segunda-feira, 16 de fevereiro de 2015

História de Pai Preto (Pai Jeremias)


Com a implantação de fazendas de gado e cultura em Solo brasileiro, muitas vezes, ou quase sempre sacerdotes do Culto africano chegavam trazidos como escravos pelos navios de Contrabandistas que ganhavam a vida destruindo a de outros, entre Estes vindos de tão longe e com a missão dada por Oxalá de divulgar sua religião engrandecendo outras terras com sua sabedoria e bondade. Entre estes chegava, então, um jovem que estava Predestinado a ensinar amor e sabedoria. Ainda, menino foi Introduzido no trabalho árduo e sem trégua. Por sua bondade e sabedoria logo cativou a todos, até mesmo seus senhores, que, percebendo sua condição de tratar com animais feridos ou doentes, solicitavam sempre seus serviços, logo estando este Que seria um sacerdote em sua terra, curando e tratando pessoas a Pedido de seus senhores. Era ele, então, tratado diferente em Meio a tanta crueldade.Com esta oportunidade tinha, então, condição de cuidar dos seus, como predisse um escravo já velho que morrerá em suas mãos: seria ele chamado de pai pelos outros, por sua bondade de empenho em socorrer a todos, não importando se era escravo ou branco. Todos eram socorridos por Pai Preto, como era chamado pelos brancos. A fama de pai preto Correu longe em solo brasileiro, tanto que chegou, sem tardar, ao conhecimento dos missionários, vindos para catequizar os povos da nova terra. Pai Preto tinha, então, 85 anos, já velho e quase não mais conseguia andar, o que não impedia de continuar com suas curas e benzeduras. Mas chegou a ordem, e a orientação: Pai Preto era “feiticeiro” e devia morrer como todos de sua época. Os seus antigos senhores não tiveram coragem de cumprir a missão e então combinaram de esconder Pai Preto e este ficaria assim até a morte, cuidando, é claro, dos interesses de seus senhores. Mas Pai Preto, que nunca soube dizer não ou se intimidar por qualquer perigo, não se deteve e continuou com suas mirongas, suas rezas e sua caridade sem fim. Logo a notícia correu, seria um fantasma ou quem sabe ele teria ressuscitado para desafiar quem mandava? Nova ordem chegou: Então o “feiticeiro” deveria ser desenterrado e sua cabeça arrancada do corpo e enterrada em outro local, somente assim o “mal” deixaria de existir. Aqueles que tentaram esconder Pai Preto, agora com medo, decidiram matá-lo e cumprir o que lhes foi ordenado. Tendo assim, aos 86 anos, Pai Preto deixado o plano físico para trabalhar com suas mirongas em planos mais elevados. Hoje nós que aprendemos a amar a umbanda, com toda sua sabedoria, aprendemos sempre um pouco com aqueles que deixaram esta grande lição de vida e humanidade. Pai Preto É hoje para nós PAI JEREMIAS DO CRUZEIRO, que, ao lado de Omulu, traz a cura para os sofredores dos dois planos. Pai Jeremias recebeu de Oxossi o direito de trabalhar em sua vibração, o que para nós é motivo de mais felicidade, Pois como raizeiro e conhecedor das matas levou para o plano Espiritual este conhecimento para a benção dos filhos da Terra. Salve Pai Jeremias! Salve todos os Pretos Velhos! Adorei as Almas!

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História do Rei Congo.


Rei Congo é um Preto Velho amado por toda a Umbanda, pela sua humildade e serenidade.

Ele foi escravo entre o século XVI e o século XVII, e desde sua juventude era um guerreiro, que lutava em prol de seus irmãos africanos que tanto sofriam nas mão de seus Coronéis e Feitores.

A história diz que Rei Congo, que tinha seu nome de batismo como Octácilio, era um grande rezador e curador de doenças, ficando sendo conhecido entre negros e brancos pelo seus tratamentos das moléstias como a tuberculose, que na época exterminava muitas pessoas sem escolher cor nem raça.

O negro Octácilio, certa vez após uma das filhas de um Coronel fazendeiro, chamado de “Senhor do café”, ficar muito fraca com a famigerada doença assassina, a tuberculose, ficou muito conhecido em toda região pelo tratamento dado a pequena sinhá, através de seus conhecimentos de ervas utilizadas em chás e compressas, sanando assim todo mal estar sofrido por ela e curando-a de vez da tão maléfica doença. Após esse fato Octácilio começou a frequentar outras fazendas da região para, com sua sabedoria ajudar outras pessoas que sofriam além da famigerada tuberculose outros males que afligiam a tão covarde e intolerante classe branca e rica da época.
Com essas viagens de fazenda em fazenda, Octácilio começou a perceber que seus irmãos negros sofriam grandes humilhações e maus tratos dos então feitores que ordenados pelos coronéis, mandavam castigar na chibata e no tronco todos os negros sem que houvesse motivo para tal covardia.

E foi assim que o jovem Octácilio tomou para si a vontade de lutar contra essas atrocidades, e dia após dia ele tomado por seu desejo de liberdade e também pela grande vontade de livrar seus irmãos das garras covarde de feitores e coronéis, ele decidiu então tentar a fuga, com o objetivo de mais tarde tentar ajudar os outros escravos a fazerem o mesmo.

Enfim chega a noite da fuga, Octácilio e mais alguns negros, após um dia cansativo na preparação da terra para um novo plantio de café, conseguem fugir do cativeiro após dominarem o feitor e seus jagunços quando já iam acorrentar as portas do senzala.

Vários negros fugiram, muitos deles foram recapturados e outros mortos, mas Octácilio conseguindo se embrenhar nas matas escuras conseguiu enfim a sua liberdade.

A partir desse dia, Octácilio com a ideia fixa em tentar libertar seus irmãos escravizados, rogou a Pai Oxalá e a todos os Orixás que lhe mostrassem o caminho para que ele conseguisse o tal feito.
Após vários dias e noites fugindo pelas matas sagradas de Pai Oxossi, ele se depara com uma montanha, que na época era conhecida como “Monte dos Perdidos”, essa montanha tinha centenas de caminhos que interligados chegavam a lugar algum, e apenas um caminho levava ao cume da montanha.

Octácilio por algumas vezes já ouvira falar da lenda do “Monte Perdido”, e sabia que o cume dessa montanha seria o lugar ideal para se abrigar e abrigar os negros que ele desejava libertar dos açoites e dos troncos destruidores.

Em suas orações ele pediu aos Orixás Sagrados que lhe abrissem o caminho, e que ele conseguisse chegar ao cume da montanha sem se perder pelo labirinto que o levaria a morte.

Foi ai que ele começou sua caminhada rumo a tão assustadora montanha, e sem se dar conta, subia a trilha de maneira tão segura e confiante que sem esperar em poucas horas já estava diante de um grande campo florido com um grandioso lago de águas límpidas. Ele admirado por tanta beleza daquela natureza que lhe foi entregue por Oxalá, ele se ajoelha e agradece pelo presente tão belo.

