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quinta-feira, 16 de novembro de 2023

O Nirvana, Oxalá, Tao Te Ching e o Deus Apolo

 O Nirvana, Oxalá, Tao Te Ching e o Deus Apolo

Por: Ryath

(Texto inspirado e intuído pelos Mestres da Luz)

Cada número tem um significado especial, e o um significa o Orixá Oxalá, e é o primeiro capitulo do Tao Te Ching, assim como significa a unidade, que tudo na verdade é Deus, tudo foi construído em toda a existência com a energia de divina.

Inclusive nós fomos criados com partes de Deus, que ele doa um pedaço de si para criar vida, e depois esse pedaço se refaz nele.

No Tao Te Ching, o capitulo um se refere ao Nirvana, e Oxalá é o Deus Apolo da religião grega, que é cultuado com outra mitologia, nome e humanização.

Na verdade todas as culturas e religiões cultuavam divindades iguais a de outros povos e crenças, mas com mitologia, humanização e nomes diferentes, e por isso nós achamos que se tratam de coisas diferentes quando na verdade são iguais.

O Deus Apolo é a divindade considerada pelos gregos responsável pela iluminação, e está associada ao Sol, que é uma estrela que ilumina demais, e o Nirvana é assim, ele ilumina as coisas e mostra como é a realidade, pois no escuro não enxergamos nada.

É só ver o dia como é iluminado e a noite como é escura que podemos ter uma ideia de como é poderosa a iluminação solar.

O Sol, assim como a Terra são regidos por Oxalá, mas em outros planetas são regidos por Orixás diferentes.

O primeiro ato da criação de tudo o que existe foi Deus se dividir em 64 partes diferentes, e depois se formar novamente.

Cada uma dessas 64 partes de Deus se tornaram seres vivos e magnânimos, dos quais cada um ficou com aspectos divinos diferentes, e cada um ficou responsável por setores da criação que tem a ver com suas qualidades, eles captam a energia de Deus e a distribuem para toda a natureza.

Oxalá e Oiá (ou Logunã) ficaram com aspectos da crença que existiam em Deus, e através da Fé podemos atingir o Nirvana, é como ensinou Buda, o que acreditamos se torna realidade.

É através da fé que se formou a religião, mas convém lembrar que Deus não é a religião, ela é na verdade a fé.

A religião é uma criação imperfeita inspirada e motivada pela energia da fé, mas que com as mãos humanas que produzem erros, com ou sem intenção, acabam trazendo ilusões e por isso a religião não é perfeita, mas é um caminho que nos leva até Deus, e por isso é algo muito válido.

Os humanos erram e não tem onisciência, e por isso a religião não é algo perfeito, e nem as que tem mediunidade o são, pois o médium é passível de erro em sua atuação mediúnica.

Muitos espíritos não conseguem, ou tem dificuldade de passar verdades que vão contra o ponto de vista do médium, assim são passiveis de causar ilusões, e conceitos de religiões como o Espiritismo podem mudar, assim como fizeram com o conceito de almas gêmeas.

Aqui no site ensinamos e temos praticas para utilizarmos a fé para atingirmos a iluminação, na nossa página inicial, logo no início tem um link para essas práticas e orientações, e se você desejar conhecer, está mais do que convidado.

A iluminação não é o fim da nossa jornada evolutiva, assim como o Sol não ilumina tudo, pois enquanto uma parte de nosso Planeta é iluminada, a outra fica no escuro da noite.

Todos os  nossos textos podem ser reproduzidos.

https://curitibaeparanaemfotosantigas.blogspot.com/

 

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segunda-feira, 12 de setembro de 2022

Os Exus mais raros de Umbanda! Conheça os Exus da linha de Oxalá

 Os Exus mais raros de Umbanda! Conheça os Exus da linha de Oxalá

Eles são os Exus mais raros de Umbanda, os únicos que podem ir dos planos mais baixos aos mais elevados, eles são os Exus da linha de Oxalá.

Os Exus desta linha, muitas das vezes não utilizam o preto e vermelho característico, também podem utilizar o branco se preferir, utilizam muito em seus trabalhos o sal grosso, o algodão, folhas de pitangueira e cristais.

Os Exus da linha de Oxalá utilizam de velas branca, branca e preta, preta e vermelha e branco e amarelo.

17px;">O grande maioral dos Exus da linha de Oxalá é o sr. Exu das 7 Encruzilhadas.

Exu das 7 encruzilhadas é o que mais está conectado a energia de Oxalá e que tem mais outorgas espirituais.

São Exus que podem trabalhar com proteções espirituais e cuidam principalmente das entradas e cancelas do plano espiritual.

Vamos conhecer os Exus da linha de Oxalá e seus entrecruzamentos:


Exu das 7 Encruzilhadas – Exu da Linha de Oxalá

O grande maioral dos Exus, responsável pela evolução de Exus, o Exu das 7 Encruzilhadas traz consigo a maior quantidade de outorgas espirituais.

Exu das 7 encruzilhadas é um Exu de Oxalá, somente de Oxalá, sem nenhum entrecruzamento.

São comandados do Exu 7 Encruzilhadas:

  • Exu 7 Encruza
  • Exu Rei
  • Exu Maioral
  • Exu Lucifer
  • Exu Chifre Branco
  • Exu Oriental
  • Pomba Gira Rainha das 7 Encruzilhadas

7 Pembas – Linha de Oxalá com Iemanjá

17px;">Na linha de Oxalá com Iemanjá temos, na linha da Calunga temos como maioral o Exu 7 Pembas.

O Exu 7 Pembas tem como principal atividade o recebimento dos desencarnados. Todos os desencarnados que vão para a luz, não os que ficam perdidos, são recebidos pelo Exu 7 Pembas.

São comandados do Exu 7 Pembas:

  • Exu Pemba Branca
  • Exu Pemba Preta
  • Exu Pós Branco
  • Exu Sete Cantos
  • Exu Galo Preto
  • Exu Crista de Galo
  • Pomba Gira Rainha da Calunga

7 Poeiras – Exu da Linha de Oxalá com Ibeji (linha do Oriente)

Essa é a linha, comandada pelo Exu 7 Poeiras é a linha dos Exus responsáveis pelas curas espirituais.

Para os quem não conhece, existem vários Exus curadores e todos ligados ao Exu 7 Poeiras.

