ÒÒSÀÀLÀ, seus nomes, oríkì diversos, que geraram a impressão de “qualidades”.Dentre todos os Òrìsà, Òòsààlà é aquele que detém um grande número de oríkì. Isto lhe valeu dentre nós brasileiros, inúmeras “qualidades”, em virtude do desconhecimento da língua Yorùbá pela maioria que pensou então se tratar não de predicados, isto é, o que se diz sobre Ele, mas, tratar-se do próprio sujeito, neste caso, um outro sujeito.ORIN: É tudo aquilo que é cantado, música, cantiga.ORÍKÌ: Louvação em palavras dirigidas ao Òrìsà, ou tudo aquilo que se que se diz a respeito do Òrìsà como exaltação de seu poder ou dos seus feitos.ÒFÒ: Palavras de encantamento para tornar sagrado alguma coisa ou para invocar qualquer entidade.IJÚBÀ: Pedido de bênção ou demonstração de respeito à autoridade superior.ÒGÈDÈ: Como o òfò, e convoca as força ocultas para nos auxiliarem.RARA: Como o ògèdè, mas, de maneira própria um pouco diferente.ESE: Textos específicos que falam por metáforas, dos Odù (ìton Odù Ifá), que composto de uma série de versos sagrados para cada Odù.GBÀDÚRÀ: Rezar, o ato de fazer orações.ADÚRÀ: São as orações sagradas, recitadas às entidades.ÌTÒN: História antiga, ensinada e passada de geração à geração de Pai para Filho, através da palavra oral.ÀLÓ: Também, história escrita ou contada por alguém. Ainda existem pessoas que são especialistas em contar histórias, no caso, histórias verídicas do passado, desde a Antigüidade até aos dias presentes, e que são conhecidas como APÀLÓ, o contador de histórias. Em sua quase totalidade os APÀLÓ não conseguem conta apenas um trecho da história, tendo de começar lá no início, há séculos atrás onde começa aquela história. O ouvinte é quem deve ter atenção à cronologia dos fatos para quando chegar no trecho desejado, situar a parte específica.ORÍKÌ DE ÒÒSÀÀLÀÒRÌSÀÀLÀ: Òrìsà do Pano Branco.ÒRÌSÀÀLÁ: Òrìsà do Sonho.OBÀTÁLÁ: Rei do Pano Branco, Òrìsà que usa o pano branco.OBARÌSÀ: Rei e Òrìsà ou Rei dos Òrìsà.ÒÒSÀ: O mesmo que Òòsààlà.ÒRÌSÀ OLÚFÓN = ÒSÀLÙFÓN: Òrìsà Senhor de Ifón, cidade onde o culto a Òòsààlà é muito forte, onde lhe foi dado o título de “Senhor de Ifón.”OBÀLÚFÓN: Rei e Senhor de Ifón.ÒRÌSÀ ÒGÌNYÓN = ÒSÒGÌNYÓN: O Òrìsà dos Inhames Novos. Título recebido por Òòsààlà, logo após a sua ressurreição, após os sete anos de sofrimento na prisão do Reino de Òyó, aonde veio a falecer por causa dos maus tratos a que fora submetido.ASOJÚSÉMU: Aquele que representa as pessoas que bebem. Talvez, pelo fato de Òòsààlà, segundo a lenda da criação, ter se embebedado com a seiva da palmeira.ÒSÉREREBO: Aquele que torna as oferendas em coisas boas.ABÕKUNKUNSONÀ: Aquele dá formato à sombra.OBÀFÚNWÀ: Rei que nos deu a existência.OBÀELÉJÌGBÒ: Rei e Senhor de Èjìgbò.Alguns nomes ou Òríkì atribuídos a Òòsààlà, na realidade são nomes de outros Òrìsà funfun, que acabaram virando “qualidades” de Òòsààlà aqui no Brasil. Dentre eles:AGEMO: Representado pelo Camaleão, que também participa na lenda da criação do mundo. É tido como um dos filhos de ÒÒSÀÀLÀ.ODÙDUWÀ: Também um Òrìsà funfun do mito da criação a respeito de quem, existem divergências quanto ao sexo em mitos diversos. Nuns é considerado como a parte feminina da cabaça da existência (Ìgbádù), noutros, é considerado como masculino, o irmão mais jovem de ÒÒSÀÀLÀ que furtou o ÀPÒ ÌWÀ, a bolsa que continha os elementos para a criação do mundo, assumindo o lugar deste executando o ritual da criação do Ayé. Noutros ainda, também considerado masculino, um grande guerreiro e conquistador de territórios.OLÚOFIN: Outro nome de Odùduwà.RÒWÙ = ÒRÌSÀ ÒWÙ: Òrìsà do algodão, também considerado um dos filhos de Òòsààlà.GBEGBÀDÉ: Outro oríkì de Ròwú.