E foi nesse belo e protegido lugar que Octácilio começou a sua luta de livrar da escravidão seus irmãos negros, pois ali estava nascendo o Quilombo do Congo” e também o sonho de ali ser o caminho da paz buscada pelos quilombolas.

Entrando pelas fazendas cafeeiras durante as madrugadas, Octácilio começou a resgatar os negros escravos, levando-os para o Quilombo do Congo, e ali esses negros começaram a plantar, a construir seus lares e constituir família.

Octtácilio escolhia os negros mais novos, fortes e ágeis, fazendo deles um grupo de guerreiros da mesma causa, ou seja libertar mais e mais escravos, e no primeiro grupo já preparado para ação, o negro Octácilio recebeu o nome de Rei do Quilombo do Congo, e todos a partir desse dia passaram a lhe chamar de “Rei Congo”, como é conhecido até hoje nas casas de Umbanda.

Certa vez, em mais uma das centenas de vezes que Rei Congo tentava buscar a liberdade para os negros escravizados, um certo coronel muito temido dentro da região fez com que seus feitores e centenas de jagunços ficassem de tocaia por vários dias e noites com intuito de capturar o libertador de escravos. E numa noite nebulosa no qual Rei Congo e seus guerreiros estavam prontos para mais uma ação, o velho negro Malaquias, que tinha o dom da vidência, disse ao seu Rei negro que aquela noite ele não deveria levar seus guerreiros, pois muitas mortes poderiam ocorrer, ele deveria ir só, pois apesar de ser muito perigoso seria dessa oportunidade que ele traria um grande aliado nas causas que lutavam.

Rei Congo com toda sua humildade concordou com o velho Malaquias, e saiu só para essa missão, ao chegar a fazenda em questão, Rei Congo tenta chegar a senzala onde dormiam os negros escravizados. Porém a um certo momento Rei Congo se depara com um dos feitores da fazenda com dezenas de jagunços armados. O feitor o acorrenta em um tronco próximo a senzala, a espera do dia raiar e acatar as ordens do tão famigerado coronel.

Rei Congo com olhar firme porém sereno, tenta buscar forças nas palavras do velho Malaquias, tentava entender todo o fato, toda a causa do acontecimento. Sabia ele que tudo que acontecera teria uma razão, porém até então não conseguia chegar numa resposta em que aquilo tudo poderia ajudá-lo na luta contra a escravidão.

O sol raiou, e o feitor que ora tinha acorrentado Rei Congo, tinha um semblante cansado, parecia amargurado. Ele manda um dos seus jagunços levarem a notícia da captura do libertador de escravos ao coronel, que logo vem com as ordens de açoitarem o negro libertador até a morte, e que levassem o corpo dele a té ele, para junto a outros coronéis fazendeiros comemorassem a morte do tão temido Rei Congo.

E foi dada a missão ao feitor de levar a morte a Rei Congo por meio da chibata. E ele, o feitor, já preparado para o começo da tortura daquele corpo preso ao tronco de madeira por meio de correntes de aço, quando olha nos olhos de Rei Congo e diz se ele era o tal negro curador de doenças tão conhecido dentro da região por ter curado muitas pessoas da tão medonha doença, que na época era a tuberculose. Rei Congo, ainda com olhar sereno apenas balançou a cabeça afirmativamente. Então o feitor o livra das correntes e se jogando aos pés de Rei Congo pede a ele para salvar a sua amada que se encontrava tísica, ela estava extremamente enfraquecida e sem nenhuma chance de sobreviver. Rei Congo estendendo a mão ao feitor, lhe pergunta se ele tinha fé, ele responde que sim, então Rei Congo diz que ele ia libertar sim a doce jovem dos males da tuberculose.

O feitor, sabendo que teria que entregar o corpo de Rei Congo para os coronéis, resolveu então libertá-lo e seguir com ele e sua amada para o Quilombo do Congo. E assim foi feito, nesse mesmo dia saíram fugidos da fazenda rumo ao Monte dos Perdidos, e mesmo durante a viagem Rei Congo fazia seus chás e compressas para o tratamento da jovem Rosa, que dia após dia ia recuperando sua saúde. E ao chegarem a seu destino, com cuidados mais especiais, com o tratamento vindo das ervas e compressas sagradas do velho Congo, Rosa se recuperou totalmente, e em agradecimento o feitor, que tinha o nome de Amadeu, jurou lealdade a Rei Congo, que se transformou em um dos grandes guerreiros libertadores do Quilombo de Rei Congo.

Apenas os guerreiros de Rei Congo sabiam o caminho correto para chegar ao “Monte dos Perdidos” que já estava sendo conhecido em toda a região como “Quilombo de Rei Congo”. Como a quantidade desses guerreiros ainda era baixa, não davam conta de libertarem tantos escravos como era da vontade de Rei Congo, pois as viagens de ida e volta as fazendas eram longas, cansativas e perigosas, ele decidiu então montar pequenos quilombos que servissem de esconderijo para os quilombolas próximo ao quilombo principal, tentando assim conseguir um pouco mais de tempo para aumentar as ações contra a escravidão nas fazendas. Isso infelizmente durou pouco, pois mesmo em matas fechadas esses pequenos quilombos foram descobertos pelos Feitores e seus capatazes, ou pelos Capitães do mato contratados pelos coronéis fazendeiros que estavam a busca de seus escravos.

Rei Congo então decidiu que mesmo com a demora das viagens e a dificuldade da subida ao “Monte dos Perdidos”, seria melhor que os negros libertados fossem levados diretamente para um lugar seguro ao invés de acamparem nos pequenos quilombos a espera de alcançarem um número maior de quilombolas.

E assim foi feito por longos anos, Rei Congo e seus guerreiros libertavam os seus irmãos escravizados, os levavam para o Quilombo, e lá eles plantavam, criavam animais, constituíram laços, cultuavam seus Orixás, viviam em paz e em liberdade.

Muitos coronéis por anos tentaram alcançar o tão conhecido e guardado Quilombo de Rei Congo, muitos feitores, capatazes e Capitães do mato perderam suas vidas tentando decifrar o caminho correto que levava ao cume da montanha, mas nenhum desses tiveram êxito em seus
objetivos, pois ali além de ter grandes guerreiros que protegiam a entrada e o caminho do quilombo, tinha um Rei, um Rei protegido pelos Orixás, principalmente por pai Oxalá no qual o velho Rei Congo agradeceu por toda sua vida a luz dada para que ele encontrasse o caminho para sua libertação e a de centenas de irmãos negros.

No final do século XVII, Rei Congo fez sua passagem para o mundo dos espíritos já com 90 anos de idade no corpo físico, e sendo agraciado por pai Oxalá a benção de poder vir a terra como Entidade de Luz para continuar libertando as pessoas da escravidão, porém com um trabalho ainda mais árduo, pois essa escravidão não são nas correntes de aço frio, mas da escravidão da inveja que consome a alma, da falta de humildade que magoa o espírito, do orgulho que destrói o perdão, da soberba que esmaga o ser, da falta de amor que escurece o caminho e principalmente da falta de fé que lhe desvia da evolução espiritual.

