quarta-feira, 1 de setembro de 2021

Teoria dos Sonhos Allan Kardec

 

 Teoria dos Sonhos
Allan Kardec


Pode ser uma imagem de pelo e criançaÉ verdadeiramente estranho que um fenômeno tão vulgar quanto o dos sonhos tenha sido objeto de tanta indiferença por parte da Ciência, e que ainda estejamos a perguntar a causa dessas visões. Dizer que são produto da imaginação não é resolver a questão; é uma dessas palavras com o auxílio das quais querem explicar o que não compreendem, mas que nada explicam. Em todo caso, a imaginação é um produto do entendimento. Ora, como não se pode admitir entendimento nem imaginação na matéria bruta, é necessário crer que a alma entre nisso por algum motivo. Se os sonhos ainda são um mistério para a Ciência, é que ela se obstinou em fechar os olhos para a causa espiritual.

Quanto aos que a procuram de boa-fé, até hoje lhes faltou a única chave que poderia tê-la desvelado. Essa chave o Espiritismo acaba de dar pela lei que rege as relações do mundo corporal com o mundo espiritual. Com a ajuda dessa lei e das observações sobre as quais se apoia, ele dá dos sonhos a mais lógica explicação jamais fornecida. Ele demonstra que o sonho, o sonambulismo, o êxtase, a dupla vista, o pressentimento, a intuição do futuro, a penetração do pensamento não passam de variantes e graus de um mesmo princípio: a emancipação da alma, mais ou menos desprendida da matéria.

Entre os sonhos, uns há que têm um caráter de tal modo positivo que racionalmente não poderiam ser atribuídos a simples jogo da imaginação; tais são aqueles nos quais, ao despertar, adquire-se a prova da realidade do que se viu e em que absolutamente não se pensava. Os mais difíceis de explicar são os que nos apresentam imagens incoerentes, fantásticas, sem realidade aparente. Um estudo mais aprofundado do singular fenômeno das criações fluídicas sem dúvida por-nos-á no caminho.

Enquanto se espera, eis uma teoria que parece permitir um passo no assunto. Não a damos como absoluta, mas como fundada na lógica e podendo ser submetida a estudo. Ela nos foi dada por um dos nossos melhores médiuns, em estado de sonambulismo muito lúcido.

Podemos dividir os sonhos em três categorias caracterizadas pelo grau da lembrança que fica no estado de desprendimento no qual se acha o Espírito. São elas:

1.º - Os sonhos que são provocados pela ação da matéria e dos sentidos sobre o Espírito, isto é, aqueles em que o organismo representa um papel preponderante pela mais íntima união entre o corpo e o Espírito. A gente se lembra claramente e, por pouco desenvolvida que seja a memória, dele conserva uma impressão durável.

2.º - Os sonhos que podem ser chamados mistos. Deles participam, ao mesmo tempo, a matéria e o Espírito. O desprendimento é mais completo. A gente se recorda, ao despertar, para esquecê-lo quase instantaneamente, a menos que uma particularidade venha despertar a lembrança.

3.º - Os sonhos etéreos ou puramente espirituais. São produtos só do Espírito, que está desprendido da matéria, tanto quanto o pode estar na vida do corpo. A gente não se recorda, ou se resta uma vaga lembrança de que se sonhou, nenhuma circunstância poderia trazer à memória os incidentes do sono.

Revue Spirite, Julho, 1865.

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EMMANUEL, VIA CHICO, RESPONDE:

 

 EMMANUEL, VIA CHICO, RESPONDE:


Pode ser uma imagem em preto e branco de 1 pessoa e casacos e jaquetasNas poucas vezes em que concedeu entrevista, Chico Xavier sempre surpreendeu. Quer pela leveza e bom humor com que respondia às perguntas dos jornalistas quer pelo conteúdo de sua fala, marcado pela vanguarda no pensamento em relação a temas polêmicos, como pode ser conferido em sua participação no programa Pinga Fogo, exibido pela extinta TV Tupi no comecinho da década de 70 do século passado e que está disponível no You Tube.

