domingo, 9 de abril de 2017

A APLICAÇÃO DOS PASSES


Um dos momentos mais importantes de um trabalho mediúnico é a aplicação de passes nas pessoas da assistência, especialmente nos trabalhos de cura da Linha do Oriente.
Abaixo explicações teóricas sobre a aplicação de passes, segundo a doutrina espírita, mais que pode ser adaptada aos trabalhos de Umbanda.
Já que em todos os Terreiros, os médiuns incorporados ou não, aplicam passes nos membros da assistência.

Em "A Gênese - Capítulo XIV - item 33", Allan Kardec nos demonstra que a ação magnética pode produzir-se por diversas formas:


Pelo próprio fluido do magnetizador (passista).
Pelos fluidos do Espírito (desencarnado).
Pelos fluidos do Espírito (desencarnado) combinando com os fluidos do magnetizador (passista).

Também devemos considerar o passe em relação aos seguintes fatores:

Distância
Perto (em torno de 25 cm) - ATIVANTE
Longe (a partir de 30 cm) - CALMANTE
Velocidade
Lento - CONCENTRADOR (Quanto mais lento mais concentra)
Rápido - DISPERSIVO ( Quanto mais rápido mais dispersivo)

O concentrador ajuda a "incorporação", enquanto o dispersivo, evita que a manifestação ocorra.

Tipos de Passes
A ação magnética pode produzir-se de várias maneiras; assim é que classificamos os passes em:

Espirituais
Magnéticos
Mediúnicos
Mistos

Espirituais
É uma espécie de magnetização feita pelos bons Espíritos, sem intermediários, diretamente no perispírito das pessoas enfermas ou perturbadas. No passe espiritual o necessitado não recebe fluidos magnéticos de médiuns, mas outros, mais finos e puros, trazidos dos planos superiores da Vida pelo Espírito que veio assisti-lo.

Pelo fato de não estar misturado ao fluido animalizado, o passe espiritual é bem mais limitado que as outras modalidades de passes. Com isso, pode-se compreender que os recursos oferecidos nas reuniões públicas de Espiritismo, onde participam grande quantidade de encarnados e Espíritos desencarnados, são bem maiores do que aqueles que podemos contar em nossas residências, só com a ajuda do nosso anjo da guarda.

Os Espíritos se utilizam dos seus próprios fluidos e atuam diretamente e sem intermediários sobre encarnados. Os fluidos são manipulados pelos Espíritos passistas, que se utilizam de seus próprios fluidos, dos fluidos dos auxiliares, de fluidos da Natureza, tais como plantas medicinais e, também de fluidos de médiuns à distância.

Magnéticos
É o tipo de passe em que a pessoa doa apenas seus fluidos, utilizando a força magnética existente no próprio corpo espiritual. Pelo menos em tese, qualquer criatura pode ministrá-lo. Suas qualidades variam segundo a condição moral do passista, sua capacidade de doar fluidos e seu desejo sincero de amparar o próximo.

No passe magnético, geralmente se recebe assistência espiritual. Como vimos, isso acontece porque os Espíritos superiores sempre ajudam aqueles que, imbuídos de boa vontade, atendem aos mais carentes. Lembramos aqui, que o socorro dos Benfeitores é independente da crença que o passista ou magnetizador possa ter em Deus ou na Espiritualidade. Os Espíritos disseram a Allan Kardec, em "O Livro dos Médiuns", questão 176:

"...muito embora uma pessoa desejosa de fazer o bem não acredite em Deus, Deus acredita nela".

Transmitidos pelo médium que doa de seus próprios fluidos, de sua própria força irradiante, de suas energias fluídicas.

Magnetizador é aquele indivíduo saturado de fluido vital e que através da vontade - atributo essencial do espírito - usa seu fluido magnético, atua sobre ele, dando-lhe as qualidades necessárias.

No caso do passe magnético não é o fluido dos espíritos desencarnados, apenas eles atuam fortalecendo a vontade do doador.

Pesquisando as teorias kardequianas, vamos encontrar na Revista Espírita - ano VII - janeiro de 1864 - página 7, importante estudo, que elucida um pouco mais o assunto:

"...Em geral o que magnetiza (passista) não pensa senão em desdobrar essa força fluídica, derramar seu próprio fluido sobre o paciente submetido aos seus cuidados. Sem se ocupar se há ou não uma Providência interessada no caso, tanto ou mais que ele. Agindo só, não pode obter senão o que a sua força, sozinha, pode produzir; ao passo que os médiuns curadores começam por elevar sua alma a Deus e a reconhecer que, por si mesmos, nada podem... Esse socorro que envia são os bons Espíritos que vêm penetrar o médium de seu fluido benéfico que é transmitido ao doente... e que são devidas simplesmente à natureza do fluido derramado sobre o médium. Ao passo que o magnetizador (passista) ordinário se esgota, por vezes em vão, a fazer passes, o médium curador infiltra um fluido regenerador pela simples imposição de mãos, graças ao concurso dos bons Espíritos".

Mediúnicos
O médium serve de veículo para os fluidos que os Espíritos derramam sobre ele. É o magnetismo misto, em que se combinam os fluidos humanos e espirituais.

Nesse passe, o médium fica em estado de transe, é envolvido pelo Espírito ou Espíritos e trabalha mediunizado. É desaconselhado este tipo de passe, pela perda parcial da vigilância necessária à boa condução dos trabalhos.

Mistos
São os passes, normalmente usados nas Casas Espíritas, por envolvem o magnetismo das pessoas, a presença dos Mentores da Casa e a presença do próprio Guia do passista, sem que haja a incorporação.

Formas de Aplicação
Poderemos conhecer as técnicas de passe que são usadas no mundo espiritual e que são descritas nas obras de André Luiz e Manoel Philomeno de Miranda.

