segunda-feira, 20 de abril de 2020

OS FALANGEIROS DE DEMANDA OU DE QUIMBANDA

A Umbanda é o “conjunto das Leis Divinas”; conjunto esse que, como tudo originado do Criador, se irradia por todo o Cosmos através da expansão dos Sete Raios Divinos, e que pode ser representado pelo próprio símbolo da CENTELHA, onde os raios coloridos representam a Luz de Deus em ação, irradiando-se sobre a escuridão, infinita e constantemente, de forma semelhante ao próprio movimento cósmico de expansão do Universo. A partir do Logos Divino (triângulo branco), os raios luminosos avançam sobre o espaço exterior preenchido pelo negro, que representa a ausência de luz e simboliza os locais onde há consciências resistentes à Luz Divina, que não a desejam ou que não a compreendem, seja no Mundo Material ou no Mundo Espiritual. É óbvio que essa é apenas uma representação simplória da atuação da Luz sobre as Trevas, pois a Luz de Deus já está - e sempre esteve - presente em todos os lugares devido à sua onipresença; mas a representação gráfica nos facilita o entendimento da atuação dos Orixás e de seus falangeiros, agindo para fazer cumprir o conjunto das Leis do Criador.
Nessa representação, há quatro zonas distintas que merecem destaque. A primeira é o próprio triângulo branco. Ele representa Deus, de onde tudo parte; a origem de todas as coisas. A segunda corresponde aos Raios Divinos. Eles são as emanações da mente de Deus, em constante expansão e ação criadora. Dentro de cada raio há potencialidades, Orixás e vibrações irradiadas do Criador em profusão e em expansão. É a própria Lei Divina em ação! A terceira zona é a exterior aos Raios Divinos, onde sua luminosidade ainda não alcançou. Essa zona é representada pela cor preta, pois o negro é a ausência de luz, e simboliza os locais onde há resistência à aceitação da Luz Divina ou das Leis de Deus, que são carregadas dentro de cada um de seus raios de luz. Essa região representa as localidades no mundo material ou espiritual povoadas por espíritos sombrios e negativos, por exemplo. E há, por fim, a quarta zona, que compreende a tênue região fronteiriça entre a luz irradiada através de cada raio e a escuridão externa à Luz Divina. Essa pequena faixa é justamente aquela zona situada na extremidade de cada raio, na sua porção que invade a escuridão para que a luz possa se fazer presente; é a zona de combate entre luz e trevas; representa o esforço da Luz e das Leis Divinas conduzidas pelos Sete Raios para entrar onde há sombras, dissipando a escuridão e a ignorância. É nessa zona que são encontradas as vibrações divinas de EXU, aquele que vai na frente, o que dá o primeiro passo, o que rompe barreiras e o que aniquila as trevas portando a luz e o amor de Deus! Por ser a zona onde a Luz avança sobre as Trevas, chamamos os falangeiros que ali atuam de “Falangeiros de Demanda”, em alusão ao constante combate que realizam para levar as Leis Divinas onde ainda não é aceita, ou de “Falangeiros de Quimbanda”, em referência ao sentido dessa palavra que, em banto, significa “curador” e, portanto, retrata o trabalho final desses espíritos, curando as chagas morais e conscienciais dos que ainda relutam contra a Luz.
Nessa zona fronteiriça, ao redor de todos os Sete Raios, há portanto a vibração do Orixá Exu e a presença de espíritos de alto nível consciencial - seus falangeiros - que o representam na luta contra o mal, a ignorância e as trevas, buscando levar a luz onde há escuridão. No entanto, como cada um dos sete raios transporta vibrações divinas distintas e forças diferentes, exige-se desses falangeiros a especialização no controle e manuseio de energias diversas, para que possam fazer expandir as potencialidades presentes em cada raio. O raio vermelho, por exemplo, carrega consigo a potencialidade divina de FORÇA; o raio amarelo de CONSCIÊNCIA. A primeira é uma potência diretamente combativa, agressiva, impositiva; a outra é uma potência cuja ação é puramente mental e, portanto, mais relacionada à mentalização e à magia. Sendo assim, para expandir os raios vermelho e amarelo, levando as potencialidades divinas de cada um deles aonde há sombras, o conhecimento e a especialidade dos falangeiros de Exu que atuam em suas zonas fronteiriças com o negro devem ser diferentes. Por isso, embora haja a vibração de Exu ao redor de todo o limite dos raios divinos, essa vibração se expressa de maneira distinta nas zonas limítrofes de cada raio, pois também mantém relação com as características próprias de cada faixa de luz.
