina, pois rins, fígado e outros componentes que fazem a “filtragem” do sangue entendem o mineral como uma toxina.

Por causa disso, muitas pessoas precisam ingerir, além do cálcio, alguns produtos naturais que ajudam o corpo a absorver o mineral. Por sua vez, a vagem é rica em vitamina K, que é um desses componentes naturais auxiliadores da absorção do cálcio.

Por isso, é correto afirmar que o consumo do legume pressupõe uma maior absorção do cálcio, que também está presente em sua composição. Ao final do processo, o cálcio se acumula nas estruturas ósseas, causando um fortalecimento dos seus tecidos.

■Melhora o sistema cardiovascular

A maioria dos problemas que acometem o sistema cardiovascular possuem duas frentes: a pressão intravenosa e arterial e a formação de placas de gordura que entopem veias e artérias. Esses problemas são ocasionados sobretudo pelo estresse oxidativo ocasionado pelos radicais livres e pelo excesso de substâncias como o sódio.

Para ajudar na luta contra esses problemas, a vagem possui um dos maiores aglomerados de substâncias antioxidantes dentre os legumes de todos os tipos. Além disso, também possui propriedades que causam a despressurização do sistema vascular, evitando a formação de trombos e placas de gordura.

■Combate a anemia

A anemia é uma grave doença caracterizada pela deficiência de hemoglobina, uma das proteínas que compõem os chamados glóbulos vermelhos do sangue, que também são chamados de hemácias.

A seção vermelha do sangue, composta pelos glóbulos vermelhos, é a responsável por transportar oxigênio para as células que compõem os vários tipos de tecidos do corpo. Logo, com a deficiência na produção de glóbulos vermelhos e a decadência dos já existentes, alguns tecidos podem sofrer com a falta de oxigenação.

Assim, a vagem possui boas quantidades de ferro, que é o principal mineral responsável pela produção de hemoglobina e, consequentemente, de glóbulos vermelhos. Com o consumo regular de vagem, os níveis de ferro jamais estarão baixos, evitando o aparecimento da anemia.

■Faz bem para a visão

Dentre as classes de nutrientes que possui, a vagem conta com vários tipos de carotenoides. Três deles, em especial, são essenciais para a saúde dos olhos. São eles: o betacaroteno, a luteína e a zeaxantina.

Quando é processado pelo sistema digestivo e entra na corrente sanguínea, o betacaroteno se transforma em retinol, que é a substância que leva o nome de vitamina A. Ela é importante para garantir a firmeza das estruturas oculares que permitem a visão noturna.

Por outro lado, a luteína e a zeaxantina fortalecem os olhos no tocante às suas defesas contra o excesso de luminosidade, sobretudo a incidência da luz azul, que está presente nas telas de aparelhos eletrônicos, por exemplo, e podem fazer muito mal à visão.

■Melhora o humor

O ácido fólico, também conhecido como vitamina B9, dentre outros nomes, é uma substância presente em grande quantidade na vagem. Aliás, todas as vitaminas do chamado complexo B estão presentes na vagem e podem ter os seus benefícios absorvidos.

Em especial, o ácido fólico ajuda na produção de hormônios e neurotransmissores que são capazes de modular e manter o bom humor. Dentre eles estão a serotonina, a dopamina, a noradrenalina e a homocisteína.

■Melhora o trânsito intestinal

O intestino humano é frequentemente exposto a várias substâncias tóxicas que podem prejudicar o seu funcionamento. Nos humanos, não existe a capacidade de resistência de alguns sistemas digestivos de outros animais.

As fibras alimentares, presentes em larga escala na vagem, são substâncias capazes de auxiliar o trânsito intestinal, acelerando a síntese e o descarte das substâncias que ali chegam. Dessa forma, a mucosa intestinal fica protegida contra inflamações e irritações que podem provocar doenças graves, além de haver um controle maior dos intervalos entre as evacuações.

■Controla os níveis de açúcar no sangue

A hiperglicemia, chamada popularmente de diabetes, é uma doença grave e progressiva caracterizada pelo acúmulo de açúcar na corrente sanguínea. Esse acúmulo acontece, dentre outras coisas, pela rápida absorção de açúcares quando acontece a digestão de alimentos.

Apresentando-se como um alimento importante no combate a essa disfunção, a vagem possui grandes quantidades de carboidratos e fibras que regulam o trânsito intestinal, impedindo a síntese exagerada de açúcares que vão parar na corrente sanguínea e ocasionam a diabetes.

■Ajuda na recuperação muscular

Muitos praticantes de musculação veem na vagem uma aliada importante. O motivo dessa predileção é o reconhecido poder de auxílio na recuperação muscular que esse legume possui por conter altas quantidades de magnésio.

Quando uma pessoa faz uma sessão de musculação na academia, as fibras do conjunto muscular atingido pelo treino se quebram. Esse fato é comprovado pela caraterística dor sentida no dia seguinte às atividades físicas praticadas.

O magnésio, por sua vez, é um mineral que ajuda na estruturação de alguns tecidos no corpo, dentre eles o muscular. Assim, quando uma fibra muscular é rompida, o mineral entra em ação para restaurá-la, ajudando também no ganho de massa muscular e resistência.

