TRECHO QUESTÃO 201 - O LIVRO DOS ESPÍRITOS-ALLAN KARDEC CAPÍTULO 4
TROCA DE CORPOS
Um Espírito que animou muitas vezes um corpo de homem pode, perfeitamente, animar, em outras oportunidades, corpos de mulher. Espírito, na profundidade do termo, não tem sexo; o sexo se apresenta no perispírito diferenciando e, ao mesmo tempo, ajustando a matriz da carne como homem ou mulher. No entanto, mesmo no perispírito ele pode desaparecer pela sublimação do Espírito.O pensamento é tudo no mundo espiritual; ele pode criar e desfazer instantaneamente o que quiser no seu corpo perispiritual. No mundo espiritual não há reprodução de corpos pelos processos da Terra, pois os corpos são criados pelo pensamento, de acordo com a elevação da alma.Alma não reproduz alma; somente Deus a cria. Essa receita divina se encontra dentro do Seu coração de amor. Os corpos materiais de todos os reinos geram outros corpos; mesmo assim, o material para esse espetáculo maravilhoso só Deus o pode criar; somente Ele dá vida a tudo o que existe, é o que podemos dizer. O Espírito é como uma chama, e a sua forma, para que se possa ter uma idéia, mesmo pálida, é como a água que toma a forma da vasilha onde é depositada. Ele é uma luz, cuja qualidade ainda não se pode saber, por escapar às mais elevadas deduções do saber humano.Sexo, como se pensa ainda, é para corpos inferiores, servindo ao Espírito nas mesmas condições. O Espírito, na medida da sua elevação espiritual, vai abandonando todos os instintos inferiores e, quando não os abandona compreende o modo pelo qual deve usá-los. Uma faca tem uma missão muito importante nas mãos hábeis de um açougueiro; no entanto, quando portada por uma criatura ignorante, pode provocar desastres inúmeros. Assim o avião, a bomba, o carro etc.... O homem sem educação espiritual distorce as suas próprias possibilidades de elevar-se, às vezes, com o seu próprio corpo.Um Espírito pode perfeitamente renascer em corpos de homem, depois retornar, quantas vezes forem necessárias, em corpos de mulher, se precisar das experiências que advêm dessas trocas. Isso ocorre também com os animais, com as árvores, enfim, em todos os reinos da natureza se processam essas permutas na multiplicidade da vida.Precisamos estudar mais, e a quem deseja se instruir, sempre apresentam em seu caminho os meios. No mundo espiritual, continuamos a estudar todos os assuntos, porém, a diferença é que as anotações espirituais são sinceras, e nunca nascem de interesses mesquinhos. Não vivemos à procura de ouro nem de prata para nos sustentar, nem vestir. O único dinheiro em nosso plano é o ouro do amor; esse é o alimento da alma em todas as faixas das nossas necessidades. Por isso que Jesus nos disse: eu Sou o caminho, a verdade e a vida. Ele nos ensinou a viver na Terra, dando início à vida espiritual. De outra feita afirmou: Eu sou o pão que desceu do céu, e frente à Samaritana afirmou: Se beberes da água que Eu te der, nunca mais terás sede.Se queremos ser livres, libertemo-nos pelo amor. Aí encontraremos a felicidade, pelas pegadas do Mestre dos mestres.(Miramez)Leia Medite Estude O LIVRO DOS ESPÍRITOS e todo Pentateuco Espirita. São Força Basilar da Doutrina Cristã !