Mas será que sua linha de pensamento se mantém atual ainda hoje? Ou caiu vítima de anacronismos típicos de uma época específica? Dada a impossibilidade de uma entrevista pessoal com o médium, O POVO* debruçou-se sobre sua obra para buscar respostas a questões ligadas a sexualidade, um dos assuntos que mais mudou de abordagem ao longo dos últimos anos. O resultado você confere no texto que segue, que com a devida licença poética, pretende-se uma entrevista. Atípica, mas entrevista.

Nela, Chico Xavier defende o divórcio, reconhece uniões amorosas não registradas em cartório, condena veemente o aborto, cobra responsabilidade nas relações sexuais e trata da homossexualidade com um discurso inclusivo raro ainda hoje, 40 anos depois.

O POVO – Como a Doutrina Espírita avalia a importância da sexualidade na vida do ser humano?

Chico Xavier – A energia sexual, como recurso da lei de atração, na perpetuidade do universo, é inerente à própria vida, gerando cargas magnéticas em todos os seres, à face das potencialidades criativas de que se reveste. Nos seres primitivos, situados nos primeiros degraus da emoção e do raciocínio, e, ainda em todas as criaturas que se demoram voluntariamente no nível dos brutos, a descarga de semelhante energia se opera inconsideravelmente. Isso, porém, lhes custa resultados angustiosos a lhes lastrearem longo tempo em existências menos felizes, nas quais a vida, muito a pouco e pouco, ensina a cada um que ninguém abusa de alguém sem carrear prejuízo a si mesmo.

O POVO – A energia sexual, então, teria um aspecto negativo, estaria ligada a estágios primitivos?

Chico Xavier – À medida que a individualidade evolui passa a compreender que a energia sexual envolve o impositivo do discernimento e responsabilidade em sua aplicação, e que, por isso mesmo, deve estar controlada por valores morais que lhe garantam o emprego digno, seja na criação de formas físicas, asseguradora da família, ou na criação de obras beneméritas da sensibilidade e da cultura para a reprodução e extensão de progresso e da experiência, da beleza e do amor, na evolução e burilamento da vida no planeta. Em nenhum caso, ser-nos-á lícito subestimar a importância da energia sexual que, na essência, verte da Criação Divina para a constituição e sustentação de todas as criaturas. Com ela e por ela é que todas as civilizações da Terra se levantaram. Entendendo-se, porém, que criatura alguma, no plano da razão, se utilizará dela, nas relações com outra criatura, sem consequências felizes ou infelizes, construtivas ou destrutivas, conforme a orientação que se lhe dê.

O POVO – O senhor poderia nos detalhar essas consequências a que se refere?

Chico Xavier – Toda vez que determinada pessoa convida outra à comunhão sexual ou aceita de alguém um apelo nesse sentido, em bases de afinidade e confiança, estabelece-se entre ambas um circuito de forças, pelo qual a dupla se alimenta psiquicamente de energias espirituais, em regime de reciprocidade. Quando um dos parceiros foge ao compromisso assumido, sem justa razão, lesa o outro na sustentação do equilíbrio emotivo, seja qual for o campo de circunstâncias em que esse compromisso venha a ser efetuado. Criada a ruptura no sistema de permuta das cargas magnéticas para a alma, o parceiro prejudicado, se não dispõe de conhecimentos superiores na autodefensiva, entra em pânico, sem que lhe possa prever o descontrole que, muitas vezes, raia na deliquência. Tais resultados da imprudência e da invigilância repercutem no agressor, que partilhará das consequências desencadeadas por ele próprio, debilitando-se-lhe ao caminho a sementeira partilhada de conflitos e frustrações que carreará para o futuro. Daí procede a clara certeza que não escaparemos das equações infelizes dos compromissos de ordem sentimental, injustamente menosprezados, que resgataremos em tempo hábil, parcela a parcela, pela contabilidade dos princípios de causa e efeito.

O POVO – A Doutrina Espírita condena o divórcio?

Chico Xavier – Partindo do princípio de que não existem uniões conjugais ao acaso, o divórcio, a rigor, não deve ser facilitado entre as criaturas. É aí, nos laços matrimoniais definidos nas leis do mundo, que se operam burilamentos e reconciliações endereçados à precisa sublimação da alma. Ocorre, entretanto, que a Sabedoria Divina jamais institui princípios de violência, e o Espírito, conquanto em muitas situações agrave os próprios débitos, dispõe da faculdade de interromper, recusar, modificar, discutir ou adiar, transitoriamente, o desempenho dos compromissos que abraça.