São comandados do Exu 7 Poeiras:

  • Exu Poeira
  • Exu Puerê
  • Exu Poeira Branca
  • Exu Nevoa
  • Exu Tormenta
  • Exu 7 Pós
  • Pomba Gira Rainha das Flores

7 Capas – Exu da linha de Oxalá com Oxossi

A linha de Oxalá com Oxossi é chefiada pelo Exu 7 Capas, muito ligado ao Exu Capa Preta e tem como principal trabalho a proteção das caravanas espirituais, sempre que uma caravana sai de um ponto vibratório até outro, estas caravanas são escoltadas por Exus ligados ao Exu 7 Capas.

São comandados pelo Exu 7 Capas:

  • Exu Capa Branca
  • Exu 7 Capuzes
  • Exu 7 Copas
  • Exu 7 Capas Pretas
  • Exu Capa Roxa
  • Exu Touro Branco
  • Pomba Gira Rainha das Matas

7 Cruzes – Oxalá com Omolu

Na linha de Oxalá com Omolu temos o Exu 7 Cruzes que tem como principal trabalho o reestabelecimento espiritual.

Ele busca os espíritos que ficam perdidos ligados ao plano material, presos a suas casas, as suas famílias e aos bens materiais, cabe ao Exu 7 Cruzes trabalhar o desligamento desses espíritos presos a matéria.

São comandados do Exu 7 Cruzes:

  • Exu 7 Cruzeiros
  • Exu 7 Adagas
  • Exu 7 Punhais
  • Exu Vira-Cruz
  • Exu Cruzada
  • Exu Vira Mundo
  • Pomba Gira Rainha do Cemitério

7 Ventanias – Exu da linha de Oxalá com Xangô

Atuam na justiça cármica e do fogo, comandados pelo Exu 7 Ventanias.

O Exu 7 Ventanias trabalha principalmente na evolução astral, esses Exus trabalham também com a cor bege, amarelo e até mesmo marrom na linha de Exu 7 Ventanias.

Quando um Exu encontra-se em uma egregora e precisa evoluir para outra são estes Exus os responsáveis pelas passagens.

São comandados pelo Exu 7 Ventanias:

  • Exu Tempestade
  • Exu 7 Pingos
  • Exu do Tempo
  • Exu 7 Tempos
  • Exu Vira Tempo
  • Exu Duas Cabeças
  • Pomba Gira Rainha das Almas

7 Chaves – Exu da linha de Oxalá com Ogum

17px;">E pra finalizar os Exus que trabalham com Oxalá e Ogum, dentro da linha da Encruza, que vão atuar com a proteção das colonias e aí realmente falando dos Exus que trabalham protegendo as colonias espirituais nas portas, nas muralhas, são grandes combatentes, comandados pelo Exu 7 Chaves.

São comandados pelo Exu 7 Chaves:

  • Exu Chave de Ouro
  • Exu 7 Grades
  • Exu Cadeado
  • Exu 7 Colunas
  • Exu 7 Cadeados
  • Exu 7 Tronos
  • Pomba Gira Rainha da Encruza

Esses são apenas alguns dos Principais Exus da linha de Oxalá, não podemos esquecer que ainda fazem parte desta lista diversos Exus que entrecruzam de outros Orixás para Oxalá, sendo assim Exus ligados a linha de Oxalá.

terça-feira, 5 de abril de 2022

OXALÁ

 

OXALÁ


É o Orixá da criação. Representa o mais alto na hierarquia dos Orixás, tendo como contraparte nosso Mestre Jesus, o médium supremo.

É cultuado como o Senhor de todas as coisas e do universo, pois é Ele quem ordena aos Orixás que venham ajudar seus filhos por meio dos Guias e Mensageiros que vêm à Terra. Sua imagem é a de Jesus Cristo, sem a cruz e de braços abertos.

Como Orixá na Umbanda, Oxalá se apresenta sob três formas:

Oxalá: sincretizado com Jesus Cristo.

Oxalufan: o Oxalá Velho, sincretizado com Jesus no Monte das Oliveiras.

É considerado um Oxalá muito velho e sábio, é a primeira forma de Orixá que foi criada por Olorun no início dos tempos, sendo assim associado ao ar que existia antes da criação da Terra e também à água do início da existência. Detém o axé da criação de todos os seres da Terra, representando a fer­tilidade masculina.

Veste-se inteiramente de branco, sendo responsável pela manutenção da paz e da tranquilidade entre os seres criados. Representa a maturidade, a sabedoria e o equilíbrio. O raciocínio e a constante reflexão sobre todos os aspectos da sua existência são as grandes contribuições desse Orixá para os seres humanos.

Curvado pelos anos, anda com dificuldade e hesitação. Ele apoia seus passos cambaleantes sobre um paxorô, grande cajado de metal branco com três pratos, que simbolizam a sua supremacia sobre os mundos dos seres humanos, dos espíritos e dos orixás. O pássaro, que está pousado na ponta do paxorô, é um mensageiro que faz a ligação entre esses mundos.
Com esses pratos, Oxalá carrega e distribui o alimento sagrado para todos os seres humanos e seres encantados. Os pingentes, que estão presos aos pratos, simbolizam os presentes que Lhe eram ofertados nos diferentes lugares por onde passou em suas caminhadas pelo mundo.
O alá é um outro símbolo de Oxalufan, que consiste num pano branco usado para protegê-lo do calor, bem como abrigar, sob sua proteção, todos os seres criados. Serve também para representar a separação entre a Terra e o Céu.

Oxaguian: o Oxalá Menino, que é sincretizado com o Menino Jesus de Praga.

É apontado como o Oxalá jovem, "o moço", o aspecto guerreiro de Oxalá, que carrega uma espada cheio de vigor e nobreza. Oxaguian incentiva o trabalho e a superação. É o provedor, o guerreiro da paz, é forte, astuto e conquistador. Nunca entra numa batalha para perder, sempre ganhando suas lutas e superando quaisquer obstáculos. Rege as inovações, a busca pelo aprimoramento e o inconformismo. Representa o início de um movimento. É o Orixá da fartura, da riqueza e do raciocínio pleno.