O falangeiro, portanto, que trabalha nessa zona limítrofe de qualquer um dos raios com o negro, além de possuir familiaridade com a vibração divina Exu – o Orixá regente dessa região -, deve também conhecer as vibrações intrínsecas ao raio em que trabalha. Por este motivo, algumas vezes – e em alguns terreiros - são considerados “falangeiros de Exu”, e são tratados como “Exus e Pombagiras”; e, em outras ocasiões, são vistos como integrantes de falanges de trabalho subordinadas a um determinado Orixá. Essa é a causa da secular discussão se o Povo Cigano é Exu ou falangeiro do Oriente, e se os Marinheiros são Exus ou uma falange de trabalho de Iemanjá. Se fôssemos considerar a teoria das Sete Linhas de Umbanda, onde cada espírito é colocado dentro de uma linha e não pode ser entendido de outra forma, realmente, essa duplicidade vibratória ficaria difícil de ser entendida, porque o Marinheiro só poderia ser uma coisa ou outra: ou Exu, ou integrante de falange de trabalho de Iemanjá. Mas, com o conceito dos Sete Raios Divinos, fica muito mais fácil visualizar que, por esses espíritos atuarem em uma zona transitória, podem ser considerados tanto como falangeiros de Exus – e serem tratados como Exus -, quanto como integrantes de “Falanges de Demanda” de cada um dos raios, sendo subordinados aos Orixás regentes daquele raio e podendo atuar de uma ou de outra forma, a depender apenas das vibrações que estiverem manuseando no momento.
Para ficar ainda mais claro, vamos apresentar os grupos de falangeiros que trabalham nas zonas limítrofes de cada raio e que, por isso, algumas vezes (ou em alguns lugares) atuam como falangeiros do Orixá Exu (sendo considerados Exus e Pombagiras) e, em outras ocasiões, como falangeiros de demanda, subordinados aos Orixás regentes de seu raio. Mas é bom relembrarmos que há diferença entre ser um “falangeiro de Exu” e ser “capangueiro” de outro Orixá! Esses espíritos, como serão descritos, são considerados, simultaneamente, FALANGEIROS de Exu e integrantes da Falange de Demanda de um Orixá, mas podem, também, ser CAPANGUEIROS (ou servidores) de qualquer outro Orixá, dependendo apenas de quem seu médium for filho.
Começando pelo raio vermelho, onde há a vibração de Ogum e de Xangô, encontramos em sua extremidade dois grandes grupos de falangeiros. A potencialidade divina com que ambos trabalham é a FORÇA, que é a potência transmitida através desse raio; mas cada um desses dois grupos tem sua própria forma de expandi-la, avançando sobre a região simbolizada pelo negro. O primeiro de que vamos falar é o grupo ligado a Xangô. Xangô é o Orixá da Justiça, e os espíritos que trabalham em sua Falange de Demanda podem ser chamados de “EXECUTORES DA LEI”, mas são também, simultaneamente, falangeiros do Orixá Exu, e correspondem a todos aqueles que, na maior parte dos terreiros são tratados somente como Exus e Pombagiras (Tranca-Ruas, Maria Padilha, Tiriri, Maria Molambo, etc). Possuem facilidade no manuseio do elemento FOGO (elemento do raio vermelho e de Xangô) e, trabalhando na sua Falange de Demanda, executam a Lei Divina pelo uso da potência FORÇA!
Mais uma vez, faço questão de lembrar: O fato de trabalhar como “Executor da Lei” e, portanto, SOB a vibração de Xangô, NÃO QUER DIZER que seja servidor de Xangô! O Exu e a Pombagira podem ser servidores (ou capangueiros) de QUALQUER Orixá, dependendo apenas de quem seu médium seja filho. Quando falamos que esses falangeiros do Orixá Exu trabalham também SOB as vibrações de Xangô, é somente porque sua falange de trabalho é quem EXECUTA a Lei Divina, compondo, por isso, a Falange de Demanda do Grande Legislador!
A segunda Falange de Demanda presente na mesma zona do raio vermelho é a ligada a Ogum. Esses espíritos também expandem a potencialidade FORÇA, mas seu papel não é o de serem “Executores da Lei Divina”, mas sim de “Condutores” da mesma; aqueles que, assim como Ogum, apontam o caminho e impulsionam à frente, ensinando, contudo, a ser maleável para desviar das adversidades sem perder o rumo, e a agir com perspicácia para identificar as melhores oportunidades de progresso. Esses espíritos compõem a “Falange dos MALANDROS”. Em muitos terreiros são considerados apenas falangeiros do Orixá Exu, sendo tratados como Exus e Pombagiras Malandros; em outros são considerados uma falange de trabalho à parte, subordinada ao Orixá Ogum. Mas, como temos explicado, tanto faz uma coisa ou outra pois, na verdade, essa falange trabalha na zona limítrofe do raio vermelho com o negro e, por isso, pode trabalhar tanto como Exu, quanto como uma Falange de Demanda ligada a Ogum, o Senhor das Estradas.
Na zona limítrofe do raio laranja com o negro há a falange de trabalho dos “BAIANOS”. São trabalhadores “quentes” como o dendê de Iansã, Orixá regente desse raio. Podem, portanto, trabalhar como falangeiros do Orixá Exu ou como integrantes da Falange de Demanda de Iansã. Como falangeiros de Exu, têm grande habilidade no desmanche de trabalhos e feitiços e, como subordinados a Iansã, sabem manipular energias repulsivas a eguns, auxiliando em processos desobsessivos e de limpeza espiritual. A potencialidade divina que conduzem é a CORAGEM (ou “ousadia”, em sua linguagem) e, embora possam atuar como Exus, tradicionalmente não costumam ser tratados assim, visto terem surgido na Umbanda já associados à uma falange independente. Mas, embora não sejam tratados como Exus, é notória sua ação “quimbandeira”, desfazendo feitiços e curando chagas espirituais.
