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terça-feira, 27 de outubro de 2020

A História da Origem da Feijoada de Ògún

 

A História da Origem da Feijoada de Ògún

Para falar da feijoada de Ògún temos que voltar às primeiras décadas do século passado, época do Babalòrìsà Procópio Xavier de Souza, o grande Pai Procópio do Ògúnjá (Ògún Jobi), que durante muito tempo lutou para defender seu Terreiro no Vale do Bonokô (que na verdade seria o Vale do Igunnuko) e para defender a nossa religião. O povo antigo – as “mocotonas” como chamamos aqui em Salvador, falavam que Pai Procópio foi um homem muito perseguido, principalmente pelo policial Pedrito, um homem intolerante que costumava invadir os Terreiros, furar os atabaques e quebrar peças sagradas (nem parece que estamos falando coisas do século passado, infelizmente ainda hoje vivenciamos esses problemas). Mas Pai Procópio era um homem muito enérgico, do tipo valentão que não levava desaforo para casa – um característico filho de Ògún.

Certa vez no Terreiro do Ògúnjá, em época da festa do dono da casa, um homem maltrapilho e com fome chegou pedindo feijão para comer. Os Ogan de Pai Procópio tentaram mandar o homem embora, mas não tiveram êxito e logo Pai Procópio chegou para ver o que estava acontecendo em sua casa. Ao ver o homem naquela condição e também alterado, Pai Procópio não teria pensado duas vezes, pegando o sujeito e botando o mesmo para fora de sua casa, negando comida no dia da festa do seu Òrìsà – Ògún.
Na noite do Candomblé Ògún teria chegado muito nervoso e nada lhe acalmava, deixando todos apreensivos. Ògún então disse que Pai Procópio havia cometido um grande erro e que ele estava descontente com aquilo. Disse que Procópio errou duas vezes, a primeira em negar comida para uma pessoa dentro do Asè e a segunda em botar uma pessoa para fora, sem sequer saber quem era.


A história conta que Ògún chegou a dizer que aquele homem poderia ser ele próprio (Ògún), que poderia ter resolvido testar Seu Procópio, mas que nunca ninguém saberia. Todos os filhos pediam calma e perdão, mas Ògún sentenciou Pai Procópio, dizendo que ele jamais poderia negar comida a ninguém e que, a partir de então, todos os anos em sua festa, ele deveria fazer uma grande feijoada e distribuir para as pessoas, principalmente para as necessitadas – para que ele jamais se esquecesse do que havia ocorrido.
Contam que nos dias das festas de Ògún, depois do acontecido, Pai Procópio mandava que buscassem pessoas com dificuldades para comer a feijoada de Ògún. Não posso me aprofundar muito aqui, pois muitas pessoas não iniciadas também acessam essa página, mas essa feijoada não era uma feijoada comum e sim uma feijoada que continha alguns ingredientes e carnes de animais ofertados ao Ògún de Pai Procópio, sendo que o primeiro “prato” contendo determinada carne ia aos pés de Ògún.
Com o passar dos anos e com a notoriedade de Pai Procópio, muitas pessoa e também passaram a fazer a feijoada nas festas desse importante Òrìsà, sendo hoje algo que é realizado em muitos Terreiros de Candomblé – A Feijoada de Ògún de Pai Procópio!
Finalizo esse texto pedindo a benção desse importante Òrìsà, pedindo a benção de Ògún Jobi de Pai Procópio que trouxe esse ensinamento, a benção de Ògún Dekisi de minha avó – Mãe Simplícia, que deu origem ao ritual dos Pães de Ògún

Que Ògún mesmo mostre-nos sempre o melhor caminho a seguir.


Fontes de informações : google

Babalòrìsà do Terreiro de Òsùmàrè

Salvador - Bahia

terça-feira, 28 de janeiro de 2020

Igba ogun

Igba ogun

Igba Ogum. No candomblé do Ile Ase Ijino Ilu Orossi.
Igbá[1] Ogun ou assentamento de Ogum como é chamado popularmente pelo povo de santo, são construídos de várias formas, seguindo o mesmo princípio. As vezes são vistos em panela de ferro, alguidá, panela de barro, ou recipientes de metal como cobre,alumínio e bronze, todavia sempre com artefatos do metal ferro,(martelo, foice, espada, torquês, pá, picareta, facão), no mínimo de sete ferramentas e no máximo de vinte e uma. Justificado a mitologia Yoruba como o orixá ferreiro, senhor dos metais, caminhos e da agricultura.
Na preparação de qualquer assentamento de orixá os rituais da sasanhafolha sagrada e água sagrada são imprescindíveis. Determinados assentamentos de ogum são preparados da mesma forma do Igba exu, embora o ato de sacralização seja diferente.
Nota: Todos assentamentos igba orixá, devem ser preparados e sacralizados em rituais próprios por Babalorixás ou Iyalorixás.

quinta-feira, 26 de setembro de 2019

Ogun Já




Uma das qualidades mais polêmicas de Ogum,  é Ogum Já, ou Ogum Ajá, Aquele que come cão. O próprio nome já diz um pouco sobre o porque da discussão. Algumas itans nos contam que ele seria filho de Iemanjá e Oxaguiã, desde cedo demonstrava temperamento forte e explosivo e na África é oferecido a esse orixá o cão como sacrifício, porém devemos entender que é o cão selvagem, que apesar de ser da família do nosso cão doméstico, não é a mesma coisa e não critico quem fique horrorizado com isso, afinal o “cãozinho” é o animal de estimação mais comum no Brasil, aliás em quase todos os países de origem européia. E cultura é cultura, não podemos discutir isso.


Existe dois pontos de vista sobre essa questão, muitos zeladores, dizem que não se deve iniciar ninguém nesse orixá, pois não temos material para fazê-lo, e que isso acarreta uma espécie de cobrança dessa energia, pois quando invocamos um determinado orixá, devemos ter ciência de como ele é cultuado originalmente, porém se pensarmos por esse ponto de vista, não iniciaríamos ninguém, pois como você inicia alguém de Iemanjá  sem a água do rio Ogum  Ou alguém de Xangô sem um otá de Oyó? É complicado quando falamos desse assunto, hoje temos como comprar produtos importados da África, mas e a trinta anos? Como eram feitas. Mas continuando falando sobre Ogum Já, sua cor é o azul e o verde, que representação o ferro e o mariwó. Seu espaço é caracterizado pelas estradas de terra estreitas e retas e tem relações estreitas com Oxaguiã Ajagunã.



Oríkì ÒGÚN




Ògún pèlé o !
Ogum, eu te saúdo !

Ògún alákáyé,
Ogum, senhor do universo,

Osìn ímolè.
Poder dos orixás.

Ògún alada méjì.
Ogum, dono de dois facões,

O fi òkan sán oko.
Usou um deles para preparar a horta

O fi òkan ye ona.
e o outro para abrir caminho.