Oxaguian e Ogum possuem uma grande ligação. Enquanto Ogum fornece meios (ferramentas e armas), Oxaguian fornece inteligência e vontade para vencer, ou seja, além do raciocínio, esse orixá usa o artifício da guerra em determinados momentos. Essa guerra não deve ser interpretada ao pé da letra, mas sim, num sentido mais abrangente como, por exemplo, na luta pela sobrevivência. Lembrando que Oxaguian evita ao máximo o confronto, tentando sempre resolver os problemas de outra maneira, mas se os argumentos não adiantam, entram na guerra lutando até o final. Portanto, este orixá carrega, além do branco, as cores azul e vermelha.

Data festiva: 25 de dezembro.

Dia da semana: Sexta-feira.

Saudação: Epá Babá, Exee Babá, Oxalá Yê Meu Pai.

Símbolo: estrela de cinco pontas.

Sincretismo religioso: Jesus Cristo e Nosso Senhor do Bonfim (na Bahia, onde é padroeiro)

Cores: branco, que é a cor que concentra todas as cores. Oxalufan: branco e prata. Oxanguian: branco com nuançes de azul ou vermelho.

Instrumentos: Opaxorô, um grande cajado enfeitado, feito com prata ou metal branco quando é Oxálufan. Espada e mão de pilão também em metal branco (seu maior símbolo) quando é Oxaguian, além de espadas (sabre), Ofá (arco e flecha), Atori (Vara), escudo e mão de pilão.

Pedra: Quartzo Cristalino

Ervas principais: girassol, palmas, lírios, jasmim do cabo, tapete de Oxalá (boldo), alecrim, eucalipto, sálvia, entre outras.

Oferendas: frutas, coco verde, mel, canjica, água mineral ou vinho branco.


Ponto de força: todos os locais abertos, limpos e puros como praias, jardins, morros, matas.

Axé!

sexta-feira, 29 de outubro de 2021

OXALÁ

 

 OXALÁ


Nenhuma descrição de foto disponível.Em todas as passagens do Evangelho de Jesus podemos identificar a vibração dos orixás, conforme descrevemos a seguir:

Oxalá é a fortaleza, a vibração do Cristo Cósmico na Terra, a doação do amor incondicional, fraterno e perene, o profundo conhecedor da alma humana, o ser abençoado de luz que irradia o equilíbrio perfeito entre o princípio do masculino e do feminino. Seu olhar sereno e profundo, irradiando amor e compaixão, Lhe permite penetrar o íntimo de cada um e não julgar, apenas amar e curar, não somente as enfermidades físicas, mas as da alma. Seus braços permanecem abertos em nossa direção e Seu Evangelho nos ensina estas máximas: ·
"Amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a si mesmo", pois não podemos amar a Deus, sem antes nos amarmos e, por conseguinte, amarmos nossos semelhantes. Se não existe amor dentro de nós, se não aceitamos nossas virtudes e defeitos, não podemos amar nossos semelhantes. ·
"Eu sou o caminho, a verdade e a vida; ninguém vem ao Pai senão por Mim". Jesus nos mostra o caminho da simplicidade e do amor fraterno, do desapego e do perdão.
A confiança na Providência Divina nos ajuda a difundir o Evangelho - caminho que leva a Deus, à verdade que liberta e que nos faz deixar de sofrer. Tudo o que pode deixar de existir amanhã não é verdade para nós, pois o que continua com a vida são os afetos, as alegrias, os sentimentos que carregamos em nosso interior. Devemos valorizar a nossa vida, buscando a verdade interior, o caminho para a felicidade. ·
"A minha paz vos dou, mas não como o mundo a dá". Todos deixaremos o teatro da vida terrena para encontrar a paz verdadeira na vida espiritual. A paz do mestre está nos valores morais, na conduta da vida em harmonia com as leis de Deus, na paciência para com as nossas imperfeições - pois temos de vencer a nós mesmos -, e no despertar da consciência na escalada da evolução, que nunca cessa. Cada mudança interior para melhor reflete-se na convivência com o próximo. Quem ama sempre vai estar acompanhado, porque o amor encontra ressonância em outros corações. Amar é doar-se para a vida, em favor do bem.

UMBANDA PÉ NO CHÃO
RAMATÍS/NORBERTO PEIXOTO

segunda-feira, 18 de novembro de 2019

COMIDA DE OXALÁ

COMIDA DE OXALÁ

AGRADO PARA OXALÁ 1 (EBÔ)

Canjica Branca, Mel, Algodão, Água.Cozinha-se a canjica somente em água. Depois de bem cozida, coloca-se numa vasilha branca, coloca-se bastante mel de abelhas e cobre-se com algodão.

AGRADO PARA OXALÁ 2 (EBÔ)

200g. de canjica branca + 01 cacho de uva itália (uva branca) + Azeite de oliva.Cozinhe a canjica, coloque numa tigela branca, tempere com oliva, mel e um pouco de açúcar, enfeite com o cacho de uva.

INHAME ACARÁ

Cozinha-se inhame e depois se amassa feito um purê. Fazem-se bolinhos na mão e coloca-se em pratos brancos. Oferece-se a Oxalá

OFERENDA DE FRUTAS PARA OXALÁ

Dentre as diversas frutas que podem ser oferecidas em seus agrados, destacamos: Coco verde ou seco, (sempre que se oferecer coco seco, é imprescindível que se retire a película escura que fica agarrada à polpa da fruta); uvas brancas ou rosadas; laranja lima; lima da Pérsia; fruta-do-conde; melão; mamão; fruta-pão (uma de suas preferidas); pêssegos; frutas secas como: passas; tâmaras; figos; nozes; avelãs etc. (Observação: as frutas demasiadamente ácidas ou de cascas e polpas vermelhas ou pretas, devem ser evitadas).

 

 

OBS: nunca use sal ou azeite de dendê nas comidas de Oxalá e nunca ofereça bebida alcoólica; suas bebidas são água ou leite.

MISERICÓRDIA PARA PESSOAS GRAVEMENTE ENFERMAS OU DESENGANADAS (OXALÁ).

MISERICÓRDIA PARA PESSOAS GRAVEMENTE ENFERMAS OU DESENGANADAS (OXALÁ).