ÒRÌSÀ AGBOWUJÌ - ÒRÌSÀ WUJÌ: Òrìsà funfun de culto pouco conhecido.ÀJÀLÁ: Òrìsà funfun, muitas vezes confundido como “qualidade” de Òòsààlà, por ter a função de moldar os Orí (cabeças) no òrun. Tem costumes semelhantes aos de Òòsààlà, até mesmo de gostar de beber, um dos seus ÈÈWÒ. Diz a lenda, que quando Àjàlá fica embriagado, ele erra na composição da massa dos Orí; ora muito seca, ora muito mole; às vezes cozinhado pouco o barro e às vezes cozinhando demais, o que torna as cabeças mal formadas, com deficiências como, esfarelarem-se ou ficarem tortas e rotas ou muito duras e quebradiças. Sendo daí a importância dele nos destinos das pessoas, quando vão até sua casa para escolherem seus Orí, antes de virem para o Ayé, sendo um dos personagens mais importantes na lenda da escolha do Orí e por tabela, do destino. Destino que poderá ser tão mais fácil ou mais difícil para a pessoa, de acordo com a cabeça escolhida na casa de Àjàlá.ORÍ: É considerado um Òrìsà funfun, o deus pessoal de cada pessoa; aquele que é o único que jamais abandona o seu devoto, mesmo após a morte, quando todos os demais Òrìsà deixam seus devotos e voltam às suas origens. Orí é o mais importante na escolha do destino de cada pessoa. Ele é quem regerá a vida de cada indivíduo no ayé.ÒRÚNMÌLÀ: Considerado um Òrìsà Òkè (Superior). É considerado o Òrìsà mais importante do panteão Yorùbá, abaixo apenas de Olódùmarè (o Deus Supremo). Tem o título de ELÉÈRÍ ÌPÍN, a Testemunha da partilha (do destino de cada pessoa). Òrúnmìlà acredita-se, é o Òrìsà sabe tudo, o Òrìsà da sabedoria, o que estava presente antes da criação do ayé, durante a criação e está após a criação do ayé. É aquele que já sabe o que reserva um dia que começa, por isso, também é chamado de OLÓJÓÒNÍ (o Senhor do dia). É a Ele, quem pedimos as bênçãos antes do novo dia raiar, para que Ele faça com que este dia seja bom para nós e que Ele mude tudo de mau que porventura esteja em nosso caminho. É um Òrìsà muito importante, como já disse, apenas abaixo de Deus; o que estranha, haverem pessoas “filhas de Òrúnmìlà (qualidade de Òòsààlà)”, tendo iniciação e tudo. Acho que é a presunção de querer “receber Deus” em sua cabeça.ÒRÌSÀ ÒKÈ = BÀBÁ ÒKÈ: Outro Òrìsà funfun de culto praticamente perdido aqui, mas que em Abéòkútá tem um templo em sua homenagem chamado Olúmo.ESPOSAS DE ÒÒSÀÀLÀARATUNMIÒSÚNYEMÒWÒMOTAWEDEADUNNÀNÁFILHOS DE ÒÒSÀÀLÀAGEMOÀRÀBÀÈSÙIRÓKÒÒGÁOMONÍJÍRERÒWÚTIPOS DE COLARES (ÌLÈKÈ) USADOS POR ÒÒSÀÀLÀSEGÍ FUNFUN UM TIPO DE SÈGÍ AZUL BEM CLARO.SÉSÉ EFUN ESPÉCIE DE CAL, BARRO BEM CLARO.LÁGÍDÍGBA CONTAS PRETAS USADAS PELAS MULHERES AO REDOR DA CINTURA.MARFIM OBJETOS CONFECCIONADOS DAS PRESAS DO ELEFANTE.ESTANHO METAL CONSAGRADO A ÒÒSÀÀLÀ, POR SER DE COR CLARA.CHUMBO TAMBÉM UTILIZADO NOS APETRECHOS E ADORNOS.PRATA METAL NOBRE DE COR CLARA, O FAVORITO DE ÒÒSÀÀLÀ.ALIMENTOS PREFERIDOS DE ÒÒSÀÀLÀÒRI - A MANTEIGA VEGETALÈPÒ ÈGÙNSÌ - MANTEIGA FEITA COM ÓLEO DAS SEMENTES DO MELÃO BRANCO.OBÌ IFIN - UMA ESPÉCIE DE OBÌ BRANCO (VERDADEIRO).ÒTÍN SÈKÈTÈ - AGUARDENTE FEITA DE MILHO BRANCO.ÌGBÍN - CARACOL, O ALIMENTO PREFERIDO DE ÒÒSÀÀLÀ.EYELÉ - O POMBO, QUE É CONSAGRADO A ÒRÚNMÌLÀ.ADÌE FUNFUN - AVES BRANCAS (GALINHAS).ETÙ FUNFUN - GALINHA D’ANGOLA BRANCA.EJA - PEIXES DE ESCAMA, GRANDES. (BÀBÁ EPEJA).EWÚRÉ FUNFUN - CABRA BRANCA.COSTUMA-SE OFERECER ANIMAIS FÊMEAS PARA ÒÒSÀÀLÀ, PORQUE DIZEM QUE O ACALMA, POIS ELE É CONSIDERADO UM ÒRÌSÀ DE GRANDE PODER DE FEITIÇO, ASSIM, ELE É APAZIGUADO. TAMBÉM O MESMO, COM RELAÇÃO A ANIMAIS MOCHOS (SEM CHIFRES) PELO MESMO MOTIVO.ÀSE!Culto a Ifá#Povodafloresta