Rei Congo preto velho calmo e sereno, humilde mas soberano, tem sempre a palavra certa na hora certa, tem ensinamentos certos pros momentos certos. Com sua voz mansa e seu jeito peculiar de se sentar, ele é reconhecido por toda a Umbanda, e todos que já tiveram a oportunidade de poder ouvir seus conselhos em seu tom de voz sereno„ pode se considerar um abençoado por pai Oxalá..

Rei Congo meu mentor, meu Vovô eterno, minha luz num caminho escuro, a ti peço a benção e proteção.

Saravá Vovô Rei Congo, Adorei as Almas.

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domingo, 8 de fevereiro de 2015

Exú Corcunda.

Exu Corcunda nasceu na Espanha, e foi criado por uma família muito devota e católica, estudou em grandes colégios, sempre regado a uma vida de luxo e sofisticação.

Quando completou 18 anos, Corcunda foi fazer faculdade, este se formou em direito, mas por pressão da família, por este levar uma vida que eles mesmo denominavam de errante. Foi obrigado por seus pais para se formar padre, após anos de estudo, Ele foi ordenado padre, mas naquela época dava-se inicio a Santa Inquisição Espanhola, na qual um dos atributos era exterminar a povo cigano que tomava conta da Espanha. Por conhecer leis, e ter se formado em direito Exu Corcunda foi nomeado juiz de inquisição, o qual praticou diversos crimes, detendo grande ódio por aqueles que não seguia seus princípios católicos, condenando ciganos, feiticeiros e pessoas que não praticassem a fé católica sem ao menos dar chance de defesa aos acusados.

Passado vários anos, seu pai já estava com idade avançada, e este em leito de morte revelou que Corcunda não era seu filho, que este foi deixado na porta por uma família pobre, disse ainda seu pai que esta família era retirante do Egito que estes seguiam a fé cigana.

A cólera e a ira tomaram conta de Corcunda e este se rebelou contra seu pai e principalmente contra a igreja. Mas isto não bastou pois o que mais lhe perseguia foram seus atos errôneos.

E a partir daquele dia Exu Corcunda jurou nunca mais praticar uma injustiça e sempre lembrar de seu passado, o povo que ele tanto odiou agora era o povo que ele fazia parte. Por deixar os dogmas católicos de lado, foi morto por mais um dos inúmeros julgamentos injustos da Santa Inquisição.

No espiritual este faz parte de uma falange comandada pelo Exu Gira-Mundo, trabalhando ao lado dos Exus Meia-Noite e Mangueira. Trabalha com causa de justiça pois vibra no pólo negativo do Orixá Xangô.

Dona Sete Catacumba

Esta Pomba-Gira nasceu em 914 e faleceu em 952.

Sete Catacumba era morena, de baixa estatura, olhos e cabelos pretos, tinha rosto incomum, era bonita, mas não dentro dos padrões comuns. Sua missão na terra era destrancar os amores.

A entrega de suas oferendas ocorre nas encruzilhadas e as suas cores são vermelho, preto, roxo e maravilha. Os seus símbolos são: o tridente de sete pontas, navalha e punhal.

Esta Pomba-Gira pertence à nação Ketô. Sua comida predileta é muçum com farofa, além disso, gosta muito de galos rinheiros. A sua bebida predileta é Whisky.

Ela era uma linda cortesã que amarrou o coração de um rei francês que a tornou rainha e depois de alguns anos, ele faleceu.

Devido à tenacidade de seu trono, passou a ser cobiçada por outros reinos o que a levou a se casar novamente. Não demorou muito e ela foi envenenada pelo atual marido que começou a governar da pior maneira possível.

A rainha chegou ao astral perdida no limbo por suas atitudes aqui na terra. Só depois de algum tempo nas trevas, a rainha foi encontrada por seu antigo rei que começou a cuidar dela.

O trabalho deste casal no astral ficou tão conhecido e respeitado que o Exu Belo o nomeou “O Senhor das Encruzilhadas”.

Juntos, passaram a reinar os caminhos das trevas e da luz e com milhares de entidades e fizeram este, o maior reino do astral médio superior: O reino das Sete Encruzilhadas.

Passado algum tempo, o rei que a envenenou veio a falecer, sendo levado ao astral reino das Sete Encruzilhadas. Assustado sem entender nada, foi colocado à frente da rainha a qual ele teve de servir até o resto da eternidade em virtude da falta que cometeu.

É uma entidade calma e tranquila, mas quando chega ao mundo, solta um grito de guerra onde expressa todo o seu poder de vitória.

EXU MANGUEIRA

Exu Mangueira, identificado pelo nome cabalístico de Agalieraps. Segundo conta, Exu Mangueira foi um rico criador de gado bovino que ascendeu ao poder se tornando primeiro ministro na França e era muito desposado com as mulheres da corte, pois como era muito educado e cortês tinha uma boa lábia conquistando muitos corações casados e deixando muitos maridos ciumentos irritados, tanto que foi morto por um destes. Seu nome vem dos locais de criação de bois, mangueira é uma espécie de local onde se separa o gado para castrar, dar remédios, etc. Seu trabalho é fiscalizar os planos físicos, dando ordens aos seus comandados, não recebe ordens de ninguém, somente de superiores.

Agalieraps (Exu Mangueira) - Possui gigantesco poder de cura, procurando prestar este auxilio especialmente aos Iniciado na Verdadeira Ciência Sagrada. Sendo uma das poderosas forças da Lei do Retorno, possui uma vibração e irradiação extrema, e se quando necessário poderá ocasionar o desencarne de qualquer iniciado que por ventura tenha desejado o mal ou mesmo causado mal a quem quer que seja, utilizando das forças da magia. Também poderá trazer, iluminação e sabedoria pela mesma Lei do Retorno, aqueles que Agalieraps se simpatiza, ele garante proteção contra roubos, assaltos, acidentes, e mesmo ataques provenientes de rituais, envultamentos, vodu, ou qualquer outro tipo de magia nociva, ou mesmo ainda ondas de energia mental negativa. Em sua apresentação, manifesta-se como um homem normal, de olhos brilhantes, de olhar profundo, trazendo o significado de ver além das aparências, podendo com grande facilidade saber dos pensamentos. Possui um turbante, indicando seu conhecimento total da magia oriental, mais particularmente Hindu. Possui um manto com capuz, símbolo do conhecimento antigo, e que pode transmiti-lo para o Verdadeiro Iniciado. Há em sua mão algumas folhas de Mangueira, árvore originária da Índia, representando o culto ao tempo e aos antepassados. Símbolo também de sua maestria em lidar com elementos naturais (folhas, talos, caules, flores, frutos, especialmente, e de maneira particularmente espetacular com a mangueira), para se trabalhar com grandes feitos de magia astral, ou mesmo com a magia natural. Por este particular enlace com esta árvore, apresenta Agalieraps o conhecimento da botânica oculta, ou botânica mágica, advertindo e ensinando o Iniciado o poder das plantas e da necessidade de saber cultiva-las e protege-las de quaisquer agressões. Outra planta que está intimamente ligada a vibração energética de Agalieraps, é a alfazema, que simbolicamente representa a propagação dos perfumes utilizados nos ritos da Alta Magia, e da necessidade dos aromas dentro da Sagrada Ciência. Apresenta-se como um homem culto, de fala calma e poética, aprecia um bom charuto, champanhe, vinhos, cerveja branca, contudo, sua bebida predileta é o absinto.