Passe de Sopro - Insuflação (quente - frio) (André Luiz - Os Mensageiros - Cap. 19);
Rotatório - Circular - (André Luiz - Missionários da Luz - Cap. 19);
Dispersão - (André Luiz - Ação e Reação - Cap. 3) e (Manoel Philomeno de Miranda - Grilhões Partidos - Cap. 15)
Longitudinal - (André Luiz - Missionários da Luz - Cap. 19);

Podemos classificar as formas de aplicação em várias categorias a saber:

Imposição das mãos;
Longitudinais;
Transversais
Rotatórios;
Perpendiculares Imposição dupla ou simples;
Passes de sopro, quente ou frio
Dispersivos
que se dividem em:
Transversais cruzados
Rotatórios ou Circulares cruzados
De sopro
Passe incorporado
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Analisemos cada um:

Imposição de Mãos

É sempre concentrador de fluidos. Pode ser dado com uma ou com as duas mãos, em um centro de força ou outro ponto qualquer. As mãos devem estar sem concentração de força, sem contração muscular e sim "soltas". Os passistas podem ser digitais ou palmares. Não faz a menor diferença. O importante é não contrariar sua natureza. Os tumores e inflamações respondem bem aos concentrados ativantes. É bom lembrar que as curas instantâneas são muito raras.

Longitudinal
São aqueles feitos ao longo do corpo, da cabeça aos pés e de cima para baixo, com as mãos abertas e os braços estendidos, normalmente, sem nenhuma contração.Com pequenas e sutis pausas em cada Centro de Força. Quando usado como dispersivo é aplicado sem pausas, direto da cabeça aos pés.

Transversais
Estes passes são bons mas apresentam algum inconveniente se usados na câmara de passes, junto a outros passistas. Estende-se os dois braços para diante, as palmas para baixo, assim como os polegares e vai abrindo rapidamente os braços, no sentido horizontal, depois volta, com bastante energia a posição original. Isto deve ser feito, na cabeça, no peito, no estômago, no baixo ventre e nos pés.

Rotatórios ou Circulares
São executados com as palmas das mãos girando suavemente, da direita para a esquerda e vice-versa. São também conhecidos como fricções sem contato.

Perpendiculares
São aplicados com o paciente de pé. Estende as mãos sobre a cabeça do paciente, descendo-as, rapidamente, pela frente e pelas costas, ficando o passista de lado para o paciente.

Imposição dupla: Sem dúvida esta é a forma mais simples e mais comum. Estende-se as mãos sobre a cabeça ou outra parte do corpo. O passista deve ficar em profundo estado de concentração e oração.
Imposição simples: A mesma coisa de imposição dupla, apenas feita com uma mão. A outra pode fica estendida ao lado do corpo ou posicionada acima do Centro Coronário.

Sopro ou Insuflação
Esta modalidade de passes requer do passista cuidados especiais e rigorosos. É um passe rigorosamente curativo ou dispersivo, conforme a intenção da aplicação. É aplicado com a boca mais ou menos aberta, sobre as partes afetadas, insuflando ali, vigorosamente. Para que seja eficiente, é necessário que o passista as aspire ar, em grande quantidade, dilatando o tórax, para os sopros frios, ou dilatando o estômago, para os quentes. O passista deve ter boa capacidade respiratória, hálito saudável, estômago livre de emanações pesadas, Mente e palavras limpas, moralmente.

Os passes de sopro se dividem em:
Estimulantes;
Curativos;
Quentes;
Cicatrizantes Frios;
Calmantes;
Descongestionante;
Revigorantes;
Dispersador de fluidos

O sopro quente sai da boca do passista saturado de fluidos curadores, umedecido pelos vapores aquecidos pelas mucosas do estômago. Aproximar a boca do local, sem repugnância ou medo do contágio e assoprar vigorosamente. Pode-se, em casos mais repugnantes, cobrir o local com uma gaze.

O sopro frio é executado a 30cm. ou até mais de um metro. Aspira-se o ar, enchendo o tórax e soprando com os lábios quase fechados. Esta técnica é usada em pacientes que incorporem durante o passe.

Os dispersivos já exemplificamos a respeito. Relembrando: "Transversais cruzados", "Rotatórios ou Circulares cruzados" e "Sopro frio", são os mais usados.

Passe Incorporado
O passe incorporado não tem motivo para ser aplicado. Os espíritos fazem circular os fluidos pelos médiuns para o paciente. Quando o espírito necessita atuar diretamente, ele não necessita de médium. Isto gera um inconveniente pois pode acontecer de o médium estar envolvido pelo obsessor do paciente e em vez de ajudar, prejudicá-lo.

Classificação em Relação aos Centros Espíritas

Nas Casas Espíritas, como classificação de trabalho, eles podem ser:
Individuais;
Coletivos;
Padronizados;
Livres;
À distância e
Em domicílio.

Fluidoterapia - Explicações necessárias

A fluidoterapia é uma técnica que os médiuns, usando fluidos energizados, utilizam para o tratamento das enfermidades físicas e espirituais. Aplicados sobre o perispírito, eles são absorvidos à semelhança de uma esponja. É a conhecida terapia do passe, praticada nos centros espíritas.

As operações espirituais também pertencem a esta área de serviços porque são atividades ligadas à manipulação de fluidos humanos e espirituais. Classificam-se, porém, como fenômenos de características próprias. Por estarem intimamente ligadas à mediunidade curadora, a equipe envolvida nesse trabalho deverá ter, entre seus membros, um ou mais médiuns curadores.

Estes trabalhos são assistidos por entidades desencarnadas, ligadas ao campo da medicina, conhecedoras de particularidades relativas à saúde físico-espiritual dos pacientes e à lei de causa e efeito.