O terreiro djeji é organizado da seguinte forma:Há os três panteões de Voduns, cujo dois são formado por voduns djeji, e um de voduns nagôs.Os Panteões de Voduns Djeji e NagôA formação na casa djeji por voduns, são pertencentes a três grandes famílias de voduns, sendo cada família comandada por um vodun. Em cada família há um vodun jovem ( tokweno ) que faz o papel de mensageiro, assim como voduns velho que seria o pai e a mães daqueles voduns. Neste conjunto organizado estas três famílias que formam o panteão do kwe (casa).As Famílias do TerreiroDjeji• Família de Dā, representada na forma de serpente ( phiton )• Família de Xebiosò representado na forma do trovão• Família de Sakpata representado pela doença ( Azonsú: homem doente ).Os voduns phiton, todos eles, a família é Dā. São voduns do movimento, do inicio e do fim, e representa a riqueza. As chuvas ocorrem através deles. Tendo como mãe o Arco-Iris.São considerados príncipes e princesas do reino de voduns, tendo como Bessém seu rei, e de toda nação, e o mais novo deles é Bafono, o mensageiro.Nesta linhagem temos o vodun Dambala ( Dangbadahwedo ) o pai, e como mãe o arco-íris Ayidohwedo).Bessém é vodun da vida, e é adverso a morte e a tudo que a representa, uns dos motivo de não ter culto de egungun no terreiro djeji. E também conhecido como “Odan”.Nesta família encontramos outras phiton, que são Kwenkwen, ojikún, Azirí e outras mais do clā de Dā.Alguns termos são usados para aqueles iniciados ao culto de Dā, são eles: Dansì, Ogorensì, jikunsì, Dekasì, já os sacedotes são chamados de Mejitó pelos filhos. Sua principal saudação é Awogbogboy ( Danxógbobonyi ).As cores podem variar conforme a Dā, a mais usada é as cores amarelo e verde.A Família kaviuno, tem como representante o vodun Sògbó.Os voduns do trovão são chamados de kaviunos, toda família é maxi, mas dizem que Gbadé ( Gbadé vodun que representa a centelha de fogo, filho de Sogbo e Adën, para alguns filho de Oia ) é nagô, alguns são do fogo ( Sò ) e outros das águas ( Ezin ).Os voduns Kaviunos são ligados aos raios, ao fogo, à água, e também a chuva. Tem como vodun chefe Sogbo que representa o grande raio. Ainda temos nesta família alguns voduns, são eles:Averekete, um vodun tokweno, um mensageiro desta família, ele faz a ligação dos voduns do fogo aos voduns das águas, e assim fazendo o liame entre dois mundos, diz que este vodun é filho de Sògbó com Agbé ( mãe senhora de todas as águas ), para outros com Oia.Temos ainda Kposú ( homem pantera ) é o vodun mais velho desta família entre os Sò e tò vodun.Os voduns kaviunos segue duas linhagem de formação. Uma é dos voduns do trovão, raio e do fogo ( Sò-vodun ) e a outra é dos voduns do trovão e das águas ( Tó-vodun ), sendo uma linhagem comandada diretamente por Sògbó e outra por Agbé.Os Sò-Voduns são: kposú, Sògbó, Badé, Adën, Loko, Averekete e Akarumbé,...Os Tó-Voduns são: Agbé, Agbetawoyó, Goheji, Sayó, Averekete, Tokpadun,...Na tradição nagô-vodun, Oia ( senhora dos ventos e tempestades ) é muito presente nesta família de voduns.Os voduns kaviunos são ligados a justiça, a causas impossíveis.Diz-se que o verdadeiro rei da Nação Djeji Maxi e Sògbó e este teria passado o trono do reinado ao voduns Dā ( Gbessén ).Família Sakpata, Nagô-Vodun, ou da terra (kuban).Nos terreiro Djeji Sakpata e chamado de Azonsú, o vodun da doença e da terra. Ele é nagô e é o rei desta nação que o chamam de Omolu, é ele que trás os nagôs para dentro do djeji, assim como é bem explicado em seu han.A família dos voduns da terra também se divide em duas linhagens, uma dos ayi-voduns, que são próprios voduns da terra e a outra dos chamados jono-vodun, ou assim chamados anagôs, que na verdade são óticas cultuados dentro da tradição yorùbá.O caçula desta família é Avimadje, um vodun tokweno, um mensageiro para o seu clã, assim como Legba. Vodun jovem e guerreiro, dizem que ele que leva as almas.A linhagem dos Ayi-Vodun é bem redumida, e muitos são poucas os dentro do culto de Azansú, e não possuem culto individualizado, temos: Azansú, Avimadje, Agué, Pararáligbú, Dadá-Zodji e Vesú, Mamã,...A linhagem dos anagôs nos terreiros djeji tem as seguintes divindades: Ògún ( o mais jovem e falante), Odé o caçador, Oia, Oşun, Yemonja ( há que representa a mães de todos os nagô ), Olisa ( nome que é chamado no djeji Oxalá, não sendo o mesmo que Lisá).Estas divindades são louvados na língua Fon como também na língua Yoruba, um dos motivos de a casa ter um aspecto nagô-vodun.As vodunsis da família nagô-vodun são conhecidas como anagosi, e as sacerdotisas de Gayakú, e para os sacerdotes de Hùngbònò.Neste contexto da diversidade de família que compõe a nação djeji, percebemos que o dialeto falado são referente a três clã, o clã de Dā, o clā dos kaviunos e o clã dos nagô. Essa diversidade é bem perceptível na nação djeji maxi.Fonte de pesquisa revista Olorun eHungbònò Sylvio D'Ogum.#Povodafloresta
Exu muito já viveu. Suas encarnações foram inúmeras. Amplas são suas experiências. E no meio de suas andanças, já viu de tudo. Por esta razão, quando o filho de fé relata suas dificuldades na matéria ou no amor como se fossem os maiores problemas do mundo, ele gargalha. Não por desrespeito; contudo, ele já aprendeu o quanto essas preocupações são pequenas diante de todos os processos que se desenrolam no Universo.Ele já esteve no lugar daquele consulente. Sabe como os transtornos do plano físico parecem ser enormes para nossa consciência. Pegue qualquer objeto e o posicione bem à frente de seus olhos. Ele bloqueará toda sua visão; a nossos sentidos, grande serão suas dimensões. Porém, basta afastá-lo um pouco de sua vista para perceber como esse tamanho era uma ilusão. Assim são, também, nossas provações neste planeta de provas e expiações.É preciso desenvolver o olhar que abarca a totalidade da vida. Compreenda que sua história não se iniciou em sua data de nascimento. Sua essência é o espírito, está apenas temporariamente num corpo feito de carbono e água. E, lembre-se, você é imortal. Daquilo que hoje aflige seu coração, pequena importância terá daqui 100, 200, 400 anos. Seu caminho é muito maior do que tudo que vivencia atualmente.Não é que nossas atribulações do presente não sejam relevantes, contudo, saibamos lhes dar o devido valor. Elas não são o fim do mundo; apenas mais um degrau em nossa longa estrada pessoal. Muitas encarnações