REVISTA ESPÍRITA 1858 » NOVEMBRO » CONVERSAS FAMILIARES DE ALÉM-TÚMULO » MEHEMET-ALI , 2ª COMUNICAÇÃO
SEGUNDA COMUNICAÇÃO[1] 1. ─ Em nome de Deus Todo-Poderoso, peço ao Espírito de Mehemet-Ali que venha comunicar-se conosco.─ Sim; sei a razão.2. ─ Prometestes vir até nós, a fim de instruir-nos. Teríeis a bondade de ouvir-nos e de nos responder?─ Não prometo, pois não assumi esse compromisso.3. ─ Substituamos o prometestes por fizeste-nos esperar.─ Quereis dizer: para satisfazer à vossa curiosidade. Não importa! Prestar-me-ei um pouco.4. ─ Considerando-se que vivestes ao tempo dos faraós, poderíeis dizer-nos com que fim foram construídas as pirâmides?─ São sepulcros; sepulcros e templos. Ali se davam grandes manifestações.5. ─ Tinham elas também um objetivo científico?─ Não. O interesse religioso absorvia tudo.6. ─ Era necessário que os egípcios fossem muito adiantados nas artes mecânicas a fim de realizarem trabalhos que exigiam forças tão consideráveis. Poderíeis dar-nos uma ideia dos meios empregados?─ Massas de homens gemeram sob o peso dessas pedras que atravessaram os séculos. A máquina era o homem.7. ─ Que classe de homens eram ocupados nesses grandes trabalhos?─ Aqueles a quem chamais de povo.8. ─ Estava o povo em estado de escravidão ou recebia um salário?─ A força.9. ─ De onde tiravam os egípcios o gosto pelas coisas colossais, em vez das coisas graciosas que distinguiam os gregos, posto tivessem a mesma origem?─ O egípcio era tocado pela grandeza de Deus. Procurava igualá-lo, superando as suas próprias forças. Sempre o homem!10. ─ Desde que naquela época éreis sacerdote, tende a bondade de nos dizer algo a respeito da religião dos egípcios. Qual era a crença do povo relativamente à Divindade?─ Corrompidos, eles acreditavam em seus sacerdotes. Seus deuses eram aqueles que os mantinham sob o jugo.11. ─ Que pensavam da alma após a morte?─ Acreditavam no que diziam os sacerdotes.12. ─ Sob o duplo ponto de vista de Deus e da alma, tinham os sacerdotes ideias mais sãs que o povo?─ Sim. Eles tinham a luz em suas mãos e conquanto a escondessem dos outros, ainda a viam.13. ─ Os grandes do Estado partilhavam das crenças do povo ou da dos sacerdotes?─ Estavam entre as duas.14. ─ Qual a origem do culto prestado aos animais?─ Eles queriam desviar o homem de Deus e rebaixá-lo sob si próprio, dando-lhe como deuses seres inferiores.15. ─ Até certo ponto compreende-se o culto dos animais úteis; mas não se compreende o de animais imundos e prejudiciais, como as serpentes, os crocodilos, etc.!─ O homem adora aquilo que teme. Era um jugo para o povo. Os sacerdotes não podiam crer em deuses feitos por suas mãos!16. ─ Não é estranho que ao mesmo tempo que adoravam o crocodilo e os répteis, adorassem o ichneumon[2] e o íbis, que os destruíam?─ Aberração do espírito. O homem procura deuses em toda parte para esconder o que é.17. ─ Por que Osíris era representado com a cabeça de um gavião e Anúbis com a cabeça de um cão?─ O egípcio gostava de personificar sob a forma de emblemas claros: Anúbis era bom; o gavião que estraçalha representava o cruel Osíris.18. ─ Como conciliar o respeito dos egípcios pelos mortos com o seu desprezo e o horror que tinham por aqueles que os enterravam e mumificavam?─ O cadáver era um instrumento de manifestações. Segundo pensavam, o Espírito voltava ao corpo que havia animado. Como um dos instrumentos do culto, o cadáver era sagrado e o desprezo perseguia aquele que ousava violar a santidade da morte.19. ─ A conservação do corpo permitia maior quantidade de manifestações?─ Mais longas, isto é, o Espírito voltava por mais tempo, desde que o instrumento fosse dócil.20. ─ Não seria também a conservação dos corpos uma causa de salubridade, à vista da inundação do Nilo?─ Sim, para os do povo.21. ─ No Egito a iniciação aos mistérios era feita através de práticas tão rigorosas quanto na Grécia?─ Ainda mais rigorosas.22. ─ Com que fim eram impostas aos iniciados condições tão difíceis de preencher?─ Para não haver senão almas superiores. Estas sabiam compreender e calar.23. ─ O ensino dado nos mistérios tinha por fim único a revelação das coisas extra-humanas ou também eram ensinados os preceitos da moral e do amor ao próximo?─ Tudo isto estava muito corrompido. O propósito dos sacerdotes era dominar e não instruir.[1] Vide Revista Espírita do mês de abril. (N. do T.).[2] Voz grega que significa rastejar. É aplicada em entomologia para algumas variedades de insetos. Neste caso, porém, a referência é a uma espécie de fuinha, um mamífero carnívoro, do gênero Herpestes, o Herpestes Ichneumon do Egito, que, dizia-se, devorava os ovos dos crocodilos. (N. do T.)