O POVO – O senhor poderia explicar melhor?

Chico Xavier – Em muitos lances da experiência, é a própria individualidade, na vida do Espírito, antes da reencarnação, que assinala a si mesma o casamento difícil que faceará na estância física, chamando a si o parceiro ou a parceira de existências pretéritas para os ajustes que lhe pacificarão a consciência, à vista dos erros perpetrados em outras épocas. Reconduzida, porém, à ribalta terrestre e assumida a união esponsalícia que atraiu a si mesma, ei-la desencorajada à face dos empeços que se lhe desdobram à frente. Por vezes, o companheiro ou a companheira voltam ao exercício da crueldade de outro tempo, seja através do menosprezo, desrespeito, violência ou deslealdade, e o cônjuge prejudicado nem sempre encontra recursos em si para se sobrepor aos processos de dilapidação moral de que é vítima. Compelidos, muitas vezes, às últimas fronteiras da resistência, é natural que o esposo ou a esposa, relegado a sofrimento indébito, se valha do divórcio por medida extrema contra o suicídio, o homicídio ou calamidades outras que lhe complicariam ainda mais o destino. Nesses lances da experiência, surge a separação à maneira de bênção necessária e o cônjuge prejudicado encontra no tribunal da própria consciência o apoio moral da auto-aprovação para renovar o caminho que lhe diga respeito, acolhendo ou não nova companhia para a jornada humana. O divórcio, pois, baseado em razões justas, é providência humana e claramente compreensível nos processos de evolução pacífica.

O POVO – No Evangelho de Mateus, capítulo 19, versículo 6, Jesus diz: “O que Deus ajuntou não separe o homem”. Isso não estaria em discordância com o que o senhor acaba de falar?

Chico Xavier – Efetivamente, ensinou Jesus: “não separeis o que Deus ajuntou”, e não nos cabe interferir na vida de cônjuge algum, no intuito de arredá-lo da obrigação a que se confiou. Ocorre, porém, que se não nos cabe separar aqueles que as Leis de Deus reuniram para determinados fins, são eles mesmos, os amigos que se enlaçaram pelos vínculos do casamento, que desejam a separação entre si, tocando-nos unicamente a obrigação de respeitar-lhes a livre escolha sem ferir-lhes a decisão.

O POVO – Qual a sua posição em relação à prática do chamado “amor livre”?

Chico Xavier – Comenta-se a possibilidade de legalização das relações sexuais livres, como se fora justo escolher companhias para a satisfação do impulso genésico, qual se apontam iguarias ou vitaminas mais desejáveis numa hospedaria. Relações sexuais, no entanto, envolvem responsabilidade. Homem ou mulher, adquirindo parceira ou parceiro para a conjunção afetiva, não conseguirá, sem dano a si mesmo, tão somente pensar em si. Referentemente ao assunto, não se trata exclusivamente da ligação em base do matrimônio legalmente constituído. Se os parceiros da união sexual possuem deveres a observar entre si, à face de preceitos humanos, voluntariamente aceitos, no plano das chamadas ligações extralegais acham-se igualmente submetidos aos princípios das Leis Divinas que regem a Natureza.

O POVO – Outro tema polêmico é a homossexualidade. Como ela é abordada pela Doutrina Espírita?

Chico Xavier – A homossexualidade, também hoje chamada transexualidade, em alguns círculos de ciência, definindo-se, no conjunto de suas características, por tendência da criatura para a comunhão afetiva com uma outra criatura do mesmo sexo, não encontra explicação fundamental nos estudos psicológicos que tratam do assunto em bases materialistas, mas é perfeitamente compreensível à luz da reencarnação.

O POVO – E qual é a explicação espírita para a homossexualidade?