Quando se considera o serviço de passe convencional, a magnetização dos pacientes não exige nenhuma condição especial para se realizar. Qualquer trabalhador ou Espírito esclarecido poderá ministrá-los com bom aproveitamento, sem maiores exigências. Já na cirurgia perispiritual ela só será concretizada com a presença de médiuns curadores no ambiente, assistidos por Espíritos de médicos desencarnados Pode-se dizer que os papéis do médium curador e dos Espíritos cirurgiões seriam os mesmos do farmacêutico e dos médicos. Enquanto o papel do primeiro é o de ministrar a medicação (fluidos e energias humanas), o desses últimos é o de examinarem cada caso, fazer diagnósticos, prescrever tratamentos fluídicos e, se necessário, realizar cirurgias nos tecidos perispirituais.

Enquanto do lado de cá bastam a imposição de mãos, a prece fervorosa, a conduta moral sadia e a disciplina mediúnica, do lado de lá se desenrola a complexidade das tarefas curativas: a desobsessão (em alguns casos), os procedimentos cirúrgicos, a escolha e seleção de elementos fluídicos a serem utilizados e o estudo das possibilidades de cura ou melhoria das doenças do paciente, frente às suas necessidades evolutivas.

Fechando o Assunto
Passe magnético misto:
Por imposição da(s) mão(s), individual (um passista para cada paciente), sem toque, onde são utilizados os fluidos do médium mais os fluidos dos Espíritos, em favor do processo de cura, inclusive para os grupos de tratamento de desobsessão, que se opera no perispírito e no plano espiritual. Esse processo chama-se fluidoterapia, ou seja, tratamento pelos fluidos, de responsabilidade dos Espíritos.
Passe espiritual:
Aplicado diretamente pelos Espíritos do auxílio magnético, dispensando a presença do médium.
Passe coletivo:
Dado coletivamente numa assembléia (um passista para vários pacientes), com a manipulação dos fluidos a cargo dos Espíritos.
Passe à distância:
É uma modalidade de irradiação muito usada nas Casas Espíritas e que exige prévio aviso àquele que vai receber (nome, endereço, doença, dia e hora da mentalização), com a finalidade de estabelecer sintonia entre o médium que o administra e aquele que o recebe.
Autopasse:
É o passe dado em si mesmo; a prece fervorosa produz efeito de uma magnetização, não só chamando a ajuda dos bons Espíritos, mas dirigindo ao pedinte uma salutar corrente fluídica.
O sopro:
Na visão de André Luiz, embora seja estimulante e eficaz como processo terapêutico, ele só é recomendável àqueles que se enquadram nas regras de boa saúde e higiene, conforme exposto na obra Os Mensageiros.
Essa ressalva é necessária, uma vez que nem todos possuem um organismo (em especial a boca) realmente sádio.

A prece como autopasse

Assim como o homem através dos seus fluidos pode influenciar o seu semelhante, presente ou a distância, pode também agir sobre si mesmo.

O autopasse requer concentração para poder colocar-se na posição de receptor. A seguir, é necessária a meditação e a prece fervorosa. Segundo André Luiz, Nos Domínios da Mediunidade, "A oração é prodigioso banho de forças, tal a vigorosa corrente mental que atrai".

A prece fervorosa, associada à fé na ajuda espiritual, acelera as nossas vibrações, facilitando a ligação com os benfeitores.

A prece impulsiona nossas energias para o alto e atrai as energias espirituais que, somadas às nossas, voltam sobre nós, trazendo fluidos renovadores, a fim de conseguirmos operar com eficiência em favor do próximo. E assim, ajudando, somos também ajudados.


OS PASSES NA UMBANDA
Os passes na Umbanda são direcionados pela entidade incorporada ao médium e os movimentos, duração e intensidade variam de entidade para entidade e de acordo com o caso em questão e o tipo de trabalho realizado.
Os passes podem ser aplicados por entidades de todas as linhas: Caboclos, Pretos Velhos, Erês (crianças), Baianos, Boiadeiros, Ciganos, Mestres e guias do Oriente, Exús e Pombas Giras. Embora alguns dirigentes não usem com a frequência que deveriam os passes dos Guardiões, o que é uma pena, pois quem recebe um bom passe dessas entidades, sente-se leve, descarregado e altamente revigorado.

ENTIDADES CIGANAS, ELEMENTOS E CONSULTAS

Por Claudia Baibich


A utilização dos elementos de trabalho, dependem das normas da Casa.
E cada entidade e médium tem suas preferências por um ou outro elemento. Muitos trabalham apenas com o mínimo necessário, como vela branca, copo com água, incenso e 1 cristal. Mesmo porque a condição financeira do médium é determinante no uso dos materiais. Outras variantes são o tipo de trabalho da entidade e o conceito do médium à respeito do uso dos elementos. Existem médiuns que exageram e levam muito mais que a entidade solicita. E também ocorre o inverso, médiuns desatentos que esquecem de levar os elementos de trabalho das entidades.



ALGUNS ELEMENTOS USADOS PELAS ENTIDADES


Toalha ou lenços de cetim ou seda para forrar o chão (comum)
almofadas (raro)
Velas de diversas cores e formatos, exceto pretas e pretas e vermelhas (comum)
Fitas coloridas (comum)
Ponteira (comum)
Incensos de diversos aromas (comum)
Frutas (especialmente uvas e as maçãs) (comum)
Frutas secas e cristalizadas, especiarias ( cravo, canela, cominho, páprica, açafrão, coentro, louro) (raro)
Rosas de diversas cores, ou flores do campo (comum)
Ervas frescas, como arruda, alecrim e guiné (comum)
Ervas secas aromáticas (raro)
Ervas medicinais (raro, exceto os curadores do Oriente)
Mel (comum)
Água filtrada ou água mineral (comum)
Água preparada previamente, energizada com cristais, luz solar, lunar, cromoterapia ou radiestesia (muito raro)
Água do mar, água de cachoeiras, água da chuva, água de rio (cada uma tem uma vibração específica) (muito raro)
Sal grosso (comum)
açúcar mascavo ou cristal
Cristais ( quartzo branco, ametista, quartzo rosa, turmalina, olho de tigre, ágata, água marinha, esmeralda bruta de baixo valor,ônix, entre outros) (comum)
Vinho (se os dirigentes permitirem)
Chá de frutas (muito comum), especialmente os de flores e frutas diversas
Taças de vidro ou estanho
Moedas de uso corrente (muito comum) ainda que de baixo valor
Talismãs (raro)
Utensilhos de cobre ou latão
Punhal (embora muito típico do povo cigano, nem sempre é permitido)
Baralho cigano
Baralho comum
Tarô
Runas
Aromaterapia: perfumes, óleos essências (raro)
Elementos específicos, que a entidade solicita ao médium