Na zona limítrofe entre o raio amarelo, comandado pelo Povo do Oriente, e o negro, aparece uma Falange de Demanda que por muito tempo foi considerada apenas falangeira do Orixá Exu e que, de algum tempo para cá, começou a ser observada como um grupo de trabalho sob as vibrações do Oriente. Estamos falando do “POVO CIGANO”, alvo, até hoje, de grandes discussões nos meios umbandistas, se devem ser tratados como “Exus” ou não. Como todas as outras falanges situadas nas zonas limítrofes de cada raio, esses falangeiros, na verdade, podem tanto trabalhar como falangeiros do Orixá Exu, quanto como falangeiros de um grupo de trabalho subordinado ao Povo do Oriente, dependendo apenas das vibrações que estejam manipulando. Como trabalhadores ligados ao Povo do Oriente, expandem a potencialidade divina de CONSCIÊNCIA, sendo, portanto, exímios manipuladores de forças mentais e, consequentemente, de mentalizações e magias.
Na zona limítrofe do raio verde para o negro, há duas Falanges de Demanda, cujos integrantes podem ser considerados tanto falangeiros do Orixá Exu como falangeiros de um dos grupos subordinados aos Orixás regentes desse raio, Ossâin e Oxóssi. O grupo dos “CABOCLOS QUIMBANDEIROS”, também conhecido como “dos feiticeiros das florestas”, compõe a Falange de Demanda do Orixá Ossâin, expandindo a potencialidade divina do AUXÍLIO através do uso dos elementos curadores da Natureza e da ação conjunta dos elementais, auxiliando a revitalização e regeneração do corpo, mente e espírito. Já o grupo dos “BOIADEIROS”, Falange de Demanda de Oxóssi, irradia a mesma potencialidade divina do AUXÍLIO, ajudando na caminhada segura da mesma forma que o vaqueiro toca seu gado pela estrada, impedindo a perda de rumo, protegendo e diminuindo os perigos da jornada, por mais longa que seja. Nem os Caboclos Quimbandeiros e nem os Boiadeiros têm sido tratados, tradicionalmente, como Exus, mas é consenso, em grande parte dos terreiros, suas características peculiares – que muitos chamam de “traçada”; embora, até o momento, muitos não soubessem explicar a finalidade dessa duplicidade e nem como ela seria possível.
Na zona limítrofe do raio azul com o negro, há a presença da falange dos “MIRINS”, também conhecida como “Exus Mirins”, por atuarem tanto como falangeiros do Orixá Exu, quanto como integrantes de aparência infantil, da Falange de Demanda de Oxum, regente desse raio. Tais falangeiros avançam sobre a escuridão procurando estimular a pureza de sentimentos (assim como os falangeiros de Ibêji, presentes na transição desse raio para o índigo), para que possa haver a expansão da potencialidade divina do AMOR.
Na zona limítrofe do raio índigo para o negro, há a manifestação da falange dos “MARINHEIROS”. Esses espíritos, assim como os Ciganos, por muito tempo foram vistos apenas como falangeiros do Orixá Exu, sendo que, de algum tempo para cá, começaram a ser entendidos também como um grupo de trabalho ligado a Iemanjá. Como já explicado, as duas colocações estão corretas, e esses trabalhadores podem ser considerados tanto como falangeiros de Exu, sendo chamados de “Exus Marinheiros”, quanto como integrantes da Falange de Demanda de Iemanjá, a regente do raio índigo, dependendo apenas das vibrações com que estejam trabalhando. Expandem a potencialidade divina da CRIAÇÃO, removendo os obstáculos emocionais que impedem o caminhar ou, em sua linguagem, o “navegar”, para que possam ser criados novos rumos e alcançados novos horizontes.
Na zona limítrofe do raio lilás para o negro, há uma falange de trabalhadores especial. Estamos nos referindo aos PRETOS-VELHOS que, apesar de não serem considerados, tradicionalmente, falangeiros do Orixá Exu, podem trabalhar com essas vibrações, com grande facilidade, na quebra de demandas e no desmanche de trabalhos. Daí vêm as expressões muito comuns que se referem ao Preto-Velho como “quimbandeiro”, “mandingueiro” ou “mirongueiro”. Essa ligação acontece justamente porque, como qualquer outra falange de trabalho situada em zona limítrofe, os Pretos-Velhos, na verdade, também podem atuar como falangeiros do Orixá Exu ou como integrantes da Falange de Demanda subordinada a um Orixá; nesse caso a Xapanã, Orixá regente do raio lilás.
Resumindo, todas essas falanges que trabalham nas zonas limítrofes entre qualquer raio e o negro atuam tanto como falangeiros do Orixá Exu, quanto como falangeiros de uma Falange de Demanda subordinada ao Orixá regente do raio; explicando, de uma vez por todas, que aquele espírito que ali é tratado como “Pombagira Cigana”, também pode atuar sob a regência do Povo do Oriente, deixando de ser, enquanto estiver nessa vibração, a “Pombagira falangeira do Orixá Exu”, e passando a ser apenas a “Cigana nas vibrações do Oriente”, falangeira de demanda do raio amarelo. O mesmo também acontecendo com os Marinheiros, Malandros e todos os outros trabalhadores dessa zona de transição entre a Luz e as Sombras.
Aliás, por estarem situados ali, nessa faixa de transição, no “front de batalha”, são esses espíritos os primeiros a defender contra demandas, ataques espirituais e obsessões. São eles também que auxiliam na expansão do bem, desfazendo trabalhos negativos, magias e feitiços. São os soldados da Lei Divina, os que vão na frente e que batalham incansavelmente contra as trevas; são as Falanges de Demanda de cada Orixá, os seus comandados mais fiéis, que trabalham por amor às Leis de Deus, expandindo a Luz Divina por onde quer que haja Escuridão!
OBS: Para melhor entendimento desse texto, não deixe de ler os textos abaixo:
AS SETE LINHAS E OS SETE RAIOS DIVINOS
OS SETE RAIOS E SUAS VIBRAÇÕES
FALANGEIROS, CAPANGUEIROS E CATIÇOS