2 tigelas brancas grandes;
2 kg de canjica;
3 velas de sete dias;
1 traje completo da pessoas enferma (camisa, calça, roupas íntimas, 
meias, lenço ou boné);
1 lençol branco.
Cozinhe a canjica até amolecer, colocando um pouco de mel e uma pitada de sal na água. Depois de coada e fria, coloque a canjica nas duas tigelas.
Faça com que o doente use a roupa durante um dia inteiro. Monte, no chão, uma espécie de boneco, colocando, na ordem, o boné ou lenço, a camisa, a calça, as roupas íntimas embaixo e as meias (escolha um local onde ninguém tenha acesso). Coloque uma das canjicas perto do boné (cabeça) e a outra perto das meias (pés).
Acenda a primeira vela perto da roupa, pedindo a misericórdia de Oxalá para essa pessoa (pronuncie o nome dela em voz alta). Deixe as roupas e a canjica descansarem por sete dias (ninguém pode tocar).
Ao final dos sete dias, as canjicas devem ser oferecidas a Oxalá embaixo de uma árvore frondosa (não pode ser árvore com espinhos ou seringueiras, que pertencem ao orixá Exú), após as dezoito horas.
As roupas devem ser usadas pelo doente por mais um dia.
As outras duas velas devem ser acesas, uma após a outra, em substituição à que se apagou. Faça muitos pedidos de misericórdia ao Orixá Oxalá.


Obs.: Qualquer pessoa pode preparar esse ebó.

sexta-feira, 8 de novembro de 2019

Oxalá

Oxalá

Orixá masculino de origem iorubá(nagô) bastante cultuado no Brasil, onde costuma ser considerado a divindade mais importante do panteão africano. Na África é cultuado com o nome de Ọbàtálá. Quando, porém, os negros vieram para cá, como mão de obra escrava na agricultura, trouzeram consigo, alêm do nome do orixá, uma outra forma de a ele se referirem, Orixalá, que significa orixá dos orixás. Numa versão contraída, o nome que acabou se popularizando é Òsàlà (no Almas e Angolas é conhecido como Oxalá).
Para cada Orixás diferentes propõem respostas diferentes - e raramente há um acordo social no sentido de estabelecer uma das saídas como a correta e a outra não. A "jurisprudência" africana nesse sentido prefere conviver com os opostos, estabelecendo, no máximo, que, perante um impasse, "Ogum faz isso, Iansã faz aquilo", por exemplo. 
  Assim,Oxalá não tem mais poderes que os outros nem é hierarquicamente a eles superior, mas merece o respeito de todos por representar o patriarca, o chefe da família. Cada membro da família tem suas funções e o direito de se inter-relacionar de igual para igual com todos os outros membros, o que as lendas dos orixás confirmam através da independência que cada um mantém em relação aos outros. Oxalá, porêm, é o que traz consigo a memória de outros tempos, as soluções já encontradas no passado para casos semelhantes, merecendo, portanto, o respeito de todos numa sociedade que cultuava ativamente seus ancestrais. Ele representa o conhecimento empírico, neste caso colocado acima do conhecimento especializado que cada orixá pode representar:Oxossi, a caça e sabedoria ; Ogum, a metalúrgia; Ọxum, a maternidade; Iemanjá, a educação; Omolu, a medicina - e assim por diante.

  É o Orixá da criação. Representa o mais alto na hierarquia dos Orixás, tendo como contraparte nosso Mestre Jesus, o médium supremo. É cultuado como o Senhor de todas as coisas e do universo, pois é Ele quem ordena aos Orixás que venham ajudar seus filhos por meio dos Guias e Mensageiros que vêm à Terra. Sua imagem é a de Jesus Cris­to, sem a cruz e de braços abertos. (O titulo que recebe de estar como superior é sim um mérito, de ser Orixalá e não por que possui mais poderes que os outros).Nos altares de Umbanda é comum vermos a figura tranquilizadora do Cristo de braços abertos e não numa cruz, oferecendo seu amor e caridade indistintamente a todos. Sua cabeça aureolada emite a luz do conhecimento espiritual que esclarece questões e apazigua conflitos, abrandando o ardor dos espíritos inflamados. Paz na Terra às pessoas de boa vontade. É considerado um Oxalá muito velho e sábio, é a primeira forma de Orixá que foi criada por Olorun no início dos tempos, sendo assim associado ao ar que existia antes da criação da Terra e também à água do início da existência. Detém o axé da criação de todos os seres da Terra, representando a fer tilidade masculina.
Oxalá é o maior dos orixás, o Grande orixá FunFun (Orixá que veste branco), e o orixá encarregado da criação do mundo.Veste-se inteiramente de branco, sendo responsável pela manutenção da paz e da tranqüilidade entre os seres criados. Representa a matu ridade, a sabedoria e o equilíbrio. O raciocínio e a constante reflexão sobre todos os aspectos da sua existência é a grande contribuição desse Orixá para os seres humanos

Características:

Animais: Pomba Branca (Almas e Angola), Caramujo, Coruja Branca
Bebida: Champanhe Meio Doce Branco (Almas e Angola), Vinho Branco Doce, Água Mineral
Chakra: Coronário 
Comida: Canjica Branca (Almas e Angola), Acaça , Inhame, Mungunzá.
Cor: Branco
Data Comemorativa: 25 de Dezembro.
Elemento: Ar
Essências: Aloés, Almíscar, Lírio, Flor de Laranjeira, Boldo (Almas e Angolas)
Guia: Contas Brancas Leitosas, Firmas Brancas.
Flores: Boldo (Almas e Angolas) Lírios Brancos.
Incompatibilidade: Vinho de Palma, Dendê, Carvão, Roupa Escura, Cor Vermelha, Bichos Escuros.
Instrumento: Opaxorô de Oxalufan, Adê, Impulsas para Oxaguian, alguns Oxaguian trazem espada ou mão de pilão, Pombo.
 Metal: Prata (Platina, ouro branco, Níquel )
Pedras: Albita, Cristais Brancos, Opala, Calcita , Selenita, Dolomita Branca, Howlita Branca, Perolas Brancas.
Planeta: Sol
Pontos da Natureza: Praias Desertas, Colinas Descampadas, Campos, Montanhas etc..
Saudação: Epa babá, Choe pra Babá.
Saúde: Não tem área de saúde específica, pois abrange todo nosso corpo e espírito.
Símbolo: Estrela de 5 pontas. Em algumas casa, a Cruz.