Chico Xavier – A vida espiritual pura e simples se rege por afinidades eletivas essenciais; no entanto, através de milênios e milênios, o Espírito passa por fileira imensa de reencarnações, ora em posição de feminilidade, ora em condições de masculinidade, o que sedimenta o fenômeno da bissexualidade, mais ou menos pronunciado em todas as criaturas. O homem e a mulher serão, desse modo, de maneira respectiva, acentuadamente masculino ou acentuadamente feminina, sem especificação psicológica absoluta. À face disso, a individualidade em trânsito, da experiência feminina para a masculina ou vice-versa, ao envergar o casulo físico, demonstrará fatalmente os traços da feminilidade em que terá estagiado por muitos séculos, em que pese ao corpo de formação masculina que o segregue, verificando-se análogo processo com referência à mulher nas mesmas circunstâncias. Obviamente compreensível, em vista do exposto, que o Espírito no renascimento, entre os homens, pode tomar um corpo feminino ou masculino, não apenas atendendo-se ao imperativo de encargos particulares em determinado setor de ação, como também no que concerne a obrigações regenerativas.

O POVO – Não há diferenciação, então, no tratamento que espíritas dão a héteros e homossexuais?

Chico Xavier – Observadas as tendências homossexuais dos companheiros reencarnados nessa faixa de prova ou de experiência, é forçoso se lhes dê o amparo educativo adequado, tanto quanto se administra instrução à maioria heterossexual. E para que isso se verifique em linhas de justiça e compreensão, caminha o mundo de hoje para mais alto entendimento dos problemas do amor e do sexo, porquanto, à frente da vida eterna, os erros e acertos dos irmãos de qualquer procedência, nos domínios do sexo e do amor, são analisados pelo mesmo elevado gabarito da Justiça e Misericórdia. Isso porque todos os assuntos nessa área da evolução e da vida se especificam na intimidade da consciência de cada um.

O POVO – Um dos assuntos mais discutidos hoje em dia, e que tem gerado muita controvérsia, é a legalização do aborto. Como o senhor se posiciona a respeito?

Chico Xavier – De todos os instintos sociais existentes na Terra, a família é o mais importante, do ponto de vista dos alicerces morais que regem a vida. É pela conjunção sexual entre o homem e a mulher que a Humanidade se perpetua no planeta; em virtude disso, entre pais e filhos residem os mecanismos da sobrevivência humana, quanto à forma física, na face do orbe. Fácil entender que é assim justamente que nós, os espíritos eternos, atendendo aos impositivos do progresso, nos revezamos na arena do mundo, ora envergando a posição de pais, ora desempenhando o papel de filhos, aprendendo, gradativamente, na carteira do corpo carnal, as lições profundas do amor. Com semelhantes notas, objetivamos tão só destacar a expressão calamitosa do aborto criminoso, praticado exclusivamente pela fuga ao dever.

O POVO – Como se dá essa “fuga ao dever”?

Chico Xavier – Habitualmente – nunca sempre – somos nós mesmos quem planifica a formação da família, antes do nascimento terrestre. Comumente chamamos a nós antigos companheiros de aventuras infelizes, programando-lhes a volta em nosso convívio, a prometer-lhes socorro e oportunidade, em que se lhes redifique a esperança de elevação e resgate, burilamento e melhoria. Se, porém, quando instalados na Terra, anestesiamos a consciência, expulsando-os de nossa companhia, a pretexto de resguardar o próprio conforto, não lhe podemos prever as reações negativas e, então, muitos dos associados dos erros de outras épocas convertidos no Plano Espiritual em amigos potenciais, à custa das nossas promessas de compreensão e auxílio fazem-se hoje inimigos recalcados que se nos entranham à vida íntima com tal expressão de desencanto e azedume que, a rigor, nos infundem mais sofrimento e aflição que se estivessem conosco em plena experiência física, na condição de filhos-problemas, impondo-nos trabalho e inquietação. Admitimos seja suficiente breve meditação, em torno do aborto delituoso, para reconhecermos nele um dos grandes fornecedores das moléstias de etiologia obscura e das obsessões catalogáveis na patologia da mente, ocupando vários departamentos de hospitais e prisões.

O POVO – Qual a mensagem final que o senhor deixaria para os leitores do O POVO, a respeito dessas questões relativas às diversas manifestações da sexualidade?