MÉDIUNS CONSCIENTES E SEMICONSCIENTES

O médium não é boneco vivo, insensível e de manejo mecânico, mas sim uma organização ativa com vocabulário próprio e conhecimentos pessoais adquiridos pela sua experiência e cultura humana. Além de tudo, é alma guardando em sua memória forjada nas existências pregressas a síntese dos seus esforços para a ascese espiritual. E quando se trata de médiuns conscientes ou semiconscientes, só lhes resta a tarefa de vestir e ajustar honesta e sinceramente as idéias e as frases que melhor correspondem ao pensamento que lhes é manifesto pelos espíritos desencarnados através do seu contato perispiritual. Deste modo, os comunicantes ficam circunscritos quase que totalmente à vontade e às diretrizes intelectuais e emotivas do seu intérprete encarnado, o qual fiscaliza, observa e até modifica conscientemente aquilo que foi incumbido de dizer Lembra o mensageiro terrestre que ouve o recado para transmitir verbalmente a outrem, mas na hora de cumprir sua tarefa tem de usar de suas próprias palavras para comunicá-lo. No caso, tanto o mensageiro como o médium são intérpretes do pensamento alheio e por isso influem com o seu temperamento, engenho e cultura nas mensagens que traduzem, resultando disso os textos lacônicos ou prolixos, precisos ou truncados.
Só o médium com propósitos condenáveis é que poderia ter remorsos de sua interferência anímica, pois nesse caso tratar-se-ia realmente de uma burla à conta de mediunismo. Não é passível de censura aquele que impregna as mensagens dos espíritos com forte dose de sua personalidade, mas o faz sem poder dominar o fenômeno ou mesmo distingui-lo da realidade mediúnica. É tão sutil a linha divisória entre o mundo espiritual e a matéria, que a maioria dos médiuns dificilmente logra perceber quando predomina o pensamento do desencarnado ou quando se trata de sua própria interferência anímica.
Ramatís
In Mediunismo.