Gostaram?

Batam palmas pra Exú Mangueira!

Laroiê!

Exú do Lodo.

Essa entidade de origem afro-brasileira normalmente apresenta-se representado na forma de um homem calvo sentado à beira de lagos e pântanos, usa roupa cinza, marrom, preta e principalmente vermelha. Geralmente pode-se notar que ele apresenta um casco (como o de um cavalo) no lugar de um dos pés.Quando esse Exu se manifesta (por intermédio de um médium), ele está agachado como se tivesse dificuldade para se levantar, mas na realidade se locomove com rapidez. Os espíritos desta linha se apresentam curvos pois segundo os praticantes da da religião, a sua energia é pesada e todos possuem aparência de velhos. A maioria desses espíritos desta linha foram em vida Padres, Bispos, Bruxos, Magos e Feiticeiros. Exu do Lodo é um dos sentinelas das almas, enviado direto de Omulu (Omulu é uma entidade superior aos Exus) que trabalha na transmutação de energias, transformando o lado negativo em positivo. Motivo de usar muito a cor preta que representa a transformação.Ainda segundo os umbandistas quase sempre que é marcado algum trabalho para essa entidade começa uma garoa (chuva). É a resposta que ele está atento e presente.Boa parte dos terreiros de Umbanda se negam a trabalhar com essa entidade, pois, associam ela a energias negativas e a maldade. Muitos acreditam ser uma entidade que afunda a sua vida no lodo, leva para a “lama” os que com ela se comunicam. Já outros religiosos partem em sua defesa e explicam que existe um engano sério que algumas pessoas da própria religião costumam cometer contra essa entidade. Seus defensores dizem que o lodo é formado em ambientes úmidos que represam impurezas, ou seja numa cachoeira onde a água corre livremente não há lodo, só há lodo onde à infiltração e umidade constante que não é limpo (tais como lugares com energias negativas, essas energias se assemelhariam ao lodo). O Exu do lodo entraria nesses lugares "carregados" (como os próprios religiosos se referem) e fazem a limpeza dessas energias, tirando o lodo ruim (energia ruim) e restaurando o lodo bom e limpo (energia positiva). Mas é certo afirmar que existe bastante polêmica a respeito dessa entidade, não há um consenso sobre a bondade ou maldade desse ser entre os praticantes da religião.O Exu do lodo está intimamente ligado a Nanã e a Iemanjá, pois sua energia telúrica se funde coma energia aquosa (pertencente a essas outras entidades). Por essas razões ele pode ser muito visto em praias, rios e lagos.Sobre a sua origem conta-se que ele teria sido um médico pesquisador muito conceituado em Amsterdã durante o século XVIII. Salvou a vida de muitas pessoas ricas e importantes mas sempre se recusou a tratar qualquer pessoa pobre que não tivesse dinheiro. Nunca fez caridade a pessoa alguma e só se importava com a fama e o status. Ele chegou a construir dois hospitais mas apesar da insistência de sua mãe em que ele começasse a ajudar também os mais necessitados, em momento algum dispensou qualquer atenção aos doentes que não lhe trouxessem algum benefício financeiro. Sua mãe acabou falecendo e o seu coração continuou sendo guiado pela arrogância e pelo interesse. Depois de muitos anos ele próprio veio a falecer e para sua surpresa ele acabou indo para as profundezas das regiões umbralinas (umbral corresponde ao inferno para os espíritas). Chafurdou no lodo das regiões infernais em grande sofrimento. Pois desperdiçou sua vida em interesses egoístas e mesquinhos. Mas após algum tempo de sofrimento sua mãe o socorreu e resgatou dessas regiões de sofrimento. Ele reconheceu seu erro e se arrependeu profundamente. Assim foi lhe dada nova chance de redenção e ele voltou a reencarnar. Dessa vez renasceu no Brasil, em uma família indígena. Mas veio a falecer cedo, com apenas 8 anos de idade foi mordido por uma cobra venenosa e veio a desencarnar. Novamente sua mãe o socorreu e no Plano espiritual retomou sua forma adulta (de sua antiga vida), estudou e pediu para cumprir sua missão como médico dos espíritos imundos. Dessa vez não reencarnaria, mas assumiria a forma de um Guardião do Lodo e recolheria todos aqueles que caíssem nas ilusões (todos que caíssem na lama) da vida assim como ele próprio havia caído. Assim se tornou a entidade.

Exu Mulambo


Mulambo é um Exu líder de falange e, ao contrário do que se imagina, daquilo que mais se acredita, Exu não é um tipo de espírito que faz o mal, na verdade, ele tem, assim como os demais guias uma força muito grande no trabalho que executa.
Mulambo atua dissolvendo larvas astrais, antes mesmo de que se criarem formas pensamentos que serão nocivas às pessoas.
Muito se imagina que os exus são esses espíritos que vagam pelas ruas, encruzilhadas, aceitando todo tipo de oferenda em troca de favores. Até existem esse tipo de espíritos que, às vezes, fazem parte de alguma falange de Exus, mas, em sua maioria, os Exus são aqueles que trabalham em esferas que outros guias não atuam.
Não confundam Exus de encruzilhadas com Exus de lei.
Se alguém disser que fizeram um "trabalho" e que Exu Mulambo está de obsediando...Não acreditem, pois esse não é o papel dele.

Pomba Gira Maria Farrapo

Maria era uma pessoa que fazia varios tipos de trabalhos, as vezes até para o mal.
Maria ficou muito conhecida por sua cidade, seu país, pelo mundo; ficou tão conhecida, que todos só procuravam Maria para fazer vários tipos de trabalho, pois ela conhecia muito bem a bruxaria.
De tanto trabalhar Maria acabou muito rica, em seus braços carrega pulseiras de ouro puro e em seu pescoço corrente de ouro com pedras preciosas, porém Maria não tinha tempo de sequer trocar de roupa. E ai está seu tão famoso nome Maria Farrapo.
Sua roupa foi se desgastando até rasgar, mas quem pensa que farrapo é trapo está muito enganado, pois Maria Farrapo é uma das pombas giras mais ricas que existem.