Ojó Ògún ntòkè bò.
No dia em que Ogum vinha da montanha

Aso iná ló mu bora,
ao invés de roupa usou fogo para se cobrir.

Ewu ejè lówò.
E vestiu roupa de sangue.

Ògún edun olú irin.
Ogum, a divindade do ferro

Awònye òrìsà tií bura re sán wònyìnwònyìn.
Orixá poderoso, que se morde inúmeras vezes.

Ògún onire alagbara.
Ògún Onire, o poderoso.

A mu wodò,
O levamos para dentro do rio

Ògún si la omi Logboogba.
e ele, com seu facão, partiu as águas em duas partes iguais.

Ògún lo ni aja oun ni a pa aja fun.
Ogum é o dono dos cães e para ele sacrificamos.

Onílí ikú,
Ogum, senhor da morada da morte.

Olódèdè màríwò.
o interior de sua casa é enfeitado com màríwò.

Ògún olónà ola.
Ogum, senhor do caminho da prosperidade.

Ògún a gbeni ju oko riro lo,
Ogum, é mais proveitoso ao homem cultuá-lo do que sair para plantar

Ògún gbemi o.
Ogum, apoie-me

Bi o se gbe Akinoro.
do mesmo modo que apoiou Akinoro.

quinta-feira, 28 de junho de 2018

OGUN

Tudo é regido por uma Lei imutável, a Lei do Criador, a ordem das coisas em todos os planos da vida e em todos os níveis conscienciais. Nas esferas superiores da Luz, há lei, ordem e harmonia e essa Lei dá os parâmetros, para o nosso equilíbrio, evolução e vida  no meio que nos acolhe. Lei é ordem das coisas em todos os planos da vida e em todos os níveis conscienciais e a Lei Divina é a Lei Maior, que rege  tudo e a todos conduz, na sua senda evolutiva. A Lei da Umbanda é essa Lei de Deus, justa e poderosa. As outras leis estão dentro dela: carma, reencarnação, causa e efeito, afinidades. A Lei Maior é o campo de atuação de Pai Ogum, que ordena os procedimentos, os processos e as normas ditados pelo Divino Criador, anulando tudo o que estiver em desacordo com ela.  Essa força que ordena tudo e todos está presente tanto na estrutura de um átomo, como na estrutura do Universo. É a Lei Divina em ação.

No estágio humano, nossa vida precisa ter sentidos a guiá-la, para adquirirmos equilíbrio, fortalecimento de nossa crença, firmeza nos princípios que nos regem e no  sentimento de amor pelo Criador e por sua criação. Nossa Lei não é dualista, ela não diz que "podemos fazer o bem com a direita e o mal com a esquerda". Só podemos fazer o bem. Muitos direcionam a maior parte de seu potencial humano na busca da satisfação mundana (materialista) e se esquecem que a vida tem sentidos superiores, êxtases verdadeiros. É preciso desenvolvermos a consciência e o virtuosismo, para sermos conduzidos de volta ao Todo, num estágio superior de evolução. Virtuosismo é  colocarmo-nos em equilíbrio perante as leis que regem toda a criação, vivenciando Deus em nós mesmos, com fé, amor, razão, lei, equilíbrio, conhecimento, sabedoria e preservação. Virtuosismo é desenvolvermos os nossos dons,  para nos tornarmos auxiliares diretos da Lei Maior, no socorro aos semelhantes, cumprindo nossas obrigações para com Deus e sua Lei. Os seres desequilibrados ou desregrados perecem diante da Lei Maior, que age através de Pai Ogum. Desequilibrados são os espíritos que se desvirtuaram ou se viciaram emocionalmente, anulando sua razão e capacidade de raciocínio. Como ninguém se desequilibra por si mesmo, atrás de um desequilibrado estão outros. No momento da morte, o espírito desvirtuado automaticamente é atraído para as esferas cósmicas negativas, desprovidas de luz (trevas). Aí, sofre alterações em seu corpo espiritual, tornando-se irreconhecível, com aparência desumana. As trevas aparentam ser um inferno, mas é o melhor que a Lei pode fazer pelos desequilibrados e desregrados, pois seus magnetismos negativos não permitem sua condução para a luz, pois nela não se sustentariam. Um ser humano só sai da prisão das trevas se clamar, de coração e arrependido, pela ajuda de Deus. Isto é a Lei. E Pai Ogum é a divindade que aplica a Lei Maior em tudo e a todos; ele é o comandante das milícias celestes, sempre vigilante e marcial, pronto a agir, anulando tudo o que for oposto a ela.!

Pai Ogum Maior é sinônimo de Lei Maior, Ordenação Divina e retidão, porque é gerado na qualidade eólica, ordenadora, do Divino Criador. Como ordenação divina, age apenas como energia, tanto atrativa como repulsiva, ordenando desde a estrutura de um átomo até a estrutura do Universo. Seu campo de atuação é a linha divisória entre a razão, a emoção e a ordenação dos processos e procedimentos. É o senhor do movimento, o senhor dos caminhos e das estradas, o senhor que quebra as demandas, que arrebenta as amarras e nos liberta. Ele faz nossa vida se movimentar e, como bom ordenador, coloca as nossas prioridades à frente, na hora certa. Ele é a divindade que aplica a Lei Maior, é o regente das milícias celestes, guardiãs dos procedimentos dos seres em todos os sentidos. É a divindade que aplica a Lei Maior. Ele ordena a fé, o amor, o conhecimento, a justiça, a evolução e a geração. Por isso, está em todas as outras qualidades divinas.

sábado, 26 de maio de 2018

OGUN

Tudo é regido por uma Lei imutável, a Lei do Criador, a ordem das coisas em todos os planos da vida e em todos os níveis conscienciais. Nas esferas superiores da Luz, há lei, ordem e harmonia e essa Lei dá os parâmetros, para o nosso equilíbrio, evolução e vida  no meio que nos acolhe. Lei é ordem das coisas em todos os planos da vida e em todos os níveis conscienciais e a Lei Divina é a Lei Maior, que rege  tudo e a todos conduz, na sua senda evolutiva. A Lei da Umbanda é essa Lei de Deus, justa e poderosa. As outras leis estão dentro dela: carma, reencarnação, causa e efeito, afinidades. A Lei Maior é o campo de atuação de Pai Ogum, que ordena os procedimentos, os processos e as normas ditados pelo Divino Criador, anulando tudo o que estiver em desacordo com ela.  Essa força que ordena tudo e todos está presente tanto na estrutura de um átomo, como na estrutura do Universo. É a Lei Divina em ação.