REVISTA ESPÍRITA 1858 » NOVEMBRO » CONVERSAS FAMILIARES DE ALÉM-TÚMULO » O DR . MUHR
O DOUTOR MUHR[1] 1. Evocação.─ Eis-me aqui.2. ─ Teríeis a bondade de nos dizer onde vos achais?─ Estou errante.3. ─ Vossa morte ocorreu a 4 de junho deste ano?─ Não. Do ano passado.4. ─ Tendes lembrança de vosso amigo Sr. Jobard?─ Sim, frequentemente estou ao seu lado.5. ─ Quando eu lhe transmitir esta resposta ele terá prazer, pois que sempre vos teve uma grande afeição.─ Eu sei. É um dos Espíritos que me são mais simpáticos.6. ─ Em vida, que pensáveis que fossem os gnomos?─ Supunha que fossem seres capazes de materializar-se e de tomar formas fantásticas.7. ─ Ainda acreditais nisso?─ Mais do que nunca. Agora tenho certeza. Mas gnomo é um vocábulo que lembra muito a magia. Agora prefiro dizer Espírito em vez de gnomo.NOTA: Em vida ele acreditava nos Espíritos e em sua manifestação. Apenas os chamava de gnomos, ao passo que agora prefere a denominação genérica de Espíritos.8. ─ Ainda credes que os Espíritos que em vida chamáveis gnomos possam tomar fantásticas formas materiais?─ Sim, mas sei que isto nem sempre acontece, porque há pessoas que poderiam ficar loucas se vissem as aparências que tais Espíritos podem tomar.9. ─ Que aparências podem ser essas?─ De animais, de diabos.10. ─ Uma aparência material tangível ou uma pura aparência, como em sonhos e visões?─ Um pouco mais material que nos sonhos. As aparições que nos poderiam amedrontar não podem ser tangíveis. Deus não o permitiria.11. ─ A aparição do Espírito de Bergzabern, sob a forma de homem ou de animal, seria dessa natureza?─ Sim, é desse gênero.NOTA: Não sabemos se em vida ele admitia que os Espíritos pudessem tomar uma forma tangível, mas é evidente que agora se refere à forma vaporosa e impalpável das aparições.12. ─ Acreditais que ireis reencarnar em Júpiter?─ Irei para um mundo que ainda não se iguala a Júpiter.13. ─ É por vossa própria escolha que ides para um mundo inferior a Júpiter ou porque ainda não mereceis ir para esse planeta?─ Prefiro acreditar que não mereço e desempenhar uma missão em um mundo menos adiantado. Sei que alcançarei a perfeição e por isso prefiro ser modesto.NOTA: Esta resposta é prova da superioridade desse Espírito e está em concordância com o que nos diz o Padre Ambrósio: Há mais mérito em pedir uma missão num mundo inferior do que querer adiantar-se muito num mundo superior.14. ─ O Sr. Jobard pediu-nos que vos perguntássemos se havíeis ficado contente com o vosso necrológio, escrito por ele.─ Jobard deu-me nova prova de simpatia escrevendo aquilo. Agradeço e desejo que o quadro um tanto exagerado que fez de minhas virtudes e habilidades possa servir entre vós de exemplo aos que percorrem a senda do progresso.15. ─ Considerando-se que em vida fostes homeopata, o que pensais agora da homeopatia?─ A homeopatia é o começo da descoberta dos fluidos latentes. Muitas outras descobertas igualmente preciosas serão feitas e virão formar um todo harmonioso que conduzirá vosso globo à perfeição.16. ─ Que valor atribuís ao vosso livro Le Médecin du Peuple?─ É a pedra do operário que levei à obra.NOTA: A resposta que o Espírito deu sobre a homeopatia vem em apoio à ideia dos fluidos latentes, que já nos foi dada pelo Espírito do Sr. Badet, a respeito de sua imagem fotografada[2]. Depreende-se que há fluidos cujas propriedades nos são desconhecidas ou que nos passam despercebidas, porque sua ação não é ostensiva, posto não seja menos real. A Humanidade se enriquece de conhecimentos novos à medida que as circunstâncias tornam conhecidas as suas propriedades.[1] Diz-se que foi um Espírito muito elevado. Era médico homeopata, um verdadeiro apóstolo espírita. Faleceu no Cairo a 4 de junho de 1857. Deve encontrar-se em Júpiter. Evocado a pedido do Sr. Jobard. (Vide, na Revista de julho, referência feita em carta de Jobard de 22.06.58, na seção Correspondência. A diferença de grafia vem do original. Entretanto, parece preferível a forma Muhr. (N. do T.).[2] Vide a Revista Espírita do mês de julho.