Folhas:

  • Aracaçazeiro
  • Coco
  • Fruta Pão
  • Mamão
  • Pêra
  • Tâmara
  • Uva Branca
  • Cara Moela
  • Macaxeira 
  • Mandioca
  • Agapanto 
  • Agapanto Branco
  • Agrião do Pará
  • Alecrim
  • Alecrim da Serra
  • Alecrim e Caboclo
  • Alecrim de Tabuleiro
  • Alecrim do Campo
  • Alfazema 
  • Alfavaca
  • Angélica
  • Aperta Ruão
  • Baunilha Verdadeira 
  • Bétis Cheiroso
  • Boldo
  • Calistemo 
  • Camélia 
  • Camomila 
  • Campainha
  • Carnaúba 
  • Caruru
  • Erva Prata 
  • Folha da Costa 
  • Girassol
  • Jasmim 
  • Hortelã
  • Manjericão
  • Obi 
  • Amendoeira
  • Rosa Branca

 A figura de Oxalá na Umbanda assumiu importância principal e Jesus Cristo no seio o Catolicismo.


Na identificação de Oxalá com o "Filho", segunda pessoa da Santíssima Trindade, fato aceito pela religião de Umbanda, observa-se que, ao culto externo, à veneração e ao conhecimento das divinas qualificações de Jesus, se soma toda uma série de observâncias, preceitos, ritos remanescentes da tradição religiosa africana e, com toda a religiosidade, praticados pelos umbandistas de todos os matizes, com pequenas diferenciações, decorrentes de influências regionalistas ou da maior ou menor parcela do afro na cultuação.

A imagem de Oxalá (Jesus Cristo) é figura obrigatoriamente em lugar de honra em todos os Centros, Terreiros ou Tendas de Umbanda, em local elevado, geralmente destacado com iluminação intencionalmente preparada, de modo a conformar uma espécie de aura de luz difusa à sua volta. Homenageia-se Oxalá na representação daquele que foi o "filho dileto de Deus entre os homens"; entretanto, permanece, no íntimo desse sincretismo, a herança da tradição africana: "Jesus foi um enviado; foi carne, nasceu, viveu e morreu entre os homens"; Oxalá coexistiu com a formação do mundo; Oxalá já era antes que Jesus o fosse.







  Oxalá, assim como Jesus, proporciona aos filhos a melhor forma de praticar a caridade, isto é, dando com a direita para com a esquerda receberem na eternidade e assim poderem trilhar o caminho da luz que os conduzirá ao seu Divino Mestre. Oxalá é o Trono Natural da Fé e seu campo de atuação preferencial é a religiosidade dos seres, aos quais ele envia o tempo todo suas vibrações estimuladoras da fé individual e suas irradiações geradoras de sentimentos de religiosidade. Oxalá é sinônimo de fé que, assentado na Coroa Divina, irradia a fé em todos os sentidos e a todos os seres.

A Linha de Oxalá é a Linha Súplice, suprema condutora, porque nela se baseiam todas as outras linhas.

  Oxalá, nome cabalístico formado através dos séculos, que teve do feixe de correntes formadoras da Grande Corrente Universal a força máxima, na qual os homens se suprem para se lançarem, através dos seus Guias, em busca da magna força.


"A Corrente Universal divide-se em vários setores, cabendo cada um destes setores a um Chefe, que trabalha nesta mesma corrente, tirando dela a força e a luz para conduzi-lo ao ponto que lhe é necessário para seus trabalhos espirituais; e sendo Oxaláo Supremo Chefe da Umbanda, a ele pertence um desses setores, buscando, na Corrente Universal, suprimento para as suas falanges"

As atribuições de Oxalá são as de não deixar um só ser sem o amparo religioso dos mistérios da Fé. Mas nem sempre o ser absorve suas irradiações quando está com a mente voltada para o materialismo desenfreado dos espíritos encarnados.
É uma pena que seja assim, porque os próprios seres se afastam da luminosa e cristalina irradiação do divino Oxalá...

Os guias:

  Principais desta linha são: Caboclo Urubatão de Guia, Caboclo Ubirajara, Caboclo Aymoré, Caboclo Guaracy, Caboclo Guarany e Caboclo Tupy. Estes guias são os chefes de falanges, mais existem os demais guias que pertencem a esta linha e trabalham na caridade, são eles: Caboclo Pena Branca, Caboclo Águia Branca, Caboclo Tupã, Caboclo Rompe Nuvem, Caboclo Tamoio, Caboclo Gira Sol e outros. O astro que rege esta linha é o Sol e tem como anjo Gabriel.



Características dos filhos de Oxalá

  O filho de Oxalá é pessoa normalmente tranqüila, de andar sereno, sem afobação, com tendência ao sofrimento, quando o busca. Gosta de transmitir seu gênio calmo, quer as coisas sem demonstrar, atingindo seus objetivos de forma bem natural. É teimoso. Na teimosia não gosta de impor suas idéias, mas não cede em seu ponto de vista. De todos os Orixás, o filho de Oxalá talvez seja o mais organizado, no dia a dia, escritórios e papéis.
 Não é líder, mas não se submete facilmente a liderança de outro, ou seja, não manda e não gosta de ser mandado. Não é agressivo e quando agredido prefere demonstrar superioridade. Tem uma tendência muito forte para a solidão, buscando no isolamento um encontro com a harmonia universal.

  São amáveis e pensativos, mas nunca de maneira subserviente. Às vezes chegam a ser autoritários, mas isso acontece com os que têm Orixás guerreiros ou autoritários como adjutores (dejuntós).

  São muito dedicados, caprichosos, mantendo tudo sempre bonito, limpo, com beleza e carinho. Respeitam a todos mas exigem ser respeitados.

  Sabem argumentar bem, tendo uma queda para trabalhos que impliquem em organização. Gostam de centralizar tudo em torno de si mesmos. São reservados, mas raramente orgulhosos.

  Seu defeito mais comum é a teimosia, principalmente quando têm certeza de suas convicções; será difícil convencê-los de que estão errados ou que existem outros caminhos para a resolução de um problema.
  No Oxalá mais velho (Oxalufan) a tendência se traduz em ranzinzice e intolerância, enquanto no Oxalá novo (Oxaguiã) tem um certo furor pelo debate e pela argumentação.

  Para Oxalá, a idéia e o verbo são sempre mais importantes que a ação, não sendo raro encontrá-los em carreiras onde a linguagem (escrita ou falada) seja o ponto fundamental.

  Fisicamente, os filhos de Oxalá tendem a apresentar um porte majestoso ou no mínimo digno, principalmente na maneira de andar e não na constituição física; não é alto e magro como o filho de Ogum nem tão compacto e forte como os filhos de Xangô. Às vezes, porém, essa maneira de caminhar e se postar dá lugar a alguém com tendência a ficar curvado, como se o peso de toda uma longa vida caísse sobre seus ombros, mesmo em se tratando de alguém muito jovem.

