sábado, 8 de abril de 2017

Como descobrir o fundamento do seu Guia?

Muito se pergunta sobre o fundamento deste exu ou daquele, algumas observações devem ser feitas sobre o que seria este fundamento.

Quando a pessoas querem se aprofundar sobre estas questões de fundamentos, estão misturando FUNDAMENTOS que buscam no culto aos Òrìsà com os guias da lei de Umbanda.
Estes supostos fundamentos são o assentamento e preferências desta entidade.
Desde minha infância na Umbanda eu aprendi que a melhor forma de se obter o conhecimento sobre a origem do guia espiritual, suas oferendas favoritas, suas cores, talismãs, seus números, bebidas, fumos, roupas, ponto riscado, ponto cantado... é através da própria entidade. Somente o próprio TRANCA RUAS poderá dizer do que gosta realmente.
Estamos lidando com vários espíritos diferentes atuando sob o mesmo nome magístico. Para a roupa de entidade (que não precisa de roupa - segundo o Caboclo das sete encruzilhadas de Zélio Fernandino) num ritual onde o branco é o uniforme.
Mas acabamos por adicionar alguns elementos aqui e ali. Pois bem se o ritual não é puramente Umbandista que nos utilizemos das cores e roupas se forem necessárias, mas não é num artigo da internet que aprenderemos isto, e sim a própria entidade. 
O que temos é a visão da entidade através da vidência ou sonhos, e assim queremos presenteá-la com sua indumentária, para usar os dias de festa como presente por algo merecido.

O que está acontecendo no Brasil desde o candomblé até a Umbanda é uma busca de informações devida pela rapidez ocasionada pela globalização. O imediatismo. 

No culto tradicional africano era feito igual vovó fazia, desde o nascimento é sacado um odu para a criança para se saber o seu destino, para que pudesse saber as devidas oferendas e sacrifícios, se seria iniciado como sacerdote, babalawo, babalosoniyn, se faria oferendas de vez em quando ou se seria um eleègún òrìsà (iniciado no culto ao òrìsà Ogun, no culto à Sangó dentre os diversos cultos ex...).
Tudo começava no jogo do Babalawo, e daí o ori recebia os devidos sacrifícios, Orunmila respondia qual o caminho do filho neste mundo, o que ele se comprometeu com Olorun, como foi moldado o seu ori por Ajalá (moldador das cabeças e do destino). Posteriormente caso se fizesse nescessário iniciava-se no culto ao òrìsà designado por Ifá. Ou seja igual vovó falava: -Primeiro o seu anjo de guarda, meu filho!
Depois do odu do ori, é que se descobria através de Ifá o òrìsà do ori.
Hoje em dia primeiro a pessoa se senta na mesa de búzios e quer de cara saber o òrìsà que é pai e mãe, dali mesmo se pula para o odu, depois para o exú catiço, a roupa dele, a bebida, o nome todo e o endereço, o caboclo, o preto velho... 

IMAGINEM ZÉLIO FERNANDINO JOGANDO BÚZIOS E DIZENDO: -OLHA O SEU ODU É OWONRINLOGBE E VOCÊ DEVE FAZER O SEGUINTE EBO...

AGORA IMAGINEM ABIMBOLA WANDE DIZENDO NO JOGO: -ESTOU VENDO AQUI QUE O SEU CABOCLO É UBIRAJARA DA PEDREIRA, ELE GOSTA DE VINHOS E UVAS ROSADAS, ELE É IRMÃO DO CABOCLO UBIRATAN E CASADO COM A CABOCLA FULANA...

O que podemos é analisar o que aquela entidade nos trouxe, a cantiga, o ponto, o nome completo...

Tranca Rua 
O peso kabalístico deste nome é 859 = 8+5+9 = 22 = 2+2 =  4  = Elemento Fogo

Em vez de se fazer Kabalah para descobrir Òrìsà (que é africano e não tinha número e letra equivalente na língua yorubá), se faz Kabalah para a entidade de Umbanda que é brasileira, nosso alfabeto é arábico, descendente do hebraico dos judeus que praticavam a Kabalah.

Tranca Rua das Almas = 859 + 65 + 132 = 1056 = 1+0+5+6 = 12 = 1+2 = 3 Fogo e Ar

O Peso das letras na Kabalah

A = 1             Ar
B = 2              Terra
C = 3              Fogo e Ar
D = 4              Fogo
E = 5              Àse (Axé o quinto elemento, éter)
F ou TH = 400 Água
G = 7              Àse (Axé)
H = 8              Fogo
I = 10             Terra
J = 10             Água
K = 20            Fogo
L = 30              Ar
M = 40           Água
N = 50            Água
O = 6              Terra
P = 80             Terra
R = 200           Terra
S = 60              Fogo
T = 9                Fogo
U = 3                 Àse
V = 100             Água
X ou SH= 300  Fogo
W = 100           Água 
Z =  8                 Ar

T R A  N C A   R U A (S) = 400 + 200 + 1+ 50 + 3 + 1   +  200 + 3 + 1  =  859 = 22 = 4
No popular se diz tranca rua por isso tem mais equivalência o nome como era dito por nossos avós

O significado disto é 4 o número das encruzilhadas abertas, simboliza o caminho, os quatro cantos do mundo.
O fogo é o elemento da atividade, do impulso, da energia espiritual, dinamismo, aquilo que nos dá impulso para desbravar os cantos do mundo...

Pode se fazer uma oferenda para esta entidade sempre colocando este simbolismo como 22 moedas, ou 4 velas, quatro charutos... O que a intuição pedir ou o que o mesmo mandar.
Através dos números você estará deixando claro para quem é  a oferenda, o que você deseja obter e etc...

OBSERVAÇÕES:

  • Usar o nome na forma popular como se fala
  • Não utilizar o nome da linha: exu vira mundo, caboclo vira mundo... Pois estas particularidades estão contidas no ponto riscado
  • Não precisa utilizar Pomba gira Maria Padilha Rainha Das Sete Encruzilhadas, somente Maria Padilha Rainha Das Sete Encruzilhadas


Agora com o nome completo e o endereço podemos descobrir o CPF (o peso do por quê este espírito carrega este nome para trabalhar).

TRANCA RUAS DO CRUZEIRO DAS ALMAS DA KALUNGA é uma coisa particular e só quem tem vai descobrir através da conta.