No estágio humano, nossa vida precisa ter sentidos a guiá-la, para adquirirmos equilíbrio, fortalecimento de nossa crença, firmeza nos princípios que nos regem e no  sentimento de amor pelo Criador e por sua criação. Nossa Lei não é dualista, ela não diz que "podemos fazer o bem com a direita e o mal com a esquerda". Só podemos fazer o bem. Muitos direcionam a maior parte de seu potencial humano na busca da satisfação mundana (materialista) e se esquecem que a vida tem sentidos superiores, êxtases verdadeiros. É preciso desenvolvermos a consciência e o virtuosismo, para sermos conduzidos de volta ao Todo, num estágio superior de evolução. Virtuosismo é  colocarmo-nos em equilíbrio perante as leis que regem toda a criação, vivenciando Deus em nós mesmos, com fé, amor, razão, lei, equilíbrio, conhecimento, sabedoria e preservação. Virtuosismo é desenvolvermos os nossos dons,  para nos tornarmos auxiliares diretos da Lei Maior, no socorro aos semelhantes, cumprindo nossas obrigações para com Deus e sua Lei. Os seres desequilibrados ou desregrados perecem diante da Lei Maior, que age através de Pai Ogum. Desequilibrados são os espíritos que se desvirtuaram ou se viciaram emocionalmente, anulando sua razão e capacidade de raciocínio. Como ninguém se desequilibra por si mesmo, atrás de um desequilibrado estão outros. No momento da morte, o espírito desvirtuado automaticamente é atraído para as esferas cósmicas negativas, desprovidas de luz (trevas). Aí, sofre alterações em seu corpo espiritual, tornando-se irreconhecível, com aparência desumana. As trevas aparentam ser um inferno, mas é o melhor que a Lei pode fazer pelos desequilibrados e desregrados, pois seus magnetismos negativos não permitem sua condução para a luz, pois nela não se sustentariam. Um ser humano só sai da prisão das trevas se clamar, de coração e arrependido, pela ajuda de Deus. Isto é a Lei. E Pai Ogum é a divindade que aplica a Lei Maior em tudo e a todos; ele é o comandante das milícias celestes, sempre vigilante e marcial, pronto a agir, anulando tudo o que for oposto a ela.!

Pai Ogum Maior é sinônimo de Lei Maior, Ordenação Divina e retidão, porque é gerado na qualidade eólica, ordenadora, do Divino Criador. Como ordenação divina, age apenas como energia, tanto atrativa como repulsiva, ordenando desde a estrutura de um átomo até a estrutura do Universo. Seu campo de atuação é a linha divisória entre a razão, a emoção e a ordenação dos processos e procedimentos. É o senhor do movimento, o senhor dos caminhos e das estradas, o senhor que quebra as demandas, que arrebenta as amarras e nos liberta. Ele faz nossa vida se movimentar e, como bom ordenador, coloca as nossas prioridades à frente, na hora certa. Ele é a divindade que aplica a Lei Maior, é o regente das milícias celestes, guardiãs dos procedimentos dos seres em todos os sentidos. É a divindade que aplica a Lei Maior. Ele ordena a fé, o amor, o conhecimento, a justiça, a evolução e a geração. Por isso, está em todas as outras qualidades divinas.

terça-feira, 27 de março de 2018

Ogun

DIA: Terça-Feira
CORES: Verde ou Azul-escuro, Vermelho (algumas qualidades)
SÍMBOLOS: Bigorna, Faca, Pá, Enxada e outras ferramentas
ELEMENTOS: Terra (florestas e estradas) e Fogo
DOMÍNIOS: Guerra, Progresso, Conquista e Metalurgia
SAUDAÇÃO: Ògún ieé!!

Ogum (Ògún) é o temível guerreiro, violento e implacável, deus do ferro, da metalurgia e da tecnologia; protector do ferreiros, agricultores, caçadores, carpinteiros, escultores, sapateiros, talhantes, metalúrgicos, marceneiros, maquinistas, mecânicos, motoristas e de todos os profissionais que de alguma forma lidam com o ferro ou metais afins.
Orixá conquistador, Ogum fez-se respeitar em toda a África negra pelo seu carácter devastador. Foram muitos os reinos que se curvaram diante do poder militar de Ogum.
Entre os muitos Estados conquistados por Ogun estava a cidade de Iré, da qual se tornou senhor após libertar a cidade da tirania do rei e substituí-lo pelo seu, próprio filho, regressando glorioso com o título de Oníìré, ou seja, Rei de Iré.
Não é por acaso, portanto, que nas orações dedicadas a Ogun o medo fica tão evidente e a piedade é um pedido constante, pois como diz uma das suas cantigas:

Ògún pá lélé pá
Ògún pá ojaré
Ògún pá, lélé pá
Ògún pá ojaré.
Ogum mata/extingui com violência
Ogum mata/extingui com razão
Ogum mata/extingui e destrói completamente.

Ogum é o filho mais velho de Odudua, o herói civilizador que fundou a cidade de Ifé. Quando Odudua esteve temporariamente cego, Ogum tornou-se seu regente em Ifé.
Ogum é um orixá importantíssimo em África e no Brasil. A sua origem, de acordo com a história, data de eras remotas. Ogum é o último imolé.
Os Igba Imolé eram os duzentos deuses da direita que foram destruídos por Olodumaré após terem agido mal. A Ogum, o único Igba Imolé que restou, coube conduzir os Irun Imole, os outros quatrocentos deuses da esquerda.
Foi Ogum quem ensinou aos homens como forjar o ferro e o aço. Ele tem um molho de sete instrumentos de ferro: alavanca, machado, pá, enxada, picareta, espada e faca, com as quais ajuda o homem a vencer a natureza.
Em todos os cantos da África negra Ogum é conhecido, pois soube conquistar cada espaço daquele continente com a sua bravura. Matou muita gente, mas matou a fome de muita gente, por isso antes de ser temido Ogum é amado.
Espada! Eis o braço de Ogum.
Características dos filhos de Ogum
Fisicamente, os filhos de Ogum são magros, mas com músculos e formas bem definidas. Compartilham com Exu o gosto pelas festas e conversas que não acabam e gostam de brigas. Se não fizerem a sua própria briga, compram a dos seus camaradas.
Sexualmente os filhos de Ogum são muito potentes; trocam constantemente de parceiros, pois possuem dificuldade de se fixar a uma pessoa ou lugar.
São do tipo que dispensa um confortável colchão de molas para dormir no chão; gostam de pisar a terra com os pés descalços. São pessoas batalhadoras, que não medem esforços para atingir os seus objectivos, são pessoas que mesmo contrariando a lógica lutam insistentemente e vencem.
Não se prendem à riqueza, ganham hoje, gastam amanhã. Gostam mesmo é do poder, gostam de comandar, são líderes natos. Essa necessidade de estar sempre à frente pode torná-los pessoas egoístas e desagradáveis, mas nem sempre.
Geralmente, os filhos de Ogum são pessoas alegres, que falam e riem alto para que todos se divirtam com suas histórias e que adoram compartilhar a sua felicidade.

segunda-feira, 26 de março de 2018

Ogun Beira Mar e Ogun Matinata

Dois Cavaleiros e uma só história!