  Para que o filho de Oxalá tenha uma vida melhor, deve procurar despertar em seu interior a alegria pelas coisas que o cerca e tentar ceder à sua natural teimosia.
Qualidades Ou Tipos de Oxalá

  • Oxalá Ajegemo: Para o qual durante sua festa anual em Edé, dança-se e representa-se com mímicas um combate entre ele e Oluniwi, no qual este último sai vencendo.
  • Oxalá Ajalá:  O Oleiro primordial. A parte de Oxalá responsável pela criação física dos homens, por seu corpo, sua cabeça (onde vive Ori). Ele representa o aspecto mais orgânico do ser humano; o tipo de barro, de maior ou menor qualidade, mais ou menos cozido (o que implica maior ou menor numero de problemas), mais claro ou escuro. Ajalá mistura ao barro folhas, frutas, minérios, sangues e uma série de materiais que determinam como será aquela pessoa, como Ori poderá agir nela. Estes ingredientes, com o tempo perdem o axé (energia) e precisam ser, de vez em quando, repostos, o que é feito nos rituais do candomblé, entre eles a iniciação. Diz um dos mitos que Ajalá foi incumbido de moldar as cabeças dos homens com a lama do fundo dos rios e outros elementos da natureza. Ele moldava as cabeças e as punha para assar em seu forno. Ajalá tinha, contudo, o hábito de embriagar-se enquanto cozia o barro e criou muitas cabeças defeituosas, queimando algumas e deixando outras com o barro cru. A causa dos problemas que muitas pessoas apresentam antes de serem iniciadas viria exatamente de um ori cru, ou queimado, ou mal proporcionado feito durante alguma bebedeira de Ajalá. Como os orixás não gostam de cabeças ruins, a pessoa ficaria desprotegida, sem a energia do orixá. Depois que Ajalá terminava de fazer os oris (cabeças) Ọbàtálá soprava nelas e lhes dava eni, a vida.
  • Oxalá Akire ou Ikire: É um valente guerreiro muito rico que transformava em surdo e mudo a quem negligencia. 
  • Oxalá Alase ou Olúorugbo: Salvou o mundo fazendo chover num período de seca.
  • Oxalá Lejugbe: É muito confundido com Oxalufan, por ser vagaroso e indeciso. Muito Chegado a Ayrá; come com Iemanjá e Oxalufan. Come também todo tipo de carne branca.
  • Oxalá Obatalá:
    É o mais velho dos orixás. O grande rei branco; raiz de todos os outros Oxalás. Ele não é feito, faz-se Ayrá ou Ọxum Opara. É o pai de Oxalufan que por sua vez é o pai de Oxaguiã. Por ser muito grande e poderoso, Ọbàtálá não se manifesta, sua palavra transforma-se imediatamente em realidade. Representa a massa, o ar, as águas frias e imóveis do começo do mundo, controla a formação dos novos seres, é o senhor dos vivos e dos mortos.
  • Oxalá Okó:  Divindade da agricultura e colheita dos inhames novos e a fertilidade da terra. Orixá Nagô, pouco conhecido no Brasil. Na época da chegada dos escravos, não deram muita importância a este orixá, considerando como orixá da agricultura, em seu lugar Ogum e dos grãos Obaluaiyê. Quando se manifesta leva um cajado de madeira que revela sua relação com as árvores, traz uma flauta de osso que lembra sua relação com a sexualidade e a fertilidade. É confundido com Oxalá pois veste-se de branco. Seu Opaxoró, no Brasil, é confeccionado em madeira. Sendo um Orixá raro, tem poucas qualidades conhecidas. É um Orixá rico.
  • Oxalá Orisanlá, Orixalá ou Obàtálá: É casado com a Iemanjá suas imagens são colocadas ao lado e cobertas com tracos e pontos desenhados com efum, no Ilésin , local de adoração, dizem que Iemanjá foi a unica mulher de Orixalá um caso excepcional de monogamia entre Orixás e eborás.
  • Oxalá Oxalufan: Orixá velho e sábio, cujo templo é Ifón e pouco distante de Oxogbô, a cerimónia de saudações é de dezesseis em dezesseis dias. Orixá muito velho, de idade avançada, aleijado, lento, movendo-se com muita dificuldade. Dança apoiado no Apaxoró; Treme de frio e velhice; Detesta a violência, disputa de briga; não come sal e muito menos Dendê; Odeia cores fortes, principalmente o vermelho. A ele pertence os metais e substâncias brancas ; Não suporta Cavalo.
  • Oxalá Oxaguian: Orixá jovem e guerreiro, cujo templo principal se encontra em Ejigbo. Tomou o título de Eleejigbô Rei de Ejigbô uma das suas características e o gosto pelo inhame pilado chamado Iyán, que lhe valeu o apelido de Orisa-Je -Iyán ou Orisájiyan (Orixá que come inhame pilado).A tradição exige que s habitantes de dois bairros Xolô e Oké Mapô lutem uns contra os outros a golpes de varas. É o único que tem autorização de enfeitar seus colares brancos com pedras azuis, chamadas Seguy. Está ligado ao culto de Iroko e dos espíritos , assim como a fertilidade e ao culto ao inhame. É o pai de Oxossi Inlé, come com Ogunjá, Oxossi Inlé, Airá, Exu, Oyé, e Oníra. Tem muito fundamento com Oyá pois, é o dono do Atori, fundamento que lhe foi dado por ela, motivo , pelo qual as pessoas de Guian devem agradar a Oyá. Vem pelos Caminhos de Onírá; tem ligação forte com Exu . Seus filhos devem evitar brigas e mentiras principalmente, não devem enganar a Ogum.
  • Oxalá Ogiyan Ewúlee Jiigbo: Senhor de Ejigbô (conhecido pelo nome de Oxaguiã)