quinta-feira, 26 de março de 2020

OS PODERES OCULTOS E MÁGICOS DO MANJERICÃO

OS PODERES OCULTOS E MÁGICOS DO MANJERICÃO

Há séculos que o manjericão é conhecido e utilizado por diversas culturas, para diversos fins, sejam místicos, religiosos, medicinais ou culinários. É reverenciado como uma planta imbuída de essência divina e, por este motivo, os indianos costumam jurar sobre um raminho desta planta em seus depoimentos nos tribunais de justiça. Consta que crescia manjericão ao redor do túmulo de Jesus Cristo, após sua Ressurreição, e por isto nas Igrejas Ortodoxas Gregas benze-se a água com suas folhas e muitos vasos da planta ornamentam os altares.
Poderes Ocultos e Mágicos do Manjericão
1) Traz riqueza para aqueles que o carregam em seus bolsos e é utilizado em estabelecimentos comerciais (na soleira da porta ou perto do caixa) para trazer fregueses.
2) O manjericão dado como presente traz boa sorte para uma casa nova.
3) Age como pacificador e integrador na família, daí ser chamado de erva da harmonia.
4) Transmuta a energia agressiva, transformando-a em vontade e força para brigar por coisas mais importantes como metas e ideais. Ajuda a brigar pela vida e pelas coisas que nós queremos.
5) É ótimo para os desorganizados e indisciplinados. Ajuda-nos também a ver o brilho e o perfume da vida.
6) Na alimentação, atua como energizante. Por ser muito delicado, deve ser usado na cozinha delicadamente. Coloque-o sempre por último nos alimentos cozidos para que ele não perca os princípios energéticos.
7) É excelente para dar banho em crianças agressivas e que dormem mal.
8) O escalda-pés com manjericão é ótimo para quem está agressivo, com raiva e pronto para explodir. Tira a raiva na hora.
9) O chá de manjericão ajuda pessoas muito contidas a liberarem o amor.
10) Pode também ser colocado em vasos para evitar a entrada de energias negativas dentro de casa.
11) As compressas de manjericão (uma pasta pilada com as folhas) ajuda as mães que ficam com os seios doloridas ou com rachaduras depois da amamentação.
12) Os gargarejos com manjericão são ótimos para dor de garganta, aftas ou mau hálito.
13) Excelente para casos de confusão mental. Pode ser usado ainda como tintura ou vinagre, queimado no aromatizador ou aspergido. Galhos nos vasos funcionam bem.
14) Utilize em banhos de limpeza, saúde, cura e fertilidade.
15) É muito útil para cessar violência, abençoar e acalmar.
16) Protege contra todas as formas do mal e atrai boa sorte.
17) Cultivar manjericão, em um vaso ou em uma horta, traz paz e felicidade para a casa.
18) Esmague uma folha e inale o cheiro: ajuda a clarear a mente e o caminho correto irá se revelar.
19) Para proteção, coma o manjericão nos pratos que preparar com a devida visualização.
20) Outras tradições mágicas associadas à planta são para garantir a fidelidade dos casais, evitar discussões e atrair dinheiro.
Por Nina Greguer
Fonte: Pérolas de Ramatís

*EXÚ DO LODO

*EXÚ DO LODO

Esse Exu foi um grande médico, cientista e pesquisador da cidade de Amsterdã, na Holanda, durante o século XVIII. Fez sucesso em sua área por salvar muitas vidas de pessoas importantes da sociedade. Porém, nunca atendeu ou deu atenção a um pobre sequer. Não atendia sem o pagamento da consulta. Sua missão naquela vida era construir hospitais, asilos e escolas para os menos favorecidos - o que ele não fez. Ele fundou um grandioso hospital, realizou cirurgias importantes, mas nunca se preocupou com a classe menos favorecida. Viveu para a fama e o sucesso. Sua mãe sempre lhe dizia para usar um pouco de sua fama para ajudar os necessitados. Ele consentia, dizia que o faria, mas nunca moveu um dedo nesse benefício.
Ao morrer, caiu no lodo umbralino das amarguras humanas e sentiu a ilusão da vida. Ficou por anos remoendo e tentando compreender sua situação. Quando foi socorrido por sua mãe, seu espírito estava condoído por ter percebido que desperdiçou uma vida e uma missão. Pediu para renascer e aprender sobre a simplicidade da vida... Nasceu no Brasil, entre os índios Caetés. Viveu apenas oito anos e morreu em consequência de uma picada de cobra venenosa. Sua mãe novamente o recolheu... No Plano espiritual retomou sua forma adulta, estudou e pediu para cumprir sua missão como médico dos espíritos imundos. Dessa vez não reencarnaria, mas assumiria a forma de um Guardião do Lodo e recolheria todos aqueles que caíssem nas ilusões da vida.