O abraço de Dr. Bezerra Menezes.
Um abraço, em nome de Deus, faz maravilhas!
Bezerra de Menezes acabava de presidir a uma das sessões públicas da Casa de Ismael,na Avenida Passos-RJ. Era uma noite de terça-feira do mês de junho de 1896.Sua palavra esclarecida e carinhosa, à moda de uma chuva fina e criadeira, no dizer de M. Quintão, penetrava as almas de quantos encarnados e desencarnados, lhe ouviam a evangélica dissertação sobre uma lição do “Livro da Vida”.Os olhos estavam marejados de lágrimas,tanto de ouvintes como os do próprio orador.Acabada a sessão, descera Bezerra com passos tardos, ainda emocionado, as escadas da Federação Espírita Brasileira.E ia, humildemente, indagando dos mais íntimos, se ferira alguém com sua palavra, que lhe perdoassem o descuido e ia descendo e afagando a todos que o esperavam ávidos dos seus conselhos, dos seus sorrisos, do seu olhar manso e bom.No sucedâneo da escada, localizou um irmão,de seus 45 anos,cabelos em desalinho,com a roupa suja e amarrotada.Os dois se olharam. Bezerra compreendeu logo que ali estavaum caso, todo particular, para ele resolver.Oh! Benditos os que têm olhos no coração!E Bezerra os tinha e os tem!E levou o desconhecido para um canto e lhe ouviu,com atenção, o desabafo, o pedido:- Dr. Bezerra, estou sem emprego, com a mulhere dois filhos doentes e famintos...E eu mesmo, como vê, estou sem alimento e febril!Bezerra, apiedado, verificou se ainda tinha algum dinheiro.Nada encontrou nos bolsos. Apenas a passagem do bonde...Tornou-se mais apiedado e apreensivo.Levantou os olhos já molhados de pranto para o Alto e, numa prece muda, pediu inspiração a seu anjo tutelar e solucionador de seus problemas.Depois, virando-se para o irmão: -Meu filho, você tem fé em Deus?-Tenho e muita Dr. Bezerra!- Pois, então, em seu santíssimo nome, receba este abraço.E abraçou o desesperado irmão, envolvente e demoradamente.E, despedindo-se: - Vá, meu filho, na paz de Jesus e sob a proteção do Anjo da Humanidade. E, em seu lar, faça o mesmo com todos os seus familiares, abraçando-os, afagando-os.E confie no amor de Deus, que seu caso há de ser resolvido.Bezerra partira. A caminho do lar, meditava: teria cumprido seu dever, será que possibilitara ajuda ao irmão em prova, faminto e doente?E arrependia-se por não lhe haver dado senão um abraço.Não possuía nenhum dinheiro. O próprio anel de grau já não estava nos seus dedos. Tudo havia dado. Não tendo dinheiro, dera algo de si mesmo, vibrações, bom ânimo, moeda da alma, ao irmão sofredor e não tinha certeza de que isso lhe bastara...E, neste estado de espírito, preocupado pela sorte de um seu semelhante, chegou ao lar.Uma semana se passara.Bezerra não se recordava mais do sucedido.Muitos eram os problemas alheios.Após a sessão de outra terça-feira, descia as escadas da Federação.Alguém, no mesmo lugar da escada, trazendo na fisionomiatoda a emoção do agradecimento, toca-lhe o braço e lhe diz:- Venho agradecer-lhe, Dr. Bezerra, o abraço milagroso que me deu na semana passada, neste local e nesta mesma hora. Daqui saí logo sentindo-me melhor. Em casa, cumpri seu pedido e abracei minha mulher e meus filhos. Na linguagem do coração, oramos todos a Deus. Na água que bebemos e demos aos familiares, parece, continha alimento.Pois dormimos todos bem.No dia seguinte, estávamos