Lenda de Oxalá, por que ele usa Ekodide

  
   Muito tempo depois que Odùdúwà chegou em Ilê Ifé e começaram a adorar o culto das Águas de Òṣàlà, aconteceu que, logo no primeiro ano, quando estava perto das festas Oxalá escolheu uma senhora das mais velhas do terreiro, chamada Omon Ọxum, para tomar conta de todo, ou melhor, de tôda sua roupa, adornos e apetrechos, depositando com tôda benevolência nas mãos dela aquele direito especial para tomar conta de tudo que lhe pertencesse, da corôa ao sapato.
  Omon Ọxum por nunca ter tido nenhum filho, criava uma menina. Dessa data em diante ela e a menina ficaram sendo odiadas por algumas pessoas que faziam parte nesse terreiro e que por inveja de Omon Ọxum começaram a tramar novidades, procurando um meio qualquer para fazer Oxalá se zangar com ela e tomar o "Axé" entregue por Oxalá. Fizeram coisas que Deus duvida contra Omon Ọxum porém nada surtia efeito. Cada vez mais Oxalá ia aumentando a amizade e dedicação para Omon Ọxum. Ela era muito devotada ao cumprimento das suas obrigações e não dava margem alguma para ser por ele repreendida.
  Como dizem que a água dá na pedra até que fura, aconteceu que, na vespera do dia da festa, as invejosas, já desiludidas por poderem fazer o que desejavam, de passagem pela casa de Omon Ọxum se depararam com a corôa de Oxalá que ela tinha areiado e colocado no sol para secar. Quando elas viram a corôa de Oxalá muito bonita e mais reluzente do que nunca, combinaram roubar a corôa e ir jogar no fundo do mar. E assim fizeram. Quando Omon Ọxum foi apanhar a corôa para guardar, não encontrou. Ficou doida. Procura daquí procura dalí, remexeram com tudo procurando em todos os cantos da casa e nada da corôa aparecer. As invejosas vendo a aflição que estava passando Omon Ọxum e sua filhinha, satisfeitas pelo mal que tinham causado, riam as gaiofadas dizendo: agora sim quero ver como ela vai se atá com Oxalá amanhã quando êle procurar a corôa e não encontrar.
  A essa altura Omon Ọxum completamente aspirantada só pensava em se matar e já estava resolvida a fazer isso para não passar vergonha perante Oxalá. Foi quando a meninazinha, sua filha de criação disse: - Mamãe, porque a senhora não vai na feira amanhã de manhã bem cedinho e não compra o peixe mais bonito que tiver lá? A corôa de Oxalá deve estar na barriga desse peixe.
  E assim a menina insistiu, insistiu tanto, até que Omon Ọxum se decidiu a aceitar o que a menina aconselhou, dizendo:- Fique tanquila minha filha, porque de madrugadinha eu vou acordar para ir à feira ver se encontro com esse peixe que voce imagina ter a corôa do nosso Rei Oxalá na barriga. A menina foi dormir tranquila. Omon Ọxum coitada, não pôde dormir tôda a noite preocupada que já amanhecesse o dia para ela ir a feira ver se conseguia encontrar o dito peixe que a menina julgava ter a corôa na barriga. Quando o dia mal tinha clareado, Omon Ọxum pulou da cama, se preparou e lá se foi. Quando ela chegou na feira foi diretamente no mercado de peixe e não encontrou nenhuma escama. Ainda éra muito cedo. Omon Ọxum deu uma volta pela feira e já bastante impaciente voltou ao mercado onde encontrou um senhor vendendo um peixe, cujo peixe, era o único que se encontrava no mercado.
  Omon Ọxum comprou o peixe e foi voando para casa a fim de destrincha-lo. Queria ver se sua filha tinha aconselhado bem, para ela poder obter a paz e tranquilidade espiritual, encontrando a corôa de Oxalá. Assim que ela chegou em casa foi logo para a cosinha para abrir a barriga do peixe. Porém não conseguiu. Quando ela estava aí se acabando de chorar e labutando para abrir a barriga do peixe, a menina acordou e foi logo perguntando: - Mamãe já comprou o peixe? A senhora deixa que eu abra a barriga dele? - Omon Ọxum bastante chorosa respondeu:- Minha filha a barriga dele está muito dura. Eu não posso abrir quanto mais você.
  A menina se levantou, chegou na cosinha, apanhou um cacumbú e puxou rasgando a barriga do peixe, esta se abriu em bandas deixando aparecer a corôa de Oxalá ainda mais bonita do que era antes. Omon Ọxum se abraçou com a menina e de tanto contentamento não sabia o que fazer com ela. Carregava, beijava, dançava, e por fim Omon Ọxum olhando para a menina e em seguida voltando as vistas para o céu, disse: - Ọlọ́run, Deus que lhe abençõe. Sua maesinha está sendo perseguida, porém com a fé que tem no seu Eledá, anjo da guarda, não ha de ser vencida. Limparam muito bem limpa, a corôa, e guardaram, muito bem guardada, juntamente com o resto das coisas pertencentes a Oxalá.
  Em seguida Omon Ọxum cozinhou o peixe, fez um grande almoço e convidou a todos da casa para almoçar com ela dizendo que estava festejando o dia da festa do Pai Oxalá. Ao meio dia Omon Ọxum juntamente com seu, quero dizer, sua filhinha serviram o almoço acompanhado de Aluá ou Aruá, a bebida predileta de Oxalá a qual os Erê dão o nome de mijo do pai. Depois do almôço todos foram descansar para na hora determinada dar começo a festa das Águas de Oxalá. As invejosas quando viram todo aquele movimento, Omon Ọxum muito alegre como se nada tivesse acontecido a ponto de dar até um banquete em homenagem a Festa de Oxalá, ficaram malucas.
  Uma delas perguntou:- Será que ela encontrou a corôa? - Outra respondeu:- Eu bem disse que queimasse. - E a outra mais danada ainda dizia:- Eu disse a vicês que o melhor era cavar um buraco bem fundo e enterrar. - A primeira procurando acalmar os animos, disse para a outra:- Vamos esperar até a hora que ela apresentar as roupas de Oxalá com todos os armamentos. Se a corôa estiver no meio o geito que temos é fazer um grande ebó e colocar na cadeira onde éla vai se sentar ao lado de Oxalá. - O ebó, sacrificio, póde ser empregado para o bem ou para o mal.