Pomba Gira Maria Farrapo

Parceira direta de dona Maria Molambo e faz parte da mesma hierarquia, ou seja, da mesma falange. Geralmente vem em terra em pontos cantados a Maria Molambo. Isso se da devido a aproximação de ambas.
Sua marca registrada é sua ironia. Direta, clara e objetiva. São Pombas Giras serias, fies e determinadas. São as guardiãs do trono de Maria Mulambo. Trabalham cobrando carma e retorno de demandas.
Quando Mulambo é procura sempre há uma Farrapo ao lado correndo gira. A falta de compreensão faz com que seus médiuns trabalhem como se estivessem bêbados.
É necessário muita sintonia e contato com esta guardiã para poder incorporar sua real e essência.

Características

Bebida:
Finas e caras e fortes.

Fuma:
Cigarros e cigarrilhas

Guia:
Vermelha e
preta

Lugar:
Encruzilhada em T

Metal:
prata

Mineral:
Ônix

Planta:
Rosas, aroeira.

Vela:
Preta e vermelha.

Ponto Riscado:

Farrapo responde nos pontos riscados de suas parceiras.

Maria Molambo
Maria Quitéria

Pontos Cantados:

O ponto cantado é outra maneira do guia nos revelear sua identidade. São musicas, curimbas onde eles cantam contando sobre sua historia ou passagens de suas vidas. Brincam, ensinam e ate advertem através dos pontos cantados. São versos rimados simples e fáceis de cantar. Existem vários e centenas e podem ser utilizados para saudar, louvar, agradecer e ate mesmo invocar o Guia ou espírito.

Maria Farrapo,
no terreiro te chamamos.
Firma teu ponto,
que tua força precisamos.
Vem trabalhar o teu mistério,
aplicar a lei de Umbanda.
Desfazer o mal entendido,
e mostrar quem é que manda.
Da Calunga à Encruzilhada,
do Cruzeiro ao Cabaré
Vem Maria Farrapo,
concedendo seu axé.

PONTO DA FALANGE MARIA FARRAPO

Estou sempre caminhando,
vendo sempre muita dor.
Vejo almas que se perdem,
sem ouvir seu protetor.
Filho de fé,
não escute a voz do mal.
Vence aquele que resiste,
com consciência e moral.
Sou Maria Farrapo,
e minha falange tem poder.
Sou amiga da justiça,
e não me deixo corromper.

PONTO DE SUBIDA DE MARIA FARRAPO

Maria Farrapo vai embora,
levando o mal que aqui havia.
Vai girando mundo afora,
desfazendo a hipocrisia.

O FEITICEIRO EXÚ MARABÔ TOQUINHO - GUARDIÃO DO TERCEIRO UMBRAL


E seu vulgo (Exú Marabô Toquinho). Se trata de uma entidade que quando vida teve, viveu com o titulo de Feiticeiro Sr. da Tribo em uma época medieval, mais antiga que a própria antiguidade. Muitos pesquisadores relata que pode ser encontrado parte da Biografia dessa entidade até hoje no Norte da Rovaniemi "Norte da Finlândia" - Onde esta localizada a mata gelada. Foi um Feiticeiro Bruxo que carregava seus conhecimentos da Magia e Bruxaria em suas 7 cabaças. Sendo aprendiz de Bruxos e de Feiticeiros D'rumas. sendo pelos seus ritos e feitos, por derrubar uma manada de Búfalos que todos da tribo os temia assim como o Rei também. Marabô com seu poder foi capaz de salvar a tribo de uma manada de Búfalos os desafiando sozinho. Recebeu do Rei da Tribo o nome de Feiticeiro Sr. da Tribo e passou a ser chamado por todos de Marabô Toquinho por ser ágil, consciente, astucioso, alto e extremamente forte.

Mas carrega o nome de Toquinho por ser Alto e ter 2 Metros e 50 Centímetros de Altura "E só incorpora em médiuns de 1,75 Altura para baixo". Um homem, com postura fina, elegante e um bom apreciador de conhecimentos, boas bebidas como Vinhos, Whisks, Marafos e outros. Utiliza uma Capa de Veludo preto como de um conde. Conseguiu transpassar a barreira do tempo de sua própria existência através da prática da Magia e hoje incorpora em um médium para dar consultas e resolver problemas espirituais utilizando o seu conhecimento milenar, sua magia e seu poder de Exú através de seu ponto Cabalístico e sua Bruxaria.