Em alguns casos, como os de Linha de Cura do Oriente, usam ainda
Pêndulos (instrumento de radiestesia)
Aura meter (instrumento de radiestesia)
Cromoterapia: através de canetas de cromoterapia ou lâmpas coloridas


A questão da tábua, pemba e ponto riscado, é polêmica. Existem Casas, onde os Ciganos não firmam o ponto , do modo convencional (raro) e outras em , que as entidades firmam seu ponto (comum)

Outra questão delicada, é a de usar ou não saias coloridas, batas, lenços, echarpes, xales, etc. Na maioria das Casas, os médiuns permanecem com suas roupas de trabalho convencionais e apenas usam alguns adereços, como lenços e pulseiras, ou nem isso. Existem Terreiros que não aceitam por acreditarem que as entidades não precisam disso e que pode levar o médium ao animismo. Outros pensam ao contrário, que a paramentação cigana, facilita a concentração do médiuns e outros argumentam que a diferença de condições financeiras dos médiuns, vai causar um clima desagradável, destacando exageradamente uns e fazendo com que outros sintam-se inferiores.
Enfim, como quase tudo na Umbanda, gera discrepância, divide opniões e causa dissidências, cada Terreiro é um Universo em si mesmo, com sua autonomia sobre estatuto e preceitos.


As consultas dentro do Terreiro, obedecem padrões e preceitos da Casa, na grande maioria dos casos, não são cobradas.


As consultas realizadas por médiuns em suas casas ou espaços próprios, normalmente são cobradas. Como já comentei sobre as consultas com as Pombas Giras, em meu outro blog, no caso das consultas cobradas por médiuns de entidades ciganas, o pensamento é o mesmo: existem tanto médiuns, quanto entidades que são rigorosamente contra e outros que optaram por dedicação exclusiva, cobram. Os valores variam muito, desde simbólicos à astrônomicos.


As entidades ciganas realizam muitas consultas com aconselhamentos ou trabalhos, para amor, prosperidade e saúde, entre outros. Mas a maioria dos trabalhos mais "pesados", são encaminhados aos Guardiões Exús e Pombas Giras.


Não que os Ciganos não tenham poder e capacidade de quebrar magias negras, mas por uma questão de organização divisão de funções.


Ciganas não são Pombas Giras, o trabalho de Guardiãs é das Pombas Giras e não das Ciganas.
Pesquisa realizada junto à médiuns de entidades Ciganas por:
Claudia Baibich