Comida: Peixe com cebola e alho roxo, farofa de mandioca;
Bebida: Vodka, pinga e gim;
Cristais: Quartzo verde e água marinha;
Minérios: Ouro, estanho, cobre, chumbo, ferro, latão e prata;
Fumo: Charuto e cigarro;
Plantas: Folha de Saião, Carrapicho de boi, pó de benjoim, dama da noite(folha);
Guia: preta e verde, preta, verde e marrom.
Velas: Pretas, pretas e verdes, marrom ou apenas verde.

LENDA>
É ligado aos Orixás das Águas, Yemanjá, Oxum e Nanã. Trabalha com as coisas que estão estagnadas, manipula as energias paradas, os processos sem andamento, sem horizontes. Promove grande limpeza e descarrego tirando as pessoas das doenças, principalmente as de pele, e das misérias. Possui grande poder mágico pois trabalha no encontro das águas com a terra e as pedras onde se forma o lodo, tirando destes elementos todo subsídio.

Diz a lenda, que uma vez estabelecida a Kimbanda, Exú Rei e sua esposa, decidiram andar pelo mundo para verificar o trabalho que realizavam seus súditos (ou seja, os Exus) e dessa maneira, comprovar se eles eram fiéis no cumprimento as regras ou não. Para fazer isso, disfarçaram-se, ocultando seu ricos adornos para poderem passar despercebidos.
Em uma ocasião, Pomba Gira Rainha caminhando por uma trilha, defrontou-se com um enorme pântano, sujo e podre, o que lhe impediu de continuar sua ronda. (Não se esqueça que os Exus nunca voltam para trás, eles não caminham sobre os seus próprios passos).
Enquanto decidia como fazer para atravessa-lo, apareceu a sua frente um homem de estatura média, com o perfil de um ermitão, bastante despenteado e aparentando ser antisocial. Apesar de sua imagem sombria, coberta por uma enorme capa escura, parecia não coexistir com aquele lugar.
Ela se assustou bastante a principio, mas ficou lisonjeada com o gesto educado daquele homem, que rapidamente retirou a sua capa e jogou sobre o lago que ela pudesse passar, podia ver nos olhos dele um interminável desolação.
A Rainha caminhou por sobre a longa capa e seguiu seu caminho sem olhar para trás. Atônito, fascinado pela beleza desta estranha mulher que nunca tinha visto, mas eu estava certo, nunca se esqueça de, pela primeira vez tinha sido no amor. Ele não sabia quem era ELA. Ela não pode imaginar a sua ansiedade: não foi fácil ser o guardião daquele lugar. Nenhuma mulher gostaria de acompanha-lo no seu esforço. Como recompensaria sua educação e respeito ? de que maneira poderia melhorar a sua vida?
Após a conclusão da sua viagem, chegou ao palácio e disse ao seu marido o que ele tinha descoberto. "Existe um ser nobre - lhe digo - que cuida de uma pantanal imundo. Quando uma pessoa chega a esse charco pestilento, do nada ele vem e te ajuda a pessoa a superar obstáculos tremendos. Eu vi a tristeza em seus olhos para ter uma local como aquele para atendimento, mas, no entanto, faz o seu trabalho com cuidado e sem soluçar. Sua figura, curva, malcheirosa e bruto, mas é humilde e cortes.
Interessado no vizinho, Exú Rei queria convida-lo para uma celebração que iria fazer em sua casa para no final do mês. Sua intenção era premia-lo por sua abnegada dedicação à missão que lhe tinha sido encomendada e pelo respeito a sua esposa. E em sua busca, ordenou ao general de seu exército, Senhor Tranca Ruas.
Uma vez reunidos na Mansão Real, qual não seria a surpresa de Exu do Lodo ao notar que a esposa de seu soberano era a mulher que ele amou profundamente! E a dor, ao mesmo tempo, porque, em menos de uma fração de segundo deveria ser retirado de sua mente. Não podia sequer imaginar que, uma vez que ele sentindo-se atraído por ela.
Naquela noite, Exú Rei o condecorou e lhe deu a honra de se sentar-se à sua direita. E desde então ocupa este lugar, mantendo a base do trono de seu monarca.
Pomba Gira Rainha, em seguida, dá-lhe um lenço perfumado com seu aroma, e solicita que você guarde suas lágrimas, e depois, ao retornar para o seu local, jogue-o no meio do pântano. Ela lhe agradece pela respeito e ternura, e promete ajudá-lo a sair da solidão em que se encontra.
Naquela noite, enquanto voltava para o seu território, cabisbaixo, pensei: Como poderia ser feliz vivendo no lodo! nenhuma mulher queria juntar-se a mim em meu trabalho. Ao chegar, jogou o lenço sobre a lama e ficou a observar a lua que o cobria com a sua luz prateada. Saiam do lenço todas as suas lágrimas e espalharam-se por sobre o pantano, espalhadas como um colar de pérolas que desmanchava. Na manhã seguinte, ao observar o local onde ele tinha atirado o lenço tinha começado a crescer uma planta, e que as suas lágrimas dispersas, eram botões florais que começaram a pressagiar uma nova era. Era fim de inverno, e a primavera produzia milagres mesmo através da lama.
Foi a primeira vez reparou as flores. Considerou um presente de sua Sra. Rainha e pos-se a aspirar a fragrância do seu amor. Era o mesmo perfume de sua soberana, o qual, cuidaria a cada primavera.
Depois de algum tempo, a história repetiu-se com outro protagonista. Uma mulher que circulava por aquele mesmo caminho, e de repente estava próxima ao charco. Solicito como sempre, Exú do Lodo saiu de seu esconderijo e ofereceu-lhe o casaco dele. Ao olha-la, descobriu em seus olhos a simpatia que ele tanto buscava, e sem pensar duas vezes, cortou algumas de suas flores e ofereceu-as a linda mulher. Ela as aceitou, por sua vez, lançou uma gargalhada. Era, Maria Mulambo, que desde então, passa a ser sua parceira e ficou a viver ao seu lado.