já tivemos, esta é apenas mais um. De passo em passo, vamos construindo nossos tesouros espirituais.Exu age nas trevas e conhece as sombras da nossa alma. Por mais que alguns tente assumir uma posição de vítima, ele está ciente que nós somos os criadores das mazelas que nos atormentam. Você não conseguirá enganá-lo, ele olhou o seu passado. Antes de pedir um trabalho para abrir seus caminhos, procure mudar a você mesmo.Sua risada, mais do que um desaforo com nossa cara e um mantra capaz de desagregar campos negativos, é uma expressão de sua sabedoria concreta. Não é qualquer entidade que pode se declarar um Exu, seu espírito deve ter vencido as duras criaturas que habitam a consciência humana. Portanto, não se incomode com sua gargalhada. Entenda que está perante há um ser com muito conhecimento para lhe passar.Laroye Exu!Saravá a todos!@umbandacomsimplicidade#Povodafloresta 
Quem é Orunmilá?Orunmilá o primeiro ser criado por OLODUMARE (DEUS), assistiu e testemunhou toda a criação, desde a formação das galáxias, estrelas, sistemas solares e planetas, recebe outro titulo de Ibeke gi Olodumare, o segundo ser da criação, ou vice-deus. Orunmilá estava presente quando OLODUMARE (DEUS) criou os Irunmolés e cada Orisá (energias da Natureza), assim como á espécie humana. Cada Orisá antes de sair do Orun (Céu) e vir para o Aye (Terra) foram consultar-se com Orunmilá, assim também ocorreu com cada ser humano. No inicio dos tempos os Seres Humanos estavam perdidos no Aye sem saber como conduzir suas vidas, Olodumare pede então á Orunmilá que vá para o Aye. Orunmilá recebe o texto sagrado de Olodumare para ser transmitida a raça Humana. Este texto sagrado é chamado de Ifá.O que é Ifá?O Ifá em simples palavras é o texto sagrado de Olodumare, recebido por Orunmilá, o mesmo que a Bíblia para os Cristãos, Corão para os povos Islâmicos e Mulçumanos. No entanto Ifá é muito mais que isto, não somente filosófico e alegórico, o Ifá carrega consigo todo o poder de DEUS.O Ifá é composto por 256 versos Odu, e cada verso odu é composto por mais 16 sub-versos.O que são os Odus?É muito difícil a explicação dos Odus a partir de um ponto de vista Ocidental, que sempre exige palpabilidade. Estão divididos em duas categorias, os OLODUS ou Odùs Agbas (os 16 primeiros, os mais velhos e únicos que habitaram o Orun) e os OMODUS (os 240 que nasceram no Aye). Os Olodus carregam dentro de si as energias matrizes que contribuíram com a formação da vida na terra, e os Omodus na terra contribuíram com os ciclos naturais de acontecimentos e desenvolvimento da vida. Os Odus muito mais do que as interpretações de destino são forças, energias da natureza. O ser humano é um individuo integrante da natureza; muitas filosofias antigas nos mostram através de seus conhecimentos, que o homem somente vive em plena harmonia quando esta em equilíbrio com a própria natureza, e a natureza é a maior expressão de DEUS na terra.Quem são os Babalawos?Os Babalawos são os sacerdotes de Orunmilá, são os representantes do mesmo no Aye (terra). Um Babalawo autêntico é um individuo que alem de passar por todos os processos iniciáticos, e estes visam à comunhão do mesmo com as energias do universo e a aproximação de DEUS, é submetido os mais profundos estudos sobre os segredos da vida. Os Bababalawos são os homens escolhidos por Olodumare e Orunmilá, para auxiliar os seres humanos em aflição. Assim como