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2015

Festa de Ibejada




-Uau...que lindo! Veja quanto balão colorido...E quantos amiguinhos tem aqui!!!
Os olhos da menina brilhavam ao entrar naquele ambiente onde fora conduzida durante o coma, por seu amigo protetor. Enquanto seu corpo inerte sobre o leito hospitalar, acoplado a vários aparelhos, mantinha uma vida quase artificial, em corpo espiritual foi retirada daquele ambiente triste, para que pudesse receber auxílio junto a um terreiro de Umbanda onde se realizava uma festa de Ibejada.
-Tio, quero aquele balão...me dá um pirulito? Posso tomar guaraná?
Milena, ali naquele local não aparentava mais a menina depressiva e triste que há vários dias adoecera e simplesmente desistiu de querer viver, por isso entrou em inanição, chegando ao coma. Cansada de maus tratos pela mãe adotiva e sem ter a quem se socorrer, resolveu que queria morrer quando ainda não tinha 6 anos de idade.
Agora Milena, entre as crianças encarnadas que se aglomeravam em meio aos Ibejis e todos aqueles doces e refrigerantes, sorria feliz. Estando em corpo espiritual, não podia ser vista pelos encarnados, porém ela percebia nitidamente, não só os médiuns que recebiam os espíritos chamados de Ibejis, como também os próprios espíritos acoplados a estes. Depois do primeiro instante de fascinação, a menina passou a observar cada um daqueles "amiguinhos" que se diferenciavam pela luz e beleza.
-Que menina linda vem nos visitar – falava Mariazinha, receptiva e sorridente.
-Oi, quem é você?
-Me chamo Mariazinha e gostaria de te ajudar. Me contaram que anda tristinha...querendo morrer.
-É...foi o tio que te contou?
-Também...
-Ah, amiguinha...agora eu não estou mais triste pois o tio me trouxe aqui onde tem muitas crianças, doces e todos esses balões...tem até bolo de aniversário. Eu nunca ganhei um, sabia?
Hum, então vou te servir um pedação deste bolo gostoso que tem o poder de devolver a alegria e o doce a todos os corações tristes e amargurados.
Milena agora se deliciava com o bolo ( cópia energética do existente no plano material) o que a levou a adormecer em corpo astral e, ali mesmo, no ambiente espiritual do terreiro, em departamento específico para estes tratamentos, foi levada a relembrar através de seu mental de vida pretérita onde plantou essa colheita dolorosa, bem como de seu comprometimento antes da atual reencarnação. Isso era possibilitado pelo fato de estar ali, naquele corpinho infantil, um velho espírito endividado com as Leis. Antiga freira, responsável por orfanato que acolhia órfãos, usou de sua autoridade e amargura para maltratar e por vezes escravizar as pobres crianças que eram a ela destinadas pela igreja.
De maneira amorosa, aquele espírito que se fazia também infantil durante a Ibejada, juntamente com o "tio"- protetor de Milena – agora a faziam relembrar bem como imantavam a nível cerebral essa lembrança que serviria para que, quando acordasse no corpo físico e pela necessidade de ressarcir as dívidas contraídas, sentisse mais alegria e vontade de viver, prosseguindo sua jornada encarnatória tão necessária para reajuste daquele espírito.
Enquanto a festa no terreiro prosseguia alegre, com os Ibejis curando e brincando com a meninada, Milena foi levada de volta ao seu corpo físico. Muitas coisas agora se diferenciavam a nível mental, emocional e energético que seriam repassadas ao seu corpo físico bastante debilitado. No dia seguinte, ao amanhecer as enfermeiras constataram que Milena recuperava seus sinais vitais, não necessitando mais ficar ligada aos aparelhos, para em breve já voltar a se alimentar e sorrir.
Sua saída do hospital era aguardada por uma "tia" do Conselho Tutelar que a levaria até um abrigo infantil. Sua mãe perdera a guarda da menina. De agora em diante, sua rotina seria assim, alternando-se entre algumas tentativas de adoção e sua volta aos abrigos, até que na adolescência um casal estrangeiro lhe possibilitaria a chance de ter um lar e se profissionalizar.
A Linha das Crianças que atua na Umbanda, denominada de Ibejada , Yori ou Cosme e Damião é trazida ao plano terreno através da irradiação dos médiuns, pelos protetores que em forma plasmada de crianças e agindo como tal, se apresentam no terreiro brincando e distribuindo alegria aos consulentes. Espíritos portadores de grande sabedoria e elevação, através das brincadeiras infantis, possibilitam dessa maneira, que as pessoas afrouxem seu emocional, liberando para que eles atuam a nível energético. Oferecem doces que contém já a energia necessária e que vai agir, de certa forma, como um remédio.
Relembrando as palavras de Jesus: - Deixai vir a mim as criancinhas, pois delas é o reino dos céus – que nada mais significava do que a pureza de que se revestem ainda as crianças, tão necessária ao nosso aprendizado adulto. A sua facilidade natural em esquecer ofensas como também em manifestar suas emoções, sem máscaras.
Nas festas ou giras de Ibejada, além dos consulentes encarnados, a espiritualidade aproveita para trazer muitos outros em desdobramento do sono ou que se encontram em coma, para receber o auxílio a nível energético. Além ainda, do grande número de espíritos desencarnados e que se acham ainda adoentados, principalmente a nível emocional.
Portanto a festa é total e completa. Uma festa de alegria, de cura, de transformação. E assim, através de Mariazinhas, Joãozinhos, Cosmes e Douns, no meio de balas de côco e brincadeiras, nossos sábios protetores e guias nos permitem a ajuda evolutiva de que tanto carecemos.
Salve a Ibejada!
Contada por Vovó Benta.
Leni W.S - 2008
www.tuva.com.br