Chico Xavier – Companheiros da Terra, à frente de todas as complicações e problemas do sexo, abstende-vos de censura e condenação. Se alguém vos parece cair, sob enganos do sentimento, silenciai e esperai! Se alguém se vos afigura tombar em deliquência, por desvarios do coração, esperai e silenciai!... Sobretudo, compadeçamo-nos uns dos outros, porque, por enquanto, nenhum de nós consegue conhecer-se tão exatamente, a ponto de saber hoje qual o tamanho da experiência afetiva que nos aguarda amanhã. Calai vossos possíveis libelos, ante as supostas culpas alheias, porquanto nenhum de nós, por agora, é capaz de medir a parte de responsabilidade que nos compete a cada um nas irreflexões e desequilíbrios dos outros. Não dispomos de recursos para examinar as consciências alheias e cada um de nós, ante a Sabedoria Divina, é um caso particular, em matéria de amor, reclamando compreensão. À vista disso, muitos de nossos erros imaginários no mundo são caminhos certos para o bem, ao passo que muitos de nossos acertos hipotéticos são trilhas para o mal de que nos desvencilharemos um dia!... Abençoai e amai sempre. Diante de toda e qualquer desarmonia do mundo afetivo, seja com quem for e como for, colocai-vos, em pensamento, no lugar dos acusados, analisando as vossas tendências mais íntimas e, após verificardes se estais em condições de censurar alguém, escutai, no âmago da consciência, o apelo inolvidável de Cristo: “Amai-vos uns aos outros, como eu vos amei”.

As respostas foram extraídas do livro Vida e Sexo, psicografado por Chico Xavier pelo espírito de Emmanuel, em 5 de junho de 1970.
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(*) Jornal O POVO,de Fortaleza, no centenário de nascimento de Chico Xavier.
Por Amilcar Sobreira .

SOBRE O CULTO DO EVANGELHO NO LAR - ROTEIRO DE COMO PRATICAR

 

 SOBRE O CULTO DO EVANGELHO NO LAR - ROTEIRO DE COMO PRATICAR


Pode ser um meme de 1 pessoa e texto que diz "Dedica uma das sete noites da semana ao culto evangélico no lar, a fim de que Jesus possa pernoitar em tua casa." -Joanna de Angelis- facebook.com/caritativos"QUE É O EVANGELHO NO LAR?
Trata-se de um encontro fraterno e semanal, sendo previamente marcado o dia e a hora, (devendo ser repetido sempre no mesmo dia e hora da semana) com o objetivo de reunir os componentes do lar e convidados em torno dos ensinamentos evangélicos, sob o amparo de Jesus e assistência dos Benfeitores Espirituais.

FINALIDADES:
- Para bem compreender e sentir o Evangelho de Jesus, a fim de melhor exemplificá-lo e, ao mesmo tempo, proteger os lares contra influências espirituais negativas, para melhor proteção através de bons pensamentos, ensejando a afluência dos Mensageiros do Bem.
- Para unir sempre mais os participantes do Lar, propiciando uma vivência mais amorosa.
- Beneficiar pessoas necessitadas e lugares por meio de preces e vibrações espirituais.

ROTEIRO:
- Escolher dia e hora da semana em que se possa contar com a presença dos familiares, observando rigorosamente a pontualidade para assegurar a assistência dos benfeitores espirituais.
- Iniciar as reuniões, com o número que for possível de pessoas presentes, se não for possível, também pode ser realizado com apenas uma pessoa da casa.
- Pode-se designar um dos presentes para dirigir a reunião, podendo ser feito um rodízio, caso desejarem.
- Pode-se colocar um recipiente com água para ser beneficiada pelos Protetores Espirituais e, após, repartir entre os participantes;
- Deve-se elevar os pensamentos e iniciar com uma prece simples e espontânea.

PRECE DE ABERTURA:
É uma oração simples que poderá ser proferida por qualquer participante, feita de coração, onde elevamos os pensamentos e conversamos com Jesus, expondo nossos propósitos da realização do Evangelho, solicitando sua companhia e dos Mentores Espirituais, pedindo que possam nos orientar em nosso processo de reforma interior, em nossa jornada evolutiva, etc...
Finaliza-se esta prece com um “Pai-nosso’.
- Após a prece, ler um trecho do Evangelho e comentá-lo de forma acessível, sem polemizar.
- Comentar o entendimento do trecho lido, com palavras simples e compreensíveis, buscando sempre a aplicação dos ensinamentos de Jesus na conduta pessoal e na vida diária, podendo qualquer um dos presentes participar dos comentários, com objetividade e clareza, evitando-se debates e discussões.