*Exú Brasa*

*Exú Brasa*

Exú Brasa é também conhecido como Guardião do Fogo, e se tratava de um homem nascido em 145 e veio a falecer em 185.

Ele possuía diversas cicatrizes pelo corpo e também se restringia devido a cegueira, e sua missão hoje é interceder e cuidar das pessoas acidentadas.

Suas oferendas são no barro e no lodo. Sua comida é semente de trigo com pimenta malagueta, fuma charuto, bebe marafo, seus símbolos são um tridente com 4 pontas e uma cruz com uma cobra em volta. Sua guia é de contas verdes e pretas, e pertence ao domínio da falange dos Caveiras.

*EXÚ MARABÔ* (Put Satanakia)

*EXÚ MARABÔ* (Put Satanakia)

Quando em terra viveu com o título de Feiticeiro e Bruxo em uma época medieval,no Norte da Rovaniemi(Finlândia).
O reino estava desolado pela súbita doença que acometera a rainha, e a soberana definhava sobre a cama. O rei já tentara de tudo, gastara vultosas somas pagando longas viagens para os médicos dos recantos mais longínquos e nenhum deles fora capaz sequer dedescobrir qual era a enfermidade.Um dia, foi informado que havia um negro querendo falar com ele sobre a doença fatídica que rondava o palácio. Apesar de totalmente incrédulo, pediu que o trouxessem à sua presença. Ficou impressionado com o porte do homem que se apresentou. Negro, muito alto e forte, vestia trajes nada apropriados para uma audiência real, apenas uma espécie de toalha negra envolta nos quadris e um colar de ossos de animais ao pescoço. Perostino era seu nome e sabia qual mal atingia a rainha.O desejo de ver sua amada curada foi maior que o preconceito e o negro foi levado ao quarto real. Durante três dias e três noites permaneceu no quarto pedindo ervas, pedras, animais e toda espécie de materiais naturais. Todos no palácio julgavam isso uma loucura.No entanto, no quarto dia, a rainha levantou-se e saiu a passear pelos gramados como se nada houvesse acontecido.Além de cuidá-la, ele aprecia a beleza da moça com interesse.A jovem rainha, mostrou-se além de agradecida, fascinada pelo seu salvador.
Perostino tornou-se um homem rico e a todos curava.A ganhara também cada dia mais a atenção da jovem soberana, que demonstrava discretamente seus desejos pelo feiticeiro, por sua lealdade pelo matrimônio. Logo surgiram comentários que ele seria um primeiro ministro. Ao tomar conhecimento desse fato o rei indignou-se. Chamou-o a sua presença e pediu que ele se retirasse do palácio, pois já não era mais necessário ali.
O ódio tomou conta da alma de Perostino e imediatamente começou a arquitetar um plano: mataria o Rei, e levaria consigo na fuga a bela rainha. Disse humildemente que iria embora, mas que gostaria de participar de um último jantar com a família real. Sem imaginar o que aconteceria, o rei aceitou o trato e marcou o jantar para aquela mesma noite. Sem que ninguém percebesse, Perostino colocou um veneno fortíssimo na comida do rei, que caiu morto sobre a mesa sob o olhar malévolo de seu algoz.A jovem rainha, surpresa tenta fugir,mas ele sabendo que seu crime seria descoberto,a leva, embrenhando-se nas matas. Arrependeu-se muito quando caiu em si, mas seus últimos dias foram pesados e duros pela dor da consciência que lhe pesava. Um ano depois dos acontecimentos aqui narrados deixou o corpo carnal vitimado por uma doença que lhe cobriu de feridas, e de sua amada, nada mais se soube. Alguns contam que ele a matou por ciúmes, outros por arrependimento. Alguns lugares se diz que ela seguiu só.