sem febre e como que alimentados...E veio-me uma inspiração, guiando-me a uma porta que se abriu e alguém por ela saiu, ouviu meu problema, condoeu-se de mim e me deu um emprego, no qual estou até hoje.E venho lhe agradecer a grande dádiva que o senhor me deu, arrancada de si mesmo, maior e melhor do que dinheiro!O ambiente era tocante! Lágrimas caíam tanto dos olhos de Bezerra como do irmão beneficiado e desconhecido.E uma prece muda, de dois corações unidos, numa mesma força gratulatória, subiu aos céus, louvando aquele que é, em verdade, a porta de nossas esperanças, o advogado querido de todas as nossas causas!Louvado seja o nome de Deus!E abençoado seja o nome de quem, em seu nome, num abraço,faz maravilhas, a verdadeira caridade desconhecida!Lindos Casos de Bezerra de Menezes.
TRECHO QUESTÃO 96 - LIVRO DOS ESPÍRITOS-ALLAN KARDEC CAPÍTULO I
IGUALDADE DOS ESPÍRITOS
A superioridade alcançada pelo despertamento espiritual se faz onde quer que seja, sem afrontas, sem agressão e sem comércio; é uma luz que se irradia em todas as direções, abençoando e amando com um único impulso no coração, o da verdadeira fraternidade. No mundo físico pode-se observar como espelho, o corpo de carne de um simples camponês e o de um estadista, de uma doméstica e o de uma rainha. Os corpos são semelhantes sem que haja grandes diferenças, todavia, pelas conquistas alcançadas de uma faixa para outra, nota-se que cada qual se situa em um plano de vida diferente. Ao se verificar mais adiante, e observará que o corpo de um santo e o de um pecador são iguais nas suas estruturas. A formação biológica é a mesma, porém, a vida de um é diferente da do outro, mas Deus dá a ambos a mesma assistência. O que ocorre, é que o santo assimila mais as bênçãos do , compreende Suas leis e as respeita e o pecador ainda se encontra cego e surdo ao chamado de Deus. No mundo espiritual existem igualmente essas divisões, não por favorecimento, mas por justiça. Colhemos justamente o que plantamos na lavoura da consciência, e ela nos responde fielmente pelo que somos. Eis ai o amor d`Aquele que fez todas as leis, e assiste todas as criaturas, filhas do Seu magnânimo coração. Nunca faltam escolas para todos, e cada um recebe o de que precisa na escala a que pertence, porém, o modo de ensinar de Deus é bem diferente do dos homens; Ele, o , ministra ensinamentos a cada um separadamente, atendendo suas necessidades com todo empenho de servir e todo o amor de Pai que nunca esquece Seus filhos. Nós outros é que somos, às vezes, rebeldes e custamos a aprender as lições, e em muitos casos aparece em nós a dor, para nos mostrar com mais energia os caminhos do aprendizado.Estamos passando uma fase dolorosa na Terra, um fechamento de ciclo, de duras provações individuais e coletivas. É, pois, uma necessidade de limpeza cármica, como sendo a de um tumor na sociedade a que pertences. Não há outro recurso, a não ser o da própria dor, em formas variáveis, para despertar o coração da humanidade para o amor, aquele que Jesus viveu e ensinou. Um dia, certamente seremos todos iguais, mesmo em se falando daqueles Espíritos que já atingiram a pureza: basta atingirmos a maturidade que eles já conquistaram!(Miramez)Leia Medite Estude O LIVRO DOS ESPÍRITOS e todo Pentateuco Espirita. São Força Basilar da Doutrina Cristã !