Esses dois emissários de São Jorge, viveram, lutaram e morreram juntos. Foram criados desde crianças para a luta. Confiaram sua vida a Deus e a serviço da humanidade. Defenderam a Terra Santa e a Santa Madre Igreja. Morreram lado a lado, lutando por justiça e por honra. A história que vou narrar, transcrevo-a exatamente como ouvi do Senhor Ogun Beira Mar:
"Eu nasci no ano de 1268 de Nosso Senhor Jesus Cristo. Meu amigo e companheiro de jornada, Senhor Matinata, nasceu um pouco antes, em 1257, na região que hoje se chama San Vicenzo, na Itália. Seu nome era Guido Franciesco. Meu nascimento ocorreu em território gaulês, hoje ocupado pela França e meu nome era  Olave de Gusttave.
Apesar da diferença de idade, nos dávamos muito bem. Éramos inseparáveis e sempre lutávamos lado a lado, nos campos de batalha. Dedicamos nossa vida a defender a Igreja e cada um foi designado para servir em uma Ordem. Ele foi destacado para servir a Ordem Soberana e Militar Hospitalária de São João de Jerusalém, de Rodes e de Malta e se tornou um Hospitalário. Eu fui destacado para a Ordem dos Pobres Cavaleiros de Cristo e do Templo de Salomão e tornei-me um Templário.
Dedicamos nossa vida a defender a Santa Madre Igreja, as Terras Santas de Jerusalém e os peregrinos cristãos. Fomos treinados desde os 7 anos, fizemos votos de pobreza e castidade; éramos monges guerreiros. Porém, fomos traídos pela própria Igreja, acusados de heresia e de esconder tesouros no Convento da Ordem. Sabíamos que era um golpe militar para extinguir a ordem.
Eu estava no Convento de Jerusalém, quando fomos atacados pelos soldados do rei. Guido estava a serviço dos Hospitalários e passava um tempo no convento. Estávamos em número reduzido, mesmo assim lutamos. Alguns conseguiram fugir para contar sua história, outros morreram ali mesmo. Eu fui decapitado, juntamente com meu amigo Guido. Nossa morte ocorreu no ano de 1303. Poucos anos depois a Ordem dos Templários estava extinta e a dos Hospitalários permaneceu por possuir diferentes interesses.
Eu tornei-me um Cavaleiro de São Jorge, servindo a Virgem Maria e a São Miguel Arcanjo e Guido passou a servir São Jorge, São Thiago e São João Batista. Recebi a insígnia de Cavaleiro de Ogun e meu nome tornou-se Beira Mar. Guido recebeu a mesma insígnia, mas seu nome tornou-se Matinata. Atuamos em campos diferentes do Plano Espiritual, porém, permanecemos no mesmo ideal de servir a Cristo Jesus e a nossa Amada Mãe Maria. Podemos nos deslocar no tempo e no espaço e, assim, atuar em locais distantes e desconhecidos."

Ogun Rompe Mato

O Ogun das Matas!

Esse Cavaleiro de Ogun viveu no Brasil Colônia do século XVI. Sua função era servir ao Rei e a Rainha de Portugal. O Brasil ainda era uma terra de muitos índios e muita natureza. Seu nome era Jorge, em homenagem ao Santo de devoção de sua mãe. Ao chegar ao Brasil acompanhando o cortejo real, sentiu-se atraído pelo lugar. Era especialista em abrir novos caminhos nas matas virgens e descobrir novas civilizações, por isso seus serviços foram solicitados. Comandava um grupo de 200 soldados, como capitão da guarda. Buscavam os melhores lugares para construir os aposentos reais e retirar as riquezas da terra. Haviam lhe falado que os índios eram selvagens cruéis.
Na primeira aldeia que ele conquistou percebeu temor nos olhos indígenas. E nas próximas aldeias, apesar das resistências e das lutas, foi percebendo que os índios apenas se defendiam e tentavam manter suas terras. Em uma das aldeias capturaram muitos índios para fazê-los escravos. Entre eles havia uma índia potiguara de beleza única, por quem se apaixonou. Retirou-a do meio dos escravos, chamou um intérprete e foi conversar com ela. Essa índia chamava-se Guaraci, para homenagear o Sol. Guaraci tentou mostrar a Jorge o que os brancos estavam fazendo, através de gestos e palavras. Jorge, apesar de seguir as ordens reais tinha bom coração. A índia convidou-o a ir com ela até a Aldeia Portiguara e aprender os costumes indígenas. Propôs a ele levá-lo e devolvê-lo em segurança, desde que aceitasse conviver 10 dias nas terras indígenas.
Jorge aceitou a prosposta da índia. Chamou o sargento da guarda e pediu-lhe que assumisse seu posto. Avisou aos demais que se ausentaria por um tempo, pois queria estudar os costumes indígenas e procurar os melhores lugares para extrair as riquezas da terra. E assim foi que a índia portiguara Guaraci chegou à sua Aldeia sã e salva carregando um homem branco. Isso foi motivo de grande orgulho para o Chefe da Tribo, que era seu pai. Explicou ao Cacique que Jorge permaneceria com eles por um período de 10 dias para aprender os costumes e tentar uma negociação. O cacique aceitou e assim Jorge começou seu período de aprendizagem. Ele se despiu de seu uniforme e aceitou um saiote de penas para se cobrir. No período em que conviveu com os índios começou a aprender o tupi-guarani. Também lhe ensinaram a usar o arco e a flecha e a entender os sinais da natureza. Essa vida simples tocou alguma coisa dentro de Jorge, que passou a admirar os nativos potiguaras.
Quando os 10 dias findaram, Guaraci levou Jorge novamente aos brancos. Ele não era mais o mesmo. Percebeu que não poderia mais lutar contra um povo que passou a admirar e também não poderia renunciar ao seu cargo, pois seria considerado desertor. Esse dia foi decisivo na vida de Jorge. Ele esperou todos irem dormir, arrumou suas tralhas e penetrou na floresta. Foi até o acampamento portiguara. Procurou por Guaraci e lhe propôs fugirem juntos. A índia falou que não poderia abandonar seu povo, mas Jorge sabia que a tribo estava com os dias contados e que em breve seriam atacados. Sem saber o que fazer, capturou a índia e embrenhou-se na mata com ela. Tentava explicar-lhe que não poderiam ficar por ali pois a tribo seria atacada. Guaraci não aceitou e falou que deviam voltar, pois para os potiguaras covardia era uma desonra! Então, ele voltou com Guaraci e entregou-se ao Chefe. Ele foi aprisionado na Oca e seu futuro seria decidido em breve.
Os índios potiguaras já haviam tido contato com o homem branco, quando os franceses se aproximaram tentando uma negociação. Os portugueses retomaram as terras e agora imporiam sua vontade aos índios de qualquer maneira. A raça potiguara ocupava todo o litoral nordestino e eram muito numerosos, mas os portugueses possuíam armas que cospiam fogo e explodiam como trovões! Por isso, a derrota dos índios era visível. A sobreviência deles ocorreu pelo acordo firmado entre os portugueses e os índios.
Jorge e Guaraci nunca ficaram juntos. Jorge foi morto durante o combate. Seu espírito vagou por anos nas matas litorâneas e muitos contavam a história de um cavaleiro das matas que rompia a floresta com seu galope e emitia um grito de guerra. Quando Jorge foi recolhido à Aruanda, ele estudou, evoluiu e passou a trabalhar nas Linhas de Ogun e de Oxóssi, como Ogun Rompe Mato.