domingo, 25 de janeiro de 2015

Os Bastidores da Umbanda



Firma o ponto minha gente
Preto Velho vai chegar
Ele vem de Aruanda
Ele vem prá trabalhar...
Era dia de "gira de preto velho" naquele terreiro. Enquanto os consulentes chegavam ansiosos e esperançosos em levar de volta a "solução" daqueles problemas que atrapalhavam suas vidas, na frente do conga os médiuns vestidos de branco e de pés descalços concentravam, ligando-se aos seus protetores e guias.
O ambiente denotava simplicidade e era mobiliado apenas por algumas cadeiras para acomodar os consulentes, poucas banquetas para os médiuns que serviriam de "aparelhos" às entidades espirituais e o congá onde um vaso de flores, outro de ervas e os elementos ar, fogo, água e terra se faziam presentes. Acima, uma imagem de Jesus resplandecente de luz.
Iniciando-se a sessão através de pontos cantados e orações, após uma leitura espiritualista elucidativa, iniciavam-se as incorporações de maneira moderada. Do lado astral, as falanges de trabalhadores já haviam chegado muito tempo antes dos médiuns e ali já haviam preparado o ambiente fluidicamente. Uma varredura energética havia sido feito pelos elementais onde primeiramente atuaram as salamandras e após as sereias e ondinas, fazendo com que toda a matéria astralina densa que ali se encontrava, fosse transmutada permitindo a chegada dos espíritos trabalhadores.
Na porta do ambiente, junto à firmação de ponto riscado e da presença do elemento fogo, postava-se o guardião da Casa, Exu Gira Mundo, impondo respeito e segurança. Num raio de 360º ao redor da construção, uma guarnição dos caboclos na egrégora de Ogum formavam verdadeira muralha armada, impedindo a invasão de seres indesejáveis ao bom andamento do trabalho da noite. A construção toda estava no interior de grande pirâmide iluminada na cor violeta, com grande e grossa placa de aço imantado na parte inferior impedindo que o excesso de energia telúrica desequilibrasse a polaridade positiva que era captada pelos sete anéis giratórios que ladeavam a pirâmide, representando as Sete Linhas de Umbanda. Cada um desses anéis destacam-se na cor fluídica de seu Orixá e emitiam um harmonioso som diferenciado.
Cada um dos consulentes que adentrava ao ambiente passava agora primeiro pela defumação que queimava junto à porta, em cumbuca de barro, exalando o cheiro das ervas perfumadas sendo incineradas pelo carvão vegetal. Equipes de limpeza se movimentavam no lado espiritual, recolhendo as larvas astrais e outras espécies de energias deletérias que ali eram desagregadas dos corpos dos consulentes, as quais não eram totalmente absorvidas pelo carvão ou transmutadas pelo elemento fogo.
Em alvíssimas vestes, os amados Pais e Mães, na sua roupagem fluídica de Pretos velhos, trazendo a alegria estampada em sua energia, tomavam conta de seus "aparelhos" médiuns, atuando no chacra básico dos mesmos, obrigando-os a dobrar as suas costas à semelhança de velhos arqueados, incentivando-os ao trabalho fraterno.
E assim, de consulente em consulente, de caso em caso, com a paciência e sabedoria que lhes é peculiar, entre uma baforada e outra de palheiro ou de alguma espanada com o galho de ervas na aura daqueles filhos, os bondosos espíritos cumpriam sua missão. Eram conselhos, corrigendas, desmanche de magia negra, de elementares artificiais negativos, limpeza e equilíbrio dos corpos sutis, retirada de aparelhos parasitas e às vezes, alguns puxões de orelha necessários, em forma de alerta. Tudo de acordo com o merecimento do consulente, pois cada um trazia consigo a mostragem de sua "ficha cármica" onde estavam impressos o que a Lei permitia ser mudado, bem como o que ainda era necessário que com eles permanecesse.
Vó Benta, espírito portador de grande sabedoria e humildade, apresentando-se naquele local com o corpo astral de negra velha de pequena estatura, com roupas simples e alvas, cuja saia comprida e larga era coberta por um avental onde um bolso era recheado de ervas e patuás, tinha uma maneira simplista e diplomática de fazer com que os filhos entendessem que eles próprios eram seus médicos curadores:
-Minha mãe, acho que estou sendo vítima de "trabalho feito" pela minha ex mulher...
Sorrindo e com linguagem peculiar, segurava com firmeza as mãos do moço passando-lhe com isso confiança e com a voz recheada de afeto respondia:
-Negra velha vai explicar para que o filho entenda: - quando sua casa está totalmente fechada, fica escura e nada pode entrar, às vezes nem a poeira. Não é isso? Quando o filho abre as janelas e portas, a luz do sol entra invadindo todos os cantos, mas podem entrar também as moscas, baratas, formigas e até os ladrões, não é? Para a sujeira e os bichos, o filho pode usar a vassoura, para os ladrões a lei, a segurança. E para a luz do sol? Ah, essa filho, fica ali iluminando até que o filho feche toda a casa outra vez. Assim também é a nossa casa interna; quando nos fechamos para a vida, para o trabalho, ficamos no escuro e ao nos abrirmos , deixamos a luz entrar mas ficamos sujeitos a todas as outras energias que pululam ao nosso redor. Mas como acontece na casa material, onde não houverem os atrativos da sujeira e do lixo, os insetos não se aproximam. Se estivermos equilibrados, sem raiva, mágoa, ciúmes, vícios e todos esses lixos que os filhos buscam na matéria, nada nem ninguém consegue afetar nossa energia, nossa vida. Só o sol permanece no coração de quem procura manter-se limpo.
Negra velha sabe que esse mundão está de cabeça para baixo. No lado material os filhos andam desarvorados pela dificuldade de sustento de suas famílias, quando não, em busca de supérfluos. Mas mesmo assim, é preciso lembrar aos filhos, que embora estejam na matéria e sujeitos à ela, a vida real está no espírito imortal. É preciso dar mais atenção, senão prioridade, à essência em detrimento do restante, para que possa haver o equilíbrio dos elementos inerentes à vida, na sua totalidade.
O mal que é enviado aos filhos, só vai instalar-se se encontrar no endereço vibratório, ambiente adequado. Sem contar que, o medo é porta aberta e atrativo para a entrada do desequilíbrio. O medo é sentimento muito usado pelas energias trevosas, uma vez que fragiliza o corpo emocional facilitando sua atuação mórbida. Por outro lado, negra velha pergunta para o filho: - se a desordem não houvesse se instalado, por acaso o filho estaria aqui, sentado no chão, em frente à preta velha, buscando humildemente ajuda espiritual? Nem sempre o que nos parece mal, é tão prejudicial assim. Pode ser o remédio adequado para o momento, ou talvez a estremecida necessária no corpo astral dos filhos, para que a ordem possa reinstalar-se.
As trevas, meu filho, estão vinte e quatro horas de plantão. E os filhos, acaso estão? Não adianta orar e não vigiar, pois o pensamento é energia e com ele nos adequamos ao campo energético que quisermos.
Antes da hora grande as falanges da egrégora dos Pretos Velhos, despediram-se de seus aparelhos, alguns precisando largar e desfazer a vestimenta astral usada para que pudessem chegar até os aparelhos mediúnicos e voltavam agora para as bandas de Aruanda, onde continuariam suas atividades no mundo astral. Pois como diz a Vó Benta, "se pensam que morrer é dormir e descansar, os filhos estão muito enganados... desse lado tem muito trabalho e como nem o Pai está imóvel, quem somos nós cuja ficha cármica demonstra um vasto débito, para nos aposentarmos?".
Agora as velas apagam-se, os elementos voltam a integrar a natureza, os elementais após limparem o ambiente retornam aos seus devidos reinos, os elementares foram desagregados pela força e sabedoria dos pretos velhos e os médiuns voltam aos seus lares com a sensação de paz que só é sentida por aqueles que cumprem com seus deveres.
Preto velho já foi,
Já foi prá Aruanda,
A benção meu Pai
Saravá prá sua banda...
Leni Saviscki / Jornal Sagrado de Umbanda