História de Rei Congo

   Rei Congo é um Preto Velho amado por toda a Umbanda, pela sua humildade e serenidade.     Ele foi escravo entre o século XVI e o século XVII, e desde sua juventude era um guerreiro, que lutava em prol de seus irmãos africanos que tanto sofriam nas mão de seus Coronéis e Feitores.     A história diz que Rei Congo, que tinha seu nome de batismo como Octácilio, era um grande rezador e curador de doenças, ficando sendo conhecido entre negros e brancos pelo seus tratamentos das moléstias como a tuberculose, que na época exterminava muitas pessoas sem escolher cor nem raça.     O negro Octácilio, certa vez após uma das filhas de um Coronel fazendeiro, chamado de "Senhor do café", ficar muito fraca com a famigerada doença assassina, a tuberculose, ficou muito conhecido em toda região pelo tratamento dado a pequena sinhá, através de seus conhecimentos de ervas utilizadas em chás e compressas, sanando assim todo mal estar sofrido por ela e curando-a de vez da tão maléfica doença. Após esse fato Octácilio começou a frequentar outras fazendas da região para, com sua sabedoria ajudar outras pessoas que sofriam além da famigerada tuberculose outros males que afligiam a tão covarde e intolerante classe branca e rica da época. Com essas viagens de fazenda em fazenda, Octácilio começou a perceber que seus irmãos negros sofriam grandes humilhações e maus tratos dos então feitores que ordenados pelos coronéis, mandavam castigar na chibata e no tronco todos os negros sem que houvesse motivo para tal covardia.     E foi assim que o jovem Octácilio tomou para si a vontade de lutar contra essas atrocidades, e dia após dia ele tomado por seu desejo de liberdade e também pela grande vontade de livrar seus irmãos das garras covarde de feitores e coronéis, ele decidiu então tentar a fuga, com o objetivo de mais tarde tentar ajudar os outros escravos a fazerem o mesmo.     Enfim chega a noite da fuga, Octácilio e mais alguns negros, após um dia cansativo na preparação da terra para um novo plantio de café, conseguem fugir do cativeiro após dominarem o feitor e seus jagunços quando já iam acorrentar as portas do senzala.     Vários negros fugiram, muitos deles foram recapturados e outros mortos, mas Octácilio conseguindo se embrenhar nas matas escuras conseguiu enfim a sua liberdade.     A partir desse dia, Octácilio com a ideia fixa em tentar libertar seus irmãos escravizados, rogou a Pai Oxalá e a todos os Orixás que lhe mostrassem o caminho para que ele conseguisse o tal feito. Após vários dias e noites fugindo pelas matas sagradas de Pai Oxossi, ele se depara com uma montanha, que na época era conhecida como "Monte dos Perdidos", essa montanha tinha centenas de caminhos que interligados chegavam a lugar algum, e apenas um caminho levava ao cume da montanha.     Octácilio por algumas vezes já ouvira falar da lenda do "Monte Perdido", e sabia que o cume dessa montanha seria o lugar ideal para se abrigar e abrigar os negros que ele desejava libertar dos açoites e dos troncos destruidores.     Em suas orações ele pediu aos Orixás Sagrados que lhe abrissem o caminho, e que ele conseguisse chegar ao cume da montanha sem se perder pelo labirinto que o levaria a morte.     Foi ai que ele começou sua caminhada rumo a tão assustadora montanha, e sem se dar conta, subia a trilha de maneira tão segura e confiante que sem esperar em poucas horas já estava diante de um grande campo florido com um grandioso lago de águas límpidas. Ele admirado por tanta beleza daquela natureza que lhe foi entregue por Oxalá, ele se ajoelha e agradece pelo presente tão belo.     E foi nesse belo e protegido lugar que Octácilio começou a sua luta de livrar da escravidão seus irmãos negros, pois ali estava nascendo o Quilombo do Congo" e também o sonho de ali ser o caminho da paz buscada pelos quilombolas.     Entrando pelas fazendas cafeeiras durante as madrugadas, Octácilio começou a resgatar os negros escravos, levando-os para o Quilombo do Congo, e ali esses negros começaram a plantar, a construir seus lares e constituir família.     Octtácilio escolhia os negros mais novos, fortes e ágeis, fazendo deles um grupo de guerreiros da mesma causa, ou seja libertar mais e mais escravos, e no primeiro grupo já preparado para ação, o negro Octácilio recebeu o nome de Rei do Quilombo do Congo, e todos a partir desse dia passaram a lhe chamar de "Rei Congo", como é conhecido até hoje nas casas de Umbanda.     Certa vez, em mais uma das centenas de vezes que Rei Congo tentava buscar a liberdade para os negros escravizados, um certo coronel muito temido dentro da região fez com que seus feitores e centenas de jagunços ficassem de tocaia por vários dias e noites com intuito de capturar o libertador de escravos. E numa noite nebulosa no qual Rei Congo e seus guerreiros estavam prontos para mais uma ação, o velho negro Malaquias, que tinha o dom da vidência, disse ao seu Rei negro que aquela noite ele não deveria levar seus guerreiros, pois muitas mortes poderiam ocorrer, ele deveria ir só, pois apesar de ser muito perigoso seria dessa oportunidade que ele traria um grande aliado nas causas que lutavam.     Rei Congo com toda sua humildade concordou com o velho Malaquias, e saiu só para essa missão, ao chegar a fazenda em questão, Rei Congo tenta chegar a senzala onde dormiam os negros escravizados. Porém a um certo momento Rei Congo se depara com um dos feitores da fazenda com dezenas de jagunços armados. O feitor o acorrenta em um tronco próximo a senzala, a espera do dia raiar e acatar as ordens do tão famigerado coronel.     Rei Congo com olhar firme porém sereno, tenta buscar forças nas palavras do velho Malaquias, tentava entender todo o fato, toda a causa do acontecimento. Sabia ele que tudo que acontecera teria uma razão, porém até então não conseguia chegar numa resposta em que aquilo tudo poderia ajudá-lo na luta contra a escravidão.     O sol raiou, e o feitor que ora tinha acorrentado Rei Congo, tinha um semblante cansado, parecia amargurado. Ele manda um dos seus jagunços levarem a notícia da captura do libertador de escravos ao coronel, que logo vem com as ordens de açoitarem o negro libertador até a morte, e que levassem o corpo dele a té ele, para junto a outros coronéis fazendeiros comemorassem a morte do tão temido Rei Congo.     E foi dada a missão ao feitor de levar a morte a Rei  Congo por meio da chibata. E ele, o feitor, já preparado para o começo da tortura daquele corpo preso ao tronco de madeira por meio de correntes de aço, quando olha nos olhos de Rei Congo e diz se ele era o tal negro curador de doenças tão conhecido dentro da região por ter curado muitas pessoas da tão medonha doença, que na época era a tuberculose. Rei Congo, ainda com olhar sereno apenas balançou a cabeça afirmativamente. Então o feitor o livra das correntes e  se jogando aos pés de Rei Congo pede a ele para salvar a sua amada que se encontrava tísica, ela estava extremamente enfraquecida e sem nenhuma chance de sobreviver. Rei Congo estendendo a mão ao feitor, lhe pergunta se ele tinha fé, ele responde que sim, então Rei Congo diz que ele ia libertar sim a doce jovem dos males da tuberculose.     O feitor, sabendo que teria que entregar o corpo de Rei Congo para os coronéis, resolveu então libertá-lo e seguir com ele e sua amada para o Quilombo do Congo. E assim foi feito, nesse mesmo dia saíram fugidos da fazenda rumo ao Monte dos Perdidos, e mesmo durante a viagem Rei Congo fazia seus chás e compressas para o tratamento da jovem Rosa, que dia após dia ia recuperando sua saúde. E ao chegarem a seu destino, com cuidados mais especiais, com o tratamento vindo das ervas e compressas sagradas do velho Congo, Rosa se recuperou totalmente, e em agradecimento o feitor, que tinha o nome de Amadeu, jurou lealdade a Rei Congo, que se transformou em um dos grandes guerreiros libertadores do Quilombo de Rei Congo.     Apenas os guerreiros de Rei Congo sabiam o caminho correto para chegar ao "Monte dos Perdidos" que já estava sendo conhecido em toda a região como "Quilombo de Rei Congo". Como a quantidade desses guerreiros ainda era baixa, não davam conta de libertarem tantos escravos como era da vontade de Rei Congo, pois as viagens de ida e volta as fazendas eram longas, cansativas e perigosas, ele decidiu então montar pequenos quilombos que servissem de esconderijo para os quilombolas próximo ao quilombo principal, tentando assim conseguir um pouco mais de tempo para aumentar as ações contra a escravidão nas fazendas. Isso infelizmente durou pouco, pois mesmo em matas fechadas esses pequenos quilombos foram descobertos pelos Feitores e seus capatazes, ou pelos Capitães do mato contratados pelos coronéis fazendeiros que estavam a busca de seus escravos.     Rei Congo então decidiu que mesmo com a demora das viagens e a dificuldade da subida ao "Monte dos Perdidos", seria melhor que os negros libertados fossem levados diretamente para um lugar seguro ao invés de acamparem nos pequenos quilombos a espera de alcançarem um número maior de quilombolas.     E assim foi feito por longos anos, Rei Congo e seus guerreiros libertavam os seus irmãos escravizados, os levavam para o Quilombo, e lá eles plantavam, criavam animais, constituíram laços, cultuavam seus Orixás, viviam em paz e em liberdade.     Muitos coronéis por anos tentaram alcançar o tão conhecido e guardado Quilombo de Rei Congo, muitos feitores, capatazes e Capitães do mato perderam suas vidas tentando decifrar o caminho correto que levava ao cume da montanha, mas nenhum desses tiveram êxito em seus objetivos, pois ali além de ter grandes guerreiros que protegiam a entrada e o caminho do quilombo, tinha um Rei, um Rei protegido pelos Orixás, principalmente por pai Oxalá no qual o velho Rei Congo agradeceu por toda sua vida a luz dada para que ele encontrasse o caminho para sua libertação e a de centenas de irmãos negros.     No final do século XVII, Rei Congo fez sua passagem para o mundo dos espíritos já com 90 anos de idade no corpo físico, e sendo agraciado por pai Oxalá a benção de poder vir a terra como Entidade de Luz para continuar libertando as pessoas da escravidão, porém com um trabalho ainda mais árduo, pois essa escravidão não são nas correntes de aço frio, mas da escravidão da inveja que consome a alma, da falta de humildade que magoa o espírito, do orgulho que destrói o perdão, da soberba que esmaga o ser, da falta de amor que escurece o caminho e principalmente da falta de fé que lhe desvia da evolução espiritual.     Rei Congo preto velho calmo e sereno, humilde mas soberano, tem sempre  a palavra certa na hora certa, tem ensinamentos certos pros momentos certos. Com sua voz mansa e seu jeito peculiar de se sentar, ele é reconhecido por toda a Umbanda, e todos que já tiveram a oportunidade de poder ouvir seus conselhos em seu tom de voz sereno,, pode se considerar um abençoado por pai Oxalá..     Rei Congo meu mentor, meu Vovô eterno, minha luz num caminho escuro, a ti peço a benção e proteção.     Saravá Vovô Rei Congo, Adorei as Almas.santos carro