Ogun das Sete Espadas Flamejantes!

"Eu tenho sete espadas pra me defender, eu tenho Ogun em minha companhia!
Ogun é meu Pai, Ogun é meu guia, Ogun é meu Pai, Senhor São Jorge, filho da Virgem Maria!"

Ele é um dos mais temidos guerreiros da Falange de São Jorge! Sua espada é a justiça flamejante que corta todo o mal! Ele pode descer ao mais baixo umbral e subir ao mais alto astral. Sua força e sua lei são implacáveis com os inimigos visíveis e invisíveis que espalham o mal sobre a Terra. Ele atua principalmente em regiões onde a guerra, a fome e a revolta estão presentes. Sua história só me foi permitida contar depois de muito tempo... Ele fala pouco, mas sua ação é firme e persisitente.
"Ele nasceu na região que hoje se denomina Hungria, no ano de 303 d.C. Sua família pertencia ao clã dos Hunos, que se tornaram conhecidos por suas conquistas. Os hunos eram bárbaros e viviam como nômades. Aonde passavam deixavam um rastro de pavor, pois eram guerreiros natos. Quando eles saíram do Mar Báltico e chegaram as planícies do Rio Reno, montaram acampamento e se estabeleceram por muitos anos na região. Ele viveu muito, lutou muitas batalhas e conquistou inúmeros territórios. Sua dinastia se tornou conhecida, pois de sua herança genética surgiu um dos hunos mais famosos da história: Átila!"
Claro que hoje, esse guerreiro que atende pelo nome de Ogun das Sete Espadas Flamejantes, não se orgulha de seu passado cheio de sangue, conquistas e mortes. Mas, ele disse que "um homem não é homem, se não assumir seus erros do passado e se reconciliar consigo mesmo"!

Essa era a sua aparência quando foi um huno:

sexta-feira, 23 de março de 2018

Ogun de Malê

Um comandante da Lei e da Ordem no Reino de Oxalá!

Alguns pronunciam seu nome como Ogun de "Malei", outros como Ogun de "Malê"... Devido a língua yorubana ser bastante distinta de uma região a outra, na África, as grafias e pronúncias, muitas vezes, modificam-se, pois ao ser trazido para o Brasil, o africano "continha" o seu vocabulário, com medo das chibatadas. Em yorubá, é comum dizermos: "Maleime, Malembe ou Maleme" que significa: "Misericórdia, meu Pai! Perdão, meu Pai!" Por isso, existe confusão com relação ao nome desse Ogun.
 
Ogun de Malê é considerado um Orixá de Nação, com Culto no Candomblé e é venerado como uma das qualidades de Ogun. Quando a Umbanda apresentou-se em solo brasileiro, algumas Entidades mantiveram seu nome ligado ao Orixá que elas representam, por isso, Ogun de Malê no Candomblé é um Orixá, enquanto na Umbanda é o nome de uma Entidade que atua na Linha de Ogun. Como Entidade, esse Ogun possui inúmeras histórias para contar e todas elas cheias de muitos acontecimentos! Mas, aqui vamos narrar apenas uma delas, a pedido dessa Entidade.

Inclusive, sobre isso, gostaríamos de ressaltar que a Umbanda acredita na Reencarnação, assim como o Espiritismo e algumas religiões Orientais; portanto, um espírito sempre teve mais de uma vida encarnada. Ao publicarmos uma história sobre a vida de uma Entidade, não significa que seja sua única história de vida; pois, até mesmo o Caboclo Sete Encruzilhadas narrou duas vidas distintas ao apresentar-se na Federação de Niterói no Rio de Janeiro. Assim, é normal a Entidade escolher qual história de vida ela quer narrar para, em seguida, descrever porque fez essa escolha... As Entidades procuram se preservar e para isso não contam tudo sobre suas passagens terrenas. Em alguns casos, é possível saber mais de uma vida da Entidade, como ocorreu com Emmanuel de Chico Xavier, onde ele narra algumas de suas existências em livros: http://pt.wikipedia.org/wiki/Emmanuel_(esp%C3%ADrito). Mas, há casos em que a Entidade conta apenas uma de sua existência e pronto. O próprio "Pai José de Aruanda" nos contou duas de suas existências e, depois, justificou sua escolha por escolher narrar essas histórias.
 
Sobre o Senhor Ogun de Malê, na vida em que viveu na Grécia, no século II a.C., ele foi um General que preparava suas tropas para a conquista de novos territórios. A Grécia era um Reino populoso e distinto nessa época, onde proliferavam as artes, as ciências e as filosofias. Os gregos eram considerados pessoas cultas e de fino trato. A Civilização Helênica (como também era chamada) já havia ocupado grande parte da Europa e conquistado muitos territórios em 1500 anos de história!
Ele chamava-se Helano e cresceu ouvindo as histórias de conquistas de seu povo, como a "Guerra do Cavalo de Troia" e de "Alexandre - o Grande". Também tinha conhecimento de todos os Deuses do Olimpo e de como Eles "premiavam" os vencedores. Ele amava servir à Grécia e pertencer a essa civilização era uma honra para sua vida!
Porém, em 167 a.C. o sul da Grécia ficou sob os domínios da Macedônia e depois, em 146 a.C., a Península Grega foi anexada à Roma. Algumas propriedades da Grécia conseguiram manter uma certa independência, juntamente com as ilhas do Mar Egeu, até 133 a.C. Em 88 a.C. Atenas, com outras cidades, rebeleram-se contra Roma, mas foram devastadas pelo General Silas. Mais guerras romanas devastaram a região e em 27 a.C. Augusto César reorganizou a península grega como a Província de Acaia.
Helano era criança quando a Macedônia comandava parte do território grego. Ele cresceu sendo treinado para tornar-se um soldado na luta pela libertação de seu povo. Mas, por mais que lutasse não conseguiu evitar que a Grécia fosse perdendo seus valores, sua cultura e toda a sua identidade para os povos europeus, principalmente os romanos. A história da Grécia, seus monumentos e toda a sua estrutura começou a ser modificada; mas, ao mesmo tempo, também foi assimilada pelos demais. Assim, a filosofia, a ciência e a arquitetura grega passaram a ser conhecidas em todo o mundo.
Toda Guerra possui um preço a ser pago: pela perda da vida de seus combatentes ou pela perda dos valores de sua cultura. De qualquer forma, todos saem perdendo: uns mais, outros menos. E Helano perdeu sua vida no ano de 99 a.C., quando os Romanos tomaram definitivamente a Grécia. Ele estava com 55 anos de vida; perdeu família, filhos e amigos. Muitos morreram na luta por seus valores e ideais; inclusive mulheres, crianças e idosos. Essa parte da batalha poucos contam, porque é desonroso para um General conquistar uma Vila massacrando a todos. E assim fez o General Silas: devastou diversas cidades! Como fez depois César...
Essa foi uma vida que Helano demorou a superar e esquecer, pois a dor de ter perdido toda a sua gente era muito grande! Ele não compreendia porque os "Deuses" permitiram tudo isso. Então, seu espírito fechou-se em si mesmo... E, somente um século depois, quando renasceu em território judeu, ele compreendeu o propósito maior de tudo aquilo. Mas, essa é uma outra história que Ele nos pediu para guardar...