  Quando estava perto da hora de começar a festa, Omon Ọxum apresentou a Oxalá tôda a roupa com todos os armamentos deixando as invejosas mais danadas e com mais desejo de vingança, a ponto de procurarem fazer o ebó por elas idealizado e colocar na cadeira onde Omon Ọxum era obrigada a sentar-se por ordem de Oxalá. Começou a festa com a maior alegria possível. Oxalá chegou acompanhado por Omon Ọxum e se sentou no trono. Omon Ọxum sem saber do que estava sendo feito contra ela, também se sentou na sua cadeira ao lado de Oxalá. Quando começaram as cerimônias e que Oxalá precisou de colocar a sua corôa, virou-se para Omon Ọxum e pediu para éla ir apanhar a corôa. Omon Ọxum quiz levantar e não pôde. Fez força para um lado, para o outro, e nada de poder levantar-se, até quando éla decidiu levantar-se de qualquer maneira. Devido a grande dor que sentiu, olhou para a cadeira e viu que estava tôda suja de sangue.
  Alucinada de dor, e horrorisada por saber que Oxalá de fórma nenhuma podia ter nada de vermelho perto dêle porque era Ewó, proibição, saiu esbaforida pela porta afora, indo se esbarrar na casa de Exu. Quando Exu abriu a porta que viu Omon Ọxum tôda suja de vermelho, disse:- Você vindo dêsse geito da casa de meu pai? Infringiu o regulamento e eu não posso lhe abrigar,- e fechou a porta. Daí ela foi para a casa de Ogum, Ọxossi, de todos Orixás e sempre diziam a mesma coisa que disse Exu. Só restava a casa de Ọxum. Quando Omon Ọ̀ṣun chegou a casa de Ọxum, esta já tinha sabido do que estava acontecendo e estava a sua espera. Omon Ọxum se jogando nos pés dela disse:- Minha mãe me valha, estou perdida.
  Oxalá não vai me querer mais em sua casa. Ọxum disse para ela que não se preocupasse, que um dia Oxalá ia buscar ela de volta. Depois Ọxum, usando de sua magia, fez com que, do lugar onde sangrava em Omon Ọxum saisse Ekodide, pena vermelha de papagaio da costa, até quando sare a ferida. Ọxum, depois de colocar todo aquêle Ekodidé numa grande igbá, cuia, reuniu todo seu pessoal e tôdas as noites faziam um xirê, festa, cantando 
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  E assim Ọsum ricamente vestida, sentada no seu trono, com Omon Oxum ao seu lado, a cuia de Ekodidés e a vasilha para colocarem dinheiro em frente a elas, recebia as visitas de todos os Orixás que iam até lá para ver e saber porque Ọxum estava fazendo aquela festa tôdas as noites. Todos que lá chegavam e se enteiravam do acontecimento, si era homem dava dodóbálé, se estirava de peito no chão para Ọxum, depois apanhava um Ekodidé e colocava uma certa quantia na vasilha que estava ao lado para ser colocado o dinheiro, e se era mulher dava iká, quer dizer, se deitava no chão de um lado e do outro para Ọxum e em seguida apanhava um Ekodidé e colocava também o dinheiro na referida vasilha.
  Tudo aquilo que estava acontecendo no palácio de Ọxum, ficou sendo muito propalado e as invejosas faziam todo possivel para que Oxalá não soubesse. Um dia, elas, sem observarem que Oxalá estava por perto, começaram a comentar o caso, onde uma delas disse:- Com ela não tem quem possa, depois de tudo o que nós fizemos, depois de ter acontecido o que aconteceu aqui no palácio de Oxalá e de ter sido enjeitada por todos Orixás, vocês não estão vendo que Ọxum abrigou ela? Curou, conseguindo que do lugar que sangrava saisse Ekodidé, fazendo uma grande fortuna e aumentando a sua riqueza.
  Agora só nos resta é fazer com que o velho não saiba do que está acontecendo no palácio de Ọxum se não é bem capaz de querer ir até lá. Nisso o velho Oxalá pigarreou dando a entender que tinha ouvido tôda a conversação. Ordenou a elas que procurassem saber a hora que começava o xirê no palácio de Ọxum e que elas iam servir de companhia para ele poder ir apreciar o xirê e tomar conhecimento do que estava acontecendo. Quando elas ouviram Oxalá falar desta maneira bem pertinho delas a terra lhe faltaram nos pés e o remorso montou nos seus cangótes fazendo com que elas fugissem para nunca mais voltar ao palácio de Oxalá. A noite, depois do jantar, Oxalá cansado de esperar pelas tres invejosas e não vendo nenhuma delas aparecer, disse:- Fugiram com medo de que eu castigasse pela grande injustiça que cometeram, não sabendo de que o castigo será dado pelas mesmas. Assim Oxalá se dirigiu para o palácio de Ọxum afim de assistir o xirê e saber qual a causa do mesmo.
 Quando Oxalá chegou no palácio de Ọxum mandou anunciar a sua chegada. Ọxum mais bonita do que nunca, coberta de ouro e muitas jóias dos pés a cabeça, sentada no seu rico trono, mandou que Oxalá entrasse, e continuou o xirê cantando
 Quando Oxalá entrou ficou abismado de ver tanta riqueza e quando reparou bem para Ọxum, que viu a seu lado Omon Ọxum, a pessoa que cuidava dele e de tôdas suas coisas, a quem ele julgava ter perdido devido o que tinha acontecido, não se conteve, se jogou também no chão dando dodóbálé para Ọxum, apanhando um Ekodidé e colocando bastante dinheiro na vasilha. Ọxum quando viu o velho dar dodóbálé para ela, se levantou cantando
 Quando Oxalá entrou ficou abismado de ver tanta riqueza e quando reparou bem para Ọxum, que viu a seu lado Omon Ọxum, a pessoa que cuidava dele e de tôdas suas coisas, a quem ele julgava ter perdido devido o que tinha acontecido, não se conteve, se jogou também no chão dando dodóbálé para Ọxum, apanhando um Ekodidé e colocando bastante dinheiro na vasilha. Ọxum quando viu o velho dar dodóbálé para ela, se levantou cantando
  E foi ajudar a Oxalá a se levantarse levantar do chão. Depois que Oxalá se levantou Ọxum pegou Omon Ọxum pela mão e entregou à Oxalá dizendo:- Aqui está a vossa zeladora, sã e salva de todo mal que desejaram e fizeram para ela para que ela ficasse odiada por vós.Oxalá agradecendo a Ọxum disse:- Ọxum, em agradecimento a tudo o que fizestes de bem e para amenisar os sofrimentos de Omon Ọxum eu, Oxalá, prometo levar ela de volta para o meu palácio e de hoje em diante nunca hei de me separar desta pena vermelha que é o Ekodidé e que será o unico sinal desta côr que carregarei sôbre o meu corpo.