quinta-feira, 15 de janeiro de 2015

Alguém Te Espera na Noite / Psicografado por Gero Maita





Vinte e três horas e alguns minutos, em algum dos muitos "inferninhos" disfarçados com luxo, luzes e uma ilusória alegria na grande metrópole que não dorme, notamos um grupo de seres sombrios arquitetando seu plano para iniciarem seu processo de vampirização.
O suposto chefe, pois mantem postura altiva e senso de diligência da as coordenadas para que o grupo se divida nas táticas programadas para que não se perca nesta noite "nenhuma cabeça" e todos saem para a "caça"
O local começa a ficar lotado de almas ainda na fase juvenil de suas vidas, mentes invigilantes, sonhadoras e muito, muito desatentas com o cenário sombrio que se desenrola ao seu lado. A beleza do local, as pessoas agitadas o som de música alto é o cenário propicio para se instalarem processos dolorosos de obsessões a principio simples que inevitavelmente caminharão para o um quadro de complexidade em um futuro não tão distante. A ausência de luz solar possibilita que seres infelizes, presas do ódio e sedentos de vingança executem suas técnicas de absorção das energias vitais e aprisionamento mental destes filhos ( as) ainda perdidos na ilusão dos sentimentos.
Notamos um grupo que guarda todo o perímetro do quarteirão onde se instala os locais que serão atacados, outro grupo sem nenhum problemas adentra um determinado estabelecimento a em um canto fica a espera das vitimas perfeitas.
Os encarnados começam a chegar levantando a bandeira do liberalismo, da revolta sem causa, do "eu posso tudo, por que sou dono da minha vida" e mal sabem que sua "liberalidade" os conduzem para sua própria queda regada de ilusão e indisciplina.
A música e a bebida são a ponte de ligação para o cenário de dor que começa a se desenrolar o que nos assombra é como o ser humano gosta de eleger sua liberdade somente com atitudes que firam aqueles que pensam de forma oposta as suas, notamos pais e mães lutando para que seus filhos levem uma vida sadia e ao mesmo tempo os preceitos do Cristo, "HONRA TEU PAI E TUA MÃE" é jogado na sarjeta, num misto de intolerância, revolta sem causa e imaturidade precoce. Ma a noite esta somente começando.
Um grupo de jovens é escolhido para o processo de vampirização, sem que percebam a mesa em que estão sentados é envolvida por um cinturão sombiro, que bloqueia por afinidade vibratória qualquer fonte de pensamento de luz convidar ao raciocínio e ao bom senso dos que ali se submetem a esta situação.
Dentro deste cinturão estão agregadas energias, de dor, de sofrimento, de ódio e revolta, de irresponsabilidade, de crueldade colhidas das emanações mentais que infelizmente diariamente são criadas pelo ser humano que pouco recorre a prece, a reflexão e a reforma intima.
Dentro deste cinturão dois espíritos sombrios lembrando muito a feição de bruxas começam a estimular a conversa de baixo nível vibratório, regada de palavrões, reclamações sem fundamento, luxúria e malícia, tudo isso regado a bebidas, cigarros que através dos "canudos humanos que ali se encontram" possibilita-lhes sentir o prazer que a falta do corpo carnal impediu a muito tempo de alimentarem também os seus vícios terrenos.
Outro grupo estimula os músicos e DJ"s que tocam um ritmo de música frenético convidando a danças com excesso de sensualidade reportando-nos as festas sombrias de Sodoma, Gomorra e do império Babilônico. Neste cenário notamos que homens e mulheres tem colados a seus corpos físicos espíritos que dançam na mesma sintonia vibratória e dentro do padrão que lhes competem estimulam os pensamentos destes a crerem que sua dança esta "agitando", criando assim uma ligação em seus chacras coronário e básico de cordões energéticos que sugam facilmente suas energias vitais devido ao estimulo mental que neles é executado.
A noite entra e não se pode perder "gado", um espirito perito em hipnotismo manipula os sentidos de tempo dos presentes no espetáculo sombrio que se desenvolve para que a noção das horas sejam por algum momento esquecidas e o "trabalho" posso se encerrar quando o "ASTRO REI" da sinal de sua chegada e oferece perigo pois consome com seu vento solar as irradiações parasitárias e os seres que as geram, todos devem ficar até o ultimo momento, colocando os limites físicos ao extremo.
É hora de estimular o prazer, andando em meio aos presentes encontramos dois espíritos femininos que mais lembram hermafroditas pois possuem dois sexos totalmente dilacerados criando as afinidades ilusórias. A lei do "ficar" esta aberta, o sexo livre é estimulado, a traição é liberada e notamos que os espíritos citados se abraçam levianamente em seus alvos de ambos os sexos ou de sexos diferentes e começam através do estimulo mental a criarem o desejo, mas não o desejo de vivenciar felicidade, alegria e amor, mas o desejo animal, estimulado pelo sexo desregrado, do beijo sem compromisso, é a luxúria de antes sendo revivida pelos seus afins.
Dois corpos em união possibilitam a vampirização de energias salutares para os processos de criação de objetos de tortura nas regiões umbralinas tais como: Dama de ferro, bastões com espinhos, correntes incandecentes etc...
Alguns irão completar e servir de cobaia para os vibriões e o laboratório para instalação dos mesmos esta disfarçado com a placa levando o nome de MOTEL. É camaradas existe muita coisa na noite que vcs desconhecem.
O ser humano precisa no estágio vibratório que se encontra procurar viver as causa do Cristo primeiramente dentro de si. Reforma intima não é brincadeira é atitude, mudança leva tempo, mas tem que se ter ao menos coragem para ser firme em seus objetivos.
Eleger uma liberdade em meio a este cenário com o título de "balada" sem atentar para os perigos que isso lhe oferece é assinar o atestado de ingenuidade ao extremo, basta ver os crimes, os lares destruídos e as vidas desviadas do propósito maior que o Cordeiro nos propôs a começar na simplicidade de uma manjedoura.
Mas a noite segue e outras virão e "eles" estarão lá esperando por você.
Haverá mudança? Sim desde que ela comece dentro de você mesmo....
A noite termina o ASTRO REI anuncia sua chegada e notamos jovens transformados em farrapos humanos retornando aos seus lares, o resultado? Crises depressivas, brigas em família, senso de "ninguém me entende", dúvidas e medo de fracasso, só que esta fracasso já esta dentro deles mesmos.
O tratamento? Entender a proposta do Cristo " Aquele que desejar me seguir, abandone seu pai e sua mãe, vende os seus bens, peque sua cruz e me segue....."
Na prática! Renegue as paixões mundanas, conheça a si próprio e lembre-se trabalho no bem e na reforma intima é investimento futuro e não presente....
Saudando vossas forças
SETH
*Esta experiência foi vivida através de desdobramento do médium psicografo com um dos guardiões que lhe amparam em uma das noites de São Paulo no ano de 2010
ceuesperanca.blogspot.com

terça-feira, 13 de janeiro de 2015

Andanças de um Preto Velho - Canalizada por Ednay Melo


Certa vez em uma das andanças desse nego véio pelos terreiros que trabalham com a Bandeira de Pai Oxalá, fiquei a observar os movimentos dos filhos de fé antes do início dos trabalhos. Uns se lembravam de problemas não resolvidos com os familiares, outros não esqueciam aquele desaforo ouvido quando caminhavam para o terreiro e por pouco não revidaram a ofensa, outros ainda arquitetavam na mente como se defender de provável comentário malicioso que talvez aquele irmão de fé tenha para com ele. Ainda outros fazem suas obrigações não por amor, mas para mostrar (véio não sabe a quem) que é o melhor, o mais dedicado e o que merece boas recompensas. Outros sorriem forçosamente enquanto o coração destila fel. Em uma pequena roda de irmãos, véio ficou de boca aberta com os comentários: falava-se de todos, menos dos que estavam na roda, é claro. E em outra roda, véio ficou mais perplexo ainda: não se falava diretamente dos irmãos, mas apimentava-se o verbo: "-é alguém daqui... mas, quem???", e todos se entreolhavam, num mistério profundo... Cada irmão que passava o pensamento fluía: "será este, ou aquele???"

E assim, tristemente, véio presenciou a formação de uma névoa escura que envolvia muitos filhos, que não sabiam porquê, na hora da gira, estavam sentindo-se mal, ou porquê não sentia a vibração do seu guia, ou pior, porque está sendo vítima de uma obsessão... Esta última é palavra da moda, muitas vezes usada para disfarçar os próprios "dragões" interiores!

Numa corrida quase mágica, os trabalhadores do astral trabalhavam para amenizar aquela corrente negativa que se formara, isola-se um, esforça-se para vibrar pelo menos próximo do outro, faz-se o socorro aqueles irmãos que foram atraídos pela vibração de desarmonia, compartilha a prece sincera emanada de poucos e, assim, há muito custo a luz se faz!

Afinal, muitos dos que buscam ali consolo e renovação merecem ser protegidos dos irmãos invigilantes, e serem atendidos de forma harmoniosa, de acordo com o merecimento de cada um.

Quero pedir, humildemente, que os filhos de fé nos ajudem a ajudar quem precisa, se a semente plantada da Umbanda ainda não germinou em seu coração, não desanime, faça um pequeno esforço para deixar os problemas lá fora do terreiro, vibre positivo para todos a sua volta, não se preocupe com o reconhecimento de suas atitudes, porque quando sua recompensa chegar, ela nem será percebida como tal. Que o branco vestido com orgulho e dedicação represente a paz do seu coração, para realmente "refletir a Luz Divina" entoada no Sagrado Hino da Umbanda.

E com as bênçãos de Pai Oxalá cresçamos unidos, porque a fé, o amor e a caridade está ao alcance de todos.

Pai Tomé de Angola
Médium: Ednay Melo (TULCA)