sábado, 8 de abril de 2017

Tranca Ruas das Almas


Espíritos que atuam na lei, justiça e ordem na linha do dinheiro e da satisfação.
Sua ligação com santo Antônio se torna lógica quando entendemos que existem estes três principais nome de santo Antônio:






Santo Antônio e Almas - Itabaiana -Sergipe













Santo Antônio do Embaré - Santos - SP.










Santo Antônio do Categeró











Exu Tranca Ruas das Almas


Guardiões intercessores pelas almas humanas encarnadas e desencarnadas.
Seus espíritos falangeiros normalmente médicos, advogados, doutores em direito, medicina ou padres. Os de formação pedem um anel de ouro, os médicos pedem uma caveira de gesso na sua representação, os advogados sempre com uma espada, os padres nem sempre se afinizam com capas e podem pedir um terço, ou seu ponto tem uma cruz ou cruzeiro.
Os médicos trabalham normalmente ligados ao cemitério e cruzeiro, ao exu Caveira e sua falange, e aos espíritos de cura (André Luiz, Dr. Bezerra de Menezes), pedem em suas representações caveiras de gesso, trazem este símbolo em seus pontos riscados acompanhados de cruzeiros.
Os advogados sempre ligados ao ouro às estradas e ao povo cigano. Pedem uma espada e facões em suas representações, sempre há uma espada em seus pontos riscados. Podem também colocar uma estrela de seis pontas.
Os Padres citam a bíblia, e gostam de magias ligadas à igrejas, e ligam se diretamente ao Sr. Lúcifer. Sempre há uma cruz ou um cruzeiro em seus pontos riscados, e podem ter estrelas de cinco pontas.

As representações de Tranca Ruas sempre pedem muito ouro, imã com muitas moedas, perfumes amadeirados, um terço (fundamento de Santo Antônio).

Suas bebidas sempre são bebidas finas: Batidas de coco, uísque, conhaque de gengibre, etc...

Uma oferenda ao Tranca Ruas para abrir caminhos para a riqueza e vitória

Em uma folha de mamona roxa colocar sete mangas espada picadas, enfeitar com folhas de louro, colocar por cima sálvia picada, um orobô ralado, regar mel e assoprar açafrão por cima. Acender um charuto e uma vela, passe pelo corpo 10 moedas de cobre e colocar por cima.Antes de arriar molhe a terra com um copo de água e uma dose de bebida, e depois dendê(para acalmar os espíritos ancestrais). Arriar embaixo de uma árvore frondosa que dê frutas (de preferência uma mangueira). Assopre o açafrão à sua frente, ao seu lado esquerdo, nas suas costas, do seu lado direito e para cima fazendo os seus pedidos. Se puder dê um abraço na árvore como se fosse o próprio exú e converse com ele afirmando os pedidos. Ao chegar em casa banhe-se com louro e açafrão (da cabeça aos pés, para o seu ori e seu anjo da guarda se fortalecerem).

Para lavar as ferramentas do seu Tranca Ruas pedindo riquezas, dinheiro e saúde:
Uma garrafa de gim colocar dentro um pedaço de ouro, cravo-da-ídia com cabeça, mel, açafrão, folhas de erva-tostão, uma manga espada picada, folhas de louro, folhas de anis, folhas de sândalo, um orobô ralado e um obi ralado.


Para pedir saúde: 
Passar essência de sândalo nas roupas, cartola, bengala, guia, e assentamento, tomar o banho de sândalo da cabeça aos pés pedindo ao anjo da guarda também.