ENCERRAMENTO ( EXEMPLO PRA PRECE FINAL):
- Logo após os comentário da leitura, agradecer pelas palavras do evangelho e realizar em seguida, vibrações de fraternidade, luz e amor pela implantação e a vivência do Evangelho em todos os Lares;
- Pela Paz universal; pelas criaturas carentes que perambulam pelas ruas, pelo amparo aos pobres, pela harmonia nos lares desajustados, por nossos idosos, crianças e jovens.
-Por aqueles necessitados de saúde; pelas pessoas com quem temos dificuldades de ajustamento; por aqueles que se encontram na ignorância, na prática do mal, para que possam progredir e se melhorarem, pela iluminação dos Espíritos sofredores, pela reabilitação dos presidiários , pela unificação das religiões, pelo incentivo e a proteção dos trabalhadores do bem, por nossos familiares e amigos, por nós próprios, pela proteção, paz e harmonia em nossos lares.
- Fazer a prece de agradecimento pela presença e amparo de Jesus e dos benfeitores amigo, encerrar e realizar novamente no mesmo dia e horário escolhido.
- O culto do evangelho no lar não impede de que se leia o evangelho durante qualquer outro momento da semana caso desejar.

OBSERVAÇÃO:
- Os lares cristãos são refúgios sagrados para os membros da comunidade e o Culto do Evangelho no Lar é um recurso de extraordinária importância de que se utiliza o Plano Espiritual Superior para sustentar o trabalho de evangelização da humanidade e proteção da família.
Por sua importância realizadora, esse trabalho é especialmente visado pelos Espíritos inferiores, que sempre interferem para impedir sua expansão, sendo necessárias perseverança e fé para sua continuidade e preservação.

Poderão ser feitas vibrações para os casos justos e graves que atinjam a sociedade, a nação e a humanidade, por exemplo, desastres, catástrofes, etc.

- Não se deve permitir, em hipótese alguma, que a reunião se transforme em trabalho mediúnico ou de debates sobre assuntos doutrinários. A mediunidade e a assistência espiritual devem ser atendidas em sociedade espírita idônea.

- Evitar comentários e críticas ofensivas a pessoas ou religiões, bem como conversas pouco edificantes, antes, durante ou depois da reunião.

- Reuniões dessa natureza não devem ultrapassar a trinta minutos, podendo ser utilizada música suave e adequada, para melhor realização da preparação e do encerramento.

-Não suspender a reunião em virtude de visitas ou eventos adiáveis.

O QUE SÃO VIBRAÇÕES?
São doações de energia em favor de nossos irmãos através do pensamento.

- Uma dica é mentalizar Jesus e entre um e outro item das vibrações, ir falando pausadamente, para sentir e emitir sentimentos de amor e fraternidade. 

A prudência de Chico e seu desdobramento em companhia de André Luiz e Emmanuel...

 

 A prudência de Chico e seu desdobramento em companhia de André Luiz e Emmanuel...


Pode ser uma imagem de 1 pessoa, pelo e casacos e jaquetasO caso que narro abaixo foi narrado pelo Chico, em meados da década de 80, na casa de sua irmã Luiza Xavier, na cidade de Pedro Leopoldo (Minas Gerais).

I
A CAUTELA DE CHICO.

Estávamos conversando sobre o livro Nosso Lar, quando indaguei como seria a cidade de Nosso Lar e se ele já teria sido levado pelo espírito André Luiz para conhecê-la. Ele me disse que no capítulo do livro intitulado Bônus Hora¹, ele havia parado de psicografar por uns 15 dias. Ele pensou que estava sendo mistificado.² Segundo ele, André Luiz, percebendo que a dúvida poderia atrapalhar o desenvolvimento da obra, disse que em uma das quartas-feiras ele seria levado para conhecer alguns aspectos da cidade. Recomendou o Chico quanto aos cuidados em relação aos pensamentos e a alimentação. E aconselhou que ele deitasse em decúbito dorsal, procurando evitar qualquer posição desconfortável, principalmente para a região do pescoço. Chico disse que ele se deslocou do corpo e ficou aguardando a chegada de André Luiz, mantendo boa consciência.