É possível ler mais sobre a história grega em: http://pt.wikipedia.org/wiki/Escultura_da_Gr%C3%A9cia_arcaica e http://pt.wikipedia.org/wiki/Gregos

domingo, 4 de dezembro de 2016

Ogun das Sete Espadas Flamejantes!


"Eu tenho sete espadas pra me defender, eu tenho Ogun em minha companhia!
Ogun é meu Pai, Ogun é meu guia, Ogun é meu Pai, Senhor São Jorge, filho da Virgem Maria!"

Ele é um dos mais temidos guerreiros da Falange de São Jorge! Sua espada é a justiça flamejante que corta todo o mal! Ele pode descer ao mais baixo umbral e subir ao mais alto astral. Sua força e sua lei são implacáveis com os inimigos visíveis e invisíveis que espalham o mal sobre a Terra. Ele atua principalmente em regiões onde a guerra, a fome e a revolta estão presentes. Sua história só me foi permitida contar depois de muito tempo... Ele fala pouco, mas sua ação é firme e persisitente.
"Ele nasceu na região que hoje se denomina Hungria, no ano de 303 d.C. Sua família pertencia ao clã dos Hunos, que se tornaram conhecidos por suas conquistas. Os hunos eram bárbaros e viviam como nômades. Aonde passavam deixavam um rastro de pavor, pois eram guerreiros natos. Quando eles saíram do Mar Báltico e chegaram as planícies do Rio Reno, montaram acampamento e se estabeleceram por muitos anos na região. Ele viveu muito, lutou muitas batalhas e conquistou inúmeros territórios. Sua dinastia se tornou conhecida, pois de sua herança genética surgiu um dos hunos mais famosos da história: Átila!"
Claro que hoje, esse guerreiro que atende pelo nome de Ogun das Sete Espadas Flamejantes, não se orgulha de seu passado cheio de sangue, conquistas e mortes. Mas, ele disse que "um homem não é homem, se não assumir seus erros do passado e se reconciliar consigo mesmo"!

Essa era a sua aparência quando foi um huno:

Ogun das Sete Estrelas Douradas


"Ogun é meu pai, Ogun é meu guia!"


Esse Chefe de Falange trabalha para Nossa Mãe Maria e para Nosso Mestre Jesus. Seu nome sempre foi sinal de respeito e de ordem dentro do Terreiro.  Quando está presente nos trabalhos é porque alguma coisa importante o exige. Sempre se portou com seriedade. Os obsessores o temem e os falangeiros o respeitam.
Cumpre as mais diversas ordens. Orienta com sabedoria. Fala sempre a verdade. Jamais esconde uma situação de alguém, mesmo que isso cause constrangimento, pois diz que a verdade é sempre libertadora. Mas, quando ele atua é para estabelecer a ordem no caos. Sua ação é estabelecer o equilíbrio e promover a paz.
Sua última encarnação foi há muito tempo... Viveu antes de Cristo na Terra, chamava-se Elloph e morou na região que hoje é a Sibéria . Não reencarnou mais, tornou-se primeiramente um guardião e passou a servir as Colônias Espirituais como lhe era solicitado. Evoluiu, acompanhou a história e a trajetória terrena, mas sempre trabalhando no Plano Espiritual. Hoje habita uma esfera que não lhe exige mais voltar ao plano físico, porém está sempre auxiliando quem lhe solicita ajuda.
Atende aos chamados de São Miguel Arcanjo no resgate dos espíritos infernais e também assume trabalhos nos atendimentos das Casas que trabalham com Apometria e Cirurgia Espiritual. Seu nome indica sua falange e sua missão: Ogun (cavaleiro de São Jorge) - Sete Estrelas (trabalha para Jesus e Maria) - Douradas: porque absorve e transmuta as energias fluidicas do ambiente. Assim como ele, existem outros Oguns: Ogun Sete Lanças, Ogun Sete Espadas, Oguns Sete Luas, etc. O complemento do seu nome se baseia no Orixá que comanda a casa.

  

quarta-feira, 30 de novembro de 2016

Ogun Sete Lanças


Aquele que perfurou Jesus com sua lança!

Na postagem de hoje contaremos a história de um mensageiro espiritual que já é conhecido de muitos, mas sem utilizar o método da psicografia; apenas, ajudaremos a relembrar sua história, pois ela já é contada e recontada de geração a geração. Ogun Sete Lanças era Longinus que viveu no primeiro século (contemporâneo de Jesus) e seria ele o centurião romano que feriu o lado de Jesus com a sua lança (Jo 19:34). Também deve-se a ele a revelação de que Jesus era realmente o Filho de Deus (Mateus 27:54; Marcos 15:39 e Lucas 23:47).
Diz a lenda que a água que saía do lado ferido de Jesus respingou em seu rosto e ele imediatamente sarou de um sério problema. Então, abandonou para sempre o exército e tornou-se um monge, percorrendo toda a Cesarea e a Capadócia, levando a palavra de Cristo. Mais tarde, convertido como monge, promoveu prodígios pela graça do Espírito Santo. Entretanto, o governador de Cesarea, que estava irritado com a conversão de seu secretário particular, descobriu sua identidade de centurião e o denunciou a Pôncio Pilatos em Jerusalém. Este, acusou Longinus de desertor e o condenou a morte, caso não pedisse redenção, renegando sua fé. "Longuinho" manteve-se fiel a Cristo e por isso foi torturado, tendo seus dentes arrancados e sua língua cortada; em seguida, foi decapitado.
Sua lança é reverenciada como uma relíquia religiosa e está a mostra em Viena na Áustria. Na Espanha e no Brasil ele é conhecido como "São Longinho" e aclamado como protetor para encontrar objetos perdidos. Esse costume deve-se ao fato de que seus companheiros de msosteiro sempre extraviam os objetos pelo mosteiro e Longinus os encontrava facilmente. Na Igreja Católica sua festa é celebrada no dia 15 de março e ele é conhecido como "São Longuinho".
Após sua morte, Longinus assumiu o nome de Ogun Sete Lanças, pois foi convidado a trabalhar para o Evangelho de Jesus, ajudando a semear a religião Cristã no planeta. Como símbolo de sua devoção pelo Mestre Jesus, Longinus carrega em seu corpo os estigmas de Cristo e em seu peito ele preserva o símbolo do Sagrado Coração de Jesus, para relembrar sempre a lança que perfurou o filho de Deus. Em muitos momentos é possível vê-lo como Ogun, altivo e combatente e, em outros, como um monge cabisbaixo procurando algo perdido...