revelar a estes humanos seu verdadeiro papel dentro da existência, pois se acredita que um ser humano vive em sofrimento quando não estão alinhados com seu próprio destino e ou foi desviado do seu verdadeiro propósito.A importância de consultar-se com Orunmilá?Quando uma pessoa se encontra com sérios problemas, sejam eles quais forem, é comum que este ser humano procure explicações e respostas junto a DEUS, afinal ele é a solução de tudo. E qual a forma mais fácil e sabia de comunicar-se com ele? Sem duvida alguma procurando um Babalawo! O Babalawo através do Oráculo Sagrado de Ifá o "Opele Ifá" (instrumento este de comunicação direta com Orunmilá o que se comunica diretamente com Deus), vai à busca de desvendar a origem dos problemas daquela pessoa. Uma vez sabido a origem daquele mal, o Odu Ifá apontado naquele momento, traz para aquele Ser todas as respostas que necessita, orientações de como conduzir a vida e se aproximar do êxito, assim também como os remédios e medicinas/Ebós que devem ser realizados a fim de afastar toda e qualquer negatividade e aproximar as boas energias da natureza. Uma vez que o homem esta em equilíbrio com as forças da natureza, e a natureza é a maior expressão da força de Deus na terra, este indivíduo começa a viver um novo tempo marcado com: - Alegria, Felicidade plena, Saúde e vida longa, Prosperidade e abundancia Êxito em sua relação sentimental, amorosa e familiar, englobando mulher e filhos, alem é claro de superar todos os problemas e pessoas que intentam contra nós.Isefá e Itefá (Rituais de Ifá)Acreditamos que Orí é algo único e individual, assim como nossas impressões digitais, então não vejo como possa haver uma pré-determinação nos caminhos do Culto a Ifá no que tange a iniciações e sacralizações, para esta ou aquela pessoa. Haja vista que cada ser humano possui um desenvolvimento pessoal diferenciado seria impossível ser homogêneo neste aspecto.Ifá é a verdade, a verdade é a luz do conhecimento verdadeiro, e quem vive na luz não deve se apressar.A voz do Vodunci#Povodafloresta
BORI — pronúncia correta BÓRÍ (alguns pronunciam BÔRÍ) — A palavra vem de bo + ori: adorar a cabeça, comida a cabeça; cerimônia através da qual a pessoa passa a ser consagrada aos Orixás. Oferenda à cabeça. Ritual no qual é cultuado o Ori (cabeça), o princípio da individualidade, considerado por muitos sacerdotes como a grande iniciação.Bori ou Bori significa “alimentar o Orí”, é uma cerimônia adepta também no candomblé e em Casas de Santo (orixá) de Nação (candomblé, jejê, nagô, angola, etc..), onde nós homenageamos (alimentamos) um dos mais importantes Orixás. O Bori é feito em muitas situações, tais como: antes de qualquer grande oferenda ao nosso Orixá (incluindo iniciação), quando nos sentimos enfraquecidos — sem poder de concentração, confusos, quando os búzios nos dizem para que o façamos mediantes as caidas!As oferendas são oferecidas à Orí ( Orixá que representa nossa cabeça) devem ser decididas através de consulta ao oráculo de Ifá, (ou jogo de búzios no candomblé) sendo classificados de acordo com os elementos integrantes de cada individuo em particular. O destino de uma pessoa depende de sua atitude para com a vida. O Orí é uma divindade que tem o objetivo de servir a uma pessoa à qual está ligado por força do poder de Olodumare.Enquanto os Orixas (Orisa) são os intermediários entre os homens e Olodumare o Orí