Como descobrir o fundamento do seu Guia?

Muito se pergunta sobre o fundamento deste exu ou daquele, algumas observações devem ser feitas sobre o que seria este fundamento.

Quando a pessoas querem se aprofundar sobre estas questões de fundamentos, estão misturando FUNDAMENTOS que buscam no culto aos Òrìsà com os guias da lei de Umbanda.
Estes supostos fundamentos são o assentamento e preferências desta entidade.
Desde minha infância na Umbanda eu aprendi que a melhor forma de se obter o conhecimento sobre a origem do guia espiritual, suas oferendas favoritas, suas cores, talismãs, seus números, bebidas, fumos, roupas, ponto riscado, ponto cantado... é através da própria entidade. Somente o próprio TRANCA RUAS poderá dizer do que gosta realmente.
Estamos lidando com vários espíritos diferentes atuando sob o mesmo nome magístico. Para a roupa de entidade (que não precisa de roupa - segundo o Caboclo das sete encruzilhadas de Zélio Fernandino) num ritual onde o branco é o uniforme.
Mas acabamos por adicionar alguns elementos aqui e ali. Pois bem se o ritual não é puramente Umbandista que nos utilizemos das cores e roupas se forem necessárias, mas não é num artigo da internet que aprenderemos isto, e sim a própria entidade. 
O que temos é a visão da entidade através da vidência ou sonhos, e assim queremos presenteá-la com sua indumentária, para usar os dias de festa como presente por algo merecido.

O que está acontecendo no Brasil desde o candomblé até a Umbanda é uma busca de informações devida pela rapidez ocasionada pela globalização. O imediatismo. 

No culto tradicional africano era feito igual vovó fazia, desde o nascimento é sacado um odu para a criança para se saber o seu destino, para que pudesse saber as devidas oferendas e sacrifícios, se seria iniciado como sacerdote, babalawo, babalosoniyn, se faria oferendas de vez em quando ou se seria um eleègún òrìsà (iniciado no culto ao òrìsà Ogun, no culto à Sangó dentre os diversos cultos ex...).
Tudo começava no jogo do Babalawo, e daí o ori recebia os devidos sacrifícios, Orunmila respondia qual o caminho do filho neste mundo, o que ele se comprometeu com Olorun, como foi moldado o seu ori por Ajalá (moldador das cabeças e do destino). Posteriormente caso se fizesse nescessário iniciava-se no culto ao òrìsà designado por Ifá. Ou seja igual vovó falava: -Primeiro o seu anjo de guarda, meu filho!
Depois do odu do ori, é que se descobria através de Ifá o òrìsà do ori.
Hoje em dia primeiro a pessoa se senta na mesa de búzios e quer de cara saber o òrìsà que é pai e mãe, dali mesmo se pula para o odu, depois para o exú catiço, a roupa dele, a bebida, o nome todo e o endereço, o caboclo, o preto velho... 

IMAGINEM ZÉLIO FERNANDINO JOGANDO BÚZIOS E DIZENDO: -OLHA O SEU ODU É OWONRINLOGBE E VOCÊ DEVE FAZER O SEGUINTE EBO...

AGORA IMAGINEM ABIMBOLA WANDE DIZENDO NO JOGO: -ESTOU VENDO AQUI QUE O SEU CABOCLO É UBIRAJARA DA PEDREIRA, ELE GOSTA DE VINHOS E UVAS ROSADAS, ELE É IRMÃO DO CABOCLO UBIRATAN E CASADO COM A CABOCLA FULANA...

O que podemos é analisar o que aquela entidade nos trouxe, a cantiga, o ponto, o nome completo...

Tranca Rua 
O peso kabalístico deste nome é 859 = 8+5+9 = 22 = 2+2 =  4  = Elemento Fogo

Em vez de se fazer Kabalah para descobrir Òrìsà (que é africano e não tinha número e letra equivalente na língua yorubá), se faz Kabalah para a entidade de Umbanda que é brasileira, nosso alfabeto é arábico, descendente do hebraico dos judeus que praticavam a Kabalah.

Tranca Rua das Almas = 859 + 65 + 132 = 1056 = 1+0+5+6 = 12 = 1+2 = 3 Fogo e Ar

O Peso das letras na Kabalah

A = 1             Ar
B = 2              Terra
C = 3              Fogo e Ar
D = 4              Fogo
E = 5              Àse (Axé o quinto elemento, éter)
F ou TH = 400 Água
G = 7              Àse (Axé)
H = 8              Fogo
I = 10             Terra
J = 10             Água
K = 20            Fogo
L = 30              Ar
M = 40           Água
N = 50            Água
O = 6              Terra
P = 80             Terra
R = 200           Terra
S = 60              Fogo
T = 9                Fogo
U = 3                 Àse
V = 100             Água
X ou SH= 300  Fogo
W = 100           Água 
Z =  8                 Ar

T R A  N C A   R U A (S) = 400 + 200 + 1+ 50 + 3 + 1   +  200 + 3 + 1  =  859 = 22 = 4
No popular se diz tranca rua por isso tem mais equivalência o nome como era dito por nossos avós

O significado disto é 4 o número das encruzilhadas abertas, simboliza o caminho, os quatro cantos do mundo.
O fogo é o elemento da atividade, do impulso, da energia espiritual, dinamismo, aquilo que nos dá impulso para desbravar os cantos do mundo...

Pode se fazer uma oferenda para esta entidade sempre colocando este simbolismo como 22 moedas, ou 4 velas, quatro charutos... O que a intuição pedir ou o que o mesmo mandar.
Através dos números você estará deixando claro para quem é  a oferenda, o que você deseja obter e etc...