Ogun Beira Mar e Ogun Matinata


Dois Cavaleiros e uma só história!

Esses dois emissários de São Jorge, viveram, lutaram e morreram juntos. Foram criados desde crianças para a luta. Confiaram sua vida a Deus e a serviço da humanidade. Defenderam a Terra Santa e a Santa Madre Igreja. Morreram lado a lado, lutando por justiça e por honra. A história que vou narrar, transcrevo-a exatamente como ouvi do Senhor Ogun Beira Mar:
"Eu nasci no ano de 1268 de Nosso Senhor Jesus Cristo. Meu amigo e companheiro de jornada, Senhor Matinata, nasceu um pouco antes, em 1257, na região que hoje se chama San Vicenzo, na Itália. Seu nome era Guido Franciesco. Meu nascimento ocorreu em território gaulês, hoje ocupado pela França e meu nome era  Olave de Gusttave.
Apesar da diferença de idade, nos dávamos muito bem. Éramos inseparáveis e sempre lutávamos lado a lado, nos campos de batalha. Dedicamos nossa vida a defender a Igreja e cada um foi designado para servir em uma Ordem. Ele foi destacado para servir a Ordem Soberana e Militar Hospitalária de São João de Jerusalém, de Rodes e de Malta e se tornou um Hospitalário. Eu fui destacado para a Ordem dos Pobres Cavaleiros de Cristo e do Templo de Salomão e tornei-me um Templário.
Dedicamos nossa vida a defender a Santa Madre Igreja, as Terras Santas de Jerusalém e os peregrinos cristãos. Fomos treinados desde os 7 anos, fizemos votos de pobreza e castidade; éramos monges guerreiros. Porém, fomos traídos pela própria Igreja, acusados de heresia e de esconder tesouros no Convento da Ordem. Sabíamos que era um golpe militar para extinguir a ordem.
Eu estava no Convento de Jerusalém, quando fomos atacados pelos soldados do rei. Guido estava a serviço dos Hospitalários e passava um tempo no convento. Estávamos em número reduzido, mesmo assim lutamos. Alguns conseguiram fugir para contar sua história, outros morreram ali mesmo. Eu fui decapitado, juntamente com meu amigo Guido. Nossa morte ocorreu no ano de 1303. Poucos anos depois a Ordem dos Templários estava extinta e a dos Hospitalários permaneceu por possuir diferentes interesses.
Eu tornei-me um Cavaleiro de São Jorge, servindo a Virgem Maria e a São Miguel Arcanjo e Guido passou a servir São Jorge, São Thiago e São João Batista. Recebi a insígnia de Cavaleiro de Ogun e meu nome tornou-se Beira Mar. Guido recebeu a mesma insígnia, mas seu nome tornou-se Matinata. Atuamos em campos diferentes do Plano Espiritual, porém, permanecemos no mesmo ideal de servir a Cristo Jesus e a nossa Amada Mãe Maria. Podemos nos deslocar no tempo e no espaço e, assim, atuar em locais distantes e desconhecidos."

Ogun Rompe Mato


O Ogun das Matas!

Esse Cavaleiro de Ogun viveu no Brasil Colônia do século XVI. Sua função era servir ao Rei e a Rainha de Portugal. O Brasil ainda era uma terra de muitos índios e muita natureza. Seu nome era Jorge, em homenagem ao Santo de devoção de sua mãe. Ao chegar ao Brasil acompanhando o cortejo real, sentiu-se atraído pelo lugar. Era especialista em abrir novos caminhos nas matas virgens e descobrir novas civilizações, por isso seus serviços foram solicitados. Comandava um grupo de 200 soldados, como capitão da guarda. Buscavam os melhores lugares para construir os aposentos reais e retirar as riquezas da terra. Haviam lhe falado que os índios eram selvagens cruéis.
Na primeira aldeia que ele conquistou percebeu temor nos olhos indígenas. E nas próximas aldeias, apesar das resistências e das lutas, foi percebendo que os índios apenas se defendiam e tentavam manter suas terras. Em uma das aldeias capturaram muitos índios para fazê-los escravos. Entre eles havia uma índia potiguara de beleza única, por quem se apaixonou. Retirou-a do meio dos escravos, chamou um intérprete e foi conversar com ela. Essa índia chamava-se Guaraci, para homenagear o Sol. Guaraci tentou mostrar a Jorge o que os brancos estavam fazendo, através de gestos e palavras. Jorge, apesar de seguir as ordens reais tinha bom coração. A índia convidou-o a ir com ela até a Aldeia Portiguara e aprender os costumes indígenas. Propôs a ele levá-lo e devolvê-lo em segurança, desde que aceitasse conviver 10 dias nas terras indígenas.
Jorge aceitou a prosposta da índia. Chamou o sargento da guarda e pediu-lhe que assumisse seu posto. Avisou aos demais que se ausentaria por um tempo, pois queria estudar os costumes indígenas e procurar os melhores lugares para extrair as riquezas da terra. E assim foi que a índia portiguara Guaraci chegou à sua Aldeia sã e salva carregando um homem branco. Isso foi motivo de grande orgulho para o Chefe da Tribo, que era seu pai. Explicou ao Cacique que Jorge permaneceria com eles por um período de 10 dias para aprender os costumes e tentar uma negociação. O cacique aceitou e assim Jorge começou seu período de aprendizagem. Ele se despiu de seu uniforme e aceitou um saiote de penas para se cobrir. No período em que conviveu com os índios começou a aprender o tupi-guarani. Também lhe ensinaram a usar o arco e a flecha e a entender os sinais da natureza. Essa vida simples tocou alguma coisa dentro de Jorge, que passou a admirar os nativos potiguaras.
Quando os 10 dias findaram, Guaraci levou Jorge novamente aos brancos. Ele não era mais o mesmo. Percebeu que não poderia mais lutar contra um povo que passou a admirar e também não poderia renunciar ao seu cargo, pois seria considerado desertor. Esse dia foi decisivo na vida de Jorge. Ele esperou todos irem dormir, arrumou suas tralhas e penetrou na floresta. Foi até o acampamento portiguara. Procurou por Guaraci e lhe propôs fugirem juntos. A índia falou que não poderia abandonar seu povo, mas Jorge sabia que a tribo estava com os dias contados e que em breve seriam atacados. Sem saber o que fazer, capturou a índia e embrenhou-se na mata com ela. Tentava explicar-lhe que não poderiam ficar por ali pois a tribo seria atacada. Guaraci não aceitou e falou que deviam voltar, pois para os potiguaras covardia era uma desonra! Então, ele voltou com Guaraci e entregou-se ao Chefe. Ele foi aprisionado na Oca e seu futuro seria decidido em breve.
Os índios potiguaras já haviam tido contato com o homem branco, quando os franceses se aproximaram tentando uma negociação. Os portugueses retomaram as terras e agora imporiam sua vontade aos índios de qualquer maneira. A raça potiguara ocupava todo o litoral nordestino e eram muito numerosos, mas os portugueses possuíam armas que cospiam fogo e explodiam como trovões! Por isso, a derrota dos índios era visível. A sobreviência deles ocorreu pelo acordo firmado entre os portugueses e os índios.
Jorge e Guaraci nunca ficaram juntos. Jorge foi morto durante o combate. Seu espírito vagou por anos nas matas litorâneas e muitos contavam a história de um cavaleiro das matas que rompia a floresta com seu galope e emitia um grito de guerra. Quando Jorge foi recolhido à Aruanda, ele estudou, evoluiu e passou a trabalhar nas Linhas de Ogun e de Oxóssi, como Ogun Rompe Mato.

