OGUM NÃO É GAROTO-PROPAGANDA DE RIFA! PAREM DE COMERCIALIZAR O SAGRADO.
OGUM NÃO É GAROTO-PROPAGANDA DE RIFA! PAREM DE COMERCIALIZAR O SAGRADO.
É cada vez mais comum ver terreiros promovendo rifas, bingos e almoços “em nome de Ogum”, “para a festa de Exu” ou “pros trabalhos de Iansã”, com o dirigente fazendo campanha ativa de vendas como se estivesse negociando mercadoria.
Vamos separar as coisas com maturidade e respeito, pois esse assunto é delicado e precisa ser dito:
✅ O que é legítimo: Uma ação comunitária eventual — uma vez ao ano, por exemplo — para arrecadar fundos para uma necessidade real e urgente da casa: consertar o telhado, pagar uma conta de luz atrasada ou comprar material essencial. Isso é união da comunidade e solidariedade.
❌ O que é comercialização do sagrado: Transformar o nome do Orixá em ferramenta de marketing semanal. Fazer o fiel sentir que, se não comprar o bilhete, está “devendo” ou “desrespeitando” a entidade. Usar o sagrado como isca para obter ganhos.
Vamos à verdade nua e crua:
Ogum é o Guerreiro, o Ferreiro, a força indomável da natureza e das leis.
Ele não precisa do seu dinheiro.
Ele não liga para o número do seu bilhete de rifa.
Ele não faz campanhas de vendas nem sorteios.
Quando o terreiro não consegue se sustentar com as contribuições voluntárias e espontâneas dos seus filhos, e precisa usar o nome do Orixá como “isca” para manter as portas abertas, o problema é estrutural e de gestão — não espiritual.
A fé não tem preço. O Axé não está à venda.
Se o dirigente precisa “vender” a imagem do santo para tocar a casa adiante, talvez seja hora de rever a administração, e não colocar o peso nas costas e no bolso dos filhos de fé.
Orixá abre caminhos. Ele não faz promoção.
Respeite a grandeza dos Guardiões. Não os transforme em vendedores nem em símbolos de comércio. ✋🏿🔥
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