é o intermediário entre o homem e seu Orixá.Neste ritual, a cabeça é quem fala e decide. Orí tem desejos próprios.Veja uma “ Adura Orí ”(orin, reza, louvação, saudação), dedicada a Orí, ver que traduzido também fica muito bonito o que se está cantando, e pedindo no ato de uma reza, o que se está pedindo para aquela pessoa, e os que estão presentes em um fundamento altamente religioso do culto afro (culto de adoração aos Orixás). Saudação A Cabeça:OrikiAPÉ RÉ ORI Ô – Nos pedimos boa sorte ao OríADA NIXE WE – por que a cabeça tem muita lutaMO JUBÁ BE O ORÍ O – eu lhe saúdo minha cabeçaADA NIXE WE – que tem muito a fazerA N LÉSÉ ORIXÁ. – aos pés do OrixáCandomblé#Povodafloresta
Um Pai de Santo de um pequeno vilarejo, chegou ao Terreiro animado e motivado para realizar mais um culto de noite, a hora passava e o povo não chegava.Depois de 15 minutos de atraso entrou três crianças, depois de 20 minutos entrou dois jovens que tocavam atabaques, então o Pai resolveu começar o culto com os cincos irmãos.Ao de correr do culto entrou um casal que sentaram nos últimos acentos da assistência.quando o Pai de Santo incorporou,sua entidade fez as explanações para os poucos que ali estavam é que não pertenciam ao Terreiro,enquanto falava entrou no terreiro mais um Senhor meio sujo com uma corda na mão.Mesmo desapontado sem entender o porquê do fracasso do povo, o Pai incorporado conduziu o culto e sua entidade o fez com dedicação e zelo.Os trabalhos terminaram é quando voltava para a casa foi assaltado e espancado por dois ladrões que levaram a sua pasta onde havia suas histórias em.uma agenda dentro da Religião e outros pertence de valor.Enquanto sua esposa fazia os curativos das feridas em casa, ele descreveu aquele dia como:- O dia mais triste da sua vida.- O dia mais fracassado do seu Terreiro.- O dia mais infrutífero da sua carreira.Depois que passaram cinco anos, o Pai de Santo com o Terreiro agora restabelecido,foi inaugurar o Terreiro de um novo filho de Santo e resolve compartilhar essa historia para todos, quanto ele terminava de contar a historia um casal de grande referência naquela cidade interrompe o Pai e dizem: " Pai aquele casal da historia que sentaram no fundo eramos nós.Estavamos na beira do divorcío em função de vários problemas e desentendimentos que havia no nosso lar, naquele noite decidimos por fim ao nosso casamento, mas primeiro decidimos entrar em um Terreiro e deixarmos lá as nossas alianças e depois cada um seguir o seu caminho, mas desistimos do divórcio depois que ouvimos sua entidade naquela noite, hoje estamos aqui com o lar e a familia restaurada.Em quanto o casal falava um dos empresário bem sucedido que ajudava no sustento daquele Terreiro acenava pedindo oportunidade para falar e disse: "Pai eu sou aquele senhor que entrou meio sujo com uma corda na mão.Eu estava a beira da falência, perdido nas drogas, minha esposa e meus filhos tinha ido embora de casa por conta das minhas agressões. Naquela noite eu tentei ao suícidio, só que acorda rebentou, quando ia comprar uma outra corda, vi o Terreiro aberto, decidi entrar mesmo sujo com a corda na mão.Naquela noite a mensagem perfurou meu coração e saí dali com anímo para viver, hoje estou livre das drogas, minha familia voltou para casa e me tornei o maior empresário do vilarejo.Lá na porta da entrada o rapaz que fazia o protocolo gritou: " Pai eu fui um daqueles ladrão que assaltou o senhor, o outro morreu naquela mesma noite quando realizavamos o segundo assalto da noite. Na pasta do Pai tinha uma agenda com a história dele, eu passei a ler quando acordava pela manhã, depois resolvi entrar nesse Terreiro.O pai ficou em choque e começou a chorar junto com os adeptos do Terreiro a final aquela noite que ele considerava como uma noite de fracasso foi uma noite muito produtiva.LICÕES DA HISTORIA1- Exerça o teu chamado com dedicação e zelo independente do número de participante.2- Dê o seu melhor todos os dias, pois cada dia es um instrumento para a vida de alguém.3- Nos dias mais ruim da sua vida você ainda pode ser benção na vida de alguém.4- O dia que você considera como o dia mais infrutífero da sua vida na terra na verdade é o dia mais produtivo no mundo espiritual.5- Orisa usa as circunstâncias ruins da vida para produzir grandes vitorias.6- Nunca diga; hoje Orisa não fez nada só pelo fato de teus olhos não verem nada.Reflita bem sobre isso.Autoria desconhecida#Povodafloresta
Em primeiro lugar, entenda que nenhum lugar é perfeito. Seja qual terreiro você frequentar, sempre haverá algo que te desagrada. Cada pessoa espera alguma coisa diferente do centro, mas ninguém será capaz de suprir todas as suas expectativas. Portanto, não seja exigente demais, não abandone uma casa por um motivo menor.A não ser que haja algum fato que vá contra os princípios éticos e o bom caráter, permaneça onde está. Você já fez uma boa caminhada, começar do zero em outro espaço pode não ser o ideal. Busquemos o progresso, não é saudável estagnarmos nos degraus iniciais do desenvolvimento espiritual.Em especial, não dê tanta importância aos problemas de relacionamento. Eles estão presentes em todos os agrupamentos humanos e constituem uma de nossas maiores provações na Terra. Onde quer que caminhemos, sempre encontraremos uma pessoa abençoada que se atenta contra nossa paciência e serenidade. No entanto, é parte de nosso aprendizado espiritual saber lidar com estas questões.Ao buscar um bom terreiro, o mais relevante é que você identifique se ali é observado os fundamentos maiores da Umbanda: ausência de cobrança por qualquer tipo de atividade espiritual, ausência de trabalhos que visam prejudicar o próximo ou interferir no seu livre arbítrio, e, por fim, a prática da caridade. Se estes princípios são cumpridos, um largo passo já foi dado.Não tenha pressa para fazer parte da corrente mediúnica. Conheça bem o local, seus membros, seus frequentadores. Sinta a energia. Observe se você está saindo de lá melhor, se tem recebido bons conselhos. Recomendamos que fique ao menos 6 meses na assistência, antes de tomar a decisão de pedir ingresso. Algumas características só conhecemos com o tempo.Conheça bem as regras do terreiro, compreenda como ele funciona. Uma vez que entre em suas fileiras, estará aceitando sua hierarquia e fundamento. Não adianta depois querer que ele seja diferente do que é. Você acabou de chegar, a casa não mudará só por você.Acima de tudo, escute seu coração . Ele te dirá se ali é a casa certa. Confie nele,ele é um bom professor .Não contrarie sua intuição e pressentimentos.Não permita que a ansiedade te leve a uma deliberação precipitada. O terreiro é a nossa segunda casa; os médiuns nossa segunda família .Desse modo traga para a sua vida , bons companheiros.Saravá todos !@umbandacomsimplicidade#Povodafloresta