OBSERVAÇÕES:

  • Usar o nome na forma popular como se fala
  • Não utilizar o nome da linha: exu vira mundo, caboclo vira mundo... Pois estas particularidades estão contidas no ponto riscado
  • Não precisa utilizar Pomba gira Maria Padilha Rainha Das Sete Encruzilhadas, somente Maria Padilha Rainha Das Sete Encruzilhadas


Agora com o nome completo e o endereço podemos descobrir o CPF (o peso do por quê este espírito carrega este nome para trabalhar).

TRANCA RUAS DO CRUZEIRO DAS ALMAS DA KALUNGA é uma coisa particular e só quem tem vai descobrir através da conta.

Oferenda a Exu Caveira no cemitério para saúde

De dia no cemitério passe pelo corpo um mocotó cozido inteiro ou em rodelas (mas se for homem nove rodelas, se for mulher sete e um ovo de galinha da terra para passar pelo corpo e quebrar) passe frutas brancas que você goste e vá arrumando junto com o mocotó em volta de uma folha de mamona (evite usar alguidar), acenda um charuto e regue a oferenda com uma cachaça, olha para o sol e vá pedindo que assim como a luz do sol irradia o cemitério e cada habitante do planeta transformando a morte em vida das plantas e afastando as trevas que você possa sair dali transformada, inundada de saúde e positividade, irradiando saúde, cura e vida.
Ao chegar em casa tomar um banho de folhas de sândalo com um obi ralado da cabeça aos pés e acender uma vela ao Anjo da Guarda (Ori)

Com certeza os médiuns de Exu Caveira, a maioria que conheço, sente uma profunda busca para auxiliar as pessoas e curá-las ou libertá-las. São pessoas prontas para ajudar, mesmo que muitos de nós nos enfraqueçamos e às vezes nos sintamos sós, com certeza quem tem este guardião em momento algum estará sozinho pois este amigo o ajudará a fazer o desenlace, a transição para o outro plano... Assim devemos ter a coragem de levar em nossas missões um médico, que limpa, descarrega, nos deixa mais leve para que enfrentemos os fardos da vida e provações que recebemos do universo para que estejamos mais dignos da Luz e da ascensão às esferas superiores.. 

Pó de feitiço para Exu Caveira

Um Besouro seco torrado
Pó de cominho
Um pedaço de chumbo
Pedra de Vassourinha da bruxa (moída ou quebrar ela)
Enxofre

Este pó serve para afastar qualquer negatividade e se proteger, se fizer um patuá com ele coloque uma gota de azougue e uma pedra de sal grosso num saquinho e fique à vontade para entrar em giras pesadas, cemitérios, hospitais, aliás é ótimo para proteção espiritual de quem trabalha com mortos em I.M.L. E autópsia.
O pedaço de chumbo fica junto com o pó.
Caso sinta-se muito pesado assopre-o e passe em volta do corpo, não faz mal aos outros pois se assoprar em alguém esta pessoa ficará descarregada. Só fará mal ao oficiante se desejar o infortúnio do seu próximo, que com certeza é igual a você interiormente...

Feitiço no cemitério para Exu Caveira proteger contra malefícios

Numa árvore seca dentro do cemitério ou no cruzeiro ficar descalço acender uma vela preta na sua frente do lado direito e outra branca à sua frente no lado esquerdo, este é um portal para você passar algumas tiras de pano com seus problemas escritos, tudo o que não quiser mais, passe pelo corpo e atire nos pés da árvore seca ou cruzeiro dentro do portal que está à sua frente com as velas acesas, pegue uma chave e com ela nas mãos faça um sinal da cruz dizendo: Com esta chave em nome do pai, da mãe, do filho e do espírito santo, eu tranco tudo de mal, todas as doenças, todas as tristezas que me impedem de ser feliz, e entrego a chave a Exu Caveira para que tranque no seu reino as forças contrárias.
Pegue muito cominho em pó passe pelo corpo todo e assopre em direção ao portal, e as tiras de pano, passe cominho na sola dos pés... E se uder mande alguém colocar pólvora sobre as tiras de pano e dar um ponto de fogo para o Exu Caveira limpar.
Apague as velas sem assoprar, com algum objeto ou com a chave e deixe-as no mesmo lugar
Dê um pulo em direção à saída do cemitério com a chave na mão e não olha para o portal das velas...
Guarde a chave a sua casa de exu com uma fita vermelha amarrada nela (tem que ser vermelha ara afastar a morte e as doenças) e sempre que possível converse com o Exu Caveira com ela na mão. Ou ande sempre com ela em algum cordão, bolso ou patuá.

Falange de Exu Caveira e magias

A falange de Exu Caveira trabalha com muitos espíritos cada um ligado a uma fase do desenvolvimento humano. Muitos afirmam ser 21 caveiras, outros dizem ser sete.. Acredito ue devemos estudar as formações das egrégoras para então deduzir algo que não esteja em histórias...
Por isto nada melhor que conversar com vários espíritos desta falange, em cabeças diferentes de médiuns dignos e sérios com a espiritualidade.


João Caveira – Atua em desmanche de feitiços e na cura em hospitais

Exu Caveira – Trabalha no desenlace carnal em cemitérios e curando e auxiliando na transição

Tata Caveira – Trabalha com a parte da cura física e mental em hospícios, asilos, idosos

Sete Caveiras – Atua no comando das linhas de Caveira, pouco incorpora

Maria Caveira – Muito ligada a Exu Caveira trabalha com ele na cura e nos cemitérios

Rosa Caveira – Ligada a João Caveira trabalha junto com ele em hospitais e na cura

Exu Caveira da Porteira – Atua na proteção dos terreiros e seus médiuns, é um grande amigo e guardião, além de proteger quando outro caveira atua em locais etremamente densos

Quebra-ossos – Exu que cura, desfaz doenças e feitiços muito rapidamente

Tata Mulambo – Atua junto com Tata Caveira

Tata Veludo – Um exu que raramente incorpora é muito velho e atua tanto como caveira como Veludo, quase não anda ou deixa os médiuns meio que sem firmeza na perna

Alguns feitiços para a falange de Exu caveira: