sábado, 15 de agosto de 2026

A GIRA JÁ TINHA COMEÇADO E NADA DE ABRIR A CORTINA: FUNDAMENTO OU TEATRO?

 A GIRA JÁ TINHA COMEÇADO E NADA DE ABRIR A CORTINA: FUNDAMENTO OU TEATRO?



A GIRA JÁ TINHA COMEÇADO E NADA DE ABRIR A CORTINA: FUNDAMENTO OU TEATRO?
Vou contar um causo de uma vez que fui a um terreiro e, até hoje, coço a cabeça tentando entender a lógica.
A gira já tinha começado. O ambiente pronto, o pessoal na assistência, os pontos cantados… mas a cortina do congá continuava fechada. Ficamos ali, minutos e minutos, no escuro ou penumbra, esperando. Ninguém explicava nada. Só silêncio. De repente, após um tempo que pareceu eterno, a cortina se abria e a gira seguia normalmente.
Perguntei o motivo. A resposta foi um seco: “É o fundamento da casa.”
Vamos refletir com clareza: Umbanda e Kimbanda são religiões de luz, de clareza e de acolhimento. Existem mistérios sagrados, sim — mas mistério não é o mesmo que falta de transparência.
Se há motivo ritual real — como resguardo para determinada entidade ou momento de concentração da corrente — isso deve ser explicado com respeito à assistência. Quando se faz no escuro sem explicação, só para criar “clima” e “suspense”, deixa de ser fundamento e vira teatro. E teatro, meu amigo, a gente paga ingresso para ver. No terreiro, buscamos conexão, verdade e luz.
Fundamento de verdade não precisa de cortina fechada para ter valor. Ele se sustenta na força da corrente, na honestidade do ritual e na clareza com os que chegam. ✋🏿🔥
Você já passou por algum “ritual sem explicação” que parecia mais cena de filme do que espiritualidade? Me conta aqui, sem expor nomes!

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