A Falange de Ogun Rompe-Mato e sua Tribo


"Os Nez Perce" - os grandes cavalgadores!

Existe uma Lenda que conta a origem dos Nez Perce: "Houve uma vez um monstro que vivia no vale do rio Clearwater, perto de Kamiah. Essa besta devorava todos os animais que viviam na região e se tornou uma ameaça, até que o "Coiote", um herói corajoso de muitos mitos indígenas, decidiu que ele deveria ser morto. Armado com uma faca, ele pulou na garganta do animal e apunhalou seu coração. Então ele cortou o corpo em muitos pedaços, que foram lançados para ocupar as montanhas e as planícies ao redor e, assim, surgiram as tribos norte-americanas. "Coiote Corajoso" descobriu que não havia nenhuma tribo no belíssimo vale no qual o monstro vivia. Então, ele espremeu algumas gotas de sangue do coração do animal e, dessas gotas, surgiram os Nez Perce."
Os Nez Perce acreditam em espíritos chamados Wy-a-kins que oferecem uma ligação com um mundo invisível de poder espiritual. Os Wyakin protegem de todo o mal, tornando-se um guardião espiritual individual. Para receber um wyakin, uma jovem garota ou garoto, em torno de 13 a 15 anos, deve ir às montanhas para buscar uma visão. A pessoa deve estar desarmada, em jejum e ter bebido pouca água. Na montanha, em contato com o Grande Espírito, ele(a) receberá a visão de um espírito que pode ter a forma de um mamífero ou de um pássaro. Essa visão pode aparecer fisicamente, em sonhos, ou em transe. O wyakin da pessoa é muito pessoal e raramente é compartilhado com outras pessoas, pois sua contemplação é realizada de forma privada. O wyakin permanece com a pessoa até a sua morte. Portanto, um Wyakin é um guia espiritual que aconselha e protege a pessoa por toda a sua vida.
Assim, se Ogun Rompe-Mato precisa de um fundamento, sua tribo de origem, com certeza, são os "Nez Perce" - os grandes domesticadores do cavalo appaloosa. Os Nez Perce viviam apenas na região do noroeste pacífico (Rio Columbia) dos Estados Unidos. Uma teoria antropológica diz que a tribo originou-se nas Antigas Cordilheiras, que se moveram para o sul a partir das Montanhas Rochosas e depois para o oeste nas atuais terras do Nez Perce. Atualmente a tribo governa e habita uma reserva em Idaho. Os Nez Perce se autodenominam "Nimíipu", que quer dizer "O Grande Povo". A tradição oral dos Nez Perce indica o nome "Cuupn'itpel'uu" que significa: "Nós andamos fora da floresta e fora das montanhas...". Essa tradição remete a um período anterior aos Nez Perce, quando eles não utilizavam os cavalos.
O nome "Nez Perce" deriva do francês "nariz furado", devido a um erro de observação dos viajantes estrangeiros, pois, na verdade, eles não utilizavam nenhum ornamento que necessitasse furar o nariz, a boca ou a orelha. A atual tribo "nariz furado" que vive ao longo do baixo Rio Columbia, no Noroeste Pacífico, são chamados comumente de Chinooks pelos antropólogos e historiadores. Os Chinook dependem densamente da pesca dos salmões, assim como os Nez Perce. Eles dividem a pesca e trocam entre si os locais de moradia, mas os Chinook possuem uma sociedade muito mais hierarquizada. Os Nez Perce, assim como muitas tribos do oeste, eram migratórias e viajavam conforme as estações do ano ou de acordo com a maior quantidade de comida durante um período do ano. Sua migração seguia um modelo previsível de aldeias permanentes de inverno para acampamentos temporários, voltando sempre para os mesmos locais ano após ano. Eles foram conhecidos por irem ao extremo leste, como as Grandes Planícies de Montana, para caçar o bisão-americano, e ao extremo oeste como as Cachoeira de Celilo para a pesca do salmão no rio Columbia. Eles coletavam bastante Camassia, na região entre as drenagens do rio Salmon e do rio Clearwater, como fonte de alimento.
Os cavalos Appaloosa dos Nez Perce (ou Nimíipu) corriam soltos pela bacia do rio Colúmbia e seus afluentes, onde foram capturados e domesticados pelos índios. Eles domavam os cavalos pintados, usando-os como meio de transporte, montaria para a caça e instrumento para a guerra. Os appaloosa são cavalos ágeis, rústicos, velozes e resistentes. E por conta disso sua raça já se distinguiu em muitos meios. Os cavalos pintados resistem a longas cavalgadas, travessia de regiões íngremes e áridas e jornada de longas distâncias. Os historiadores acreditam que a origem dos cavalos Appaloosa seja mais antiga que a história dos Nez Perce. Existem fontes que revelam a existência desses cavalos em regiões da China Antiga, há mais de 5 mil anos. Outras fontes indicam sua existência na Pérsia e regiões da Mesopotâmia há mais de 1,6 mil anos. Mas, também foram encontradas pinturas rupestres na Espanha e na França, desenhadas há 18 mil anos antes de Cristo.
Um cavaleiro não existe sem seu cavalo! Por isso, dessa forma, é possível dizer que os cavalos Appaloosa acompanham a Falange de Ogun há milhares de anos! Durante toda a evolução da história é possível ver e entender a ligação entre um cavaleiro de Ogun e seu cavalo.
*Assistam o filme "Hidalgo - Mar de Fogo" que relata a história de um Cavalo Appaloosa.*