Apresenta-se falando pausadamente e com uma delicadeza extrema. Gosta de usar cobre em seus assentamentos. Possui um porte ereto e elegante. Astralmente se veste vermelho. Trabalha na linha negativa de Oxossi serventia do Caboclo Arranca-Toco.
O Sr. Marabô tem sua legião trabalhando no corte de trabalhos de magia negra. Sua poderosa legião também atua no corte de trabalhos ou correntes negativas em pessoas que sintam-se atingidas por espíritos perturbadores - quiumbas, promovem descargas em pessoas atingidas por despeitos com repercussão no emocional (queda de posição financeira, desemprego etc.), cortam demandas de saúde física e mental e descarga nos filhos de Oxossi.

*Caminhos*

*Marabô das Sete Encruzilhadas;
*Marabô do Cruzeiro;
*Marabô das Almas;
*Marabô Toquinho;
*Marabô Cigano;
*Marabô das Matas;
*Marabô da Calunga;

*Características*

Bebida:bebidas finas, whisky, conhaque, marafo.
Fuma:finos charutos.
Comida: Farofa com pimenta dedo de moça e bacon, ovo cozido, cebola roxa cozida, pimentão (todas as cores), milho cozido com quiabo e pimenta.
Guia:Vermelha e Preta, olho de cabra, vermelha.
Lugar:Encruzilhada,praia, cemitério, mata.
Metal:Cobre
Mineral:Quartzo Azul Escuro
Planta:Mamona, garra de diabo.
Vela:pretas, vermelhas e pretas, vermelhas ou verdes.

*EXÚ MEIA NOITE*

*EXÚ MEIA NOITE*

Sua historia é de que em sua ótima encarnação ele tinha sido um rico barão,viveu em Santos,aos 40 anos ,foi a Portugal procurar uma esposa,que tinha 14 anos,casou-se com ela,em sua primeira transa ,ela era virgem,só em sua transa ,ela não sangrou,sendo que ele pensou que ela não era virgem.

Armou uma cilada pra ela,dizendo que ela tinha o traído,ela fugiu com índios ,sendo que ele para procurar ela matou quase uma tribo inteira de índios, quando ele a encontrou,ela tinha tido um filho dele.
Voltou a ficar com ela,depois de um tempo o filho dele morreu.
Não demorando muito tempo tiveram outro filho,que teve o mesmo destino do outro filho ,faleceu depois de uns anos.
Ele com remorso,contou a historia para sua esposa do que ele tinha armado ,ela o largou.
Foi morrendo aos poucos em cima de uma cama ,não comia,não tinha força mais pra se levantar,morreu aos poucos.
(Hael - Nome Cabalístico) - Especialista nas forças ocultas, decifrador de quaisquer idiomas ou letras, apresenta-se de capa preta e seus inconfundíveis olhos de fogo e pés de cabra.
Seu horário é meia-noite, daí seu nome, neste momento, não se encerram as seções nos terreiros, pois Hael está de ronda.
Dizem que São Cipriano, aprendeu de Hael tudo que sabia em relação a Alta Magia, (Livro da Capa Preta).



Caminhos>

Exu Meia Noite da Calunga
Exu Meia Noite das Almas
Exu Meia Noite da Praia
Exu Meia Noite do Mar
Exu Meia Noite do Oriente
Exu Meia Noite das 7 Encruzilhadas
Exu Meia Noite da Capela
Exu Meia Noite do Cruzeiro
Exu Meia Noite da Mata



Comanda>

Exú Mirim
Exú Pimenta
Exú Malé
Exú das Sete Montanhas
Exú Ganga
Exú Caminaloá
Exú Quirombô



Bebida: Licor ,marafo,conhaque,uísque

Fuma: Charutos,cigarrilhas
Guia: Preto e branco,mas muitos trabalham com vermelho e preto também;

Vela: Vermelhas,pretas,brancas ,principalmente com vermelhas