■Promove a fertilidade

O ácido fólico presente na vagem é um forte aliado na busca por uma gravidez saudável. Inclusive, muitos médicos que acompanham mulheres com gravidez de risco receitam uma maior ingestão das vitaminas do complexo B, dentre elas a B9, que é o ácido fólico.

O motivo disso é o fato de essa substância ser essencial para uma formação saudável do feto que está sendo gerado. Sem as quantidades de folato necessárias, o bebê pode desenvolver problemas congênitos em membros ou até mesmo no tubo neural, nascendo com algum tipo de distúrbio.

Receita simples de vagem cozida

Vagens espalhadas.

Uma das melhores formas de consumir a vagem é cozendo o legume. Esse método preserva as propriedades da leguminosa e a torna mais palatável. Veja como fazer uma vagem cozida de respeito logo abaixo!

■Ingredientes

Os ingredientes para a vagem cozida são:

- 300 g de vagem verde;
- Sal a gosto;
- Azeite de oliva extravirgem a gosto.

■Como fazer

Para começar, lave bem todos os talos de vagem, tire os fios e, depois, corte os legumes em pedaços pequenos. Em seguida, coloque a vagem dentro de uma panela comum com água, leve tudo ao fogo e deixe o alimento cozinhar por cerca de 20 minutos.

Depois de cozida, escorra a água e coloque a vagem em uma vasilha ou um prato. Para finalizar, salgue o alimento e adicione azeite para dar um toque diferenciado ao gosto. A vagem cozida pode ser consumida com arroz branco, em saladas, acompanhando carnes e vários outros usos.

Outras informações sobre a vagem

Vagens espalhadas.

Antes de ir embora, leia mais quatro tópicos com informações preciosas sobre o consumo e manejo da vagem. Dentre eles está a resposta sobre a fama de alimento emagrecedor que a vagem possui. Leia!

■Comer vagem emagrece?

De uma forma geral, é possível dizer que a vagem ajuda no emagrecimento saudável. Esse tipo de leguminosa, assim como todas as outras, possui uma grande quantidade de água em sua composição, além de um alto teor de fibras alimentares e carboidratos.

Em conjunto, a água, as fibras e os carboidratos da vagem criam uma sensação de saciedade muito grande quando são processados pelo sistema digestivo, inibindo os impulsos cerebrais que promovem a vontade de comer.

Além disso, não se pode esquecer da baixíssima quantidade de calorias e gorduras presentes na vagem. Estima-se que haja menos de 25 calorias para cada 100 g de vagem cozida, e quase nada de gorduras.

■Formas de consumir a vagem

Um dos diferenciais da vagem é a sua versatilidade e as grandes possibilidades de anexação desse vegetal a vários tipos de pratos. A vagem pode ser consumida sozinha nas formas cozida, refogada e grelhada.

Todavia, o alimento também é usado para compor saladas e ser cozinhada junto com outros alimentos, formando sopas e cozidos de carne, por exemplo. Sem contar nas possibilidades de acompanhamento que a vagem cozida ou refogada apresenta em pratos contendo alguns tipos de carne, como frango e peixe.

Além disso, vale sempre a pena relembrar que, para manter e potencializar os benefícios do consumo da vagem, é necessário evitar o consumo de sal e gorduras em excesso junto ao legume.

■Malefícios e contraindicações do consumo da vagem

De uma forma geral, é correto afirmar que indivíduos que não têm problemas de saúde podem consumir a vagem todos os dias, sem nenhuma restrição que provoque medo. Entretanto, o consumo da vagem não é recomendado para pessoas que sofrem de problemas renais por causa do alto teor de potássio do legume.

Por outro lado, indivíduos que tenham doenças inflamatórias no intestino, como a síndrome do intestino irritável, devem se abster do consumo da vagem, que é um alimento fermentável e que pode causar desconforto intestinal com a presença de azia e gases em excesso.

■Como comprar e como armazenar a vagem

Na hora de comprar a vagem, o usuário deve atentar-se para a cor e a textura dos legumes. Se a vagem estiver murcha ou com pontos de diferença na coloração, ela não deve ser comprada. Os talos de vagem devem estar firmes e numa cor verde brilhante.

Para armazenar a leguminosa corretamente, é necessário colocar os talos em um saco plástico e, depois, guardar no refrigerador (não no congelador) da geladeira. A vagem pode ser guardada por até duas semanas e não é necessário lavá-la antes do armazenamento, apenas na hora de consumir.

Aproveite todos os benefícios da vagem!

Vagens espalhadas.

No decorrer desse texto, você pôde conhecer os fantásticos benefícios que a vagem tem, posicionando-se como um dos mais benéficos tipos de legumes existentes. O seu consumo quase não possui contraindicações, e o vegetal pode ser encontrado em qualquer parte do Brasil.

Para aproveitar bem os benefícios da vagem, é necessário prestar atenção na forma de prepará-la para o consumo. Além disso, vale sempre reafirmar os cuidados que são necessários na hora de comprar e armazenar a vagem. Portanto, com as dicas dadas nesse artigo, você poderá consumir a vagem da melhor forma!

Autor deste artigo

Goodanderson Gomes

Professor de História, técnico em Recursos Humanos e Redator Web.