II.
SEM PALAVRAS.

No horário marcado, André Luiz e Chico “caminham” na rua São Sebastião, em direção à rua Comendador Antônio Alves (rua principal da cidade), e ficam aguardando em frente a matriz. Lá permanecem por alguns minutos, quando Chico observa que um veículo na forma de um “cisne” aterrisa suavemente na rua. No lugar onde ficam os “órgãos do cisne” se localizavam as janelas e nos “olhos do cisne”, os condutores do veículo. Antes de entrar no veículo, André Luiz disse a Chico que a partir daquele momento ele não precisava articular nenhuma palavra, que se comunicariam através do pensamento. Entraram no veículo e Chico observou que todos os lugares já estavam ocupados, com exceção dos dois últimos. Chico perguntou mentalmente a André Luiz o que aquelas pessoas estavam fazendo ali e ele disse que muitas estavam indo à cidade de Nosso Lar para refazimento e outras, para orientação e instrução, sempre acompanhadas por algum amigo ou benfeitor espiritual.

II.
LUZES E CORES...

Chico observou que o deslocamento do veículo era muito diferente do avião comum que, para pegar altitude, tem de se dispor de muito espaço. Ao contrário. Aquele veículo pegava altitude rapidamente e foi exemplificado com as mãos que o veículo pegava altitude utilizando um movimento espiralado. Chico não soube precisar exatamente quanto tempo esteve no veículo, mas me relatou que acreditava ter ficado por volta de 40 minutos. Disse ainda que não era possível observar pela janela o que estava acontecendo na paisagem exterior e que, de repente, o veículo fez um movimento semelhante quando empurramos um objeto de plástico para o fundo da água e soltamos, ele volta um pouco acima do nível da água e depois se acomoda na superfície. Naquele momento, quando Chico olhou pela janela, o veículo estava sobre um oceano. Segundo André Luiz, na perspectiva de Nosso Lar os encarnados “estão vivendo em um mar de oxigênio”.
O médium relatou que o veículo deslizou por alguns minutos na horizontal e parou em uma espécie de porto. O comandante da “nave” disse a todos que deveriam estar novamente naquele local a uma determinada hora. Cada grupo seguiu a sua direção. Chico afirmou que no trajeto para a cidade existiam flores emitindo cores variadas. André Luiz disse que pela manhã as flores absorvem a luz solar e à noite emitem luz, permitindo um jogo de cores impressionante.

IV.
ENERGIA DE REFAZIMENTO

Chico não teve permissão de conhecer a Governadoria. Observou que as ruas eram bem largas e arborizadas. Conheceu algumas dependências do Ministério da Regeneração. Disse que entrou em uma espécie de hospital (acho que ele se referiu ao Santuário da Benção). Viu muitos enfermos. Observou que as lâmpadas neste local tinham a forma de um coração. André Luiz disse que durante as orações da Governadoria e de toda a comunidade, pontualmente às 18h, os enfermos recebem energias de refazimento através destas lâmpadas. André Luiz falou sobre o chamado Bônus Hora, explicando o seu mecanismo. Boa parte desta explicação consta no próprio livro. Retornaram no horário previsto.

Das obras psicografadas pela faculdade mediúnica do nosso Chico Xavier, na minha opinião, a série André Luiz representa uma fonte inesgotável de informação, consolo e esclarecimento. Precisamos estudá-la [- como se convém -] urgentemente.

(Jhon Harley Madureira Marques é autor do livro “O Voo da Garça...”.
___________________________
Bônus-hora.

(¹) “Não é propriamente moeda, mas ficha de serviço individual, funcionando como valor aquisitivo.
Os que se esforçam na obtenção do bônus-hora conseguem certas prerrogativas na comunidade social.
As almas operosas conquistam o bônus-hora e podem gozar a companhia de irmãos queridos, ou o contato de orientadores sábios.
Mas, é esse o único título de remuneração? – Sim, é o padrão de pagamento a todos os colaboradores da colônia, não só na administração, como também na obediência.
A maioria dos homens encarnados está, simplesmente, ensaiando o espírito de serviço e aprendendo a trabalhar nos diversos setores da vida humana.”
Propriedade legítima, o bônus-hora sempre será moeda de troca junto à Economia Divina estando o espírito encarnado ou desencarnado, permitindo o acesso a todo tipo de benefícios para si mesmo e para outrem, segundo seus interesses e necessidades.
Se na Terra todos os serviços são remunerados, e quando o são parcamente, dá ensejo à atuação da Justiça dos Homens, diante da perfeição da Justiça Divina o mesmo não acontece, como garantiu Nosso Senhor Jesus Cristo ao dizer que a cada um é dado segundo suas obras.
Portanto, todos precisamos verificar, com isenção de consciência, antes de pedir o que quer que seja “aos Céus” e seus representantes, qual é o nosso saldo em bônus-horas – nosso Capital Espiritual – conquistados através de trabalhos voluntários no âmbito de nossa área de atuação reencarnatória, para que não passemos pela decepção de ver nossos desejos não atendidos, ou atendidos em parte.
(²)
Chico temia ser vítima de mistificação:
O verbo mistificar significa “abusar da credulidade de; enganar, iludir, burlar, lograr, embair, embaçar”. Quem quer que se dedique à prática da mediunidade deve estar atento a essa ocorrência. A mistificação pode ser provocada pelo encarnado e também pelos desencarnados. Em ambos os casos, é preciso cautela para não se deixar ludibriar.

As mistificações constituem, segundo Kardec, os escolhos mais desagradáveis do Espiritismo prático. É simples, porém, o meio de evitá-las: basta não pedir ao Espiritismo senão o que ele possa dar. Ora, sabendo que a finalidade maior do Espiritismo é o melhoramento moral da Humanidade, dificilmente seremos enganados se não nos afastarmos desse objetivo, visto que não existem duas maneiras diferentes de se compreender a verdadeira moral.
...
Amilcar Sobreira.

DIFERENÇA ENTRE PROVAS E EXPIAÇÕES

 

 DIFERENÇA ENTRE PROVAS E EXPIAÇÕES


Pode ser uma imagem de árvoreMuitos confundem provas do espírito com expiação. O entendimento adequado da diferença entre o significado desses dois termos é fundamental para que o indivíduo compreenda melhor sua vida e o sentido de sua existência tendo em vista sua necessidade de aprimoramento moral e de resgates cármicos.

Expiação

O vocábulo expiação também é oriundo do latim, expiatione, e tem como significação o ato ou efeito de expiar, isto é, castigo, penitência, cumprimento de pena.
Todavia, sabemos que Deus não castiga ninguém e o sofrimento pelo qual estamos sendo infligidos é fruto dos nossos próprios erros. É bem verdade que a encarnação muitas vezes constitui um aprisionamento para o espírito e poderíamos comparar o planeta Terra, que ainda é um mundo de expiações e provas, a um grande presídio de almas, que padecem dos mais diversos problemas ligados às doenças, à miséria, à violência, etc.
Muitas pessoas ainda ficam estupefatas quando afirmamos que o sofrimento se faz necessário para a correção das falhas que possuímos. Entretanto, é sabido que muitos desses espíritos ainda relutam em se despojar dos vícios e das más inclinações. Endurecidos e cegos pelo egoísmo e pela vaidade, não conseguem se libertar dos sentimentos que aviltam o homem e, por isso, carecem da expiação terrena para compreenderem melhor os desígnios de Deus.
A expiação é, assim, a alavanca que move o espírito estacionário ao caminho da perfeição.

Prova

Entendemos aqui a acepção prova como sinônimo de aprendizado para o espírito. O Livro dos Espíritos nos ensina que, em sentido amplo, cada nova existência corporal é uma prova para o espírito.
Prova não significa necessariamente sofrimento, como é o caso da expiação, mas sim a aquisição de novos conhecimentos em virtude de testes a que será submetido o espírito encarnado.
Em uma nova existência o espírito encarnado estará sujeito a provas de paciência, de tolerância, de amor, de fé, de perseverança, entre outras, para que possa se depurar e adquirir mais virtudes. É a reforma íntima operando no espírito para que este possa um dia atingir a perfeição.

Fonte: www.umcaminho.